segunda-feira, 29 de agosto de 2016

Suicídio Político


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos Henrique Abrão

Há pouco tempo atrás assistimos um espetáculo trágico quando um co piloto da Germanwings aproveitando a folga do piloto que se deslocou até o toilette fechou a porta de acesso a cabine e de propósito derrubou a aeronave matando mais de 150 pessoas. O que assistimos
​no Brasil não é diferente. O partido que assumiu o poder tinha de tudo para levar o País a potência mundial e figurar entre as maiores economias do planeta com estabilidade da moeda , redução da inflação e controle dos gastos públicos.

A diferença é que no comportamento que se viu eles não praticaram o suicídio, e assim não fariam, mas a morte de sonhos, esperanças, do futuro de gerações, com atingimento de duplo produto interno bruto e acima de tudo culpam sempre aos outros, desde a crise estrangeira, a maledicência da globalização, parlamentares que não ajudaram na aprovação de medidas no parlamento e nunca jamais usariam as sandálias franciscanas para reconhecimento da própria culpa.

De um voo de brigadeiro há anos desde a introdução do plano real e quando nossa moeda, lembram-se todos, valia mais do que a norte americana, passamos por contratempos e atingimos níveis de horrores econômico e político lamentáveis. Comete-se o suicídio quando se fecha o olhar para o exterior, quando não se importa com o Brasil e se joga no lixo a esperança de milhões de brasileiros, com uma violência e mortes acima de países em guerra.

Nesse contexto involuimos para uma economia terrível e que somente dez anos para a frente serão necessários para que a aeronave estabilize-se e não sofra graves e inconsequentes turbulências. Há uma manifesta falta de governabilidade e tanto assim que se propuseram a antecipar por meio de plebiscito as eleições,mas sem que o Brasil tenha um sossego nas finanças,na política de crise na situação dos funcionários, na reforma da previdência, e principalmente no seu futuro,as eleições nada representam,com ou sem legitimidade popular aquele que assume deve também evitar o suicídio politico. E como fazer essa lição relevante,compondo uma equipe competente e de pessoas dotadas de meritocracia, sem o meio de campo com políticos que não possuam ficha limpa e traçando um futuro exuberante de crescimento e preservação dos serviços públicos,da eficiência equalização das despesas.

É triste assistirmos parques de preservação mundial sem recursos financeiros, hospitais fechando e estabelecimentos de ensino sucateados, por uma politica econômica sem limites de gastos, na qual o social preenchia qualquer dúvida e dava as regras do jogo. No entanto, as escolas continuam com um ensino desqualificado, os atendimentos públicos
​deixam filas e mais filas, e com tudo o que notamos a cidadania corre sério risco da falência do poder público. Os investimentos desapareceram forte e suficientemente a fim de não termos confiança e credibilidade no exterior, precisamos virar o jogo e será olímpico para talvez, não ganharmos medalhas, mas também não recuarmos no índice de desenvolvimento econômico e na visão que os estrangeiros ainda sentem e ressentem do Brasil.

A nobre classe politica desgastada,arranhada e que enxovalha o Brasil nos debates no cenário do parlamento agora com a cara mais deslavada se apresenta para eleições municipais como se fosse tudo transformado e mudado da agua para o vinho,nada mais ilusório e pura mentira. A programação do novo governo terá que fazer um engenhoso trabalho e
​de recuperação lenta e gradual da economia,dos índices e sem se despreocupar com o social, programas adotados com entrega de casas com defeitos,sem equipamentos com rachaduras e fissuras,nada disso interessa à sociedade civil, mas sim precisamos virar o aspecto de dar o peixe para ensinar a boa pescaria e graúda.A história saberá contar em detalhes que os responsáveis pelo suicídio político causam defaut na economia e não podemos viver de sobressaltos de processos delongados de impeachment, e total falta de governabilidade.

Farsa, golpe, traição, ausencia de dolo, todas as expressões foram usadas e repetidas, mas não mudam a realidade do País de hoje. Não querem enxergar e sonegam à população o que fizeram e mudaram o horizonte de crescimento e desenvolvimento para uma subnação, na qual os esteriotipos predominam e as facções criminosas dominam o que é mais danoso,a cada dia uma tragédia de desvio de dinheiro,de surrupio e de corrupção. O Estado Brasileiro deve ser reduzido ao máximo, e revisto o modelo federativo com repercussão na receita e na sua distribuição.

Permaneceremos indignos dos conceitos desenvolvimento se nos acostumarmos as esmolas do estado malfeitor e de construtor de esqueletos em obras públicas as quais não terminam e simplesmente sofrem aditamentos milionários sem fiscalização e quando nos deparamos jorraram o dinheiro do contribuinte. No momento,o Estado só fala em aumento de impostos e controle das despesas,mas antes de mais nada precisa traçar diretrizes e acabar com a desmesurada máquina pública e reorientar a sua  política para cortar na carne o que é supérfluo e não ousar mais destruir as pilastras da Nação.

A cidadania não se sentirá recompensada enquanto não reconstruir os sonhos que lhe foram retirados mediante promessas e maciças propagandas ilusórias, de engano,do estelionato político que tanta ruina provocou no Brasil contemporâneo.


Carlos Henrique Abrão, Doutor em Direito pela USP, é Desembargador no Tribunal de Justiça de São Paulo.

2 comentários:

Anônimo disse...

Se o judiciário se importasse com os sonhos dos cidadãos não sabotavam o sistema fazendo com que simples processos durem décadas...

Anônimo disse...

Desgastados mesmo são os crimes praticados por membros do judiciário debaixo dos nossos narizes onde temos que nos calar sob risco de morte por integrantes dessa máfia maldita, quando não os bens roubados alegando danos morais por constrangimento desses bandidos de toga, hoje um juiz do trabalho em São Paulo para agradar um comparsa da maçonaria roubaram na cara dura os seus direitos trabalhistas, desesperado se atirou com o filho de 5 anos do 17 andar do prédio da justiça do trabalho... Juízes estão dando alvarás para quadrilhas sacarem o fundo de garantia dos trabalhadores, então o maior crime organizado é pele judiciário resto de uma ditadura assassina...