quinta-feira, 8 de setembro de 2016

O assassinato de Aldo Moro

Moro - a vítima

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos I. S. Azambuja

Mais um texto, resumido, publicado no livro “A Verdadeira História do Clube Bilderberg”, de autoria de Daniel Stulin, publicado no Brasil em 2005 pela editora Planeta. Daniel Stulin é jornalista, especialista em Comunicação. Investiga as atividades secretas do Clube Bilbergerg há 13 anos. É ganhador de três prêmios de pesquisa nos EUA e Canadá.
Alguns depoimentos do autor:

- ‘O Clube Bilderberg quer uma era de pós-nacionalismo, na qual já não haverá países, somente regiões e valores universais, uma economia universal, um governo universal – designado; não eleito – e uma religião universal” (jornal Época, Madri);

- “Já tentaram me matar por investigar o Clube Bilderberg” (La Gaceta de los Negocios);

- Bilberberg pretende destruir todas as religiões. Não apenas a católica, mas a islâmica, a judia, todas...” (La Gaceta de los Negocios);

- “Não acredite em mim, investigue! Tenho pilhas de documentos que atestam tudo o que digo” (La Vanguardia)

Em 1982, John Coleman, um ex-funcionário de Inteligência com acesso às mais altas esferas do Poder, demonstrou que o Primeiro-Ministro Aldo Moro, “um membro lealdo Partido Democrata Cristão que se opunha ao crescimento zero e à redução da população planejada em seu país”, foi assassinado por ordem do grupo maçon P2, com o objetivo de alinhar a Itália com o Clube de Roma e com o Bilderberg. O país transalpino deveria ter sua indústria destruída e sua população reduzida. Coleman afirma em seu livro que os adeptos da globalização queriam utilizar a Itália para desestabilizar o Oriente Médio, eu principal objetivo: “Os planos de Moro para estabilizar a Itália através do pleno emprego e a paz industrial e política haviam reforçado a oposição católica ao comunismo e tornado muito mais difícil a desestabilização do Oriente Médio”.

Coleman descreve em seu livro, com muitos detalhes, aquela seqüência de eventos que paralisaram a nação italiana;como Moro foi seqüestrado pelas Brigadas Vermelhas na primavera de 1978, em plena luz do dia,pa depois ser brutalmente fuzilado junto com seus seguranças. No dia 10 de novembro de 1982, Conrado Guerzoni, um bom amigo do Primeiro-Ministro assassinado, declarou que em Juizo que Moro havia sido ‘ameaçado por um agente do Royal Instiitute for International Affairs (RHA)”,também membro do Clube, “enquanto essa pessoa era Secretário de Estado dos EUA”

Coleman explica também como, no julgamento dos membros da Brigada Vermelha, “vários deles declararam que sabiam que importantes personalidades dos EUA se encontravam envolvidas no complô para matar Moro.”

Em junho e julho de 1982, a viúva de Aldo Moro declarou que o assassinato de seu marido ocorreu após ameaças feitas “por uma figura d política norte-americana de alto nível”. Quando o Juiz lhe perguntou em que consistia a ameaça, a senhora Eleanora Moro repetiu a mesma frase que Guerzoni atribuiu a Kissinger em seu testemunho: “Ou você abandona a sua linha política ou pagará com a vida”. Numa das páginas mais aterrorizantes de seu livro, Coleman escreve o seguinte: “O Juiz perguntou a Guerzoni se podia identificar a pessoa de que falara a senhora Moro, Guerzoni responde que se tratava de Henry Kissinger, como já havia declarado”.

Por que quereria um diplomata norte-americano de alto nível ameaçar um político de uma nação independente européia? A resposta é que, obviamente, Kissinger não estava representando os interesses dos EUA, mas sim que agia conforme instruções recebidas por parte do Grupo Bilderberg.

A declaração de Guerzoni, potencialmente danosa para as relações entre EUA e Itália, foi instantaneamente divulgada em toda Europa Ocidental no mesmo dia 10 de novembro de 1982. Katherine Graham, diretora do Washington Post e C.I. Sulzberg, do New York Times, receberam instruções da Fundação Rockfeller para suprimir essa informação em todo os os EUA. Nenhuma televisão considerou que a notícia mereceria a atenção do público, mesmo sendo Kissinger acusado de crimes gravíssimos. Tudo isso não deve nos surpreender. As notícias que os americanos recebem das televisões, dos jornais e das rádios são controladas pela ramificação Bilderbeg/CFR.

Em 17 de dezembro de 1981, o General de Exército dos EUA, James L. Dozier, o oficial de mais alta patente do Quartel-General da OTAN em Verona, Itália, foi seqüestrado por terroristas das Brigadas Vermelhas. Em 28 de janeiro de 1982, foi libertado or uma tropa de Carabineiros de elite de “uma prisão popular”, em Pádua. Dozier tem ordens de não revelar o que aconteceu. Se ele decidisse falar, sem dúvida sofreria o mesmo destino do Primeiro-Ministro.

Aldo Moro não foi o único líder que sofreu na carne a ira dos Bilberbergers. Segundo John Coleman, Kissinger também ameaçou Ali Bhutto, presidente do Paquistão. No que diz respeito à Ordem Mundial, o crime de Bhutto era muito mais sério que o de Moro. Bhutto queria desenvolver armas nucleares como elementos de dissuasão contra as contínuas agressões dos israelenses no Oriente Médio”. ‘“Bhutto foi assassinado judicialmente em 1979”, escreve Coleman, “pelo representante do CFR no país, o general Zia ul Haq” Bhutto foi condenado por juízes de um Alto Tribunal formado majoritariamente por punjabis abertamente hostis a ele. Especialmente o responsável pela Justiça, Maulvi Mushtaq Bhutto foi condenado à forca, apesar do veredito da Corte Suprema ter sido de quatro a favor da forca e três a favor da absolvição imediata. Mais ainda, foi a primeira vez que se sentenciou uma sentença de morte com um veredicto dividido e, além do mais, um como este, por uma maioria apertadíssima.

Mohammad Asghar Khan, antigo Comandante-em-Chefe da Força Aérea do Paquistão, escreveu em 4 de abril de 2002 num jornal paquistanês chamado Dawn:”Foi improcedente que, apesar dos apelos de praticamente a totalidade dos chefes de Estado dos países árabes, Bhutto fosse executado. Quem deveria ter sido pendurado é o atual presidente da Conferência Islâmica. Sem dúvida, deve ter havido uma compulsão irrefreável que o levou a dar esse passo sem precedentes. Eu me pergunto qual foi essa compulsão”.

A investigação do doutor Coleman mostrou, anos mais tarde, que ”Ul Haq pagou co a vida por intervir na guerra com o Afeganistão. Seu Hércules C-140 foi atingido por ondas elétricas de baixa freqüência (ELF) pouco depois de decolar, o que produziu uma colisão mortal”.

O serviço secreto turco advertiu o general Ul Haq para que não viajasse de avião. O general convidou um grupo de funcionários americanos, entre os quais se encontrava o general de brigada Herber Wasson para que o acompanhassem com “seguro de vida”.

No livro de Coleman, Terror in the Skies – 1980 – explica-se graficamente o que ocorreu nos instantes fatais que precederam o acidente. “Pouco antes de o C-130 de UL Haq levantar vôo de uma base militar do Paquistão, foi visto um caminhão suspeito nas imediações do hangar do C-130. A torre de controle avisou a base, mas já era tarde: o avião já estava no ar e o caminhão havia desaparecido” 

“Alguns minutos depois, o avião deu um giro completo no ar até que se chocou com o solo, para explodir em seguida numa imensa bola de fogo. Não se explica como isso possa suceder a um avião cm essas características. A investigação conjunta, levada a cabo pelo Paquistão e os EUA, revelou que não havia ocorrido nenhum defeito mecânico ou estrutural, nem tampouco uma falha humana. Dar uma volta completa no ar é uma manobra comum nos casos de ataque por ELF”

Bhutto foi assassinado porque, se o seu programa de energia nuclear tivesse tido êxito, o Paquistão teria se convertido em poucos anos num Estado industrializado moderno. As ambições nacionalistas de Bhutto eram uma ameaça direta à política de crescimento zero defendida pelo Bilderberg.  

Carlos I. S. Azambuja é Historiador.

3 comentários:

Anônimo disse...

A GUERRA SUJA DE CLAUDIO ANTONIO GUERRA É UM ÓTIMO LIVRO PARA SER LIDO, LEIAM E COMENTEM SE FOREM HOMENS...

Anônimo disse...







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acp

Escreva um seu artigo seu a desmentir o falso decalogo de lenin que desde que a internet existe engana tolos. Aquele, sobre greves, libertinagem, armas... Nem lenin nem nenhum comuna o escreveu.

Ou pesquise e publique artigo de outrem.

acp

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Escreva um seu artigo seu a desmentir o falso decalogo de lenin que desde que a internet existe engana tolos. Aquele, sobre greves, libertinagem, armas... Nem lenin nem nenhum comuna o escreveu.

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Anônimo disse...

Comunismo, heróis comunistas... a verdade...




http://www.lepanto.com.br/sociologia-e-politica/comunismo-e-socialismo/como-che-guevara-assassinou-um-menino/

http://www.trenblindado.com/Sanmartin.html (Inglês)



BRAVO, Marcos. La Otra Cara Del Che. 1. ed. Bogota: Editorial Solar, 2004. 558 p.

ORTEGA, Luis. Yo Soy El Che!. Mexico: Ediciones Monroy-Padilla, 1970.

http://www.usinadeletras.com.br/exibelotexto.php?cod=68385&cat=Artigos&vinda=S