quarta-feira, 26 de outubro de 2016

O que Maquiavel diria para Temer e Carmem Lúcia no caso Renan?


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Mtnos Calil

Segundo o jornalista José Nêumanne, Renan, do clã Calheiros, é um valentão de araque. 

Ocorre que o valentão deve ter boas armas na mão,  porque colocou na parede o Governo Temer, além de censurar a Presidente do STF Carmem Lúcia por não ter repreendido o juiz que mandou prender os policiais do Senado. Temer propôs uma reunião com os presidentes da Câmara, do Senado e do STF para colocar panos quentes na nova e inesperada crise entre os 3 poderes. – Executivo, Legislativo e Judiciário. 

A presidente do STF se recusou a participar da reunião e Renan disse que só participaria se tivesse a garantia de que o ministro da Justiça não estaria presente. 

A GRANDE ARMA DE RENAN CONTRA O GOVERNO TEMER É QUE NA CONDIÇÃO DE PRESIDENTE DO SENADO ELE PODE RETARDAR A VOTAÇÃO DA PEC DO TETO, AMEAÇANDO ASSIM O PLANO DE RECUPERAÇÃO DA ECONOMIA.

Esta chantagem afeta também o STF, onde Rennan tem 5 inquéritos e pode ser transformado em réu a qualquer momento, se  a Presidente do STF Carmem Lúcia agendar o julgamento da denúncia que está no Supremo desde 2007. O presidente do Senado é acusado de peculato e uso de documento falso, dentre outros malfeitos.

Será que Carmem Lúcia não vai recuar diante deste poderoso ataque do inimigo? E para tornar mais desconfortável ainda a posição da Ministra, por uma infeliz coincidência foi ela mesma quem arquivou em maio deste ano,  atendendo a um pedido do Procurador Geral da República, Rodrigo Janot, um dos inquéritos em que Renan é acusado de ter cometido um crime ambiental.

O que Maquiavel recomendaria a Temer e a Carmem Lúcia neste momento dramático pelo qual o Brasil está passando: conciliar com Rennan ou enfrentá-lo? Enquanto ele estiver na Presidência do Senado terá o poder de boicotar as reformas de Temer. Temer portanto tem que conciliar com Renan, mesmo porque eles são parceiros e não inimigos. Penso que essa seria a recomendação de Maquiavel para Temer. 
E para Carmem Lúcia, o que Maquiavel diria? 

Como ela já censurou  Renan por ter desqualificado o poder judiciário e se recusou a participar da reunião de conciliação sugerida por Temer, o melhor que ela poderia fazer é dar um tempo para marcar a reunião de julgamento do “valentão de araque”. Enquanto isso a mídia e a sociedade vão se incumbir de pressionar o Poder Judiciário para condenar Renan, com base no mesmo ritual que levou à prisão de Eduardo Cunha. Depois que se intensificar uma forte campanha contra Renan, o STF ficará mais à vontade para se livrar deste imbróglio. Quanto aos ministros do STF que são amigos de Renan, eles poderão seguir o exemplo dos deputados amigos de Eduardo Cunha, acabando com essa amizade. (amizade ou mera troca de interesses, baseada no “toma lá, dá cá”? )

O Brasil está agora nas mãos de Temer, Rodrigo Maia e Renan. Que barbaridade meu Deus! 

Quem disse que Deus era brasileiro cometeu um grave equívoco. Se Ele fosse brasileiro não permitiria que o demônio alcançasse tanto poder em nosso “reino do faz de conta”.  


Mtnos Calil, Psicanalista, é Coordenador do Grupo Mãos Limpas Brasil.

2 comentários:

Anônimo disse...

Nem deuses nem demônios, são juízes que não fazem nada direito.. É preciso que algum poder obriguem a trabalharem direito, um processo no Brasil é motivo de piada a menos que você seja amigo do juiz... Modificação na lei da magistratura já, liberdade de expressão proibindo os magistrados de retalhar quem os critiquem pois desse jeito não existe justiça...

Estéfani JOSÉ Agoston disse...

Nunca dei apreço às palavras do senhor Mtnos Calil, não que ele não tenha alguns valores, mas porque ele tal como muitos outros na mídia eletrônica, se deixa levar pelas aparências, porque não consegue ver o fundo dos rios, só conseguindo olhar a superfície. O presente artigo, que ora comento, mostra a inoportunidade e acima de tudo a completa falta de relevância no que se propõe a discutir e discute acima. Tantas outras coisas importantes e relevantes a discutir e ficar na miração que é olhar as margens.