terça-feira, 6 de setembro de 2016

Sérgio Moro enfrenta o STF e o PGR


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Mtnos Calil

Ainda pairam dúvidas sobre se Sergio Moro, simpatizante dos tucanos, estaria fazendo um trabalho “seletivo” ou não, direcionado para os lulo-petistas.

Mas, dúvidas à parte, obviamente a operação Lava Jato está incomodando a todos porque pode chegar à cúpula de outros partidos, ou mesmo estimular que outros juízes do Brasil adotem uma estratégia de combate à corrupção com seletividade zero, como parece já estar acontecendo no Rio Grande do Sul.

Recentemente a Revista Veja “vazou” essa informação delicadíssima: o Ministro do Supremo Tribunal Federal,  Dias Tóffoli, foi citado numa delação premiada com tendo solicitado esse pequeno favor para a OAS: que a empresa fizesse uma obra em sua casa.

Depois do vazamento, a empresa declarou que o Ministro pagou direitinho pelo trabalho realizado.

Indignado diante de tal vazamento, o Procurador Geral da República, Rodrigo Janot, resolveu cancelar no mês passado as negociações de delação premiada do ex-presidente da OAS, Leo Pinheiro, alegando que o vazamento tinha a finalidade de acelerar a premiação do delator. Mas se a finalidade da delação é obter novas acusações em troca do prêmio, a atitude do PGR só se explica em função do receio de atingir a suprema corte. Isso significa então que o Ministério Público pode denunciar a tudo e a todos menos os ministros do STF? Não é estranha essa “seletividade”?

Eis que Sérgio Moro resolveu prender novamente o Leo Pinheiro, que estava aguardando o seu julgamento em liberdade.

No Brasil a delação premiada está funcionando assim:  o acusado prefere ser preso para obter o benefício da delação.

Que assim seja! Que todos os corruptos se delatem uns aos outros, em benefício do Brasil.


Mtnos Calil, Psicanalista, é Coordenador do grupo Mãos Limpas Brasil.

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