quinta-feira, 29 de setembro de 2016

Cada Guerra é uma Guerra


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos I. S. Azambuja

Embora Mao-Tsetung considerasse a guerrilha uma forma de luta importante, para ele, não é possível chegar à vitória apenas com a guerrilha. Só o exército regular pode chegar à decisão e à vitória na guerra pelo combate. Mas essa proposição não é generalizável. Iugoslávia, Cuba e Nicarágua chegaram a vitórias revolucionárias com formações guerrilheiras como principal fator estratégico.

As leis gerais da guerra – toda guerra é uma guerra – se aplicam a todas as guerras Mesmo assim, cada guerra se submete às leis que derivam da natureza política dos sujeitos bélicos e, ainda, àquelas decorrentes das características geográficas, climáticas, culturais e históricas que são originais de cada conflito bélico. De aí, que aquele que quiser analisar ou conduzir guerras deverá conhecer profundamente as tendências gerais que se aplicam e se constatam em todo conflito armado: são as chamadas leis da guerra.

Obviamente, não possuem as características das chamadas ‘leis da guerra”, todavia refletem “fortes tendências”, “razoáveis probabilidades” ou ‘alta probabilidade” de que um certo resultado decorra em função de certa ação, mas sempre como mera possibilidade.

Segundo Mao-Tsetung: “Todas as leis que regem a condução da guerra, se desenvolvem à medida que se desenvolve a história e a guerra mesma. Nada é invariável”.

Não se ganha uma guerra desconhecendo-se as leis que regulam os conflitos armados. Mao tinha estudado profundamente vários teóricos da guerra, mas quem mais influenciou em sua formação foi  o general chinês  SUN-TZU,que escreveu A Arte da Guerra no Ano 500 A.C. Mao não apenas compreendeu corretamente este mestre da estratégia, até às últimas conseqüências seus ensinamentos, com êxito. Conhecia tão bem as leis da guerra que conseguiu expulsar o exército japonês invasor, assim como articular o Exército Vermelho regular com os destacamentos guerrilheiros para aniquilar o Exército Nacionalista do Kuomintang.

Mao critica a idéia de aprender a arte da guerra apenas por meio de manuais militares, muito dos quais eram estrangeiros ou copiados destes, pois, diz Mao, “se copiamos e aplicamos de forma mecânica, sem permitir mudança alguma, seremos mais uma vez como que recorta seus pés paar que caibam nos sapatos”. Ele achava que, sem desmerecer as experiências extraídas da História da Guerra “devemos também apreciar a experiência que pagamos com nosso sangue!

Se para conhecer ou conduzir a guerra devemos estudar suas leis, para analisar ou conduzir a guerra revolucionária devemos conhecer suas próprias leis. “As leis da guerra revolucionária constituem um problema que deve estudar e tentar resolver quem quer que conduza uma uerra revolucionária”, As particularidades da guerra revolucionária tornam seu conhecimento e condução muito específicos. Trata-se de u confronto armado entre “opressores e oprimidos”, levado adiante por estes últimos, para quebrar o equilíbrio de forças normalmente desfavorável.

A formação política marxista de Mao determinaria sua conduta na guerra , mas o que marcou a sua orientação na guerra revolucionária foram os ensinamentos de Lenin. Se ele aceitava que a guerra era a continuação da política por outros meios, na guerra revolucionária os meios políticos e militares eram para ele inseparáveis. A necessidade de manter colado o povo ao seu poder armado, condição de possibilidade da vitória, fez do doutrinamento político partidário o vetor estratégico mais importante.

Para conhecer as leis da guerra revolucionária em geral, podemos, valendo-nos de casos concretos, abstrair os elementos comuns. Esses dados, totalmente teóricos, poderão servir para conceber estrategicamente uma guerra revolucionária particular. Mas, sem esquecer que cada guerra é uma guerra, e a experiência que deu certo em um caso pode ser desastrosa em outro.

Mao critica o intento de copiar o desenho estratégico da revolução russa, imaginando que desse modo reeditariam seu êxito. Argumentava-se, naquele momento, que estudando-se os manuais publicados pelas instituições militares soviéticas, e aplicando-se seus ensinamentos na China seria suficiente para lograr a vitória. Mao responde: “Não percebem que essas leis e manuais refletem as específicas da guerra civil e do Exército Vermelho da União Soviética... (e que)... a revolução e o Exército Vermelho da China têm muitas condições particulares”.

Finalmente, para compreender ou conduzir a guerra revolucionária na China não basta, para nosso autor, conhecer as leis da guerra em geral, nem as leis da guerra revolucionária em particular. ”As leis da guerra revolucionária na China constituem um problema que deve estudar e resolver quem quer que conduza a Guerra Revolucionária na China”

É preciso também conhecer muito bem as especificidades da China, sua geografia, sua cultura, a real situação do seu povo, as relações de classes, suas expectativas e necessidades, sua capacidade de luta e e resistência, etc. por outro lado, deve-se conhecer as características do inimigo, a personalidade do seu comandante, sua trajetória, a relação com os seus subordinados, a relação que seus   oficiais mantêm com  os soldados e do seu exército com o povo, estimar corretamente suas forças e coragem, procurar sua vulnerabilidade, etc.

 Isso não é outra coisa levar à prática  máxima que aprendeu de SUN TZU: “CONHECE-TE A TI MESMO E CONHECE A TEU INIMIGO”.
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O texto acima é um dos capítulos do livro “A Política Armada – fundamentos da Guerra Revolucionária”, escrito por Hector Luis Saint-Pierre, editado em 2000 pela Editora Unesp.


Carlos I. S. Azambuja é Historiador.

2 comentários:

Anônimo disse...

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acp

Que absurdo! Que despropósito!

De onde saiu a idéia de que os nipões foram da China expulsos por chineses?

Ao fim da Guerra do Pacífico só a ação soviética fez algum recuo japonês.

O texto inteiro é ruim.

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acp

Escreva um seu artigo seu a desmentir o falso decalogo de lenin que desde que a internet existe engana tolos. Aquele, sobre greves, libertinagem, armas... Nem lenin nem nenhum comuna o escreveu.

Ou pesquise e publique artigo de outrem.

acp

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Anônimo disse...

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