quinta-feira, 11 de agosto de 2016

Dilma será candidata ao Senado em 2018?


Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net

O "Dilmaexit" é dado como "pule de 13". Apesar da derrota programada pela goleada olímpica de 59 a 21 no Senado, Dilma Rousseff já prepara seu futuro político. A agora ré com condenação programada tem tudo para se candidar a uma vaga de senadora na próxima eleição. O plano de Dilma é aproveitar a tradição esquerdista do eleitorado do Rio Grande do Sul.

Por isso, é grande a chance de uma renúncia de Dilma na véspera da decisão final sobre o impeachment. Também é quase certa a saída dela do PT, que praticamente a abandonou. A brizolista Dilma deve retornar às origens: o PDT - hoje o partido longe do fundador Leonel Brizola e que tem o humorista cearense Ciro Gomes como presidenciável de ocasião.

Existe uma remotíssima chance de Dilma não renunciar faltando pouco para a degola fatal no Senado transformado em tribunal político sob a presidência de Ricardo Lewandowski. A renúncia nos minutos finais do jogo perdido seria uma tentativa de não ficar sem direitos políticos por oito anos, assim que for condenada. É por isso que já vaza que Dilma pensa até em não fazer qualquer menção à palavra "golpe" na cartinha (de renúncia?) que escreverá aos senadores. E o "nosso advogado" José Eduardo Cardozo já cogita até pedir a futura nulidade do julgamento de Dilma...

Mesmo que "peça para sair" tardiamente, Dilma ainda terá de fazer grandes investimentos em advogados e brigar muito nos tapetões dos tribunais para também não ficar proibida de se candidatar ao parlamento em 2018. O complicador para ela é que a condenação de agora acontece, ao mesmo tempo, no Senado, sob o comando do Supremo Tribunal Federal. Dilma só poderá recorrer a Deus, depois que receber o adeus no finzinho de agosto. A data do julgamento fatal deve ser anunciada até sexta (ou no máximo segunda-feira) pelo ministro Ricardo Lewandowski.

Dilma tem futuro político? Tudo vai depender de dois fatores. O primeiro é a persistente força do eleitorado esquerdista no Brasil idiotizado pelo Foro de São Paulo. O segundo é o alto risco de fracasso econômico do sucessor Michel Temer. A situação de Dilma é tão ou mais delicada que a do PT. Dilma pode mudar de partido. O PT terá de se reinventar como partido. Desmoralizada pelo mensalão e por sua continuidade aprimorada (o petrolão), a cúpula partidária será forçada a tirar o time de campo.

Por isso, é grande a chance que seja mantido um PT morto-vivo, enquanto dissidentes do partido, nem tanto contaminados pelas denúncias de corrupção,  partam para fundar um "novo-velho" partido de esquerda. A nova sigla, que pode rejuntar petistas hoje em outros partidos, é a saída tática mais provável. Enrolado com problemas judiciais, Luiz Inácio Lula da Silva será obrigado a tirar o time de campo, muito a contragosto. Lula tem certeza de que, depois da Dilma e de Eduardo Cunha, ele é a bola da vez. Sua salvação tática é sair de cena e permitir a reinvenção do PT, a fim de permitir um retorno da esquerda ao poder - fator que poderia reabilitá-lo no futuro. O consolo da petelândia é que a Lava Jato também deve massacrar o PMDB e o PSDB.

O "velho-novo" partido com DNA da petelândia dependerá do fracasso de Michel Temer. As previsões econômicas continuam incertas, embora a velhinha de Taubaté e seus amantes rentistas insistam que tudo está melhorando. A maldita inflação inercial persiste. A equipe econômica, cinicamente, joga a culpa no preço dos alimentos. O verdadeiro culpado é o descontrolado gasto público que força o esquema suicida de altos impostos com juros estratosféricos, quebrando o caixa da União, dos estados, dos municípios e, mais ainda, das pessoas comuns que vivem de trabalho e salário. A renegociação de dívidas dos entes federativos, em aprovação pelo Congresso, é uma bomba-relógio pronta para explodir nos próximos mandatos de Presidente, Governadores e prefeitos.

Temer opera com a velha e pretensa solução de curto prazo. Farinha pouca, o pirão dele (e do Henrique Meirelles) primeiro... O projeto imediato do PMDB - partido tão ou mais corrupto que o PT, sempre na órbita do poder desde o golpe da Nova República de 1985 - é faturar alto com a crise. Aliados do partido já se preparam para lucrar com a religação das termoelétricas no Norte-Nordeste (culpa da crise hídrica...). Outros estão prontíssimos para ganhar muita grana na privataria que é montada (sob a desculpa de sempre: gerar caixa para cobrir o déficit público). Uma terceira facção enxerga que a mina de ouro para os políticos será a legalização do jogo no Brasil - futura financiadora de campanhas, através de "apostadores" que ficarão milionários de uma hora para outra e, por gratidão, farão polpudas doações, tudo dentro da lei e da ordem, aos partidos...   

Só um megadesastre econômico, seguido de explosão incontrolável de violência, poderá forçar uma mudança política mais profunda no Brasil. Este cenário caótico é o único que poderia obrigar a desejável Intervenção Cívica Constitucional. Por enquanto, em eterno ritmo de "jeitinho" e lucrativos conchavos da politicagem, o Brasil caminha para seguir no ritmo de sempre. A crescente insatisfação da juventude, que pode se transformar em revolta, é o único fator que pode forçar transformações no curto e médio prazos. Assim, será o comportamento econômico que decidirá o que acontecerá com o País nos próximos meses.

No Brasil, fazendo um adendo providencial à máxima do pensador inglês G. K. Chesterton, "toda convicção é uma prisão" (de ventre)...

Presidenta do STF, não!

A ministra Carmem Lúcia foi eleita ontem sucessora de Ricardo Lewandowski na Presidência do Supremo Tribunal Federal.

Humoristicamente consultada por Lewandowski sobre como gostaria de ser tratada (presidente ou presidenta), Carmem Lúcia não titubeou em ironizar que sempre cultuou a boa tradição da língua portuguesa - cuja norma culta não autoriza a flexão de gênero no vocábulo "Presidente".

Assim, contrariando a novilíngua marketeira da petelândia, a partir de setembro, o STF terá uma "Presidente" - cujo vice, por ironia da História, será um ex-petista, o ministro José Antônio Dias Toffoli.

Anota aí, Bolsonaro

Pedido feito ontem ao deputado federal Jair Bolsonaro pelo jurista Antônio José Ribas Paiva, Presidente do Nacional Club:

"DEPUTADO Jair Bolsonaro, boa noite. A CBMM localizada em Araxá, fornece 95% do nióbio  consumido no mundo. O Brasil tem 98% das reservas mundiais, portanto poderíamos ditar o preço do nióbio no mundo. A CBMM  realmente é uma empresa que poderia favorecer o Brasil, porque manda no mercado mundial de Nióbio . Aproveite seu contato e influência na empresa, para solicitar à diretoria, que exporte  o Nióbio para as suas filiais, em todo o mundo, pelo preço real . Porque a exportação das ligas de nióbio por US$ 48 dólares o quilo , configura subfaturamento de exportação. O Brasil agradece a sua colaboração e patriotismo!!!"

Toda convicção é uma prisão de ventre


Escrevendo a várias mãos


Golpe no golpe


Tá perdoada...


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O Alerta Total tem a missão de praticar um Jornalismo Independente, analítico e provocador de novos valores humanos, pela análise política e estratégica, com conhecimento criativo, informação fidedigna e verdade objetiva. Jorge Serrão é Jornalista, Radialista, Publicitário e Professor. Editor-chefe do blog Alerta Total: www.alertatotal.net. Especialista em Política, Economia, Administração Pública e Assuntos Estratégicos. 

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© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 11 de Agosto de 2016.

4 comentários:

ARS disse...

Com a chuva de processos que vai receber depois de perder o desaforo privilegiado, a anta (sufixo de ex-governanta) vai ter de gastar tudo que escondeu nas contas estrangeiras em adehvogados.

Anônimo disse...

O PT deveria mudar de nome para partido PATÉTICO. Nunca vi tanta gente patética numa curriola só.

Anônimo disse...

Na década de 30 aqui no Brasil o povo sofria com o trabalho escravo e sem uma CLT a jornada de trabalho chegava a 18 horas sem nem um direito, foi preciso a intervenção dos EUA para acabar com essas patifarias, agora é o judiciário quem está fazendo o povo de escravo, sem uma policia, sem uma corregedoria de verdade e sem a modificação na lei da magistratura só resta agora a intervenção da ONU para nos socorrer, por enquanto apenas alguns profissionais da mídia se uniram para encarar essa máfia que a cada dia está crescendo e por se tratarem do resto de uma ditadura continuam pensando que são os Deuses do Olimpo... NEM SÓ NA POLITICA EXISTE O QUE NÃO PRESTA, A MÉRDA ESTÁ ESPALHADA PELOS 4 PODERES... DESSA VEZ NÃO ESCREVO QUEM COMANDA ESSA BAGAÇA PRA NÃO SER CENSURADO, MAS SÃO OS BODES MÉ, POIS SÃO OS BODES MÉ...

José Netto disse...

Não é tão simples. Entre a renúncia e a eleição de 2018, existe um processo judicial muito bem trabalhado para colocar dois ex-presidentes na cadeia. O STF livrou a Dilma ser julgada no Congresso pelo "conjunto da obra", mas a situação da economia do país não vai deixar a coisa barata para os "revolucionários"