segunda-feira, 5 de setembro de 2016

Conexão KGB-Stasi


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos I. S. Azambuja

O texto abaixo resumido foi publicado no livro “A Verdadeira História do Clube Bilderberg”, de autoria de Daniel Stulin, publicado no Brasil em 2005 pela editora Planeta. Daniel Stulin é jornalista, especialista em Comunicação. Investiga as atividades secretas do Clube Bilbergerg há 13 anos. É ganhador de três prêmios de pesquisa nos EUA e Canadá.
Alguns depoimentos do autor:

- ‘O Clube Bilderberg quer uma era de pós-nacionalismo, na qual já não haverá países, somente regiões e valores universais, uma economia universal, um governo universal – designado; não eleito – e uma religião universal” (jornal Época, Madri);

- “Já tentaram me matar por investigar o Clube Bilderberg” (La Gaceta de los Negocios);

- Bilberberg pretende destruir todas as religiões. Não apenas a católica, mas a islâmica, a judia, todas...” (La Gaceta de los Negocios);

- “Não acredite em mim, investigue! Tenho pilhas de documentos que atestam tudo o que digo” (La Vanguardia).
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Al Martin, tenente aposentado da Marinha dos EUA, relatou, em 17 de março de 2003, que o Departamento de Segurança do Estado contratou, na qualidade de assessor, o antigo chefe da KGB, o general Yevgueni Primakov, último general da KGB antes do desmoronamento da União Soviética. Em 6 de outubro de 2004, awww.PrisonPlanet.com divulgou que, além de Primakov, a Segurança do Estado contratou o antigo diretor da Stasi,  Markus Wolf, o homem que com eficácia construiu o aparelho de Inteligência estatal da Alemanha Oriental. A grande ironia de todo este assunto é que os ex-funcionários da KGB e da Stasi são pagos com o dinheiro dos contribuintes americanos. Para que o governo dos EUA contrataria os antigos chefes do Serviço Secreto Soviético e da Alemanha Oriental?

Tanto Al Martin como Alex Jones dawww.PrisonPlanet.com, junto com os principais dissidentes da principal corrente estabelecida, divulgaram que o Departamento de Segurança dos EUA contratou os dois ex-espiões como assessores para colocar em prática o CAPPS II (leia-se: Vigilância do Governo mediante a Identidade do Passageiro) e o Sistema de Cédulas de Identidade Nacional, que Primakov chamou de “Passaporte Interno”. O antigo general da Contra-Espionagem da KGB, Oleg Kalugin, filho de um membro da polícia secreta de Stalin, hoje empregado da Fox News como comentarista, também confirmou a informação (dizer que os antigos espiões mantêm uma relação com o Departamento de Segurança do Estado é uma mentira da administração Bush; uma desinformação muito eficaz para ocultar o fato de que foi o almirante John Poidexter, do Gabinete de Informação, quem contratou tanto Primakov quanto Wolf, que criaram uma armadilha para espionar os americanos).

Segundo o general Primakov, será integrado na licença de motorista o CAPPS II juntamente com as novas características na qualidade da identificação. O objetivo dessa prática é acostumar as pessoas “aos novos tipos de documentos e a utilizar novos tipos de cartões de identidade pessoal, conforme a política formal de passaportes internos que instituem os EUA”. O texto entre aspas põe em destaque as exatas palavras do general Primakov. Um artigo publicado em 19/11/2004 no New York Times cita um analista político do Consumer Alert, James A. Plumer, que utiliza as mesmas palavras para descrever as licenças de motorista: ”Basicamente está sendo considerado criar um sistema de passaportes internos”.

Em 11 de outubro de 2004, o New York Timestambém publicou um artigo com o título “O Congresso está a ponto de aprovar a normativa para as licenças de motorista”, no qual afirmava que “a Casa Branca e o Senado avançam para o consenso sobre o padrão para os Estados que padronizarem a documentação necessária para obter uma licença de motorista, os dados que a licença deveria contar”.

Al Martin explica como funcionaria o sistema: ”Você lhes dá (às autoridades) seu cartão de crédito e, como você está registrado numa base de dados, depois de apertar-se um botão, lê-se no monitor: CAPPs II, SS, CTF. SS CTF significa “Arquivos de Ameaças de Cidadãos (cuidado, não explicam o que é) da Segurança do Estado”. A informação vai diretamente a uma nova divisão estabelecida entre a Brigada de Investigação Criminal, o Departamento de Segurança do Estado e a Agência Central de Inteligência (CIA) e outras várias agências federais que se referem ao Gabinete de Segurança Interna, o qual coordena os esforços para estabelecer arquivos de ameaça de cada cidadão americano. Desde janeiro d 2005, funcionários do governo americano têm se negado a comentar exatamente a quais informações têm acesso ou a quantas informações e qual tipo de informação será incluída no “Arquivo de Ameaças”de cada cidadão. Será uma enorme base de dados que incluirá arquivos de crédito, arquivos médicos, filiação política e religiosa, histórico militar e presença a reuniões anti-governamentais, etc.

Entretanto, isso não é tudo. Por que desejaria o governo americano contratar um superespião da Alemanha Oriental, um destacado membro da Stasi, como Wolf? Martin declarou que “Wolf converteria a metade da população dos EUA em informantes. Essa é a sua verdadeira especialidade, tomar um povo construindo várias divisões estaduais, mecanismos de controle, para recrutar e organizar informantes dentro da população”. E é, precisamente, aquilo que Primakov deu a entender numa entrevista concedida à BBC, que “misteriosamente” desapareceu. O plano consiste claramente em ampliar o controle do governo e os poderes de detenção. A desculpa da investigação contra o terrorismo será utilizada para recolher o DNA de qualquer indivíduo, ampliar as autorizações para realizar escutas em segredo ou vigiar a Internet. O regime sabe que, quando todo o programa do Patriot Act II estiver amparado na Lei, será possível começar a trabalhar no Patriot Act III.

Entre os elementos que se consideram nesta Lei está o emprego da tortura em grande escala como meio de investigação.

Embora Bush e companhia não defendam publicamente a tortura, a idéia foi acolhida e tem se dado cobertura na imprensa “confiável” e obediente. Contudo, segundo pesquisa da CNN, 45% dos americanos não se oporiam à tortura de alguém se isto proporcionasse informações sobre o terrorismo. Mas, como se sentiriam esses agradáveis e amáveis cidadãos quando um de seus parentes fosse convertido em um “terrorista”, porque assim o rotula o Estado? Seu delito ... negar-se a delatar aqueles que o rodeiam. Stalin era um mestre em confrontar um membro da família cm outro. Dessa forma, controlava ambos os membros e podia confiar na valiosa informação procedente de duas fontes. A partir daqui começarão a estabelecer o mecanismo interno para coordenar – como uma função oficial de Estado – um Sistema de Informantes. A especialidade de Wolf foi converter a Alemanha Oriental no maior e mais eficiente Estado de Informantes jamais criado.

A parte restante das recomendações da Comissão de Inteligência 11-S, que inclui a introdução de uma Cédula de Identidade Nacional seria aprovada e posteriormente o Patriot Act III, que incluiria o estabelecimento formal de uma organização de espionagem tipo Stasi, que teria objetivos parecidos ao programa TIPS  (Informação de Terrorismo e Sistema de Prevenção).

O Programa Informação de Terrorismo e Sistema de Prevenção (TIPS) tem por objetivo recrutar milhões de cidadãos americanos como informantes domésticos. Na primeira etapa do programa, o governo utilizará um milhão de pessoas como informantes domésticos “organizados”, cujos empregos lhes permitam o acesso a casas particulares, como carteiros, funcionários de serviços públicos, assistentes sociais, etc. O programa utilizaria um mínimo de 4% de americanos para informar sobre “atividades suspeitas”.

A Operação TIPS é uma parte do novo programa de Voluntariado Civil do presidente Bush, que incentiva os americanos a estar alertas contra o ‘terrorismo”. Mas a palavra terrorismo é um eufemismo para designar qualquer um que estiver contra a Nova Ordem Mundial. O programa está descrito no website do governo americano como www.citizencorps.gov.

Os EUA planejam recrutar um em cada 24 americanos como espiões citadinos. The Sunday Morning Herald, Austrália, 15 de julho de 2002.
“Asheroft – ministro da Justiça – quer que você faça parte do grupo de espiões citadinos”, American Free Press, 12 de abril de 2004.
“O espião que lê a sua mente”, TomPaine.com, 26 de agosto de 2002.
Com a aprovação do Patriot Act III, Wolf e Primakov proporcionariam seus conhecimentos inestimáveis para converter a América do futuro num Estado Policial.

O surpreendente artigo publicado no American Free Press de 21 de abril de 2002, com o título “Prepare-se para a Sovietização da América”,citava longamente Primakov. Primakov continuava dizendo que “havia sido contratado como assessor e, como tal, estava considerando outras questões de segurança”, uma política de desenvolvimento em várias agências do governo (alguns desses gabinetes ainda não foram criados) para reduzir sistematicamente os direitos dos americanos e ampliar os poderes do governo. Primakov declarou não saber a razão de tudo isso, exceto admitir que isso não tem muito a ver com a luta contra o terrorismo (negritocolocado por mim, Azambuja).

Finalmente, onde está o verdadeiro perigo?

Por que Você, simples cidadão, deveria preocupar-se?

Porque levando em conta esses bancos de dados, o Sistema de Identidade Pessoal para controlar os cidadãos e as leis, isto não se revela nada bom para os amantes da liberdade. Esses bancos de dados supõem que toda informação sobre a sua vida é de propriedade do governo. Eles supõem que devem nos tratar como gado, não como seres humanos independentes e igualitários uns em relação aos outros. Escravos e não pessoas livres.  


Carlos I. S. Azambuja é Historiador.

Um comentário:

Anônimo disse...






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acp

Escreva um seu artigo seu a desmentir o falso decalogo de lenin que desde que a internet existe engana tolos. Aquele, sobre greves, libertinagem, armas... Nem lenin nem nenhum comuna o escreveu.

Ou pesquise e publique artigo de outrem.

acp

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