segunda-feira, 19 de setembro de 2016

O Clube Bilderberg visto de perto



Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos I. S. Azambuja

Mais um texto, resumido, publicado no livro “A Verdadeira História do Clube Bilderberg”, de autoria de Daniel Stulin, publicado no Brasil em 2005 pela editora Planeta. Daniel Stulin é jornalista, especialista em Comunicação. Investiga as atividades secretas do Clube Bilbergerg há 13 anos. É ganhador de três prêmios de pesquisa nos EUA e Canadá.
Alguns depoimentos do autor:

- ‘O Clube Bilderberg quer uma era de pós-nacionalismo, na qual já não haverá países, somente regiões e valores universais, uma economia universal, um governo universal – designado; não eleito – e uma religião universal” (jornal Época, Madri);

- “Já tentaram me matar por investigar o Clube Bilderberg” (La Gaceta de los Negocios);

- Bilberberg pretende destruir todas as religiões. Não apenas a católica, mas a islâmica, a judia, todas...” (La Gaceta de los Negocios);

- “Não acredite em mim, investigue! Tenho pilhas de documentos que atestam tudo o que digo” (La Vanguardia).
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Otto Wolff Von Amerongen, presidente e diretor de Otto Wolff GmbH na Alemanha, e um dos membros fundadores do Clube, explicou que os encontros se estruturavam da seguinte maneira: começava-se com algumas introduções curtas sobre um tema determinado, ao que se seguia um debate geral. Wolf Von Amerongen, a quem se reconhece o mérito de estabelecer relações comerciais entre a Alemanha e o antigo bloco soviético, fez as vezes de embaixador oculto de Bonn na Rússia.

Sem dúvida não podem ser escondidos seus vínculos com o governo nazista, já que se sabe que participou do roubo de ações dos judeus durante a II Guerra Mundial. Werner Ruegemen co-redigiu em 2011 um relatório sobre a família Amerongen em que se dizia que Wolf havia sido um espião nazista em Portugal: seu trabalho consistia em vender o ouro saqueado dos bancos centrais europeus e as ações dos judeus. Wolf também comercializava tungstênio, um metal-chave para a fabricação de rifles e peças d artilharia.. Naquela época Portugal era a única nação que exportava tungstênio para a Alemanha.  

Dois delegados que preferem manter o anonimato, se bem que se acredite serem ingleses, explicaram que se trabalha em grupos formados por um moderador e duas ou três outras pessoas. Cada um tem cinco minutos para falar sobre o tema do dia e há um debate, com perguntas, que duram cinco três ou dois minutos. Não há documentos introdutórios, nem gravações, ainda que se incentivem os delegados a preparar suas intervenções com antecedência. A lista inicial dos participantes propostos começa a circular em janeiro, e a seleção final se faz em março.

Para evitar vazamentos, o conselho diretivo do grupo estabelece a data do encontro com quatro meses de antecedência, mas o nome do hotel só é anunciado uma semana antes. Na abertura do encontro, o presidente recorda as regras do Clube e abre o primeiro tema de debate do dia. Bilberberg marca todos os documentos que distribui a seus membros com a frase: “Pessoal e estritamente confidencial. Proibida sua publicação”.
Os Recrutados pelo Clube

É importante distinguir entre os membros ativos que participam todos os anos e outras pessoas que são convidadas ocasionalmente. São umas oitenta as pessoas que freqüentam regularmente, e um número muito variável os que visitam o Clube, sobretudo para informar sobre matérias relacionadas com seu conhecimento e suas experiências.

Esses têm uma déia escassa de que existe um grupo formal constituído e nada sabem sobre a agenda secreta. Também há alguns convidados escolhidos que o conselho considera úteis para seus planos de globalização e q eu são apoiados para conseguir cargos importantíssimos. Dentre estes, Esperanza Aguirre. Em alguns casos, esses convidados não agradam à organização e são definitivamente excluídos. Um exemplo: Jordi Pujol, em 1989, em La Toja, Galícia.

Um exemplo mais claro de “recrutamento útil’ foi o daquele obscuro governador de Arkansas, Bill Clinton, que acudiu a seu primeiro encontro Bilderberg em Baden Baden, Alemanha, em 1991. Ali, Davi, explicou ao jovem Clinton em que consistia o Tratado de Livre Comércio da América do Norte (NAFTA), e deu-lhe indicações precisas para apoiá-lo. No ano seguinte, o governador converteu-se em Presidente.

A associação com o Clube Bilderberg sempre deu magníficos benefícios:
    
- Bill Clinton. Assistiu à reunião do Bilderberg de 1991. Vence a indicação do Partido Democrata e é eleito presidente em 1992;
     
- Tony Blair. Assistiu à reunião do Bilderberg de 1993. Ascende à presidência do Partido em julho de 1994 e à presidência nacional em maio de 1997;
     
- Romano Prodi. Assistiuà reunião do Bilberberg de 1999. É nomeado presidente da Comissão Européia em setembro de 1999;
     
- George Robertson. Assistiu à reunião do Bilderberg de 1998. Consegue a Secretaria-Geral da OTAN em agosto de 1999.

François Mitterrand

Em 10 de dezembro de 1980, François Mitterrand, um homem que reiteradamente havia fracassado em seu intento de conseguir o Poder na França, foi ressuscitado por ordem do Comitê dos 300, o irmão mais velho do Clube Bilderberg. Segundo a fonte de informações secretas de John Coleman, autor do Conspirator’s Hierarchy: The History of the Commitee of 300 – A Hierarquia da Conspiração: A História do Comitê dos 300 -:

“Escolheram Mitterrand e lhe limparam a imagem para devolvê-lo ao Poder”. O próprio político francês em seu discurso de retorno à política, disse: “O desenvolvimento do capitalismo industrial se opõe à liberdade. Devemos dar fim a ele. Os sistemas econômicos dos séculos XX e XXI utilizarão máquinas para esmagar o homem, prieiro no domínio da energia nuclear, que já está produzindo resultados admiráveis”.      

As observações de Coleman nos fazem estremecer: “O retorno de Miterrand ao Palais de I’Élysée foi um gande trunfo para o socialismo. Demonstrou que o Comitê dos 300 era suficientemente poderoso para prever acontecimentos ou, dizendo melhor, para fazer que aconteçam pela força ou por qualquer outro meio. No caso de Mitterrand, demonstrou sua capacidade de vencer qualquer oposição, visto que poucos dias antes, havia sido completamente rejeitado por um grupo de poder político em Paris”, quer dizer, pela Frente Nacional de Le Pen e por um grande segmento do seu próprio Partido Socialista.    

Carlos I. S. Azambuja é Historiador.

2 comentários:

Anônimo disse...









.

acp

Escreva um seu artigo seu a desmentir o falso decalogo de lenin que desde que a internet existe engana tolos. Aquele, sobre greves, libertinagem, armas... Nem lenin nem nenhum comuna o escreveu.

Ou pesquise e publique artigo de outrem.

acp

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Escreva um seu artigo seu a desmentir o falso decalogo de lenin que desde que a internet existe engana tolos. Aquele, sobre greves, libertinagem, armas... Nem lenin nem nenhum comuna o escreveu.

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Anônimo disse...

Wolf = Lobo.