segunda-feira, 6 de junho de 2016

Ouvidos de Mercador


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Oswaldo Siqueira Júnior

Lá pelos idos de meados de maio, quando era dado a perceber que a Comissão Especial do Senado Federal Sobre o Impeachment seria favorável à admissibilidade da instalação de processo contra a Presidente da República por prática de crimes de responsabilidade, afastando-a do cargo pelo prazo constitucional de 180 dias, os rumores sobre a formação do corpo de auxiliares do Vice-presidente que assumiria interinamente corriam soltos pela mídia.

Naquela ocasião escrevi um modesto texto e postei-o no Facebook que é acessível pelo link: migre.me/u19qM

Posteriormente me manifestei pela carência de uma equipe profissional de comunicação. Não me refiro à assessorias de imprensa, mas, a profissionais da propaganda comercial e institucional sem o vício ideológico dos "marqueteiros" de plantão. Gente habilitada e experimentada em "falar com pessoas" dos mais diferentes nichos de atores econômicos. Ontem a referida carência se mostrou de forma trágica no episódio dos cargos públicos aprovados pela Câmara. Nem governo nem imprensa souberam, um comunicar detalhadamente; a outra reportar corretamente. Resultado: após o estrago feito, ambos se viram obrigados a explicar o "imbroglio". Lamentável!

Nem um apelo nem outro foram ouvidos pelos responsáveis pelo governo. O fisiologismo da coalizão política já mostrou-se impróprio em, até agora, 3 oportunidades e uma quarta está prestes a dar as caras. Mandos e desmandos; avanços e retrocessos revelam uma inconsistência preocupante.

Onde estão os notáveis? Os isentos de processos, denúncias e investigações? Aqueles que não sejam indicações de políticos influentes ou de partidos políticos? Os que não tenham filiação partidária?

São apenas 16 dias úteis passados desde a posse, mas, os erros de avaliação já alcançam, pelo menos, 1 a cada 2 dias.

Um misto de vaidade e incompetência começa a tomar a cena nacional antes mesmo da votação final do Impeachment. Estaria se consolidando um golpe na Constituição para que se realizem eleições presidenciais em outubro? Ou o STE se encarregará de facilitar a aspiração que parece predominar nos corredores e nas tribunas do Parlamento?

O tempo dirá, mas, uma coisa é certa: Temer recalcitra em sua vaidade e assume ares de superioridade sem, no entanto, confirmá-la por suas escolhas e determinações.

Esperança! Cada vez mais difícil conservá-la


Oswaldo Alves de Siqueira Júnior é Profissional independente de Mídia e Marketing. 

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