quinta-feira, 13 de outubro de 2016

A Guerra Irregular como instrumento da revolução


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos I. S. Azambuja

A guerra irregular é, por natureza e principalmente, um combate ilegal, que viola as normas da lei, mas de maneira alguma constitui uma forma de combate ilegítima, isto é, não justificada pela idéia da lei. Ela opera logicamente à margem de toda lei codificada ou contratada, ainda que conduzida por uma causa justa – o que é certamente possível ou freqüentemente o que acontece.

Sua ilegalidade essencial, mas sua legitimidade possível mostram que existe uma relação entre o fenômeno da guerra irregular e o da revolução. Exatamente como a revolução, a guerra irregular, se vitoriosamente conduzida, pode levar ao surgimento de uma nova lei em razão do seu sucesso e a despeito de sua ilegalidade inicial. A guerra irregular é guerra.

Guerra real, e toda guerra pode gerar novos desdobramentos da lei e das instituições legais. Como a revolução, a guerra irregular tem uma certa significação par a lei, devido à essa possibilidade de emergência de uma nova lei. Apesar de sua ilegalidade inicial, nem a revolução, nem a guerra irregular podem ser vistas, apenas, como violações da lei. Fazem elas meras violações da lei e novas instituições não seriam por ela geradas.

A notável tensão dialética entre ilegalidade e criação da lei, não é a única característica da revolução e da guerra irregular, também não é a única relação entre estas. A guerra irregular sempre manifesta, como será demonstrado, uma tendência revolucionária. Por essa razão, numerosos teóricos, em particular recentemente, visualizaram, incorretamente, a guerra irregular como guerra revolucionária per se

Quem identificou a guerra irregular como a revolucionária estava esquecendo os conflitos que deram à guerra irregular o nome pelo qual é ela hoje identificada: o combate de partisans espanhóis e portugueses contra Napoleão; a “guerra popular” simultânea dos camponeses do Tirol contra as tropas de ocupação francesas e bávaras; as operações guerrilheiras dos camponeses  russos contra os exércitos de Napoleão em 1812; as ações dos Streifkorps (corpos de incursão) prussianos que precederam e acompanharam a guerra de 18l3; os quase 50 anos de duração da guerra irregular dos gregos contra a denominação turca; a guerra simultânea entre turcos e sérvios Komitadashi – combates que foram conduzidos por objetivos nacionais não revolucionários e nada, absolutamente nada, tinham a ver com a revolução.

Quem fizer a identificação vai perder a perspectiva de que tem havido um número considerável de guerras irregulares também em nosso século, em que uma se levantou contra outra Por meio da guerra irregular, os Boers tentaram no começo do século manter sua soberania nacional em confronto como os britânicos. Os partisans russos que conduziram a guerra irregular contra os alemães da 2ª Guerra Mundial, foram russos lutando não pela Revoluçao, mas pela Mãe-Russa. Os partisans poloneses e iugoslavos, por amor à terra mãe e não por motivações revolucionárias lutaram pela independência de seus países, embora os marxistas tenham assumido a liderança dos movimentos.

Em jogo para os israelenses – eu como membros do Haganah, do Irgun ou do chamado Bando Stern, conduziram a guerra irregular contra britânicos e árabes em 1949 – estava a criação de uma Naçao-Estado, não a realização de uma idéia revolucionária. Os partisans lutaram decisivamente em Chipre pela liberdade da ilha e em favor da união com a Grécia – não como revolucionários. Até mesmo a luta do Vietnã, sob bandeira da ideologia comunista contra os franceses, foi, para aqueles que nela combateram, basicamente uma guerra nacional de libertação.

E mesmo quando no defrontamos com a guerra irregular como guerra revolucionária, ou acompanhando a guerra revolucionária, uma distinção nítida deve ser estabelecida, do meu ponto de vista, entre distinção e guerra irregular. Guerra Irregular – até mesmo sob forma de guerra civil, - não é, em si mesma, a revolução, mas quando muito um instrumento e, sob certas circunstâncias, parte de uma revolução. A relação entre guerra irregular e revolução compreende, em alguns aspectos, àquela que existe entre guerra convencional e política “civil”, que os avalia tal guerra segundo a sua concepção de política ou a insufla.

A guerra irregular, tal como a guerra convencional são, cada uma delas, procedimentos para alcançar objetivos políticos. A escolha de objetivos políticos situa-se fora do âmbito desses procedimentos tanto quanto a decisão de empregar determinado comportamento para alcançar um objetivo político: a decisão quanto a objetivos políticos e o que é pertinente aos objetivos a serem empregados PR alcançar esses objetivos, é uma questão de política – e só de política.

Para alcançar o objetivo da revolução, a guerra civil. conduzida como guerra irregular, é provavelmente o mais espetacular procedimento, embora, com toda a certeza, não o mais freqüentemente utilizado. A História tem conhecimento de inúmeras revoluções incruentas e também de um grande número de revoluções sanguinárias – imagine-se apenas o caso da Revolução Francesa – que não lançara mão do procedimento da guerra irregular.
__________________________
 
O trecho acima é u dos capítulos do livro “A Guerra Irregular Moderna”, de Friedrich August Von der Heydte, traduzido ora Jayme Taddei e editado pela Biblioteca do Exercito em 1990.


Carlos I. S. Azambuja é Historiador.

8 comentários:

Anônimo disse...






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acp

Escreva um seu artigo seu a desmentir o falso decalogo de lenin que desde que a internet existe engana tolos. Aquele, sobre greves, libertinagem, armas... Nem lenin nem nenhum comuna o escreveu.

Ou pesquise e publique artigo de outrem.

acp

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acp

Escreva um seu artigo seu a desmentir o falso decalogo de lenin que desde que a internet existe engana tolos. Aquele, sobre greves, libertinagem, armas... Nem lenin nem nenhum comuna o escreveu.

Ou pesquise e publique artigo de outrem.

acp

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Anônimo disse...

Anônimo "insistente (insistente | adj. 2 g. in·sis·ten·te adjectivo de dois géneros
1. Que insiste.
2. Teimoso, obstinado.
3. Contínuo.
4. Enfadonho.) das 2:05 AM"

Escreveu sim ! É verdade ! Está aqui mesmo no "ALERTA TOTAL, artigo: PEC 241"

"1 comentário -
1 – 1 de 1

Anônimo Anônimo disse...

Aproveitando o artigo anterior, que fala do convencimento , mais uma vez aqui está o Decálago comunista, que tem toda uma forma de "comprar" as pessoas. As táticas que estão aqui foram escritas e sugeridas por Lenin, em 1913.


1.Corrompa a juventude e dê-lhe liberdade sexual

2.Infiltre e depois controle todos os veículos de comunicação de massa;

3.Divida a população em grupos antagônicos, incitando-os a discussões sobre assuntos sociais

4.Fale sempre sobre Democracia e em Estado de Direito, mas, tão logo haja oportunidade, assuma o Poder sem nenhum escrúpulo;

5.Colabore para o esbanjamento do dinheiro público;

6.Coloque em descrédito a imagem do País, especialmente no exterior e provoque o pânico e o desassossego na população por meio da inflação;

7.Promova greves, mesmo ilegais, nas indústrias vitais do País;

8.Promova distúrbios e contribua para que as autoridades constituídas não as coíbam;

9.Contribua para a derrocada dos valores morais, da honestidade e da crença nas promessas dos governantes. Nossos parlamentares infiltrados nos partidos democráticos devem acusar os não-comunistas, obrigando-os, sem pena de expô-los ao ridículo, a votar somente no que for de interesse da causa socialista;

10.Procure catalogar todos aqueles que possuam armas de fogo, para que elas sejam confiscadas no momento oportuno, tornando impossível qualquer resistência à causa...



O DECÁLOGO DE LENIN LEMBROU-O DE ALGUMA COISA OU DE ALGUMA PESSOA ?
DO BLOG A CASA DA MAE JOANA
PS - ESSE E O GRANDE MOTIVO PORQUE OS VAGABUNDOS VERMELHOS NAO GOSTAM DE NOSSAS FORÇAS ARMADAS. ELES SAO FORA DA LEI E NAO GOSTAM DE OBEDECER NADA. NAO SABEM O QUE E DELES E O QUE E DO POVO. POR ESSAS E OUTRAS ROUBAM E ESTRAGAM TUDO ONDE POE AS MAOS ELES NAO CONSTROEM, DISTROEM. QUANDO ELES VEM ALGO DIREITO PARA ELES NAO ESTA CERTO. SO QUEREM O QUE E DE PIOR E SO SE ASSOCIAM AOS PERDEDORES. POR ESSAS E OUTRAS TEM QUE SE PENDURAR NO PODER PARA PODER ROUBAR E FICAR PENDURADO PARA SEMPRE COM SUAS CONVERSAS DE ENGANA LOURENCO. ORDEM E PROGRESSO PARA ELES NAO VALE NADA QUEREM NOS DEIXAR DE TANGAS E ESTABELECERAM A MERDOCRACIA OU SEJA COLOCAR O PAIS SEM AÇAO A FERROS E ELES DECIDINDO POR NOS TUDO ATE COMO EDUCAR NOSSAS CRIANÇAS. ELES AO O ARRASO E ATRASO.

6:33 AM"


http://www.alertatotal.net/2016/10/pec-241.html

Anônimo disse...


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acp

Falso! Inexiste tal decálogo!

Nunca houve catalogação de donos de armas. Os comunas distribuíram armas às mancheias ao povo nas revoluções. Depois, tiveram de pedir que as devolvessem, pois não sabiam quem as tinha!

Ao tempo dos bolcheviques inexistiam meios de comunicação de massa, nada de rádio ou tv.

lenin era um conservador em termos sexuais.

Nunca trataram de democracia.

Nunca desmereceram a Rússia

Greves realizaram.

Eram subversivos, não podiam evitar que os czaristas contivessem a subversão, as greves, as bagunças.

Não se puseram contra a moral. Não derrubaram a honestidade. Inexistia votação de interesse dos comunas.

acp

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Anônimo disse...


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Falso! Inexiste tal decálogo!

Nunca houve catalogação de donos de armas. Os comunas distribuíram armas às mancheias ao povo nas revoluções. Depois, tiveram de pedir que as devolvessem, pois não sabiam quem as tinha!

Ao tempo dos bolcheviques inexistiam meios de comunicação de massa, nada de rádio ou tv.

lenin era um conservador em termos sexuais.

Nunca trataram de democracia.

Nunca desmereceram a Rússia

Greves realizaram.

Eram subversivos, não podiam evitar que os czaristas contivessem a subversão, as greves, as bagunças.

Não se puseram contra a moral. Não derrubaram a honestidade. Inexistia votação de interesse dos comunas.

acp

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Anônimo disse...






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Escreva um seu artigo seu a desmentir o falso decalogo de lenin que desde que a internet existe engana tolos. Aquele, sobre greves, libertinagem, armas... Nem lenin nem nenhum comuna o escreveu.

Ou pesquise e publique artigo de outrem.

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Falso! Inexiste tal decálogo!

Nunca houve catalogação de donos de armas. Os comunas distribuíram armas às mancheias ao povo nas revoluções. Depois, tiveram de pedir que as devolvessem, pois não sabiam quem as tinha!

Ao tempo dos bolcheviques inexistiam meios de comunicação de massa, nada de rádio ou tv.

lenin era um conservador em termos sexuais.

Nunca trataram de democracia.

Nunca desmereceram a Rússia

Greves realizaram.

Eram subversivos, não podiam evitar que os czaristas contivessem a subversão, as greves, as bagunças.

Não se puseram contra a moral. Não derrubaram a honestidade. Inexistia votação de interesse dos comunas.

acp

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Escreva um seu artigo seu a desmentir o falso decalogo de lenin que desde que a internet existe engana tolos. Aquele, sobre greves, libertinagem, armas... Nem lenin nem nenhum comuna o escreveu.

Ou pesquise e publique artigo de outrem.

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Alexandre disse...

“Uma morte é uma tragédia, milhões mera estatística”. Josef Stalin

Ha alguma relação entre governos facistas e o desarmamento da população de bem?

“Absolutamente todo governo autoritário desarmou a população. A Alemanha nazista desarmou os judeus, Cuba desarmou sua população, URSS fez o mesmo pelas mãos de Lenin. Nenhum ditador confia em sua população armada.”

Adendo – o Decálogo de Lenin:

O “Decálogo de Lênin”, são os “10 mandamentos” da Ideologia Socialista, escrita em 1913 e atribuída ao lider revolucionário russo Vladimir Lênin, pai do comunismo.

Em 1913, Lênin escreveu o “Decálogo” que apresentava ações táticas para a tomada do Poder.

a) Qualquer semelhança com os dias de hoje, não é mera coincidência.

b) Tendo a História se encarregado de pôr fim à questão ideológica, a meditação dos ideais, então preconizada, poderá revelar assombrosas semelhanças nos dias de hoje, senão vejamos:

1.. Corrompa a juventude e dê-lhe liberdade sexual;

2.. Infiltre e depois controle todos os veículos de comunicação de massa;

3.. Divida a população em grupos antagônicos, incitando-os a discussões sobre assuntos sociais;

4.. Destrua a confiança do povo em seus líderes;

5.. Fale sempre sobre Democracia e em Estado de Direito, mas, tão logo haja oportunidade, assuma o Poder sem nenhum escrúpulo;

6.. Colabore para o esbanjamento do dinheiro público; coloque em descrédito a imagem do País, especialmente no exterior e provoque o pânico e o desassossego na população por meio da inflação;

7.. Promova greves, mesmo ilegais, nas indústrias vitais do País;

8.. Promova distúrbios e contribua para que as autoridades constituídas não as coíbam;

9.. Contribua para a derrocada dos valores morais, da honestidade e da crença nas promessas dos governantes. Nossos parlamentares infiltrados nos partidos democráticos devem acusar os não-comunistas, obrigando-os, sem pena de expô-los ao ridículo, a votar somente no que for de interesse da causa socialista;

10.. Procure catalogar todos aqueles que possuam armas de fogo, para que elas sejam confiscadas no momento oportuno, tornando impossível qualquer resistência à causa…



E para quem acha que o Decálogo é uma invenção dos EUA na Guerra Fria, ou simplesmente nunca existiu:

É um documento notório escrito por lênin em Em 1913, alguns falam que foi entre 1901 e 1902, mas a data exata não é importante.

Vladímir Ilich Lenin escreveu uma obra que se converteu em uma espécie de “Manual do Revolucionário”, publicada no idioma espanhol com o nome de
“¿Qué hacer?” (Editorial Progreso, Moscou 1981).

Download da Versão em Inglês http://www.tau.ac.il/~russia/cvs/Faculty/Halfin/chp4.doc

LENIN, Vladimir Ilitch. El Imperialismo, Fase Superior de Capitalismo.
Moscou. Editorial Progreso, 1981. (Existem várias edições em português).
Link Aqui http://www.historia.uff.br/grad_discipl_hist_contemp1.php

Para sermos mais atuais, o tal falado “estatuto do desarmamento”, nada mais
é que orientação do Decálogo de Lênin

Link 1 http://www.marxists.org/espanol/lenin/1900s/quehacer/

Link 2 http://resistir.info/mreview/editorial_mr_jan04.html



Os títulos mais comum que ele teve no Brasil foram:

LENIN, Wladimir I. (1979). O imperialismo: fase superior do capitalismo.
in Obras Escolhidas, Tomo I. São Paulo: Alfa-Omega.
Essa editora ainda existe em http://www.alfaomega.com.br

http://verdademundial.com.br/2011/07/desarmamento-adiantou-para-algo/

http://verdademundial.com.br/2013/10/a-verdadeira-historia-sovietica-documentario/

Anônimo disse...

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Falso! Inexiste tal decálogo!

Nunca houve catalogação de donos de armas. Os comunas distribuíram armas às mancheias ao povo nas revoluções. Depois, tiveram de pedir que as devolvessem, pois não sabiam quem as tinha!

Ao tempo dos bolcheviques inexistiam meios de comunicação de massa, nada de rádio ou tv.

lenin era um conservador em termos sexuais.

Nunca trataram de democracia.

Nunca desmereceram a Rússia

Greves realizaram.

Eram subversivos, não podiam evitar que os czaristas contivessem a subversão, as greves, as bagunças.

Não se puseram contra a moral. Não derrubaram a honestidade. Inexistia votação de interesse dos comunas.

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Anônimo disse...







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Escreva um seu artigo seu a desmentir o falso decalogo de lenin que desde que a internet existe engana tolos. Aquele, sobre greves, libertinagem, armas... Nem lenin nem nenhum comuna o escreveu.

Ou pesquise e publique artigo de outrem.

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Falso! Inexiste tal decálogo!

Nunca houve catalogação de donos de armas. Os comunas distribuíram armas às mancheias ao povo nas revoluções. Depois, tiveram de pedir que as devolvessem, pois não sabiam quem as tinha!

Ao tempo dos bolcheviques inexistiam meios de comunicação de massa, nada de rádio ou tv.

lenin era um conservador em termos sexuais.

Nunca trataram de democracia.

Nunca desmereceram a Rússia

Greves realizaram.

Eram subversivos, não podiam evitar que os czaristas contivessem a subversão, as greves, as bagunças.

Não se puseram contra a moral. Não derrubaram a honestidade. Inexistia votação de interesse dos comunas.

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Escreva um seu artigo seu a desmentir o falso decalogo de lenin que desde que a internet existe engana tolos. Aquele, sobre greves, libertinagem, armas... Nem lenin nem nenhum comuna o escreveu.

Ou pesquise e publique artigo de outrem.

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