domingo, 11 de setembro de 2016

Crise dos três poderes


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos Henrique Abrão e Laercio Laurelli

A crise institucional brasileira reflete o entrechoque entre os poderes da República,o Executivo, Legislativo e Judiciário. Essa verdadeira anomalia respinga na economia, causa inflação e perplexidade nos mercados econômicos. A partir dela tudo se transforma e provoca uma
​rebelião dos agentes pelo desfecho da circunstância vinculada aos poderes encarregados de dar vida ao funcionamento da Federação como um todo.

No executivo, deposta a presidente com a cassação do Senado Federal, tempos melhores são esperados, mas ainda não é tudo. Na semana que entra o ex presidente da câmara também poderá subir à guilhotina política sendo cassado pelos seus pares, estranhamente foi ele quem deu o ponta pé inicial para que a então presidente fosse submetido ao procedimento de impedimento. O chefe supremo do judiciário, que presidiu o impeachment e deu sua interpretação para dupla votação, também, após cumprir seu mandato, deixará na segunda feira a presidência para que a Ministra Carmen Lucia assuma a chefia do judiciário nacional.

Notamos que os três presidentes de forma direta ou indireta não se compreenderam ou entenderam ao longo e ao cabo de suas funções. Basta observer o número de demandas encaminhadas ao STF para disputas em torno dos processos em relação aos antigos chefes do executivo
​e do legislativo. Quando existe esse acirramento de ânimos e os fatos e demais elementos não se combinam quem sofre é a população em razão de um desgoverno, troca de acusações e a paralisação do congresso para votação de matéria do interesse da sociedade.
Com tamanha falta de bom senso e total irresponsabilidade, a par da corrupção que carcome o País de norte a sul, de leste a oeste, do Oiapoque ao Chuí, também assistimos a parafernália que foi a votação e o longo tramitar do processo de impedimento capaz de trazer uma anestesia para a economia brasileira. A imprensa local e também internacional somente falavam do cenário e do ambiente antipacificação e agora as ruas dão os sinais evidentes da divisão entre a sociedade civil e a militância que não gosta de novas mudanças em termos de governabilidade.

E já saímos do impedimento e partirmos para eleições municipais e para a vereança. A população está cansada com os políticos profissionais e aqueles que somente criticam e tudo prometem,mas nada fazem. O que se
​espera é a modificação do voto obrigatório e da propaganda também obrigatória e a revisão do sistema de financiamento privado de campanha. O que assistimos, tal e qual nos EUA e em outros países, é que apenas os que tiverem recursos financeiros poderão fazer campanha, os demais viverão de cacarecos, esmolas e migalhas, exceto se reestabelecerem anistia para o caixa 2 como pretendem, além do ingresso de dinheiro lavado, de igrejas pentecostais e seus candidatos aliados o que desserve ao modelo de representatividade política.

O Brasil está a deriva e num estado falimentar que enseja os cuidados de uma unidade de choque na economia, os gastos em demasia e a falta de compromisso com a Nação nos levaram as perdas e o fechamento de milhões de empregos e empresas.

A reviravolta nos três poderes da republica é um recomeço, o primeiro passo, e a boa oportunidade para que passem a se entender e compreender que sem governabilidade não há fortalecimento das instituições e muito menos a esperança que se deposita nas urnas.

É consenso que no judiciário não há voto, mas sim função proveniente do concurso o que se mostra importante para alteração da forma de composição e nomeação dos seus Ministros nas cortes superiores, sendo que a maioria deveria estar vinculada aos juízes de carreira e não fora dela. Com meritocracia, sabedoria e ajustes finos nas contas públicas e demissão de comissionados e aqueles apadrinhados,tirando os fundos de pensão e as estatais do controle da republica sindicalista metalúrgica que tanta influencia negativa nos trouxe o Brasil terá salvação.


Carlos Henrique Abrão (ativa) e Laercio Laurelli (aposentado) são Desembargadores no Tribunal de Justiça de São Paulo.

Um comentário:

Anônimo disse...

COM A TECNOLOGIA DE HOJE UM PROCESO EM QUALQUER ESFERA NÃO DEVERIA DURAR NAIS DO QUE QUARENTA MINUTOS MAS O JUDICIARIO SOMBA DE QUEM PAGA PARTE DOS SEUS SALARIOS MILIONARIOS DIGO PORQUE A PARTE MAIOR VEM DA MÁFIA, EM TODOS OS MUNICIPIOS DO ESTADOS O JUDICIARIO PROMOVE E COMANDA O CRIME ORGANIZADO POR ELES MESMOS E ESTÁ COMPROVADO QUE OS TRÊS PODERES FAZEM PARTE DA MESMA MÁFIAE AS FFAA LHES ASEGURAM O LUCRO TRANSPORTANDO CARREGAMENTOS DE ARMAS, DROGAS E CONTRABANDO, VÊ SE VAI TRABALHAR EM VEZ DE FICAR FALANDO BOSTA... O JUDICIARIO É MAIS INCOMPETENTE E CORRUPTO DO QUE QUALQUER POLITICO...