quarta-feira, 13 de julho de 2016

Estrado


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos Maurício Mantiqueira

Prostrado no estrado o cagão em nocaute, que não sabia do blecaute.

Após o marca-passo, o antigo do planalto palhaço verá o estardalhaço.

Se é verdade que vaso ruim não quebra, gira a baiana e se requebra.

Saracotico no fubá do papa hóstia, na velha Roma ou em Óstia.

Estribilho estridente de quem pegou o bridão no dente.

Santinho do pau ôco, se acha docinho de côco.

Perderá sua empáfia por delação da máfia.

Diante de um monte de estrume, a mentira de costume.

Sábio sabiá que lhe sopra: “Eu não sabia!”, mantra que repete noite e dia.

O esquife do patife será de ouro se o pega um sulista mouro.

Pra sua vaidade um estouro, como ave de mau agouro.

Tipo cagalhão-rolha que flutua sobre tudo e sobres todos, vítimas de seus engodos.

Anagrama de Nabucodonosor, levará nabo no c. sem dor.

Se acha persa mas é percevejo.

De inteligência, mero lampejo.

No país do "bonitâo" falta honra, falta pão.

Em se plantando, dá. Em não se plantando, dão.


Carlos Maurício Mantiqueira é um livre pensador.

2 comentários:

Loumari disse...

Em Moçambique também está a reinar o mesmo satanismo. Leia isto aqui:

NUMA ALTURA EM QUE SE FALA DE MEDIDAS DE AUSTERIDADE EM MOÇAMBIQUE

Numa altura em que os moçambicanos “apertam o cinto” com o agravamento do custo de vida, o Governo decidiu aumentar o suporte das despesas dos antigos Presidentes da República com fundos públicos.

A decisão consta de um despacho do Ministério da Economia e Finanças referente às alterações orçamentais do exercício económico deste 2016, efectuadas no primeiro trimestre, a cuja cópia o Correio da manhã teve acesso.

Concretamente, a dotação orçamental inicialmente prevista para a assistência aos antigos Presidentes da República para este ano era de cerca de 25,7 milhões de meticais só de despesas com pessoal, sendo que o Governo decidiu aumentar a verba em 1,4 milhão de meticais, sem, no entanto, especificar as razões.

Na rubrica bens e serviços, o Executivo aumentou a factura em cerca de 8,4 milhões de meticais, ou seja, passará a suportar as despesas de Armando Emílio Guebuza e Joaquim Alberto Chissano (antigos estadistas moçambicanos) no valor de 56,7 milhões de meticais do erário público, contra 48,3 milhões de meticais inicialmente previstos. Contas feitas, em tempo de crise os “caprichos” de Guebuza e Chissano vão custar, oficialmente, cerca de 83,8 milhões de meticais do erário público este ano.

Medida unilateral

Entretanto, mais uma vez a decisão foi feita unilateralmente pelo Governo, ou seja, não houve aval da Assembleia da República (AR) nestas revisões das dotações orçamentais para o suporte das despesas dos antigos estadistas moçambicanos, apesar de este órgão ter aprovado o Orçamento do Estado (OE) para 2016.

Curiosamente, esta postura do Executivo de Filipe Jacinto Nyusi entra em choque com as declarações públicas segundo as quais o Estado iria cortar nas despesas de quase todos sectores públicos (com excepção da Educação e Saúde) e aplicar medidas de austeridade, devido à actual crise económica do país, associada às chamadas “dívidas escondidas”.

De referir que Moçambique enfrenta uma grave crise económica desde as recentes descobertas de empréstimos externos ocultos em valores astronómicos, situação que agravou a dívida pública do país e obrigou a suspensão da ajuda externa ao OE.

Os referidos empréstimos, dos quais o Estado moçambicano foi avalista, foram efectuados no último mandato do consulado de Armando Guebuza, com destaque para as dívidas contraídas em nome das empresas EMATUM no valor de cerca de USD 850 milhões, ProIndicus (USD 622 milhões) e Mozambique Asset Management

(MAM) no montante de USD 535 milhões, para de uma outra dívida de USD 221,4 milhões para reforçar a ordem e segurança pública do país.

CORREIO DA MANHÃ – 22.06.2016

NOTA: É fartar vilanagem. Mais um rico exemplo que o governo “transparente” de Filipe Nyusi dá ao seu “patrão”. Seria interessante saber-se de quem foi a iniciativa deste reforço de verba. Dos próprios ou de iniciativa governamenteal?

Por Fernando Gil

Loumari disse...

Moody’s classifica economia moçambicana como “pior que lixo”

Maputo (Canalmoz) – A agência norte-americana de notação financeira Moody’s agravou o “rating” de Moçambique para o nível “pior que lixo”. Segundo a aquela agência, Moçambique passou para um risco de crédito da dívida, de Caa1 para Caa3, ficando assim com um “rating” ainda mais deteriorado do que o “lixo” em que já estava. Segundo escreve a agência Lusa, com esta decisão, que torna ainda mais forte a recomendação de não comprar dívida do país, a Moody’s conclui a revisão iniciada em 20 de Maio, depois de ter sido conhecido, em Abril, que o país tem dívidas não declaradas de mais de 1,4 mil milhões de dólares (cerca de 1,27 milhões de euros à taxa de câmbio actual), que motivaram uma onda de desconfiança por parte dos mercados financeiros internacionais e levaram mesmo o Fundo Monetário Internacional e os doadores do Orçamento do Estado a suspenderem, este ano, a ajuda internacional ao país. Segundo a agência de notação financeira, a degradação do “rating” soberano de Moçambique reflecte sobretudo a sua avaliação da “fraca vontade do Governo de honrar as obrigações relacionadas com a dí- vida, face às pressões de liquidez”. Actualmente, Moçambique está em negociações com os credores da dí- vida da empresa “Mozambique Asset Management” (MAM), que falhou em Maio a primeira prestação de 178 milhões de dólares (160 milhões de euros). Segundo diz a Moody’s, esse facto poderá resultar num adiamento dos pagamentos e em perdas para os credores, face ao inicialmente acordado.

“Uma tal reestruturação equivaleria a um incumprimento por parte do Governo sobre a sua garantia de dívida”, afirma a agência de “rating”. Apesar do impacto positivo desta reestruturação no Tesouro de Mo- çambique, a Moody’s afirma que as pressões de liquidez vão continuar. A agência de notação financeira considera que não é previsível que, num futuro próximo, sejam retomados os desembolsos da ajuda internacional que foram suspensos. Por fim, a Moddy’s atribui “outlook” negativo ao “rating” agora atribuído, o que dá indicação de que a nota de crédito de Moçambique poderá voltar a ser diminuída, devido aos riscos de litigância e à possibilidade de o Estado moçambicano também não cumprir os compromissos noutros títulos dívida. (Redacção/Lusa)
Fonte: CanalMoz n 1748
13 de Julho de 2016