sábado, 7 de maio de 2016

Reconstrução do Brasil


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos Henrique Abrão

Considerado o País do Futuro com grande oportunidade de figurar entre as dez maiores economias globalizadas do mundo, o Brasil perdeu o rumo e deixou de caminhar rumo ao desenvolvimento como espelha o noticiário de famoso jornal americano.

A decisão do STF, ao afastar o presidente da Câmara Federal, açodada ou demorada, nos dá bem uma noção do quanto as instituições estão fragilizadas e distantes da representatividade da sociedade civil. Esse total embaralhamento no qual um cassa o outro e depois de algum tempo também é cassado pela justiça inspira a reconstrução do Brasil de forma acelerada e tudo passando inexoravelmente pela classe política.

Propusemos a extinção de todos os partidos políticos e a refundação deles,
no qual os candidatos não tenham profissionalismo, caixa dois, ou sobrevivam de propina de empreiteiras e outras entidades. Assim nasceriam apenas 3 e no máximo 5 representações político partidárias, as quais se encarregariam de granjear pessoas de boa índole, com ficha limpa, sem vinculação com o passado e lavando a escória da corrupção.

Os cidadãos poderiam se candidatar aos cargos sem qualquer interligação com o partido, livre e autonomamente, de igual para igual, desde que tivesse a idade mínima, bons antecedentes, comprovado grau de conhecimento e se possível diploma superior, os parlamentos deveriam sofrer uma limpeza a começar pelo tamanho da federação.

Os Estados membros seriam agrupados em apenas 15 e as comunas de mais 5 mil reduzidas para mil, gradativa e paulatinamente em tempo curto, administrando-se os recursos públicos e os gastos da administração. Com dez estados não haveria corte e muito menos funcionários sem concurso, todos eles admitidos por meio de prova de títulos e documentos.

As prefeituras voltariam para as funções precípuas de suas atividades e serviços públicos essenciais. Os impostos deveriam permanecer mais nos Municípios e ESstados, evitando repasses e bloqueios por parte da União. Extintos os partidos, refundidos os estados e diminuídos em numero de 1000 as prefeituras, os parlamentos estariam enxutos, o congresso teria 250 deputados federais e o senado 50 senadores, totalizando 300 parlamentares, ao contrário de hoje quase o dobro.

Mais de trinta mil cargos de vereadores seriam automaticamente extintos com  a redução de 5500 para 1000 Municípios e a União teria impostos e tributos notadamente o imposto de renda, de importação e exportação,
lucro de empresas, os quais não feririam a tripartição e autonomia de estados membros e comunas.

O desenho novo desse modelo seria muito tranquilo se houvesse vontade política e um tanto de sacrifício de nossos dirigentes que não enxergaram a
grande falha na representação, a decisão do STF demonstra que não temos nos cargos certos pessoas corretas e isso desencadeia uma séria de problemas afetando a própria cidadania.

Reformas tributários e previdenciárias seguidas de um tranquilo programa social dentro da receita da União sem despesas supérfluas, contingenciamento dos gastos dos bancos públicos, em especial do BNDES, e rigoroso controle de contas que deveria ser feito mensalmente e não apenas em períodos anuais, além do que as justiças eleitorais examinariam nossos políticos mediante apresentação de documentos para acompanhamento dos respectivos patrimônios, despesas com os cartões corporativos e redução drástica das mordomias.

O Brasil de hoje está estagnado, paralisado, amorfo, sem qualquer perspectiva de sair do fundo do poço,e os estrangeiros nos olham como o pior dos mundos. A cada dia sofremos uma nota negativa de rebaixamento e passamos a ser ao invés de um País de risco outro com a possibilidade de dar calote, e a respeito a nossa dívida pública é um mato se cachorro. A negociação dela é inadiável e deve passar por uma longa conversação, a fim de sua rolagem não identifique juros capitalizados e estratosféricos,os setores que muito ganharam no passado devem ceder no presente, a fim de que toda sociedade se privilegie no futuro.

A nossa economia está cambaleante e as isenções dadas para determinados setores são cíclicas e não funcionam, muitas empresas e
indústrias fecharam,com o galopante desemprego que logo chegará ao numero de 12 milhões de brasileiros, e insistem os destruidores de sonhos, esperanças e da vida de milhões em querer continuar pois representam o que de melhor há para o povo e os de baixa renda.

Exploram a ignorância e miséria alheia, a exemplo de centena de pseudo igrejas neopentescostais que deixam seus pastores ricos e as ovelhas desgarradas. As concessões de televisão precisam mudar e acabar com o feudo e a presença de quase século de desanimadores de plantão. O País precisa de um choque de gestão, qualidade, supremacia da democracia, de ética, moral e sobretudo de decência. As gerações estão comprometidas.

A maioria quer viver no Brasil, mas sem essa triste realidade que tanto nos assusta e nos desencanta, o tempo é agora se perdemos o futuro temos que reconstruir o presente para não decepcionarmos a ordem e muito menos o progresso escancarados na Bandeira brasileiras.

A Nação perplexa, atônita e vivendo a pior crise de todo o século não tem alternativa ou se lança para apoiar e ajudar ou se afoga nas diatribes dos poderes corruptos e destruidores da Nação.


Carlos Henrique Abrão, Doutor em Direito pela USP, é Desembargador no Tribunal de Justiça de São Paulo.

5 comentários:

Anônimo disse...

PARA O PAIS OCUPAR O SEU LUGAR AO SOL, O JUDICIARIO PRECISA FAZER A SUA PARTE, E ISTO É FACIL, BASTA ACABAR CO A INCOMPETENCIA E A CORRUPÇÃO, CHEGA DE PROCESSOS APODRECENDO E OUTROS SENDO PASSADO NA FENTE, CHEGA DE SERVIR A MAFIA...

Loumari disse...

Ai do mundo, por causa dos ESCÂNDALOS; porque é necessário que venham escândalos, mas ai daquele homem por quem o escândalo vem!
(MATEUS 18:7)



"Falo a todos vós que sois filhos de Deus e da Virgem. Esta empresa é de algum estranho ou é obra de vosso Pai e de vossa Mãe? Se a empresa é hoje saqueada e cheia de violência, é porque nós mesmos abandonamos os nossos postos de responsabilidades, e pior ainda, é que muitos de entre nós se tornam também saqueadores, corruptos e corrompidos, prostitutas, e nos esquecemos da razão pela qual estamos aqui. Servir a Deus, nosso Pai, fazer prosperar a empresa e frutificar a produção. É mesmo assim tão difícil e tão doloroso trabalhar na empresa do Senhor? O que foi o que o Senhor nos confiou? Orar sem cessar, e dar continuidade a sua obra. E segundo o vosso juízo, no dia da repartição da herança, aquele que não trabalhou pode mesmo esperar herdar um império pelo qual ele não participou a edificar?
Muitos dos filhos de Deus que desceram para cá peregrinarem, caíram na tentação, se corromperam com a terra. Alguns se tornaram como Absalão que traiu seu pai David, julgando que tomando o poder pelas forças ia ser rei. Homem cúpido, voraz e sedento de poder. E como este terminou? Morto. Foi morto que nem um cão. O mesmo vai ocorrer a muitos dos filhos de Deus que desceram, mas que não voltarão a Deus. E como rei David chorou a morte de seu filho, porque apesar de tudo o amava, Deus também vai chorar a perda de seus filhos que não resistiram ao poder do dinheiro. Ler a Paràbola do semeador Lucas 8:4

Loumari disse...

Também EU quererei as suas ilusões, farei vir sobre eles os seus temores; porquanto clamei e ninguém respondeu, falei, e não escutaram;
mas fizeram o que parece mal aos meus olhos, e escolheram aquilo em que não tinha prazer.
OUVI A PALAVRA DO SENHOR, os que tremeis da sua palavra: Vossos irmãos, que vos aborrecem e que para longe vos lançam por amor do meu nome, dizem: O Senhor seja glorificado, para que vejamos a vossa Alegria; MAS ELES SERÃO CONFUNDIDOS.
Uma voz de grande Rumor virá da cidade, uma voz do templo, a voz do Senhor, que dá o pago aos seus inimigos.
(ISAÍAS 66:4)

Martim Berto Fuchs disse...

“Propusemos a extinção de todos os partidos políticos e a refundação deles, no qual os candidatos não tenham profissionalismo, caixa dois, ou sobrevivam de propina de empreiteiras e outras entidades. Assim nasceriam apenas 3 e no máximo 5 representações político partidárias,”

1º Quem determinaria o número exato de partidos ?
2º Quem escreveria seus programas ? Um deles teria o programa escrito pelo Foro de São Paulo ?
3º Onde estaria escrito que pessoas como Lula, Maluf, Jader, (Quércia), Newton Cardoso, antes de se tornarem ficha suja, não pudessem se adonar dos 3 ou cinco partidos e transformá-los em suas quadrilhas, e através das suas próprias leis dominar o país além de aparelhar o judiciário, como é até hoje ?

Partidos políticos são justamente o problema. Diminuir o número de estados, municípios e políticos e permitir que novas quadrilhas se formassem, com certeza se formarão - o domínio de uns sobre outros tanto pelo bem como pelo mal é da natureza humana -, apenas aumentaria para cada um dos novos quadrilheiros, sua parte no butim. O montante pouco mudaria.

Desde a decretação da república que partidos políticos servem para abrigar sob um mesmo guarda-chuva os “espertos” que pensam de forma igual. “Espertos” unidos pelas quadrilhas auto-denominadas partidos políticos, permanecerão mais facilmente unidos em torno dos mesmos objetivos, cujo principal deles é a chave do cofre do Tesouro Nacional e tudo que isto significa.

Não há como acabar com o mal por decreto. Nos resta ir cortando, de todas as formas imagináveis e possíveis, suas possibilidades de êxito. Mesmo assim, o mal procurará outras formas de se impor. Faz parte. É uma luta constante.

A democracia baseada na liberdade, justiça social, evolução e desenvolvimento constantes, pode e deve funcionar livre de dogmas e ideologias, bases dos partidos políticos.

http://capitalismo-social.blogspot.com.br/2016/02/61-passos-para-implantacao-do-ante.html

Anônimo disse...

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acp

Acabar com todos os partidos é urgente.

E proibir a criação de novos.

Fundir Estados e Municípios é impossível, inviável, indesejado.

O que deve e precisa ser feito é revogar a autonomia de novos municípios que tenham sido emancipados desde uma data, eg a CF-88, e não sejam hoje auto-suficientes. Que voltem a ser Distritos de onde saíram.

acp

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