sábado, 16 de julho de 2016

O Grande Terror


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos I. S. Azambuja

Cada país ou Partido Comunista tem a sua história específica e apresenta variações regionais e locais particulares, mas é possível traçar uma conexão com o padrão elaborado em Moscou, em novembro de 1917. Essa conexão forma uma espécie de código genético do comunismo                                              _________________________________
Na Rússia, o Grande Terror atacou tanto os membros do Partido como os cidadãos comuns. Em seu auge, em 1937/1938, pelo menos 1,5 milhões de pessoas, a ampla maioria inocente de qualquer má ação – até mesmo segundo os critérios comunistas -, foram arrastadas às troikas, tribunais constituídos pelos Primeiros-Secretários regionais do Partido, o Procurador e o Chefe de Segurança local. Após os procedimentos sumários, e dos quais não havia como apelar, o réu era condenado à morte, trabalhos forçados ou exílio.

A abstenção da política não oferecia segurança nenhuma, tampouco a dedicação total ao regime. No auge do Grande Terror, o Politburo emitiu “cotas” às autoridades policiais, instruindo-as sobre qual percentagem da população em seus distritos deveria ser morta, e que percentagem deveria ser mandada para os “campos”. Por exemplo, em 2 de junho de 1937, o Politburo enviou uma “cota” de 35 mil pessoas a serem “reprimidas” em Moscou, das quais 5 mil deveriam ser mortas. Um mês depois, enviou a cada região “cotas” de pessoas a serem “reunidas” por toda a Nação: 70 mil seriam executadas sem julgamento. Uma grande proporção de vítimas do Grande Terror era considerada difícil de controlar e propensa a se envolver em “sabotagens”. 

O quanto o expurgo afetou a elite do Partido pode ser constatado no fato de que dos 139 membros do Comitê Central, eleitos no XVII Congresso do Partido, em 1934, 70% foram executados.

Todos os companheiros mais próximos de Lenin, inclusive Zinoviev e Kamenev, foram presos e torturados e, depois de aniquilados física e mentalmente, foram obrigados a se submeter a uma encenação de “julgamentos”, nos quais confessaram os crimes mais hediondos, inclusive espionagem, atos terroristas, e tentativas de restaurar o “capitalismo”.

Depois disso, foram executados ou enviados a campos de trabalhos forçados, dos quais poucos sairiam com vida. Em seu chamado “Testamento”, Lenin listou seis importantes comunistas como seus potenciais sucessores, todos, exceto um – Stalin – morreram. Dmitrii Volkogonov, general soviético, que se tornou historiador, ficou, em suas próprias palavras, “profundamente abalado”, quando descobriu, no arquivo, 30 listas, datadas de um único dia – 12 de dezembro de 1938 -. As listas continham os nomes de cerca de 5 mil pessoas cujas sentenças de morte Stalin havia assinado antes mesmo de serem formalmente julgadas, e depois ido ao cinema privado no Kremlin, se divertir com dois filmes, um deles uma comédia chamada Merry Fellows (Companheiros Felizes).

De uma maneira ou outra, a maioria da população foi impelida a participar dessa orgia destrutiva, delatando amigos e conhecidos. Não revelar uma conversa “subversiva” era motivo equivalente a subversão. Nessa atmosfera, não havia espaço para lealdade ou confiança.

Os massacres dd 1937/1938 praticamente aniquilaram os “antigos bolcheviques”, cujo lugar foi tomado pelos recém-chegados. Em 1939, das fileiras do PCUS saíram os funcionários do alto escalão do Partido e do governo, a chamadaNomenklatura, que não somente monopolizou todas as posições de mando, como usufruiu exclusivamente de privilégios, formando uma Nova Classe exploradora. Ser seu membro garantia um status permanente, e ela tornou-se, de fato, hereditária.

Quando a União Soviética se desfez, no governo de Boris Yeltsin, a Nomenklatura era constituída de aproximadamente 750 mil membros e, com suas famílias, cerca de 3 milhões de pessoas, ou 1,5% da população, aproximadamente a proporção de nobres, durante o Czarismo, no Século XVIII. Nas palavras de um dos membros dessa elite:

“A Nomenklatura está em outro planeta. Em Marte. Não se trata apenas de bons carros ou apartamentos. É a satisfação contínua de nossos próprios caprichos. A maneira de como um exército de puxa-sacos permite que trabalhemos sem esforço por horas. Todos os pequenos burocratas estão prontos a fazer tudo por você. Todo nosso desejo é realizado. Podemos ir ao teatro quando dá na veneta; podemos voar para o Japão da nossa casa de caça. É uma vida em que tudo flui facilmente. Você é como um rei; basta apontar um dedo e é feito”.

Os membros comuns do Partido, os puxa-sacos, cujo número aumentou imensamente durante o governo de Stalin, serviram a essa elite como subordinados.

O Exército Vermelho não escapou ao terror. De seus 5 marechais, 3 sofreram a “liquidação”; dos 15 generais do Exército, 13 morreram; dos 9 almirantes, apenas um sobreviveu. Comunistas estrangeiros que buscaram abrigo na União Soviética, foram todos dizimados. O Clero sofreu perdas devastadoras: em 1937/1938, 165.200 membros da Igreja foram presos pelo crime de praticar sua religião e, desses, 106.800 foram mortos. 
       
Cidadãos comuns foram aprisionados ou desapareceram por causa de uma observação casual ou denúncias de inimigos pessoais. Um medo e uma suspeita patológica dominaram a população, e nem mesmo os funcionários do mais alto escalão ficaram isentos. Nikolai Bulganin, que tinha servido ao governo de Stalin como adjunto do Primeiro Ministro da Rússia, disse a Nikita Kruschev que, às vezes, era-se convidado por Stalin como amigo: “E quando se senta com Stalin, não se sabe aonde será enviado a seguir; se para casa ou para a cadeia”.

Andrei Gromyko, Ministro do Exterior e leal assistente de Stalin, relatou que sob o seu governo dois ou mais membros do Politburo nunca andavam no mesmo carro, com medo de serem suspeitos de conspiração. O medo e a desconfiança sobreviveram a Stalin, tornando-se parte intrínseca do sistema. Gorbachev, o último Grande Timoneiro da extinta União Soviética, lembrou-se de que quando convidou seu vizinho, Yuri Andropov, então chefe do KGB, para jantar, Andropov aconselhou-o, para seu próprio bem, desistir da idéia ou “haveria todo tipo de falatório – quem, onde, porque, o que foi dito”.  

Segundo evidência extraída dos arquivos secretos, desde a dissolução da União Soviética, durante 1937/1938, quando o Grande Terror estava no auge, os órgãos de segurança detiveram, por supostas “atividades anti-soviéticas”, l.548.366 pessoas, das quais 681.692 foram mortas, uma média de mil execuções por dia. A maioria dos sobreviventes terminou em campos de trabalhos forçados.

Em comparação, o regime czarista, entre 1825 e 1910, executou por crimes políticos 3.932 pessoas, e em 1941, quando a Alemanha invadiu a Rússia, campos dirigidos pelo Gulag continham 2.350.000 internos, ou 1,4% da população do país. Nenhum responsável por esses crimes contra pessoas inocentes foi julgado depois que a União Soviética se desfez.

Recenseamentos revelam que entre 1932 e 1939 – isto é, depois da coletivização, mas antes da II Guerra Mundial – a população da União Soviética perdeu de 9 a 10 milhões de pessoas.

Essa orgia de destruição desafiou uma explicação racional. Uma piada de humor negro conta que um prisioneiro chegando a um campo de trabalhos forçados, ao lhe perguntarem a quanto tempo fora condenado, respondeu: “A 25 anos”. “Pelo que?”. “Por nada”. “Impossível, lhe disseram. “Por nada, você pega 10 anos”.

Se causa surpresa que tal devastação possa ser infligida a seu próprio povo, não se deve esquecer que, para os revolucionários comunistas, na Rússia e em outros lugares, os seres humanos representam uma paródia do que os humanos poderiam ser, deveriam ser e se tornariam. Essa visão estava embutida no marxismo.

Certa vez, Marx escreveu: “A geração atual parece-se com os judeus que Moisés conduziu através do deserto. Além de conquistar um novo mundo, deverá também morrer para dar espaço a pessoas ajustadas ao novo mundo”. Ou seja, apesar de Marx e Engels não encorajarem seus seguidores a cometerem assassinatos em massa, estavam preparados para sacrificar os vivos por gerações ainda não nascidas.

E realmente valia a pena esperá-las, pois o “homem novo” no comunismo seria diferente de qualquer outra criatura conhecida. Trotski descreveu-o em seu Literature and Revolution;

“ (...) Para criar um tipo sociobiológico superior, um super-homem, se quiser, o homem se tornará incomparavelmente mais forte, mais sábio, mais sutil. O seu corpo se tornará mais harmonioso, seus movimentos mais rítmicos, sua voz mais melodiosa (...) O tipo humano mediano ascenderá à altura de um Aristóteles, Goethe, Marx. E, além desse cume, outros picos emergirão”.

Por esse ideal, não valeria a pena sacrificar as espécies lamentáveis que povoam o mundo corrupto? Visto dessa perspectiva, a humanidade não passava de escombros, refugo de um mundo condenado, e massacrá-la era uma questão sem conseqüências.

A destruição sem precedentes de vidas foi acompanhada de um impulso resoluto contra a liberdade de expressão, com o propósito de criar a ilusão de perfeita unanimidade e, com os corpos exterminados ou encarcerados, também as mentes foram despojadas. O próprio Lenin não mostrou nenhum respeito pela expressão de opiniões que divergiam da sua, e no seu primeiro decreto ao assumir o Poder ordenou o fechamento de toda imprensa bolchevique e, no verão de 1918, fechou todos os jornais independentes e toda a imprensa periódica que não era do Partido. Em 1922, criou um escritório central de censura chamado GLAVIT. Nada podia ser publicado e nem encenado sem a permissão do GLAVIT.

Em 1932, uma uniformidade fantástica desceu sobre a cultura soviética. O “realismo socialista” tornou-se a doutrina estética oficial. Tornava necessário que os escritores e os artistas tratassem o presente “como se não existisse, e o futuro como se já tivesse chegado”. Conseqüentemente, o que era impresso, filmado ou transmitido por rádio não correspondia, em absoluto, à realidade. Era uma surrealidade.

Mentir tornou-se um meio de sobrevivência, e da mentira para a fraude é só um pulo. A ética social, que torna possível a existência de uma sociedade civil, foi estilhaçada, e um regime que exigia que todo mundo sacrificasse uma vantagem pessoal em nome do bem comum, acabou criando uma situação em que todos só cuidavam de si mesmos.
Um aspecto do Grande Terror foi o culto a Stalin. Foi a divinização de Stalin: ele era onipresente, onipotente, onisciente e infalível. E assim permaneceu até 1953. A veneração fez com que Stalin fosse perdendo o contato com a realidade. Cercado de bajuladores, não tinha o menor conhecimento do estado verdadeiro do seu reino.

A única instituição famiiarizada com a realidade soviética era a Polícia, chamada sucessivamente de Cheka (1917/1922), GPU e OGPU (1922/1934), NKVD (1934/1954) e KGB (1954/1991). Hoje, ela se chama FSB -Serviço Federal de Segurança. Nos anos de declínio de Stalin, em vários aspectos esses órgãos superaram os poderes que Lenin havia outorgado ao Partido Comunista.

Os poderes despóticos que Stalin exerceu durante os 25 anos de seu reinado, foram instalados por Lenin. Foi Lenin que introduziu o terror de massa, com tomadas de reféns e campos de concentração. Ele considerava as leis e os tribunais como “substanciando” e “legitimando” o terror, que autorizou os artigos 57 e 58 do Código Penal, coletânea de cláusulas que Stalin usou para executar e aprisionar milhões de cidadãos inocentes.

E foi Lenin que fez o Partido passar a Resolução de “facções ilegais”, que permitiram a Stalin se livrar de qualquer um que discordasse dele como “divergente”. A ditadura pessoal era inerente ao sistema que Lenin criou, embora ele próprio preferisse operar de uma maneira mais corporativista. Foi fácil a transição de “O Partido está sempre certo” para “O líder do Partido está sempre certo”.

O fracasso das tentativas de incitar a revolução na Europa, culminando na desastrosa campanha polonesa, persuadiu a liderança soviética de que a melhor maneira de difundir o seu regime estava na promoção de outra guerra mundial. Referindo-se à inevitabilidade de outra guerra mundial, Stalin filosofou: “Se a guerra não for deflagrada, não ficaremos sentados, de braços cruzados; teremos que declarar guerra, mas seremos os últimos a fazer isso. E o faremos para colocarmos o peso decisivo na balança”.

A recompensa de Stalin pela vitória na guerra contra a Alemanha, foi a expansão territorial. Os soldados soviéticos ocuparam e instalaram regimes comunistas na maior parte do Centro e do Leste Europeu, com uma população de cerca de 90 milhões e um território maior do que os da França e da Alemanha Ocidental juntos. A difusão do comunismo ao restante do mundo parecia, então, apenas, uma questão de tempo.                  

A morte de Stalin deixou seus sucessores perplexos.Sentiam que tinham de repudiar o ditador demente e suas políticas assassinas, mas precisavam preservar o sistema que ele gerira por quase 3 anos, pois seu Poder e privilégios derivavam dele. Resolveram o problema reassociando o comunismo com Lenin. Em 1956, em um discurso secreto no XX Congresso do PCUS, o primeiro desde a morte de Stalin, Nikita Kruschev, o novo Secretário-Geral, revelou alguns dos crimes que Stalin havia perpetrado contra a Nomenklaturacomunista.

Como resultado dessas revelações, Stalin transformou-se imediatamente em um ninguém. Seu corpo foi removido do mausoléu que partilhava com Lenin, Stalingrado passou a se chamar Volvogrado e, com a eficiência da qual a burocracia soviética se orgulhava, seus inúmeros retratos, estátuas e lugares com seu nome desapareceram. Foi como se as três décadas de seu governo tivessem sido um grande erro, embora não tenha hav ido nenhuma tentativa de explicar tal “erro”.

Havia apenas duas soluções possíveis, e nenhuma delas aceitável: ou a teoria materialista marxista estava errada e a história era, afinal, determinada pela política e pelos políticos, ou a União Soviética não era um Estado marxista. A seguir, as revelações de Kruschev, no XX Congresso, em 1956, deram início à lenta, mas inexorável deslegitimização do comunismo. Essa deslegitimização prossegue até os dias de hoje.

Livre do terror stalinista, a Nomenklatura começou a desfrutar o tipo de vida ao qual se achava designada em virtude suas responsabilidades e status, e emancipou-se do controle dos principais órgãos do Partido com uma rapidez surpreendente, tornando a vida dos cidadãos soviéticos consideravelmente mais fácil. Milhões de internos nos campos de concentração ganharam a liberdade e várias vítimas da repressão foram reabilitadas, o que não as beneficiou, mas trouxe alívio às suas famílias.

Na década de 70, Mikhail Gorbachev ocupava uma posição alta na hierarquia comunista, quando visitou a Itália, França, Bélgica e Alemanha Ocidental. Ele ficou pasmo com o que viu. Não somente com o padrão de vida do Ocidente, mas com sua cultura civil.. Como resultado, sua crença anterior na superioridade da democracia socialista sobre o sistema burguês foi abalada. “Ficamos admirados com a cultura aberta e relaxada do povo que conhecem os”, lembraria em suas memórias, e “maravilhados com seu julgamento não reprimido, inclusive com a atividade de seus governos e políticos nacionais e locais”. 

Seu futuro rival, Boris Yeltsin, o primeiro Chefe de Estado da Rússia soberana, foi afetado de modo semelhante por uma viagem aos EEUU em 1989. A viagem foi, para ele, “uma seqüência interminável de estereótipos e clichês destruídos”. Ao inspecionar um supermercado, em Houston, admirou-se em voz alta: “O     que fizeram com o nosso pobre povo”. A experiência teria destruído em Yeltsin o que ainda restava de sua fé comunista.

Assim, ficou demonstrado que Stalin tinha razão: o sistema só sobreviveria se mantivesse seu povo, inclusive funcionários do alto escalão, completamente isolados do mundo externo.

Finalmente, sessenta anos depois das previsões de Eduard Bernstein, o Politburo adotou sua tese de que o socialismo triunfaria não por meio de uma revolução, muito menos da guerra, mas por meios não-violentos. Então, o novo slogan foi “coexistência pacífica”, e por volta de 1988, Gorbachev e seus conselheiros chegaram à conclusão de que o comunismo era “irreformável” e, até hoje, dão passos para transformar a Rússia em um Estado Socialista Democrático.  

Primeiro foi a glasnost, que significava um fim ao sigilo do governo e um considerável relaxamento da censura. Mas  Gorbachev não parou na glasnost. Daí em diante,m a situação moveu-se num ritmo alucinante. Em 1989, o Muro de Berlim símbolo da separação intransponível entre o Leste e o Oeste.ruiu, porque Moscou recusou-se a enviar forças militares para ajudar o governo da Alemanha Oriental a reafirmar sua autoridade.

Em dezembro de 1991, depois de um putsch frustrado de comunistas intransigentes dispostos a deter a desintegração do país, Yeltsin, que no começo do ano havia sido eleito Presidente da República, declarou a Rússia um Estado Soberano, dissolvendo, assim, a União Soviética. E um dos seus primeiros atos foi proscrever o Partido Comunista, proclamar a Democracia e o Mercado Livre.

A Nomenklatura, que tinha o poder de inverter o progresso dos eventos, foi subornada, o que permitiu que se apropriasse de um grande número de propriedades do Estado.

Yeltsin, em um discurso pronunciado em Nova York, na Câmara dos Deputados, em junho de 1992, referindo-se à dissolução da União Soviética, uma decisão sua, um ano antes, declarou: “O mundo pode respirar aliviado. O ídolo do comunismo, que espalhou por toda a parte a rivalidade social, a animosidade, a brutalidade sem paralelos, que instilou medo na humanidade, desabou. Desabou para nunca mais se reerguer”.

A velocidade com que esses eventos se desenrolaram revelou a extrema fragilidade de um império que parecia indestrutível. Sua dissolução assemelhou-se à do Império Czarista, três quartos de Século antes.

Assim, o comunismo na Rússia praticamente extinguiu-se. Exigiu demais e ofereceu muito pouco, criando uma atmosfera de apatia, na qual despontava um futuro sem perspectivas. Até mesmo a antiga elite soviética havia perdido a fé no comunismo, ao observar o mundo estrangeiro alcançar e superar o país em todos os campos, exceto em gastos militares e consumo de álcool.
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O texto acima é o resumo de um dos capítulos do livro “Comunismo”, escrito por Richard Pippes, professor na Universidade de Harvard e autor de diversos livros sobre a Rússia e o Comunismo.

O livro é uma introdução ao Comunismo e, ao mesmo tempo, o seu obituário. Foi editado no Brasil pela Editora Objetiva, em 2002.

Carlos I. S. Azambuja é Historiador.

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