quarta-feira, 22 de junho de 2016

O Clube Militar e a Petrobras


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Gilberto Pimentel

A discussão sobre a existência de petróleo no Brasil, em quantidade economicamente compensadora, seu tipo, localização das jazidas, forma de exploração, propriedade da companhia exploradora, participação da união e de capitais estrangeiros nessa indústria, por longo tempo apaixonou o Brasil.

O Clube Militar participou intensamente dessa discussão que refletia, na verdade, a posição dos dois principais grupos de sócios: os que defendiam o monopólio do Estado, aí englobados os nacionalistas convictos – os queremistas – e os que acreditavam que a exploração do petróleo deveria ser feita por grandes grupos internacionais, em virtude da expertise e do grande vulto de capitais necessários ao empreendimento. Todos patriotas.

As posições do Clube e de seus associados, expostas na Revista do Clube Militar, provocaram amplos e acalorados debates pela imprensa, pois o Clube firmava posição em defesa da exploração do petróleo por empresas nacionais, de acordo com as conclusões da Comissão de Estudo do Petróleo do Clube Militar, de 13 de maio de 1952.

Com a criação da Petrobrás, o Clube viu-se recompensado pela luta que empreendera, e a companhia homenageou essa participação decisiva com duas placas comemorativas, hoje afixadas no 3º andar da Sede Central.

Nos dias que correm, como decorrência da situação pré-falimentar a que a empresa foi levada nesses últimos anos, pessoas, interpretando suas próprias ideias ou a de entidades que representam, com frequência nos procuram para lembrar as responsabilidades do nosso Clube.

Criticam as medidas que o governo provisório recentemente instalado vem adotando no sentido de resgatar a imagem e restaurar as finanças da empresa, protagonista de um dos maiores escândalos políticos e econômicos que já se teve notícia no mundo empresarial, frutos, sobretudo, de investimentos criminosos e da corrupção institucionalizada.

Passam essas medidas, também e necessariamente, pela rigorosa investigação dos fatos e pelo consequente afastamento e rigorosa punição dos responsáveis. Antes dessa depuração, antes de eliminar toda essa sujeira, de salvar a empresa da derrocada total, enfim, julgo muito difícil retomar qualquer discussão quanto ao futuro do uso e exploração do petróleo pelo país que conte com a participação do Clube. A Petrobras, antes orgulho nacional, hoje, passou a ser caso de polícia.

Além disso, aqueles que nos procuram para manifestar sua contrariedade com as indispensáveis ações saneadoras relativas à recuperação da empresa, não escondem o viés político-partidário que os animam, classificando o novo governo como golpista, e pregando o “restabelecimento da Democracia”, em outras palavras a volta do “status quo ante” o que não faz nenhum sentido, pois negam-se a admitir que exatamente o lulopetismo foi o principal responsável pelas agruras que hoje vivemos.

Da mesma forma, essas pessoas, em geral, utilizam também de forma equivocada o termo “nacionalismo” referindo-se ao Clube Militar para invocar posições tradicionalmente assumidas pela instituição ou por seus integrantes.

É bom que saibam que para nós, o nacionalismo é um sentimento patriótico de vinculação do indivíduo à nação, que se manifesta em atitudes e ações políticas, econômicas e sociais espontâneas e construtivas, dando prioridade ao que nos é próprio e aos interesses nacionais. Não é, necessariamente, dirigido contra ninguém ou contra qualquer ideia que não nos agrida.

Bem diferente pois do que é explorado pelos movimentos revolucionários de esquerda como ideologia intermediária que pretende induzir nos integrantes da sociedade nacional atitudes e posturas antiimperialistas e, por extensão, anticapitalistas e antiliberais.

É preciso todo o cuidado diante de opiniões ou documentos oriundos de partidos esquerdistas, pois a linguagem que empregam é, maliciosamente, deturpada para que concordemos com ela.

A Petrobras voltará a ser a filha dileta do Clube Militar e orgulho dos brasileiros.


Gilberto Pimentel, General, é Presidente do Clube Militar.

4 comentários:

Anônimo disse...

Privatize-se esse dinossauro já. Cabidão de emprego. O general deveria ler os vários artigos comparando a Petrossauro às grandes petroleiras do mundo. Faturamento, número de funcionário absurdamente exagerado,mesmo aqueles concursados. A Petrossauro na verade é dominada por um sindicato esquerdista, retrógrado, que só faz defender aumentos absurdos, privilégios que jamais seriam aceitos em uma empresa privada. O general deveria ver que pagamos uma gasolina de péssima qualidade, talvez a pior do mundo, a preços exorbitantes,batizada com água, isso mesmo, água, pois o álcool que é adicionado à nossa gasolina é hidratado, portanto, contém água. Pagamos água também, além da gasolina. O absurdo de se proibir carros movidos a óleo diesel, coisa que não ocorre nos países adiantados. Esse Bananão é inviável, será sempre inviável enquanto estivermos defendendo esse nacionalismo retrógrado. Queremos emprego general, qualidade de vida, decência, respeito, segurança, educação, saúde, não empresas estatais, cabidões de empregos para cupinchas de poderosos. Como diz o criminoso mór do Bananão, que sempre humilhou os militares, "menas" general, "menas"!

Anônimo disse...

Cleonice I Ferreira disse:
Excelentíssimo General Gilberto Pimentel, nós o povo brasileiro esperamos que nossas FFAA façam uma limpeza profunda em nosso país urgentemente, não é possível ficar observando o nosso Brasil rolando ladeira abaixo, rolando como pedras. As graves denúncias abundam diariamente.
Lembrando o conceituado jornal Financial Times: "o Brasil vive na política e na economia um filme de terror sem fim".
“O povo suportaria sem revolta nem murmúrio, certos erros graves dos seus governantes, de numerosas leis injustas... Porém, uma longa seqüência de abusos, de prevaricações e de fraudes revela uma unidade. Desígnio que não passará despercebido do povo, este toma consciência do peso que o oprime e compreende o que o espere. Não devemos espantar, então, que ele se revolta” – Jonh Locke.
Que o Bom Deus o abençoe.

Unknown disse...

Idiota. A Petrobrás nao é uma fábrica de meias. A produção de um poço depende mais da qualidade geológica que qualquer destes parâmetros que você cita. A Petrobrás é o empreendimento mais bem sucedido, destruído por idiotas que pensam como vc

Unknown disse...

Sempre haverá quem não goste de trabalhar nem cuidar do que é seu. Não construiu a empresa nem sabe o trabalho que deu. Quer se livrar do que nunca terá conpetencia, um dia, de reconstruir. Pobreza de terceiro mundista metido a auto suficiente.