terça-feira, 13 de setembro de 2016

Trumpete & Trombone


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos Maurício Mantiqueira

Se na “América” ainda não foram todos (ou a maioria) imbecilizados, deverá vencer as eleições o Trump (ete).

Sua adversária, é uma Anta imaginária!

Trombuda, com traseiro de Buda, procura aliciar os elefantes , como na história daquele país, nunca antes.

Protege barbudos de turbantes, que prometem matar seus infantes.

Lá como cá, há merdandantes.Traidores, sem pudores, das tradições de seu povo. Só faltam dizer: “Com os “pobrezinhos” me comovo!”

Se ainda bem me lembro, foi num onze de setembro, o primeiro ataque.

Vidas perdidas, esperança desfeita; é no que dá ver essa gente eleita.

Os jornais dizem agora, que na undécima hora, madame quer ajuda de imigrantes ilegais.

Antes que o país "expluda" é preciso expulsá-los. Bando de cobras que se fingem galos.

Para evitar semelhantes estorvos, assistam o filme “Cria corvos!”
título original: Cría Cuervos. Diretor Carlos Saura

A invasão silenciosa é a mais perigosa.

Sabedora da encrenca que vem, dona Onça tem agido bem.

Finge-se de morta enquanto chove em sua horta.

Neste país abençoado, nenhum tarado será tolerado.

Virarão farofa; e o seu “time”, motivo de galhofa.


Carlos Maurício Mantiqueira é um livre pensador.

7 comentários:

Anônimo disse...

Hangout do Durval - playlist Youtube.

Loumari disse...

Por Jussara Carvalho Rocha

Artigo no Alerta Total Posted: 26 Mar 2014 05:06 AM PDT


Meu nome é Jussara Carvalho Rocha e sou professora de Língua Portuguesa. Eu sempre grafo “Língua Portuguesa” assim mesmo, com iniciais maiúsculas.

Na semana passada, no meio de uma aula, um aluno do 7.º ano me disse sem rodeios, sem constrangimentos: “professora, ninguém aqui liga pra sua matéria!” Confesso que na hora senti uma espécie de baque seco; Língua Portuguesa normalmente não conquista multidões, mas ouvir assim, desse jeito, doeu.
Essa dor que, fermentada por alguns dias gerou indignação e irritação, não veio por conta do que o aluno disse, exatamente, mas pelo que representa essa fala dele, da geração dele, embora eu saiba que esse garoto não fala por todos, mas infelizmente fala por boa parte dos adolescentes e pré-adolescentes de hoje.
Então, eu pego a deixa da pergunta dele e devolvo: esses meninos estão interessados, “ligam” para o quê mesmo? Diante do que se desenrola à nossa frente, no que diz respeito à educação, vejo um futuro triste, de massas e massas de “profissionais” incompetentes, incompletos, pelo simples/grave fato de não terem buscado e acumulado conhecimento. Hoje, o que mais vemos são reportagens de tv propagando quão difícil é a contratação de mão de obra qualificada. Em um programa, certa vez, vi um grupo de estagiários de uma empresa que disputavam pela efetivação. O teste final, e não menos importante, foi um ditado; um simples ditado em que nenhum dos candidatos teve 100% de acerto. Muitos não ultrapassaram a marca de 60%. Triste.
O desprezo pela educação pública no Brasil encontrou um forte aliado, ou melhor, dois: de um lado, o descaso dos próprios familiares e alunos. Alunos esses que hoje se entregam a uma rotina de infinitas horas diante das telas de computador, fazendo “milhares de seguidores” nas redes sociais. Jovens que não sabem utilizar a tecnologia para dinamizar suas vidas, mas sim, como uma ferramenta de idiotização em massa; olha Eisntein aí na conversa (quem estiver ligado, vai entender).
Pronto: temos um sistema de educação que não educa, alunos que não aprendem e professores que não são valorizados. Pra quê melhor?? Juntemos a esses ingredientes, os “balcões”, as “vendinhas” de diplomas. Você quer um diploma universitário, meu filho? Então você terá! Há algumas décadas, no período “pré-cotas”, as universidades públicas eram o alvo, o sonho de muita gente. Uma boa formação era o que interessava de fato, por isso, o garoto estudava, corria atrás, porque sabia que fora dessas instituições, não poderia alcançar o que buscava. Hoje, no período franco das “cotas”e dos “fies”, que não passam de facilitadores na formação de medíocres profissionais por faculdades pífias, tudo leva a pensar e constatar que não há necessidade de se estudar tanto, porque de uma maneira, ou de outra, o diploma virá.
O que temos como perspectiva de futuro é isso: uma multidão de profissionais despreparados, oriundos de um sistema deficitário de ensino, do básico ao superior. Aliás, por que o termo “ensino superior”? Ah, isso é assunto para outro momento.

Nunca frequentei escola particular; vim da escola pública, num momento em que já estava sucateada. Corri atrás, corri por fora, corri na frente para realizar o que eu desejava: ser professora de Língua Portuguesa. Uma profissão desmerecida por tantos, infelizmente até por alguns colegas. Amo o que faço, sei que nasci pra isso. Não mudo por nada. Sei que é um caminho árduo, mas não tenho medo de briga. O que me entristece é o tipo de pensamento que brota em cabeças como a do meu aluno, citado no início do texto. Prevejo para ele um futuro triste, de mediocridade, de incompetência e de ignorância.

Jussara Carvalho Rocha é Professora de Língua Portuguesa.

Loumari disse...

Texto por Mia Couto

Existe mais do que uma! Certamente!

Está à rasca a geração dos pais que educaram os seus meninos numa abastança caprichosa, protegendo-os de dificuldades e escondendo-lhes as agruras da vida.
Está à rasca a geração dos filhos que nunca foram ensinados a lidar com frustrações.

A ironia de tudo isto é que os jovens que agora se dizem (e também estão) à rasca são os que mais tiveram tudo. Nunca nenhuma geração foi, como esta, tão privilegiada na sua infância e na sua adolescência. E nunca a sociedade exigiu tão pouco aos seus jovens como lhes tem sido exigido nos últimos anos.

Deslumbradas com a melhoria significativa das condições de vida, a minha geração e as seguintes (actualmente entre os 30 e os 50 anos) vingaram-se das dificuldades em que foram criadas, no antes ou no pós 1974, e quiseram dar aos seus filhos o melhor.

Ansiosos por sublimar as suas próprias frustrações, os pais investiram nos seus descendentes: proporcionaram-lhes os estudos que fazem deles a geração mais qualificada de sempre (já lá vamos...), mas também lhes deram uma vida desafogada, mimos e mordomias, entradas nos locais de diversão, cartas de condução e 1.º automóvel, depósitos de combustível cheios, dinheiro no bolso para que nada lhes faltasse. Mesmo quando as expectativas de primeiro emprego saíram goradas, a família continuou presente, a garantir aos filhos cama, mesa e roupa lavada.

Durante anos, acreditaram estes pais e estas mães estar a fazer o melhor; o dinheiro ia chegando para comprar (quase) tudo, quantas vezes em substituição de princípios e de uma educação para a qual não havia tempo, já que ele era todo para o trabalho, garante do ordenado com que se compra (quase) tudo. E éramos (quase) todos felizes.

Depois, veio a crise, o aumento do custo de vida, o desemprego, ... A vaquinha emagreceu, feneceu, secou.
Foi então que os pais ficaram à rasca.

Os pais à rasca não vão a um concerto, mas os seus rebentos enchem Pavilhões Atlânticos e festivais de música e bares e discotecas onde não se entra à borla nem se consome fiado.
Os pais à rasca deixaram de ir ao restaurante, para poderem continuar a pagar restaurante aos filhos, num país onde uma festa de aniversário de adolescente que se preza é no restaurante e vedada a pais.

São pais que contam os cêntimos para pagar à rasca as contas da água e da luz e do resto, e que abdicam dos seus pequenos prazeres para que os filhos não prescindam da internet de banda larga a alta velocidade, nem dos qualquercoisaphones ou pads, sempre de última geração.

Continua

Loumari disse...

São estes pais mesmo à rasca, que já não aguentam, que começam a ter de dizer "não". É um "não" que nunca ensinaram os filhos a ouvir, e que por isso eles não suportam, nem compreendem, porque eles têm direitos, porque eles têm necessidades, porque eles têm expectativas, porque lhes disseram que eles são muito bons e eles querem, e querem, querem o que já ninguém lhes pode dar!
A sociedade colhe assim hoje os frutos do que semeou durante pelo menos duas décadas.
Eis agora uma geração de pais impotentes e frustrados.

Eis agora uma geração jovem altamente qualificada, que andou muito por escolas e universidades mas que estudou pouco e que aprendeu e sabe na proporção do que estudou. Uma geração que colecciona diplomas com que o país lhes alimenta o ego insuflado, mas que são uma ilusão, pois correspondem a pouco conhecimento teórico e a duvidosa capacidade operacional.

Eis uma geração que vai a toda a parte, mas que não sabe estar em sítio nenhum. Uma geração que tem acesso a informação sem que isso signifique que é informada; uma geração dotada de trôpegas competências de leitura e interpretação da realidade em que se insere.

Eis uma geração habituada a comunicar por abreviaturas e frustrada por não poder abreviar do mesmo modo o caminho para o sucesso. Uma geração que deseja saltar as etapas da ascensão social à mesma velocidade que queimou etapas de crescimento. Uma geração que distingue mal a diferença entre emprego e trabalho, ambicionando mais aquele do que este, num tempo em que nem um nem outro abundam.

Eis uma geração que, de repente, se apercebeu que não manda no mundo como mandou nos pais e que agora quer ditar regras à sociedade como as foi ditando à escola, alarvemente e sem maneiras.
Eis uma geração tão habituada ao muito e ao supérfluo que o pouco não lhe chega e o acessório se lhe tornou indispensável.

Eis uma geração consumista, insaciável e completamente desorientada.
Eis uma geração preparadinha para ser arrastada, para servir de montada a quem é exímio na arte de cavalgar demagogicamente sobre o desespero alheio.

Há talento e cultura e capacidade e competência e solidariedade e inteligência nesta geração?
Claro que há. Conheço uns bons e valentes punhados de exemplos!
Os jovens que detêm estas capacidades-características não encaixam no retrato colectivo, pouco se identificam com os seus contemporâneos, e nem são esses que se queixam assim (embora estejam à rasca, como todos nós).

Chego a ter a impressão de que, se alguns jovens mais inflamados pudessem, atirariam ao tapete os seus contemporâneos que trabalham bem, os que são empreendedores, os que conseguem bons resultados académicos, porque, que inveja! que chatice!, são betinhos, cromos que só estorvam os outros (como se viu no último Prós e Contras) e, oh, injustiça!, já estão a ser capazes de abarbatar bons ordenados e a subir na vida.

E nós, os mais velhos, estaremos em vias de ser caçados à entrada dos nossos locais de trabalho, para deixarmos livres os invejados lugares a que alguns acham ter direito e que pelos vistos - e a acreditar no que ultimamente ouvimos de algumas almas - ocupamos injusta, imerecida e indevidamente?!!!
Novos e velhos, todos estamos à rasca.
Apesar do tom desta minha prosa, o que eu tenho mesmo é pena destes jovens.

Tudo o que atrás escrevi serve apenas para demonstrar a minha firme convicção de que a culpa não é deles.

A culpa de tudo isto é nossa, que não soubemos formar nem educar, nem fazer melhor, mas é uma culpa que morre solteira, porque é de todos, e a sociedade não consegue, não quer, não pode assumi-la. Curiosamente, não é desta culpa maior que os jovens agora nos acusam.

Haverá mais triste prova do nosso falhanço?

Loumari disse...

Tenho uma lágrima no canto do olho,

Avozinha está sozinha, a ver a morte aproximar
Sacrifícios aumentados, redobram o nosso padecer
Se um dia a mais.....Se um dia ao menos,
Pudessem ver e ter, na corrida para o poder primeiro é o pão
Para se comer

Velhos e velhas chorando...
Da Alegria passageira,
Com promessa da conversa dos homens da nossa terra

Velhos outrora respeitados
Era assim nos outros tempos
Hoje amizade e família
São manobrados pelo contexto
Os velhos morreram cedo, os filhos irão também
Filhos pequenos estão com medo da situação que se mantém

Olhos castiços embaciados
Olhos vorazes comendo tudo
Olhos doentes empobrecidos
Olhos molhados emancipados

Tenho uma lágrima no canto do olho

(Bonga, cantor angolano; esta canção data das décadas dos 80)

Loumari disse...

"O HOMEM FAZ O DINHEIRO, MAS O DINHEIRO, NÃO FAZ O HOMEM. E TODA ACÇÃO DESONROSA CONDUZ A RUINA."

Anônimo disse...

A Bíblia Sagrada (versão João Ferreira de Almeida) em PDF (na íntegra para Download Gratuito)

http://culturabrasil.pro.br/zip/biblia.pdf

A Bíblia Sagrada (versão João Ferreira de Almeida) versão para WEB

http://culturabrasil.pro.br/biblia.htm

A Bíblia Sagrada (versão João Ferreira de Almeida) em RTF

http://culturabrasil.pro.br/zip/biblia.rtf

Bíblia judaica (é bonita e bem construída, espero por uma versão pt-br)

“Google da Bíblia” em inglês
http://www.hatanakh.com/en