quarta-feira, 13 de julho de 2016

O Brasil e a retirada do Reino Unido da União Europeia


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Arthur Jorge Costa Pinto

O Reino Unido se tornou o primeiro país a sair do bloco de 28 países europeus, provocando uma imensa onda de instabilidade, incertezas, tristeza, espanto, críticas e ressaca nos mercados globais.

Sua repentina saída da União Europeia acelera o desaparecimento da maior tentativa integracionista já vista na história da Humanidade, levando uma das democracias mais antigas do planeta a um abismo econômico, político e financeiro. A nação saiu literalmente mutilada das urnas do Brexit e, infelizmente, o populismo desvairado e irresponsável venceu o cosmopolitismo, a globalização e a integração.

A situação começa a ser debatida com mais intensidade entre os analistas do mercado financeiro, ao verificarem como esta desgarrada poderá trazer possíveis consequências para a economia brasileira,com reflexos no médio prazo, à medida que o afastamento se consolidar, embora o nosso futuro esteja mais dependente de nós mesmos do que do resto do mundo.

Algumas reflexões convergem para alguns pontos que guardam relativo consenso, iniciando-se pelo dólar,já que, nesses instantes iniciais,poderemos inclusive presenciar uma fuga de divisas para o mercado americano, permitindo com isso a sua valorização frente às principais moedas do mundo.

Uma vez que o mercado global mantém-se apetecido por dólar, consequentemente é natural que surja uma desvalorização do real. Não fica descartada a hipótese de que ocorram pequenas flutuações, o que poderá vir a protelar, ao menos no curto prazo, uma valorização mais consistente do real. A moeda americana mais valorizada nos conduz ao que, particularmente, intitulo de um“conjunto de emoções” em nossa economia a partir de alguns pressupostos factíveis.

Caso o real venha a se desvalorizar por um tempo maior que o provável, com certeza isso influenciará negativamente nossa inflação, mas se fará notar com rigor se o dólar retornar a um patamar girando em torno de R$ 3,60 a R$ 3,70. Portanto, abaixo disso, no presente, podemos admitir que este ativo esteja razoavelmente precificado.

Uma valorização do real como vem de modo aparente se delineando, poderia contribuir essencialmente na diminuição dos custos de alguns produtos e, portanto, auxiliar a baixar a inflação. Com esta posição assumida pelo Reino Unido, possivelmente, deveremos ter esse processo prorrogado. Dessa forma, indiretamente, essa fragmentação poderá prejudicar um pouco a nova política econômica contra a inflação em andamento.

Outra questão importante é quando se verifica uma generalizada queda nos preços das commodities. Por que isso acontece?  Em função de que grande parte dos produtos agrícolas (soja, milho, farelos etc.), que se destacam pela sua maior circulação, tem seus preços estabelecidos em dólar. Se o dólar torna-se mais caro, as commodities, da mesma forma, encarecem no ato da conversão para nossa moeda.

Muitas vezes, o mercado se incumbe de trazer esses preços ao ponto de equilíbrio, ocasionando um declínio nos preços dos produtos cotados em dólares. Dessa forma, existe uma vinculação muito acentuada no dólar subindo e os preços das commodities caindo; dólar caindo e os preços das commodities subindo. Portanto, com relação ao nosso país, o que se torna exequível é uma queda nas cotações dos produtos do setor, colaborando para amenizar nosso ambiente inflacionário.

Diante dessa mutação apresentada, é possível que se perceba porque a valorização do dólar é um “conjunto de emoções” que nos leva naturalmente a algumas indagações: vai aquecer ou não a inflação? Nossa moeda vai se depreciar? Qual será o comportamento nos preços das commodities? Parece-me difícil fazer uma previsão, especialmente se quisermos enxergar os horizontes de médio e longo prazo.

Ainda sobre os EUA, há fortes indícios de que o FED (Banco Central americano) não venha, por enquanto, como estava sendo divulgado pela mídia econômica, voltar a aumentar sua taxa básica de juros. Talvez porque passaram a entender que a “cautela” diante de algumas expectativas em função dos últimos dados internos aliados aos globais, seja, contextualmente, o melhor posicionamento para o equilíbrio na sua recuperação econômica.  Torna-se até benéfico para nós, porque se abre uma janela para atrair investidores dispostos a enfrentar com mais apetite o risco, visando ganhos e, desse modo, o Brasil passa a ser uma opção para se investir.

A principal dúvida levantada sobre esta situação é que parte desses investimentos possa ser direcionada para países que já firmaram, com certa rapidez, acordos comerciais com o Reino Unido. Ou até mesmo, aqueles que desfrutam de uma posição mais tranquila dentro dos aspectos político e econômico. Temos que ser proativos e devidamente céleres em promover parcerias que já deveriam ter sido realizadas pelos últimos desgovernos que não tiveram competência em fazer acontecer. Só dessa forma deveremos marcar presença à frente dos possíveis concorrentes.

Um setor importantíssimo que é inevitável estar envolvido neste acordo é o de alimentos. O Reino Unido produz muito pouco, sobretudo itens essenciais como soja e milho. Aliás, as regulações locais permitem mais flexibilidade que as da União Europeia. Em função disso, seria interessante estabelecer um tratado bilateral com o Reino Unido visando favorecer parcialmente a nossa recuperação econômica, mesmo que seja timidamente, estendendo-se a outros setores também atraentes.

Quanto aos juros domésticos, o cenário por aqui está meio indefinido. Especula-seque eles tenham o início de uma queda um pouco antes do final deste exercício, porventura diante do recuo da inflação, devido à fraqueza da atividade econômica, dos avanços do lado fiscal, da política monetária global mais expansionista e se o Executivo e o Legislativo entregarem as medidas fiscais convincentes que prometeram.Tudo indica, entretanto, que isso não deverá acontecer de forma substancial, embora ainda não se esteja admitindo uma desvalorização vigorosa do real que venha a turbinar os preços.

Quanto à Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo),noto nela, igualmente, outro“conjunto de emoções”. Caso o real venha a se desvalorizar, poderemos atrair o investidor estrangeiro para aplicar em nossa moeda, em razão de que as ações ficarão mais descontadas, em dólares.

Na realidade, os fatores que mais influenciarão para nós,nos próximos meses, são os laços que cercam a política e a economia. É imprescindível ficar bastante nítido para os brasileiros como este novo governo vai conseguir dominar esta situação, com indivíduos ocupando o alto escalão da República e envolvidos até o pescoço em graves escândalos de corrupção.A nossa economia continua a se deteriorar lentamente e as propaladas reformas estruturais indispensáveis ainda estão completamente pendentes. Para muitos economistas, financistas e analistas econômicos partícipes do mercado financeiro, estas questões deverão ser um dos grandes balizadores da Bolsa nacional.

Acabamos de assistir há dias atrás, um referendo que atraiu a atenção mundial e, pelo visto, vários ingleses já admitem que mudaram suas opiniões deixadas nas urnas. Se este arrependimento se cristalizar no curto prazo, durante a tramitação legal exigida pela apartação, é plausível que o Reino Unido venha a estabelecer um canal de negociação com a União Europeia para continuar incorporado ao bloco econômico através do consenso, na alteração de algumas regras que julgarem apropriadas sem desconhecer jamais as obrigações necessárias.

No que toca ao Brasil, se alguns ministérios junto com o Itamaraty encetarem uma articulação estrategicamente bem direcionada, poderemos, sem dúvida, desfrutar juntamente com o Reino Unido de uma relação econômica vantajosa, até mesmo estando ele ausente da União Europeia.

Logicamente existem empecilhos e, pelo que se sabe, eles não são poucos, devido a um efeito contaminador que incentiva vários países a também deixarem a União Europeia. Esta, sim, é a questão mais inquietante de todas.

O Reino Unido poderá sofrer dolorosas consequências com sua saída do bloco logo neste segundo semestre, com a queda no seu PIB (Produto Interno Bruto), elevação de impostos e o corte nos gastos com o propósito de estabilizar as contas públicas, sendo que o aumento do desemprego eda inflação somente surgirá com mais agressividade no próximo ano.

Nesse caso, a consequência deverá ser extremamente nociva para a economia global, já que poderá haver uma fuga generalizada para os mercados de investimentos americano e alemão. Então, caso isso venha a acontecer, deverá surgir um novo espaço para que o Banco Central americano venha a avançar na sua taxa básica de juros. Nesse contexto, com essa atitude, não se pode desprezar a China que também sofrerá em suas exportações.

Na verdade, não se pode desconhecer os riscos políticos com relação ao comércio internacional e, por conseguinte, ao desenvolvimento global. O Brasil é um dos elos desse mecanismo e, atualmente, está carente de uma perfeita integraçãoque poderia contribuir consideravelmente para tentar vencer esta seriíssima crise em que está envolvido.


Arthur Jorge Costa Pinto é Administrador, com MBA em Finanças pela UNIFACS (Universidade Salvador).

10 comentários:

Anônimo disse...

Blá, blá blá ......

Loumari disse...

Este artigo aqui abaixo o recebi em 2013
Queiram por favor lê-lo e vos coloco também anexo a este e-mail um arquivo muito interessante. E abrem os olhos. Olhem que a coisa já está muito feia mesmo.


"Para garantir o abastecimento de alimentos, os governos e os fundos de investimento estão agarrando terrenos agrícolas em África, que alguns chamam de um novo tipo de colonialismo

Toda crise tem os seus vencedores. Um grupo deles está sentado no quarto Stuyvesant, no Hotel Marriott em Nova Iorque. A sala de conferências, onde as máscaras são elaboradas e as luzes se apagam, está cheio de homens de Iowa, São Paulo e Sydney-produtores de milho, grandes proprietários e gestores de fundos. Cada um deles pagou US $ 1.995 (€ 1.395) para assistir Global AgInvesting 2009, a conferência os primeiros investidores sobre o mercado emergente em todo o mundo em terras agrícolas.
Um homem da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) dá a primeira apresentação. Gráficos coloridos viajar para cima e para baixo suas cartas PowerPoint. Alguns estão indo para baixo como o ano de 2050 se aproxima. Representam a terra que está desaparecendo como resultado das alterações climáticas, a desolação do solo, a urbanização ea escassez de água. As outras linhas, que apontam fortemente para cima, representam a demanda por carne e biocombustíveis, os preços dos alimentos eo crescimento populacional. Há um fosso crescente entre estes dois conjuntos de linhas. Ela representa a fome.
Segundo a maioria dos prognósticos, pode haver 9,1 bilhões de pessoas que vivem na Terra, em 2050, cerca de dois bilhões a mais do que hoje. Nos próximos 20 anos sozinha, a demanda mundial por alimentos deverá aumentar 50 por cento. "Estas são as perspectivas pessimistas", diz o homem da OCDE. Ele olha sério e até um pouco triste, como ele descreve o futuro do mundo.
Mas para o público no quarto Stuyvesant, a maioria homens e um punhado de mulheres, tudo isso é uma boa notícia, o humor é flutuante. Como poderia ser diferente? Afinal de contas, a fome é o seu negócio. A combinação de mais pessoas e menos terra faz alimentar um investimento seguro, com retornos anuais de 20 a 30 por cento, rara no atual clima econômico.

Continua

Loumari disse...

Estes não são especialistas de Wall Street, nem são pessoas que tiro o dinheiro através dos continentes, como bolas de bilhar. Pelo contrário, estes são os investidores extremamente conservador que comprar ou arrendar terras para plantar trigo ou criar gado. Mas a terra é escassa e cara na Europa e nos Estados Unidos. Resolvendo o problema implica o desenvolvimento de novas terras, que está disponível apenas na África, Ásia e América do Sul. Esta combinação de fatores provocou um jogo de alto risco de vida real monopólio, em que os fundos de investimento, bancos e governos estão envolvidos em uma corrida pelo acesso à terra arável do mundo.
'A Fronteira Final para encontrar Alpha'
Susan Payne, uma mulher de cabelos vermelhos britânica, é o CEO do maior fundo de terra no sul da África, que inclui atualmente 150.000 hectares (370.000 acres), principalmente na África do Sul, Zâmbia e Moçambique. Pereira espera arrecadar meio bilhão de euros de investidores. Ela fala sobre o combate à fome, mas as suas posições em slides do PowerPoint, embelezada com fotos de plantações de soja no por do sol, contam uma história diferente. Uma delas refere-se a rubrica "África, a última fronteira para encontrar alfa." O alfa palavra significa um investimento para que o retorno é superior ao risco. África é o país alfa.
Isso porque a terra, que é extremamente fértil em algumas regiões, é barato no continente empobrecido. Fundo de Payne terra paga US $ 350-500 por hectare ($ 140-200 por hectare), na Zâmbia, cerca de um décimo do preço da terra na Argentina ou nos Estados Unidos. Para um pequeno produtor na África, o rendimento médio por hectare permaneceu inalterada em 40 anos. Com um pouco de fertilizante e de irrigação suplementar, os rendimentos poderiam quadruplicar e assim poderia lucros.
Estas condições são perfeitas para os investidores. Susan Pereira vê-lo dessa forma, e assim fazer sua investidores. De fato, tem havido tanta demanda para este tipo de investimento que Payne recentemente teve que estabelecer uma nova sub-fundo.
Uma grande quantidade de capital disponível no momento. É o segundo ano da crise econômica mundial, e os investidores estão à procura de som e segura de investimentos, razão pela qual a audiência em Nova York, inclui não só os gestores e executivos do setor agrícola, mas também os representantes de grandes fundos de pensão e do chefe agentes financeiros de cinco universidades, incluindo Harvard.
E.U. empresa de gestão de investimentos BlackRock (BLK), Por exemplo, foi criado um fundo de agricultura $ 200 milhões, e destinou $ 30 milhões para a aquisição de terras agrícolas. Renaissance Capital, uma empresa de investimento russo, adquiriu mais de 100.000 hectares, na Ucrânia. Deutsche Bank (DB) E Goldman Sachs (GS) Que investiram seu dinheiro em pocilgas e aviários operações na China, os investimentos que incluem os direitos legais de terras agrícolas.
Alimentos está se tornando o novo óleo. Reservas de cereais no mundo todo caiu para uma baixa histórica no início de 2008, ea explosão dos preços que se seguiu, marcou um ponto de viragem, como a crise do petróleo na década de 1970. Havia pão motins em todo o mundo, e 25 países, incluindo alguns dos maiores exportadores de grãos, impuseram restrições às exportações de alimentos.
Então veio a segunda crise de 2008, a crise econômica. Dois medos, o medo da fome e do medo da incerteza-convergentes, desencadeando o que alguns já estão chamando a segunda geração do colonialismo.

Continua

Loumari disse...

A Win-Win Situation?

O que é diferente sobre o colonialismo é que os países são facilmente permitindo-se a ser conquistado. O primeiro-ministro etíope disse que seu governo está "ansioso" para fornecer acesso a centenas de milhares de hectares de terras agrícolas. O ministro turco da Agricultura anunciou: "Escolha e pegue o que quiser." Em meio a uma guerra contra o Taliban, o governo paquistanês encenado um road show em Dubai, procurando seduzir xeques com incentivos fiscais e isenções da legislação trabalhista.
Todos estes esforços têm duas esperanças em comum. Uma delas é a esperança das nações pobres para alcançar o desenvolvimento ea modernização dos seus sectores agrícolas em dificuldades. A outra é a esperança do mundo que os investidores estrangeiros na África e Ásia será capaz de produzir alimentos suficientes para um planeta em breve a ser habitado por 9,1 bilhões de pessoas, que irão trazer ao longo de todas as coisas que os países pobres tem faltado até agora, incluindo a tecnologia , capital e conhecimento, sementes e adubos modernos, e que esses investidores serão capazes de não só o rendimento das culturas de casal, mas, em muitas partes da África, aumentá-los até dez vezes. Estimativas anteriores, de facto, tinha previsão de uma diminuição da capacidade de produção de 3 a 4 por cento em 2080, em comparação com o ano de 2000.
Se os investidores são bem-sucedidos, eles podem conseguir o que as agências de desenvolvimento têm sido incapazes de fazer nas últimas décadas: reduzir a fome que já aflige as pessoas mais do que nunca, ou seja, um bilião em todo o mundo. Na melhor das hipóteses esta poderia ser uma situação ganha-ganha com o lucro para os investidores e desenvolvimento para os pobres.
Não é só os banqueiros e especuladores, mas também os governos que estão adquirindo terras em outros países, buscando reduzir sua dependência do mercado mundial e das importações. China é o lar de 20 por cento da população do mundo, mas tem apenas 9 por cento das terras aráveis do mundo. O Japão é o importador mundial de trigo e Coréia do Sul é a segunda maior. Os Estados do Golfo Pérsico de importação de 60 por cento dos seus alimentos, enquanto as suas reservas de água natural são suficientes para apenas mais 30 anos de agricultura.

Continua

Loumari disse...

A Win-Win Situation?

O que é diferente sobre o colonialismo é que os países são facilmente permitindo-se a ser conquistado. O primeiro-ministro etíope disse que seu governo está "ansioso" para fornecer acesso a centenas de milhares de hectares de terras agrícolas. O ministro turco da Agricultura anunciou: "Escolha e pegue o que quiser." Em meio a uma guerra contra o Taliban, o governo paquistanês encenado um road show em Dubai, procurando seduzir xeques com incentivos fiscais e isenções da legislação trabalhista.
Todos estes esforços têm duas esperanças em comum. Uma delas é a esperança das nações pobres para alcançar o desenvolvimento ea modernização dos seus sectores agrícolas em dificuldades. A outra é a esperança do mundo que os investidores estrangeiros na África e Ásia será capaz de produzir alimentos suficientes para um planeta em breve a ser habitado por 9,1 bilhões de pessoas, que irão trazer ao longo de todas as coisas que os países pobres tem faltado até agora, incluindo a tecnologia , capital e conhecimento, sementes e adubos modernos, e que esses investidores serão capazes de não só o rendimento das culturas de casal, mas, em muitas partes da África, aumentá-los até dez vezes. Estimativas anteriores, de facto, tinha previsão de uma diminuição da capacidade de produção de 3 a 4 por cento em 2080, em comparação com o ano de 2000.
Se os investidores são bem-sucedidos, eles podem conseguir o que as agências de desenvolvimento têm sido incapazes de fazer nas últimas décadas: reduzir a fome que já aflige as pessoas mais do que nunca, ou seja, um bilião em todo o mundo. Na melhor das hipóteses esta poderia ser uma situação ganha-ganha com o lucro para os investidores e desenvolvimento para os pobres.
Não é só os banqueiros e especuladores, mas também os governos que estão adquirindo terras em outros países, buscando reduzir sua dependência do mercado mundial e das importações. China é o lar de 20 por cento da população do mundo, mas tem apenas 9 por cento das terras aráveis do mundo. O Japão é o importador mundial de trigo e Coréia do Sul é a segunda maior. Os Estados do Golfo Pérsico de importação de 60 por cento dos seus alimentos, enquanto as suas reservas de água natural são suficientes para apenas mais 30 anos de agricultura.

Continua

Loumari disse...

Modern-Day Land Grab

Mas o que acontece em um mundo globalizado, quando colônias surgir mais uma vez? E se, por exemplo, a Arábia Saudita adquire peças da região de Punjab do Paquistão ou investidores russo comprar metade da Ucrânia? E o que acontece quando a fome atinge esses países? Será que os estrangeiros ricos instalar cercas elétricas em torno de seus campos e guardas armados transferências escolta cultura fora do país? Paquistão já anunciou planos para implantar 100.000 membros das forças de segurança para proteger os campos de propriedade estrangeira.
Devido à sensibilidade política do moderno agarrar terra-dia cabeça, muitas vezes é apenas o país do estado que conhece os detalhes
Em alguns casos, no entanto, os governadores provinciais já leiloadas terra a quem pagar mais, como no caso do Laos e Camboja, onde até mesmo os governos já não sabem o quanto de seu território, eles ainda possuem.
Ninguém tem certeza de terra exatamente quanto está em jogo. O número citado pelo International Food Policy Research Institute (IFPRI) é de 30 milhões de hectares, mas esta estimativa é impossível de verificar. Mesmo as organizações das Nações Unidas tem de recorrer a citando reportagens de jornais, enquanto o Banco Mundial está a tentar convencer os países a prestar mais atenção às letras miúdas em acordos.
Klaus Deininger, um economista especializado em política agrária do Banco Mundial, estima que 10 a 30 por cento da terra arável disponível poderia ser até para ganhar, embora apenas uma fração do número potencial de locação e venda foram assinados. "Houve um grande salto em 2008, quando os planos e as aplicações em muitos países, mais do que duplicou, em alguns casos, triplicou". Em Moçambique, diz Deininger, a demanda externa é mais que o dobro do terras cultivadas já existentes, eo governo já afectou quatro milhões de hectares para os investidores, metade deles do exterior.
Os acordos mais espetaculares não estão sendo feitas por investidores privados, porém, mas os governos e os fundos e os conglomerados que promovem:
• O governo sudanês tem alugadas 1,5 milhões de hectares de terras agrícolas primordial para os Estados do Golfo, Egito e Coréia do Sul por 99 anos. Paradoxalmente, o Sudão é o maior receptor mundial de ajuda externa, com 5,6 milhões de seus cidadãos dependentes da distribuição de alimentos.
• Kuwait alugou 130.000 hectares de campos de arroz no Camboja.
• Egito planeja crescer o trigo eo milho em 840.000 hectares, em Uganda.
• O presidente da República Democrática do Congo tem oferecido para locação 10 milhões de hectares para os sul-africanos.
A Arábia Saudita é um dos compradores, maior e mais agressiva da terra. Esta Primavera, o rei assistiu a uma cerimônia onde ele teve a entrega da primeira colheita de exportação de arroz, produzidas exclusivamente para o reino da fome da Etiópia atingidas. Arábia Saudita gasta US $ 800 milhões por ano a promoção de empresas estrangeiras que cultivam estratégico "culturas" como arroz, trigo, cevada e milho, que depois importações. Ironicamente, o país do mundo sexto maior exportador de trigo na década de 1990. Mas a água é escassa ea nação deserto visa preservar suas reservas. Exportadores de alimentos também significa água de exportação.
"O investidor precisa, de um Estado fraco"

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Loumari disse...

As nações ricas estão trocando dinheiro, petróleo e infra-estrutura de água, alimentos e ração animal. À primeira vista, esta parece apresentar uma solução para muitos problemas, diz Jean-Philippe Audinet do Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA). Em princípio, ele está satisfeito com os investimentos agrícolas, e diz que ele lutou por eles há anos. "O que foi ruim foi o período em que os mercados estavam a ser inundado com produtos alimentares baratos."
Mas muitos dos países onde a terra está sendo agarrado acima, Cazaquistão e Paquistão, por exemplo, sofrem de escassez de água. A África Subsariana tem suficientes reservas de água natural, mas o único país na região atualmente produzindo um excedente de alimentos é África do Sul. A maioria dos países, por outro lado, são os importadores e, com populações em rápido crescimento, provavelmente será ainda mais dependente da importação de alimentos no futuro. Pode realmente tornar-se países como produtores de alimentos é importante?
Audinet, o perito do FIDA, conhece os riscos. "A forma como estes acordos são estruturados podem prejudicar o país e os agricultores, a longo prazo, privando-as de seu activo mais importante: a terra." Olivier De Schutter, relator especial da ONU sobre o direito à alimentação, adverte: "Porque os países da África estão competindo para os investidores, os preços são os outros". Alguns contratos, disse De Schutter, são apenas três páginas, para centenas de milhares de hectares de terra. Estes tipos de acordos estipulam que os produtos devem ser cultivadas, a localização eo preço de compra ou locação, mas eles não incluem as normas ambientais. Também falta a regulamentação dos investimentos necessários ea estipulação de que os empregos devem ser criados, disse De Schutter.
Alguns concordam em construir escolas e abrir estradas, mas mesmo quando os investidores à altura das suas promessas, os benefícios para os governos anfitriões e os agricultores locais são muitas vezes de curta duração. No longo prazo, porém, eles devem sofrer as consequências do excesso de fertilizantes, desmatamento, o excesso de consumo de água, redução da diversidade ecológica e da perda de espécies locais. Para aumentar as colheitas e obter retornos anuais de 20 por cento ou mais, os grandes latifundiários estrangeiros devem operar suas fazendas em escala industrial. E quando o solo se esgota depois de alguns anos, muitos investidores simplesmente seguir em frente. A terra é tão barata que eles não são obrigados a valorizar práticas de agricultura sustentável.
Rejeitando o modelo antigo Devido a estes riscos e Audinet De Schutter, como a maioria dos especialistas, a agricultura favor contrato em vez de aquisição de terras. Em outras palavras, os investidores estrangeiros a fornecer tecnologia e capital, enquanto os agricultores locais próprios ou arrendamento de terras e de fornecimento de arroz ou trigo a preços fixos. Este é o clássico, tentou-e-modelo testado, mas não é o que os novos investidores querem. Eles querem o controle, a propriedade, retornos elevados e, acima de tudo, segurança, objectivos raramente compatível com os interesses de milhares de pequenos agricultores.

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Loumari disse...

Senegal decidiu em favor da agricultura comercial e contra a venda de terrenos em grande escala, mas acontece de ser uma democracia estável. Isso não pode ser dito de muitos dos países onde a aquisição de terras está ocorrendo.
"Quando o alimento se torna escasso, o investidor precisa de um Estado fraco que não forçá-lo a cumprir todas as regras", diz Philippe Heilberg, um empresário americano. Um estado que permite que as exportações de grãos, apesar de fome em casa, que é consumido pela corrupção ou profundamente endividados, governado por uma ditadura, abalado pela guerra civil, ou envia milhões de trabalhadores no estrangeiro e é dependente destes trabalhadores que recebem vistos e empregos.
Heilberg encontrou uma nação: Sul do Sudão, que é de fato um pré-nação, não autónomos, mas independentes. The 44-year-americano, filho de um comerciante de café e fundador da empresa de investimento Jarch Capital, agora é o locatário o maior da terra no sul do Sudão, onde aluga 400.000 hectares de terras agrícolas de primeira no Mayom County.
A simples menção das palavras do Sul Sudão evoca imagens de uma guerra civil, os refugiados e de fome, não de um lugar onde se considerariam os tomates crescendo. Mas Heilberg raves que seu projeto será mais benéfico para as pessoas do que as Nações Unidas, e que ele irá criar empregos e produzir alimentos. E ele está convencido de que não Matip Paulino, de quem ele alugou o terreno por 50 anos, ser referido como um guerreiro, mas como um senhor da guerra "antigo" ou "vice-chefe do Exército." Heilberg esquece de mencionar que os rebeldes liderados por Matip são suspeitos de terem cometido crimes de guerra.
Em vez de comprar ações, o ex-banqueiro está agora a especular sobre o futuro político do Sul do Sudão, que ele insiste que será um país independente em 10 anos, pelo qual os terrenos ponto será muito mais caro do que é hoje.
Aquisição do terreno já é um passo mais adiante, no oeste do Quênia, que abriga Erastas Dildo, 33, o tipo de pessoa que os investidores Nova York provavelmente caracterizar como um fator de risco: um pequeno agricultor que possui três hectares de terra. É terra fértil, onde o milho vira verde brilhante e cresce dois metros (6,5 pés) de altura, onde o gado é tão gordo quanto hipopótamos e as plantas de tomate curva sob o peso de seus tomates. A vizinha Yala rio desemboca no Lago Vitória. Há três casas de tijolos de pequena propriedade. Erastas suas colheitas de milho duas vezes por ano, e os vegetais e os tomates crescem o ano todo. Um hectare produz 3.600 € pena de milho por ano, um monte de dinheiro para os padrões quenianos.
"Eles expulsaram 400 famílias»

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Loumari disse...

Mas as coisas mudaram quando Erastas foi contactado por Dominion Farms, E.U. um produtor agrícola que estabeleceu uma colônia no delta do Yala, onde ele alugou 3.600 hectares de terra por 45 anos, a taxa absurda de 12.000 € por ano. Dominion, que planeja crescer o arroz, legumes e milho na terra, quer incluir três Erastas Dildo de hectares em sua empresa.
Os representantes Dominion ofereceu pagar-lhe cerca de 10 cêntimos por metro quadrado. Erastas virou-los para baixo, e agora eles estão fazendo a vida difícil para o agricultor. Sua arma mais eficaz é uma represa que construiu.
Quando Erastas tentou sua colheita de milho no ano passado, foi debaixo de água. "Eles estão jogando com o nível de água para se livrar de nós", diz ele. E quando isso não funciona, diz Erastas, Dominion envia tratores, bandidos e às vezes até mesmo a polícia.
No âmbito deste contrato, Dominion concordou em renovar ", pelo menos, uma escola e um posto médico" em cada um dos dois distritos locais. "Eles expulsaram 400 famílias, em vez", diz Gondi Olima da organização Friends of the Swamp Yala. Segundo Olima, a primeira empresa a Dominion novos postos de trabalho, como diaristas foram contratados para limpar o local com facões, mas a empresa trouxe em equipamentos cada vez mais. "Agora eles têm tantas máquinas que os trabalhadores não são mais necessários", diz Olima.
Dominion Quintas nega as acusações dos agricultores e recorda que já construiu oito salas de aula, doados gateposts e concedeu 16 bolsas de estudo para crianças, bem como o fornecimento de camas e de electricidade para uma enfermaria do hospital.
Talvez Erastas e sua família serão obrigados a abrir caminho para o desenvolvimento em breve, como já acontece em muitos outros lugares. O Banco Mundial estima que apenas 2 a 10 por cento da terra na África é formalmente próprias ou arrendadas, e mais do que está nas cidades. Uma família pode ter vivido em ocupado ou um pedaço de terra ao longo de décadas, mas muitas vezes não tem nenhuma prova de propriedade.
Hunt para a terra continua
No entanto, a terra é quase nunca deixou utilizadas. Os pobres, em particular, vivem fora da terra, onde eles coletam frutas, ervas ou lenha e pastar o seu gado. De acordo com um estudo conjunto por várias organizações da ONU, grilagem de terras, também se justifica pela definição da terra como "pousio". Como resultado, de acordo com o relatório, as invasões de terra têm o potencial para despojar os agricultores em grande escala. Em muitos países, pode haver bastante terra arável disponível para todos, mas a qualidade não é uniforme, e os investidores querem as melhores terras. Que, como acontece, é a terra onde os agricultores geralmente vivem.
Porque mais de 50 por cento dos africanos são pequenos agricultores, aquisição de terras em grande escala poderia ser desastrosa para a população. Aqueles que perdem seus campos de perder tudo. O facto de os grandes investidores podem melhorar substancialmente as suas safras com a moderna tecnologia agrícola é de pouca utilidade para os africanos que, uma vez que perderam suas terras e meios de subsistência, não se pode dar ao luxo de comprar produtos de novas fazendas.

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Loumari disse...

O Banco Mundial e outros estão agora a desenvolver um código de conduta para os investidores. A declaração de intenção tinha sido previsto para julho do G-8 na cimeira de L'Aquila, na Itália, mas os chefes de Estado presentes não poderiam concordar com as normas obrigatórias.
E assim, a busca por terras continua. Dominion obteve outro 3.200 hectares, e Philippe Heilberg está em processo de locação de um adicional de 600.000 hectares no sul do Sudão. Volta a Nova York, na Sala de Stuyvesant, um dos palestrantes está a recitar números para ilustrar o quão rápido da população mundial está a crescer: por 154 pessoas por minuto, 9.240 por hora ou 221.760 por dia. E cada um deles quer comer.