quarta-feira, 7 de setembro de 2016

Pensão sem Fundos


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos Henrique Abrão e Laercio Laurelli

A operação Greenflield deflagrada pela justiça federal de Brasilia revela mais uma incidência delituosa do desgoverno e sua ramificação entre o dinheiro público e empresas de grande porte. O esquema montado e em vias de ser conhecido propunha falsos aportes e com isso as empresas se beneficiavam sem que os cotistas pudessem realmente saber sobre a qualidade do investimento.

A totalidade dos fundos envolvida com dinheiro público, normalmente de estatais, um cruzamento atávico e que propunha felicidades gerais para os gananciosos de causar inveja, haja vista o exponencial crescimento levado a efeito também com o dinheiro do BNDES, de tal sorte que os fundos foram se afundando cada vez mais até que os colaboradores soubessem do que existia de fato e de direito.

Acabaram as pensões sem fundos, na medida em que os recursos escassearam e os aposentados e pensionistas se quisessem permanecer ganhando seus rendimentos teriam que contribuir, de tal sorte que a expectativa de direito para a maioria que ainda não tem tempo de casa para os benefícios se tornou um caminho cinzento e nebuloso.

A lei que regulamenta os fundos deveria receber um tratamento de choque. Ha projeto parado na câmara dos deputados, mas a direção dada ao companheiro é a pior delas eis que se baseia na confiança entre
​aspas e não no mérito, de todo modo o prejuízo é infernal. Boas notícias aparecem no cenário com as investigações, prisões,mandados de condução coercitiva e daí por diante.

Não é sem razão que gritam aqueles detratores das mudanças legais, acreditando no quanto pior melhor, defensores intransigentes do garantismos e de uma constituição cidadã literalmente falidade. Basta ver o grau de conflituosidade das ruas e a economia turbulenta com milhões de questões sociais desatendidas.

Flutuamos entre o céu de brigadeiro e o inferno permanente numa tempestade perfeita coberta de demagogia e sensacionalismo envolto numa reviravolta em prol dos necessitados, mas transformamos a maioria da população nessa classe e não há mais crédito ou possibilitade de financiamento, sempre intencionando dar ganhos e mais lucros ao sistema financeiro.

Enxergam os moralistas da esquerda festiva um rentismo que não pode prevalecer, mas não sabem que a economia gira em torno de investimentos nas empresas e não migalhas distribuídas aos economicamente hipossuficientes para compras de bens de capital. E os fundos de estatais, notadamente, foram utilizados com desvios, abusos e margem de manobra para o privilegiamento de poucas e determinadas empresas, amigas do rei ou leais à rainha, de modo que hoje o rombo constatado é a prova cabal da falta de transparência e seriedade com o dinheiro do contribuinte, daqueles que colaboram muitos anos na expectativa de um benefício que jamais será pago ou reduzido dentro das condições de falta de caixa.

Deparamo nos com as pensões e aposentadorias dos fundos sem fundos é patético e sem razão. Eis que tem os administradores e gerentes as obrigações de dispersar os riscos e fazerem investimentos seguros, os quais até tenham hedge.
Enfim,essa herança maldita, o legado perverso é sintomático com o aparelhamento do estado e o empoderamento das estatais, braços direito e esquerdo da corrupção deslavada e desabrida de uma esquerda sem roteiro e com os dias contados para uma morte anunciada. E foi o que se viu no processo de impedimento, falavam de tudo menos na governabilidade do País, queriam ficar para marcar uma agenda de plebiscito com antecipação das eleições, e que se dane o Brasil o importante é que continuem na marcha da contramão da história com favores para os Países bolivarianos de toda espécie e relações comerciais sem retorno para as exportações do País.

Agora descoberta mais uma caixa preta que norteou a gestão do desgoverno que novos dias marquem o futuro do Brasil, independente dos credos, da cor e da raça, mas com homogeneidade num só pensamento a reconstrução da Nação e o amor à pátria na comemoração de mais um dia, o de 7 de setembro, que não seja simbólico, mas real e verdadeiro, em gestos, ações e paixões de todos os brasileiros comprometidos com o bem estar do País.

Carlos Henrique Abrão (na ativa) e Laercio Laurelli (aposentado) são Desembargadores do Tribunal de Justiça de São Paulo.

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