segunda-feira, 11 de julho de 2016

Privatização no Brasil é simplesmente criar cartórios, entregando estatais para as máfias de sempre


Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net

A pobreza do debate político e econômico no Brasil está mesmo de arrepiar. Ou só se fala em aumentar impostos já altíssimos, ou se vende a falsa ideia de que é preciso fazer vaixa negociando aquilo que a máquina estatal ainda possa ter de lucrativo. Os poderosos de plantão não focam em criticar e baixar os juros e spreads bancários - verdadeiros vilões do viciado mercado Capimunista brasileiro.

As malfadadas privatizações, tão utilizadas nos anos 80 como despiste e engodo da real crise do modelo de Estado intervencionista brasileiro, agora voltam a pauta principal como "solução" da crise brasileira. As privatizações realizadas no governo FHC, criaram “verdadeiros cartórios” que não promoveram desenvolvimento econômico, mas sim formaram “feudos” legais de agiotagem legalizada.

Nosso esquema privatizante-cartorial obedece a um ciclo manjadíssimo: 1) Construir com sacrifício dos brasileiros; 2) Quebrar pelo interesse de grupos; 3) Privatizar barato para estrangeiros; 4) Forçar os novos cartéis e cartórios a sofisticarem o jogo da corrupção, financiando os agentes políticos que os beneficiaram com "novos negócios privados" - que continuam controlados pela máfia estatal e suas agências reguladoras/interventoras.
É fácil constatar, no bolso, as aberrações dessa privataria cartorial no Brasil. 1) pedágios caríssimos inviabilizam as atividades econômicas de determinadas regiões; 2) o Brasil tem uma das piores internet do mundo e para variar ela está entre as mais caras do planeta; 3) as privatizações do setor de Telecomunicações colocaram o Brasil como refém de grupos econômicos internacionais que aprisionam o Brasil para um profundo atraso tecnológico; 4) etc...

As empresas controladas pela Oligarquia Financeira Transnacional escravizam o consumidor brasileiro. Um exemplo gritante: o Grupo Telefônica, da Espanha, retira quase 30% da sua Receita Mundial do Brasil. Em milhões de euros, o Brasil contribui com mais do que o dobro da Alemanha. Descontados os impactos do nosso câmbio maluco e se compararmos o poder aquisitivo do cidadão alemão com o do brasileiro, conseguiremos constatar o quanto essa empresa de Telecomunicações faz agiotagem feudal no Brasil.

Privatizar é uma proposta que, vinda da nossa zelite política, significa simplesmente transferir para grupos privados a mesma tarefa hoje exercida pelos desonestos poderosos que se apoderaram do Estado brasileiro e não querem largar o osso. O "cartório", depois de vendido, promove as mesmas sacanagens. Apenas muda de dono. Deixa de ser estatal, passando para as mãos de empresários que continuarão financiando a corrupção da politicagem. A Lava Jato e outras operações comprovam como tal safadeza opera - prejudicando o cidadão-eleitor-contribuinte-escravo no Brasil.

É preciso mudar o modelo de desenvolvimento. Aliás, é preciso definir que modelo de desenvolvimento devemos adotar. Antes disso, é necessário mudar o modelo estatal. É urgente estabelecer uma nova Constituição, menor, mcia clara e objetiva, sem necessidade de constantes interpretações pelo Supremo Tribunal Federal. O Brasil precisa um aparato legal enxuto, também de segura interpretação pelos agentes políticos e econômicos.

Chega deste modelo onde o Estado corrupto autoriza seus comparsas da iniciativa privada a extorquirem nossos pobres cidadãos, que hoje estão acuados pelas negociatas travestidas de “privatizações” da era FHC.
Precisamos é liberar a sociedade e a iniciativa privada para que ela atue livremente em todos os setores e em todas as atividades da economia, investindo, gerando empregos, criando riquezas e promovendo o verdadeiro desenvolvimento econômico e social do Brasil.
LIBERDADE para as forças produtivas brasileiras. É isso que o país precisa. Temos de acabar com a libertinagem em vigor. A partir do novo marco legal, o judiciário precisa rever seus procedimentos, reduzindo a burocracia, os custos, e agilizando os julgamentos, inibindo os infindáveis recursos que produzem impunidade e impedem a produtividade.
O modelo bolivariano do PT é diferente do modelo bolivariano do FHC. O primeiro nos queria escravizados pelo estilo chavista. O segundo, do FHC nos subordinou via sua Privataria aos grilões espanhóis, mexicanos, nas telecomunicações e das empreiteiras que ganharam os feudais pedágios. Agora, Temer e seu PMDB querem avançar na mesma negociata. Não podemos permitir!
Não é mais possível que não se enxergue esta realidade. Vale repetir até cansar: O Brasil tem de mudar e redefinir seu modelo de Estado, eliminando o regramento excessivo e o abuso de poder de intervenção, viabilizando uma liberdade democrática de verdade. Eis o fundamento da Intervenção Cívica Constitucional.

Eis é o único jeito de o País se tornar desenvolvido e líder da humanidade - aquela "Nova Roma" a que Darcy Ribeiro faz referência em seu livro "O Povo Brasileiro". Fazer meras reformas no modelo em vigor pouquíssimo ou nada adianta em termos políticos e econômicos.

Por isso, as privatizações que Temer e Moreira Franco preparam têm de ser criticadas duramente, e não comemoradas por rentistas sem noção da realidade.

Precisamos é de liberdade econômica. Todo excesso de Estado se traduz em corrupção generalizada. Combater a corrupção de forma definitiva é encolher os tentáculos do Estado, não privatizando para as mesmas máfias, internacionais ou locais.

Encolher o Estado brasileiro, definindo claramente seu papel através de um marco legal de segurança do Direito, significa libertar a sociedade para que ela conduza os rumos da economia com civilidade política.

A burocracia estatal brasileira precisa ser contida, destruída e reinventada, para funcionar apenas em bases essenciais, racionais. O passo inicial é responsabilizá-la por todos os males que nossas famílias enfrentam no seu dia-a-dia.

Por isso, na Revolução Brasileira em andamento, os alvos iniciais devem ser aqueles órgãos destinados a fiscalizar, mas que deixam a sacanagem rolar livre, leve e solta: os tais "tribunais" de contas - que não são órgãos do judiciário, mas sim auxiliares do corrupto poder legislativo, que indica seus membros, junto com o executivo.

Por isso, é necessária a Intervenção Cívica Constitucional. O Brasil colonizado, explorado e roubado, deveria se inspirar no exemplo norte-americano de 1776 - que fundou uma nação focada na cidadania, no desenvolvimento e no progresso.

Vale repetir até cansar: O Brasil tem de mudar e redefinir seu modelo de Estado, eliminando o regramento excessivo e o abuso de poder de intervenção, viabilizando uma liberdade democrática de verdade. Eis o fundamento da Intervenção Cívica Constitucional. Este é o único jeito de o País se tornar desenvolvido e líder da humanidade - aquela "Nova Roma" a que Darcy Ribeiro faz referência em seu livro "O Povo Brasileiro". Fazer meras reformas no modelo em vigor pouquíssimo ou nada adianta em termos políticos e econômicos.

Por isso, as privatizações que Temer e Moreira Franco preparam têm de ser criticadas duramente, e não comemoradas por rentistas sem noção da realidade

Releia o artigo de domingo: Mudamos o Estado, ou ele nos assassina

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O Alerta Total tem a missão de praticar um Jornalismo Independente, analítico e provocador de novos valores humanos, pela análise política e estratégica, com conhecimento criativo, informação fidedigna e verdade objetiva. Jorge Serrão é Jornalista, Radialista, Publicitário e Professor. Editor-chefe do blog Alerta Total: www.alertatotal.net. Especialista em Política, Economia, Administração Pública e Assuntos Estratégicos. 

A transcrição ou copia dos textos publicados neste blog é livre. Em nome da ética democrática, solicitamos que a origem e a data original da publicação sejam identificadas. Nada custa um aviso sobre a livre publicação, para nosso simples conhecimento.

© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 11 de Julho de 2016.

10 comentários:

Sérgio Alves de Oliveira disse...

Pelo visto a corrupção no Governo Temer está igual à do Governo Dilma. A "coincidência" é que o PMDB participou como protagonista de ambos os governos. Roubaram tanto durante os governos do PT,que teve o PMDB como "sócio",que secaram os cofres públicos ,nada mais tendo a ser tirado deles,a não ser as dívidas que ficaram. O "poço",então, secou. Agora tiveram que buscar novas alternativas para buscar mais dinheiro para roubar. A única saída seria vender os ativos da Administração (empresas paraestatais)para abastecer o cofre e prosseguir os roubos. Mas as empresas públicas não serão vendidas,simplesmente. Elas serão "torradas",com preços sub-avaliados. O "know-hov" sem dúvida está vindo do tempo (8 anos) em que o PSDB governou. A Embratel foi torrada por 1,6 "b",e tinha mais que isso só em satélites pelo espaço. A CRT (telefônica do RS),foi vendida por menos de 1 "bi" e em seguida revendida por 6 "bi" (no Governo Britto,do PMDB,,que aproveitou o embalo do Governo Federal).

Anônimo disse...

Razões de sobra para privatizar
Economia 10.07.16 17:02

O secretário da Fazenda, nosso chapa Mansueto Almeida, defendeu as privatizações ao Correio Braziliense:

"Vamos fazer um esforço adicional para privatizar e intensificar as concessões. E há razões de sobra para isso.

Quais?

Primeiro: o governo não tem dinheiro para investir. Segundo: vai ter que privatizar um bocado de coisa para ter o investimento que se quer e para conseguir caixa. Mas é preciso ter cuidado para estimar quanto entrará no caixa do governo, porque algumas concessões têm arrecadação zero, como, por exemplo, as de rodovias, por causa do modelo de menor tarifa. Há concessões que dependerão muito do preço do ativo, uma variável que não temos controle, como o preço do petróleo. Teremos, possivelmente no ano que vem, um leilão muito grande de área de exploração de petróleo. Teremos que levar em consideração ainda a situação do mercado de capitais, já que venderemos participações acionárias. Tudo isso está no nosso radar. Mas a gente pode ter surpresas.

Ou seja, as dúvidas do mercado fazem sentido.


Os dados que a gente colheu e incluiu naquela projeção de receitas de R$ 55 são muito conservadores. O preço do petróleo a gente não controla, mas há regras que vamos definir nos próximos cinco a seis meses. É preciso deixar claro que parte do sucesso das concessões e das privatizações depende do governo. Há muita coisa para ser transferida à iniciativa privada. Além de petróleo, há as hidrelétricas, a Caixa Seguridade, a Lotex, que reúne as raspadinhas, e o Sportingbet, em que as pessoas apostam em placar de jogos e times. Hoje, essas apostas são feitas em sites nos Estados Unidos. Tudo isso tem um valor enorme. No caso da Caixa Seguridade, cuja venda ocorrerá no próximo ano, o dinheiro arrecadado ficará com o banco. Mas o governo recolherá Imposto de Renda sobre o ganho de capital e Contribuição Social sobre o Lucro Líquido. Então, parte do valor da venda vem para o Tesouro".



Comentários (26)

Com outro nome 1 minuto atrás

Privatização no braziu é sinônimo de prejuízo na venda e depois prejuízo na qualidade do serviço pois não existe fiscalização...
Todos os empresários estrangeiros que vem para o braziu tem como objetivo dinheiro fácil.
Baixa qualidade para um povo idiota e fica por isso mesmo.
E vai se vendendo o país a preço de banana!

sanconiaton

Anônimo disse...

O que choca é a união do DEM com PT.Criem vergonha! Isso até poucos dias era impensável!Como o DEM vai se unir a um partido comandado por um corrupto que está próximo de cair nas mãos de Sérgio Moro? Ainda bem que o DEM tem gente séria,caso seria um desastre nacional!

Anônimo disse...

O que choca é a união do DEM com PT.Criem vergonha! Isso até poucos dias era impensável!Como o DEM vai se unir a um partido comandado por um corrupto que está próximo de cair nas mãos de Sérgio Moro? Ainda bem que o DEM tem gente séria,caso contrário, seria um desastre nacional!

Anônimo disse...

Prezado Jorge Serrão, em relação a privatização das comunicações telefônicas, cabe a pergunta ou o esclarecimento porquê só os espanhóis e portugueses se interessaram em investir aqui? aliás me desculpe o texto confundem pois dá a impressão que são os alemães que dominam o mercado, a conferir, pois até onde sei não tem nenhum investimento alemão nos serviços telefônicos brasileiros, aliás quem nos dera essa sorte de ter investimento tecnológico alemão, uma das melhores e mais baratas do mundo, como o senhor mesmo ressaltou mas de uma maneira que confunde o leitor menos atento, ´mas voltando ao cerne da questão e que o senhor esta coberto de razão, são "privatizações" que na verdade nos dá a impressão que só beneficia aos grupos de amigos, etc. O consumidor brasileiro é só o ignorante e alienado consumidor que paga a conta altíssima de serviços de baixa qualidade, aliás essas privatizações todas a minha intuição diz que não passará de lavagem dos recursos usurpados ao longo dos últimos tempos.O resto é história...

Anônimo disse...

Prezado Jorge Serrão, em relação a privatização das comunicações telefônicas, cabe a pergunta ou o esclarecimento porquê só os espanhóis e portugueses se interessaram em investir aqui? aliás me desculpe o texto confundem pois dá a impressão que são os alemães que dominam o mercado, a conferir, pois até onde sei não tem nenhum investimento alemão nos serviços telefônicos brasileiros, aliás quem nos dera essa sorte de ter investimento tecnológico alemão, uma das melhores e mais baratas do mundo, como o senhor mesmo ressaltou mas de uma maneira que confunde o leitor menos atento, ´mas voltando ao cerne da questão e que o senhor esta coberto de razão, são "privatizações" que na verdade nos dá a impressão que só beneficia aos grupos de amigos, etc. O consumidor brasileiro é só o ignorante e alienado consumidor que paga a conta altíssima de serviços de baixa qualidade, aliás essas privatizações todas a minha intuição diz que não passará de lavagem dos recursos usurpados ao longo dos últimos tempos.O resto é história...

Anônimo disse...

Sendo da união é de domínio publico se for de domínio publico é do povo se é do povo as privatizações deveriam serem rateadas entre o povo... Mas o que acontece é que o rateio fica entre os políticos e depois o povo fica obrigado a pagar o que eles querem por uma coisa que é nossa. Pedágios, minérios, combustíveis, energia, telefonia, tudo o que é para dar lucro para gerar bem estar ao povo fica apenas nos bolsos dos ladrões, que fazem de tudo para deixarmos na mérda pois os lucros ficam entre eles...

Sérgio Alves de Oliveira disse...

Ilustre Anônimo das 4:46 PM: A melhor explicação que eu teria para a observação bem levantada por VªSª,ou seja,de que as privatizações da telefonia no Brasil interessaram só aos espanhóis e portugueses,talvez esteja num texto que escrevi aqui para o "Alerta",que leva o título "LUSOFONIA DA CORRUPÇÃO",onde demonstro que os países mais corruptos do mundo são os "lusófonos". Ora,é evidente que os "negócios" realizados entre gente com semelhante caráter são bem mais fácil de dar certo. Tanto isso é verdade que a roubalheira durante esse período,no Governo FHC,continuado com o PT,ficou e deve ficar por isso mesmo.

Sérgio Alves de Oliveira disse...

(PS) O artigo "Lusofonia da Corrupção" não foi recepcionado no Alerta Total,como equivocadamente anunciei no meu comentário. Mas ele está na Revista Sociedade Militar e no blog Sul21.

Sérgio Alves de Oliveira disse...

(PS) O artigo "Lusofonia da Corrupção" não foi recepcionado no Alerta Total,como equivocadamente anunciei no meu comentário. Mas ele está na Revista Sociedade Militar e no blog Sul21.