domingo, 11 de setembro de 2016

A História do Comunismo contada aos doentes mentais


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos I. S. Azambuja

Abaixo um capítulo do livro “A História do Comunismo Contada aos Doentes Mentais”. escrito por Matéi Visniec.

IURI PETROVSKI, escritor, visita o Hospital Central de Doentes Mentais de Moscou. Grigori Dekanozov, diretor do Hospital, apresenta-o ao Corpo Médico do estabelecimento:

Caros colegas, apresento-vos o camarada Iuri Petrovski, que a União dos Escritores enviou para nos ajudar. Iuri Petrovski escreveu novelas ao estilo do nosso grande escritor Maximo Gorki. Iuri Petrovski escreveu novelas e narrativas sobre a construção do socialismo, e recebeu, por suas maravilhosas novelas e maravilhosas narrativas, o Grande Prêmio do Estado, que lhe foi entregue pelo Grande Camarada Stalin, em pessoa.

É meu dever, aqui, agradecer à União dos Escritores por nos ter enviado o camarada Iuri Petrovski. É justamente de um escritor como Iuri Petrovski que precisamos, pois ele sabe descrever como ninguém as coisas simples, as coisas da vida. Camarada Iuri Petrovski, sua tarefa é escrever histórias curtas para narrar aos nossos doentes mentais a história do comunismo. É para isso que está aqui. É para isso que a União dos Escritores enviou-o para cá.

Consideramos que os doentes mentais têm o direito e dever de conhecer a história do comunismo e da Grande Revolução Socialista de Outubro. O único problema é que a história do comunismo e a história da Grande Revolução Socialista de Outubro devem ser narradas de forma que estejam ao alcance deles.

É por isso que todos nós, a equipe médica do Hospital Central dos Doentes Mentais, bem como os doentes que estão em tratamento em nosso estabelecimento, pedimos-lhe, caro camarada Iuri Petrovski, que utilize seu talento para narrar-nos, em palavras simples, a história do comunismo e da Grande Revolução Socialista de Outubro. Use seu talento para que nossos doentes possam também, eles, ter acesso à luz do movimento trabalhador.

Use o seu talento e o seu patriotismo para que os doentes mentais possam alimentar-se da esperança que a Grande Revolução Socialista de Outubro trouxe a todos os trabalhadores de todos os países. Tenho certeza, caro camarada Iuri Petrovski que encontrará as palavras que irão tocar o coração dos nossos doentes mentais.

Nossas sessões de iniciação à beleza da arte, da literatura, acontecerão duas vezes por semana. Todos os doentes mentais de nosso estabelecimento, sejam eles doentes mentais leves, médios ou graves, esquizofrênicos, autistas, depressivos ou neuróticos, todos serão convidados a escutá-lo, duas vezes por semana. Todos, exceto, talvez, os doentes da seção de segurança máxima, para os quais vamos imaginar outra solução... Quer dizer, talvez organizemos sessões especiais para eles.

Em seguida, Grigori Dekanozov mostra a Iuri Petrovski o quarto que lhe fora reservado. Katia Ezova – assistente médica – permanece respeitosamente junto à porta.

Prossegue o Diretor: Este, meu caro Iuri Petrovski, é o seu quarto. Terá aqui tudo o que precisar. Escolhemos para você o quarto que tem a mais bela vista para o jardim, pois sabemos que os escritores amam a natureza. Vocês necessitam ver árvores, ver o céu, ver os pássaros que cantam nas árvores... Nós sabemos, meu caro Iuri Petrovski... Sabemos de que é feita a alma de um escritor, nós sabemos tudo. Seja bem-vindo neste quarto, em nossa casa. Nossa cara assistente médica, Kátia Ezova, trará o seu desjejum no quarto todas as manhãs. Ao meio-dia e à noite poderá comer conosco no salão do refeitório.

Pois nós, meu caro Iuri Petrovski, nós, os médicos do Corpo Médico, comemos com os nossos doentes, quer dizer, com aqueles que podem se deslocar sem problemas até o refeitório. E é com orgulho que lhe digo, meu caro camarada Iuri Petrovski, que sessenta por cento de nossos doentes mentais podem se deslocar, e deslocam-se verdadeiramente duas vezes por dia, ao meio-dia e à noite, ao refeitório, para comer em companhia de seus médicos. Mas você, Iuri Petrovski, faça como bem quiser. Sabemos que o escritor pode, às vezes, ser tomado pela inspiração, e então ele não sai do lugar, não come, não vê mais ninguém, não ouve mais nada, e escreve... É um grande mistério a escrita. Eu sei.  

Estou convencido, camarada, de que narrar de forma adequada a história do comunismo, pode curar certos problemas mentais. Até logo, camarada. Viva o Grande Stalin!   

Carlos I. S. Azambuja é Historiador.

2 comentários:

Anônimo disse...

SE ACASO SER COMUNISTA É LEVAR A VIDA E OS SALARIOS DESSA MÁFIA MALDITA EU QUERO SER COMUNISTA ROXO POIS TUDO O QUE EXISTE AQUI É MEU TAMBÉM E NÃO APENAS DESSES FDPS E LADRÕES...

Anônimo disse...




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acp

Escreva um seu artigo seu a desmentir o falso decalogo de lenin que desde que a internet existe engana tolos. Aquele, sobre greves, libertinagem, armas... Nem lenin nem nenhum comuna o escreveu.

Ou pesquise e publique artigo de outrem.

acp

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