sábado, 3 de setembro de 2016

Brasil: Impeachment, Estado, Governo e Forças Armadas


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Sérgio Tasso Vásquez de Aquino

Depois de um dolorido período de nove meses, talvez o parto mais laborioso de nossa História, chegamos ao fim do processo formal de impeachment de Dilma Rousseff e de encerramento do predomínio do PT. Todos os cidadãos patriotas, honrados e comprometidos com nosso País, 90% do povo, aguardavam ansiosamente o desfecho de um processo que nos livrasse do mal que tomou conta da Pátria por tanto tempo, mais de treze anos, e ameaçava destruí-la.
 
O PT e seus aliados e asseclas internos e externos tinham por propósito derrubar a ordem vigente, erradicar o regime democrático e implantar no Brasil a mais cruel ditadura que a humanidade conheceu, responsável por tantas violências e por mais de uma centena de milhões de mortos inocentes nos infelizes países sobre os quis logrou impor seu jugo ao longo da História. Criação do inferno, o comunismo se alimenta da mentira, da traição, da negação da dignidade intrínseca da pessoa humana, feita à imagem e semelhança de Deus, e busca escravizá-la, negando-lhe todas as liberdades que tornam válida e venturosa sua existência sobre a Terra. Enquanto assim labora, fiel à orientação de Lúcifer, hipocritamente fala que defende a democracia e o bem comum nos palanques propagandísticos que monta para enganar os incautos e baixar-lhes a guarda ...
 
Na terceira tentativa de empalmar o poder sobre a Terra de Santa Cruz, depois dos insucessos de 1935 e 1964, finalmente o extremismo vermelho chegou ao governo em 2002, alicerçado em trabalho de sapa muito bem e malevolamente urdido para os seus fins, a partir da Constituinte de 1988 e dos governos que se sucederam desde 1990, com agravamento dos fatos no período kerenskyano de FHC, que foram extremamente exacerbados sob o lulopetismo, que desejávamos e esperávamos jugulado  a partir de hoje!

Seu desiderato era impor a debâcle ética e moral da sociedade, o caos econômico e social, a desesperança do povo pela carência de educação, saúde, segurança pública, emprego, infraestrutura adequada de comunicações, energia e transportes, cujos recursos foram  desviados pela maior corrupção de nossa vida nacional, quiçá do mundo em todas as épocas, obra torpe fomentada por seus agentes que aparelharam totalmente os organismos do Estado e as empresas a ele ligados e dele dependentes, como emblematicamente demonstrado pelo botim contra a Petrobrás!
 
Finalmente, porém, e depois de tantos anos de inércia e anestesia, o povo despertou, saiu `as ruas a partir de junho/julho de 2013, e com força irresistível e retumbante desde o glorioso março de 2015, colorindo o Brasil de verde-e-amarelo e exigindo o fim da iniquidade que sobre a Pátria se abatera! Ali se iniciaram o processo de impeachment contra Dilma Rousseff e o clamor nacional contra a destruição petista e a cizânia, as lutas de classes, racialistas e de gênero, as divisões artificiais na sociedade criadas e estimuladas pelo partido das trevas e a gigantesca corrupção por ele criada, mantida e continuamente ampliada, em proveito do seu nefasto projeto de poder total e permanente, e o generalizado apoio aos patriotas que, a despeito de tudo, com bravura e determinação combatiam o bom combate pela redenção do Brasil, Sergio Moro e companheiros de nobilitante e salvadora saga!
 
Hoje, num primeiro momento, parecia que a vitória do bem havia chegado, de forma completa, democrática e constitucional, por decisão de um Congresso que havia ouvido e acolhido os clamores do povo que representava: o impeachment foi aprovado pelo voto de 61 a 20 dos senadores, em consonância com tudo o que antes se havia passado nas Duas Casas do Congresso Nacional. Eis que, surpreendente e inopinadamente, o Presidente do Senado, a quem o Presidente do STF havia dado a palavra fora do script, declara seu voto desfavorável à suspensão do direito da impedida de ocupar funções públicas pelo período de oito anos, contido no preceito constitucional que rege a matéria, aliando-se, pois, a destaque de última hora apresentado pelo PT em favor da permanência imediata da presidente afastada na vida pública.
 
O Presidente do STF, que presidia os trabalhos e cuja atuação, até então, havia recebido todos os elogios de gregos e troianos, antes já havia acolhido o destaque em longo, circunstanciado arrazoado, indicativo de elaborado estudo anterior à sessão de hoje. Posta em votação, a parte que determina a impossibilidade de a ré do impeachment ocupar funções públicas por oito anos, a partir da data da sua condenação, obteve 42 votos contra 36. Assim, acredito que o texto constitucional foi desconsiderado em sua integralidade e que foi aberto o inaceitável e perigoso precedente que poderá laborar em favor de todos os políticos que, futuramente, forem alvos de processos de cassação, por exemplo...

Cabe-me louvar, num ambiente de chocante e frustrante traição a valores e compromissos anteriormente assumidos, a participação do Senador Fernando Collor no episódio, que lutou contra a novidade pretendida e lembrou que não mereceu tratamento igual no seu processo de cassação, que teria servido de paradigma para o atual, segundo decisão do STF, a despeito de haver renunciado antes do julgamento. Amargou, desse modo, oito anos de  exílio político e público...E dezesseis senadores da base de apoio ao novo governo aproximaram-se do PT, indicativo de quebra da higidez de que necessita e de real expectativa de problemas sérios no futuro! Buscavam, quem sabe, habeas-corpus preventivos para futuros processos que os pudessem envolver...
 
A hidra vermelha, pois, foi apenas contida, e já na noite de hoje mostrou suas garras nas arruaças e quebra-quebras de São Paulo, atentatórias à paz social e ao patrimônio público e privado, e apenas canhestramente observadas, sem ação eficaz e à distância, pela PMESP! O peso forte do aparato defensor da lei e da ordem tem de se fazer sentir, com toda a energia, sempre que arruaceiros ideológicos ou criminosos comuns a serviço do caos atentem contra os direitos e a liberdade dos cidadãos!
  
O Presidente Temer e seu governo têm o enorme trabalho de reconstrução do Brasil, em todas as expressões do Poder Nacional, diante de si. A herança vermelha e a sabotagem que seus sicários farão e as agitações e a violência que tentarão desatar são e serão terríveis, exigindo espírito forte, vigilância permanente, energia, trabalho e dedicação diuturnos, honradez, patriotismo, superação de todos os limites pessoais em todas as oportunidades! Terão ao seu lado todas as pessoas de bem do Brasil, que não lhes negarão apoio na medida em que demonstrarem, por atitudes e ações, fortaleza de alma, clareza de metas e transparência eficaz e eficiente na aplicação dos recursos públicos. Enfim, todos os sacrifícios serão tolerados pelo bem da Pátria, se soubermos que o leme está em mãos fortes, competentes, corajosas, totalmente dedicadas à construção do Bem Comum! A antítese virtuosa do PT e sequazes de maldição!
 
Finalmente, é preciso dar valor real e não apenas retórico às Forças Armadas. Acabar com a veiculação de mentirosas versões revanchistas contra elas assacadas. Entender de uma vez por todas que são essenciais à defesa da Pátria, à garantia da independência, da soberania, da integridade do patrimônio nacional, da paz social, da democracia e, por suas ações complementares, por tudo, em tudo e a toda hora reclamadas, ao progresso, ao desenvolvimento e à integração nacional. Sempre que se quis, quer e quiser um serviço bem feito, sem medida de sacrifícios e dedicação total, chamam-se as Forças Armadas! O Estado chama as Forças Armadas, os governos chamam as Forças Armadas, o povo chama as Forças Armadas! E elas sempre cumprem bem sua Missão! 
  
É imperativo, contudo, fornecer-lhes os meios bélicos necessários à sua Missão ÚNICA, ESSENCIAL E EXCLUSIVA, num mundo marcado de conflitos. Até a queda do Império moscovita, no final da década de 1980, pertencíamos  à aliança ocidental, unida para manter e garantir a democracia contra a ameaça totalitária vermelha, e gozávamos da proteção recíproca garantida por países amigos e aliados. Hoje, num mundo mais complexo e desafiador, temos de manter nossos Objetivos Nacionais e a incrível e incomparável riqueza de nosso País Continente a salvo da cobiça de quem quer que seja, inclusive antigas potências aliadas, sequiosas de  acessar e dominar aquilo em que são pobres e nós prodigiosamente ricos: minerais raros e preciosos, terra agricultáveis, água, petróleo... Temos, pois, de ser fortes militarmente e bem armados, para exercer a necessária dissuasão! Para tanto, necessitamos dos recursos que nos têm sido negados!
 
Nossos militares, hoje e há mais de 26 condenados à rabeira do espectro remuneratório dos que servem ao Estado e à Nação, têm de ser retirados dessa aviltante e injusta situação, inclusive como forma de atrair para as fileiras e nelas manter a parcela mais destacada, ilustrada e bem formada da juventude brasileira, como era no tempo em que ingressei no Colégio Naval, no longínquo ano de 1952. A remuneração, a previdência e a assistência médica adequadas são fatores essenciais para conservar elevados o moral e a moral das Forças Armadas e dos guerreiros da Pátria. Como isso tem sido negligenciado e esquecido! Não buscamos nem benesses, nem privilégios descabidos: apenas tratamento justo e isonômico com outras categorias e carreiras que recebem do mesmo Erário!
 
Finalmente, uma palavra aos Chefes Militares de hoje e aos que se estão formando para o futuro, tomando com paradigma aqueles Chefes “da Antiga”, que tanto honraram nossa História de povo bravo, altaneiro e livre, e que nos serviram de exemplo e de modelos. Permitam-me pedir-lhes que, mais que Comandantes, sejam Líderes, sintonizados com as aspirações e atentos às necessidades legítimas dos comandados, que não se podem expressar, senão pela cadeia hierárquica e pela voz dos Comandantes.

Quando Capitão-Tenente, Instrutor de Psicologia e Liderança dos Aspirantes da Escola Naval, em 1963/1964, ensinei-lhes que  “a primeira responsabilidade do Comandante é o cumprimento da Missão, a segunda é a obrigação que tem para com os comandados”. Quando jovem Segundo-Tenente, no meu primeiro embarque, em 1958, no Cruzador BARROSO, procurava ser e agir de tal modo, que, na condição extrema de numa balsa de náufragos, em pleno mar-oceano, continuasse  a ser acatado, seguido e respeitado não pelo galão que portava, mas pela liderança que conseguira criar. Como Vice_Almirante,  Vice-Chefe do Estado-Maior das Forças Armadas, de 1991 a 1993, final da minha vida no Serviço Ativo, lutei sem desfalecimento e com todos os riscos de incompreensão e prejuízo na carreira pela isonomia de remuneração no Serviço Público, que promovesse o pagamento justo e equânime no Estado Brasileiro.
 
Liderança não se impõe, se conquista: é produto do exemplo, da confiança inspirada por nossas ações nos comandados que, por isso, acreditam em nós, pela competência, pela coragem física e moral, pela bravura, pelo desapego às coisas do mundo, pelo espírito de renúncia e de sacrifício, pela lealdade, pelo sadio cultivo dos valores, crenças e tradições da nobre profissão das armas, pelo patriotismo, pelo amor sem limites e pela dedicação total ao Brasil.
 
Os militares e as Forças Armadas não servem a pessoas, a governos, apenas ao Estado: são as bravas, heroicas e invictas servidoras da Nação, guardiãs da Grande Pátria Brasileira!

DEUS SALVE O BRASIL, AS INSTITUIÇÕES DEMOCRÁTICAS E AS FORÇAS ARMADAS!


Sérgio Tasso Vásquez de Aquino é Vice-Almirante, reformado.

Um comentário:

Loumari disse...

Sérgio, tu és filho da Virgem Maria, ungido estás da unção do pacto sagrado de Cristo. Estás salvo.
Mas o Brasil quanto a ele e junto com o seu povo, está entregue a destruição. Este povo tem o veemente repúdio a Virgem Esposa do Santo de Israel, e este povo profana o nome do Senhor, o TODO-PODEROSO.
Povo prostituta e abnegado a feitiçaria.