quinta-feira, 23 de junho de 2016

O Mal-Estar na Organização

Rubens Beyrodt Paiva (1929 — 1971) 

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Milton Pires

Ontem, dia 21 de junho de 2016, o Supremo Tribunal Federal (STF) inaugurou uma nova etapa na sua História. Antes apresentava-se como um grupo de juízes, quase todos indicados pelo PT, lenientes, tolerantes... coniventes com a impunidade da maior organização criminosa da história política do Brasil – o próprio partido que os colocou lá dentro; agora é abertamente um órgão de persecução, de “caça” àqueles que ousarem enfrentar o Regime Petista.

Ao aceitar denúncia contra o Deputado Jair Bolsonaro, o STF provocou na mídia e na sociedade brasileira um conjunto de reações que invariavelmente contém as seguintes ideias:

1. “teoria da imparcialidade” - não gosto de Bolsonaro, mas ele precisa ser “melhor orientado” do ponto de vista de marketing para não cair neste tipo de armadilha da Maria do Rosário e da Esquerda.

2. “teoria das prioridades” - o fato do STF ter aceitado a denúncia contra Bolsonaro não é importante. O Brasil tem outras coisas muito mais graves para se preocupar.

3. “teoria do exemplo e da tolerância zero” - Há uma “cultura do estupro no Brasil” e o “caso Bolsonaro x Maria do Rosário” deve servir de exemplo.

4. “teoria das eleições” - o processo serve para impedir que Bolsonaro concorra à Presidência da República em 2018.

Deixando de lado, pelo menos agora, cada uma destas ideias, cabe dizer o seguinte: sempre existiu e sempre vai existir dentro da propaganda política, dentro da estratégia de formação da opinião pública, algo muito semelhante àquilo que se define, em Psicanálise, como “livre associação”- processo que tenta estabelecer relações, conexões entre os fatos e lembranças que o paciente vai evocando, mencionando sem ser provocado, para que vença suas “resistências” e suas “limitações”, para que identifique e supere, ajudado pelo analista, um conflito inconsciente.

Se o Brasil fosse um paciente no divã e se Freud fosse petista, qual seria o “conflito” a ser abordado na terapia?

O “conflito” escolhido pelo Regime Petista parte do fato da “presidenta” afastada ser mulher. O Brasil é, segundo o “Freud do B”, um país inconformado com o fato de ser governado por uma mulher – sempre foi e sempre será e é neste ponto, neste verdadeiro “nervo exposto”, que o Regime Petista, sabendo que uma nação não é um paciente, que o Brasil não pode deitar no divã e que não existe psicoterapia de nações, resolveu centralizar sua ação na propaganda. Primeiro contou com a ajuda da imprensa e agora, abertamente, conta com a ajuda dos juízes do STF.

A ação petista, para ser eficaz, precisa de uma propaganda capaz de produzir, ela mesma, a “vontade de livre associação” por parte da sociedade e o STF fará, antes de qualquer coisa, o papel de analista que veio nos ajudar a superar nosso “conflito”.

Aparentemente, o “estupro coletivo” da funkeira do Rio de Janeiro que fazia fotos com fuzil de guerra não foi suficiente para que o país engolisse a mentira da “cultura do estupro”.

Necessário é, pois, que se reforce a propaganda e se fortaleça a livre associação abrindo processo contra um deputado da oposição sob acusação de “apologia do estupro” - aí sim, fica mais fácil levar de volta à Presidência da República a ex-terrorista, chefe de quadrilha e estelionatária afastada a despeito de todos os esforços feitos pelos juízes que ela “colocou lá” para defendê-la.

Lula já disse, certa vez, que haveria uma determinada “ingratidão”, uma espécie de “quebra de confiança” de Janot e daqueles que o partido “ajudou” a galgar os degraus do Poder Judiciário no Brasil.

O processo contra Jair Bolsonaro vem para desmanchar este constrangimento, para reforçar que o STF é o analista capaz de nos ajudar a fazer a “livre associação” que o paciente Brasil precisa...para liquidar, enfim, com o “Mal Estar na Organização”

Em 1971 o “Mal Estar” só foi resolvido com a morte de Rubens Paiva pois o STF não tinha a competência necessária para “gerenciar” a livre associação.

Em 2016 a situação é diferente: o “analista” só precisa da acusação feita por uma histérica para produzir o silêncio de um Deputado Federal.

para Eunice,


Milton Simon Pires é Médico.

Um comentário:

Anônimo disse...

Na década de 80 fizeram vistas grossas e não apenas a promotoria e judiciário calaram, 12 cadáveres de adolescentes com os órgãos extraídos cirurgicamente, 2 terços da população escravizada, desdentada, desnutrida, analfabeta, torturada, então chega de esconder os crimes do PT,PQP E DE VOCÊ...