domingo, 16 de outubro de 2016

A Revolução Gramscista no Ocidente


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Aileda de Mattos Oliveira

1. Introdução

O livro intitulado Revolução Gramscista no Ocidente escrito pelo General Sérgio Coutinho descreve ao longo de 123 páginas detalhadamente a origem do gramscismo no Mundo Ocidental, bem como seu modus operandi e sua instalação no Brasil, a partir da segunda metade do século passado.

O livro inicia descrevendo quem foi Antônio Gramsci e como foi concebida sua anacrônica ideologia, que a partir da década de 1960 começou a expandir-se na Europa, como rastilho de pólvora, em substituição à ideologia marxista, que motivou Lênin a implantar o sanguinário Regime Comunista na então União Soviética, em 1917, que ceifou mais de 22 milhões de vidas.
 
O autor apresenta uma leitura bastante reflexiva e preocupante sobre o avançado estágio da infiltração dos agentes da Revolução Cultural Gramscista no Brasil, onde qualquer leitor atento pode constatar tal fato nos diversos segmentos institucionais, como por exemplo a mídia, universidades, Igreja e classe política, entre outros.
              
2. Desenvolvimento
          
O italiano Antônio Gramsci começou a conceber sua nefasta ideologia, no final da década de 1920, durante o período que se tornou preso político do ditador Mussolini.
 
Intitulado “Os Cadernos do Cárcere” sua obra se constituiu em um pensamento político, calcado em uma visão revisionista do marxismo, dotada de uma inovadora estratégia de luta para a tomada do poder e para o estabelecimento de uma nova ordem política, econômica e social em consonância com os ditames do Movimento Comunista Internacional.
 
Na sua concepção ideológica, Gramsci passou a advogar que a luta para a tomada do poder da burguesia, dever-se-ia ocorrer no campo cultural (estratégia indireta) e não mais no campo da luta de classes (estratégia direta) como era preconizada pela ideologia marxista-leninista, já que a estratégia direta se constituía indubitavelmente inócua em nações com democracia consolidada e com sistema capitalista pujante.
              
Além disso, nações democráticas e capitalistas, explicava ensinava Gramsci, possuem uma densa e robusta rede de barreiras e trincheiras, materializada pelas Forças Armadas, Igreja, mídia, Legislativo e Judiciário, entre outros, que protegem o coração do Poder contra o emprego da estratégia direta (Luta de classes).
     
Diante desta realidade dos fatos, Gramsci verificou que a melhor estratégia para a tomada do poder da burguesia em nações democráticas e capitalistas, deveria ser com o emprego da estratégia indireta, ou seja, guerra de posição, por intermédio da penetração cultural e pela guerra psicológica, em princípio, sem o emprego do uso da violência.
        
Para isso, os intelectuais orgânicos e inorgânicos dessa Revolução Cultural se constituem nos principais protagonistas, tendo em vista que o campo de atuação da Revolução Gramscista não priorizaria mais os sindicatos e os movimentos populares como massa de manobra como era estabelecida na estratégia marxista-leninista (Luta de classes), mas sim no seio das universidades, imprensa, Igreja e Legislativo, entre outros, tendo em vista serem estas instituições as trincheiras da democracia, que devem ser minadas e destruídas em seus tradicionais valores, costumes e tradições de dentro para fora ao longo da revolução silenciosa em curso.
     
Gramsci orienta, em seus ensinamentos, que a criação de um partido político é fundamental para se dar início a estratégia indireta para o assalto do poder da burguesia, tendo em vista que o partido se constitui na base do sistema democrático e onde poder-se-ão aproveitar as franquias dos instrumentos democráticos para enfraquecê-los, miná-los e destruí-los paulatinamente.
           
Assim sendo, necessário se faz o emprego permanente de clichês fabricados pela usina ideológica para fazer pressão política, minar os instrumentos democráticos e estabelecer novo senso comum com novas palavras de ordem, que atendam ao interesse da causa e seduzam os incautos, como: abertura política, eleições livres, anistia de presos políticos e redemocratização, entre outros.
   
A Revolução Cultural Gramscista busca ocupar paulatinamente os espaços do aparelho do Estado de forma silenciosa, empregando largamente técnicas de Operações Psicológicas. Com isso, passa a promover massivas campanhas publicitárias, custeadas pelo Estado, para enfraquecer os instrumentos democráticos do próprio Estado, bem como promover uma reengenharia social, sem que a sociedade se aperceba dessas transformações, que criam novos conceitos e um senso comum contrário aos princípios ético, moral, cristão e familiar tradicionais.
              
Desta forma, a supracitada Revolução objetiva destruir completamente o Estado Democrático silenciosamente para depois reconstruir um novo Estado (Socialista), imposto pela ordem revolucionária, que passa a propugnar mudanças acentuadas às estruturas política, administrativa e econômica. Para isso, tornar homogêneo o grupo social, agora sendo grupo dominante, realiza a reforma intelectual e moral dos indivíduos e desenvolve uma vontade coletiva nacional e popular, além de um total controle do sistema econômico por parte do Estado.
            
O aludido livro contribuiu expressivamente para que este leitor pudesse complementar seu entendimento em relação ao momento histórico e político vivenciado atualmente pelo Brasil, bem como refletir sobre o porquê da falência dos atuais valores ético, cultural, moral, cristão e familiar da sociedade brasileira, que vem resultando em sua total depauperação dos instrumentos do aparelho do Estado, sem qualquer precedente na História da Nação.
     
Com isso, o livro também vem contribuindo para que este leitor se conscientize da necessidade de intensificar a valorização dos valores cristão, cívico e patriótico tanto no seio da estrutura de sua família, bem como junto círculos profissional e de amizade, a fim de que estes valores se constituam em inexpugnáveis trincheiras contra a Revolução Gramscista em curso.
                  
3. Conclusão
     
Após ter sido realizada a leitura atenta do aludido livro, que nos remete a uma profunda e intensa reflexão sobre a conjuntura nacional, infere-se que há uma grande e premente necessidade de que a parcela responsável, cônscia, informada e patriótica da sociedade busque se unir em prol da Nação e efetivamente estabeleça estratégias de como informar  ao povo sobre as ameaças que rondam o País e o que realmente vem acontecendo no Brasil, tendo em vista que somente desta forma poder-se-á sustar o avanço da Revolução Gramscista em curso no País ou desacelerá-lo.
   
Caso contrário, a democracia sucumbirá e o futuro das próximas gerações estará comprometido, já que o objetivo final desta Revolução é a implantação de um Regime Comunista, que a História vem ensinando que por onde se instalou somente levou a miséria, assassinato em massa de opositores, banalização da violência e implantação de sanguinária ditadura a exemplo de Cuba e Coreia do Norte, atualmente.

Aileda de Mattos Oliveira é Prof.ª Dr.ª em Língua Portuguesa. Membro da Academia Brasileira de Defesa.

2 comentários:

Anônimo disse...

Esse é o objetivo deles com essa "revolução", mas a realidade que impuseram ao Brasil foi a destruição completa do estado enquanto nação que terminou por lhes trazer também a ruína por inanição. Os próprios comunistas ficaram surpresos com o rumo que as coisas tomaram de completo descontrole.

Anônimo disse...

Uma dúvida que sempre resta é se esses supostos fanáticos são realmente fanáticos ou estupidamente ingênuos ou só ladrões safados, mesmo. No caso do PuTê me parece que se enquadram somente na terceira opção...