sexta-feira, 1 de julho de 2016

Perdigotos


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos Maurício Mantiqueira

A perdigAnta quando zurra, acha que canta.

Agora que nada mais me espanta (nem canalha de um supremo sacripanta) , vão todos tomar no crush ou na fanta.

A Anta não é santa; pior; cospe quando fala. Cura pra isso é bala.

De hortelã ou aniz, para um simples ogro e uma mera atriz.

Já se descobriu o esgoto em que o molusco vive. Sua popularidade está em declive.

A língua é dinâmica (quando não presa !). O futuro do ogro é chuchu beleza. Amores de perdiz são!

Se a perdiz entrar no esgoto, então teremos um perdigoto.

Entre os de capa preta, há esfarrapado e roto.

Se acaso o leite talha, terão branca mortalha. Tarda, mas não falha.

A madame está rouca; o rei esta nú. Farinha pouca, meu pirão primeiro: em Pasárgada ou no rio de vespeiro. Tomem juízo ou tomem na rima.

Falta ordem e autoestima.

Da mais vibrante ópera ao simples nana nenê...

Só escândalo... Ruge o falso tenor bancado por Rouanet.

Está mais pra falsete; não sabe que é otário.

Simples joguete nas mãos do salafrário.

Logo, logo, teremos nosso 18 Brumário.

Só falta os revolucionários saírem do armário...


Carlos Maurício Mantiqueira é um livre pensador.

Um comentário:

cjano disse...

Embora sejam deprimentes as incontestáveis evidências do galopante estado de putrefação institucional (e especialmente moral) a que o Brasil chegou na era do lulo-petismo, os textos irônicos e sutis do Carlos Maurício Mantiqueira conseguem o prodígio de fazer coexistir o humor e a contundência. Parabéns a ele e aos leitores do Alerta Total.