sexta-feira, 23 de setembro de 2016

O Porca Voz


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos Maurício Mantiqueira

Um tigre, dois tigres, três tigres (ou trigues?).

Depois de um língua presa é preciso um locutor beleza.

Servirá como balão de ensaio; assim, “balanço mas não caio !” (cacófato proposital).

Seria uma loucura nomear outra doçura.

Criaria ciúmes e aumentaria os queixumes.

Assim, não se trata de machismo, mas puro pragmatismo.

Precisa ser pessoa clemente, dócil e obediente porque uma voz pouco faz.

A televisão e os videos na internet mostram sem retoque, os palhaços da “belle époque”.

Pelo menos estão melhor vestidos que políticos de europeus partidos.

Maltratam noite e dia a última flor do Lácio, inculta e bela.

Os vícios de linguagem, só não são piores que o andar da carruagem.

“O tempora, o mores!”

Pelo novo dono da caneta, podemos não morrer de amores; ao menos fala coisa com coisa. Um grande avanço. A que saiu da dança, confundia Quixote com Sancha Panço!

De martelar em ferro frio não me canso; até o dia em que passar de pato a ganso.

O povo, furtado de mendonça, não se esquece de que existe a dona Onça.

Se preciso solta um bafo e depois desce o sarrafo. Não haverá malandro safo.


Carlos Maurício Mantiqueira é um livre pensador.

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