terça-feira, 8 de novembro de 2016

A Natureza do Combate Subterrâneo


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos I. S. Azambuja

A guerra irregular moderna transcorre ao longo de algumas fases. Cada uma delas é individualmente caracterizada por um determinado comportamento dos guerrilheiros – determinadas medidas, determinados tipos de combate – que passam a ser prevalentes.

Na guerra irregular isolada e na guerra irregular que precede a “guerra grande”, a fase preparatória é seguida por uma fase de combate subterrâneo, em cujo término, normalmente, surge a terceira fase, de transição para o combate aberto.

Os padrões de comportamento característicos de cada uma das fases da guerra irregular não se substituem mutuamente; cada uma dessas fases: preparação, combate subterrâneo e transição para o combate aberto, significam uma escalada com relação à fase anterior. Em cada uma das novas fases um novo tipo de comportamento é acrescentado aos anteriores empregados, sem que os guerrilheiros renunciem ou abandonem ações e atividades que tenham sido características das fases precedentes.  

A segunda fase de uma guerra irregular – a fase de combate subterrâneo – começa com os primeiros atos de violência. A característica comum do novo tipo de comportamento dos guerrilheiros, na fase de combate subterrâneo, e marca uniforme das atividades iniciais dessa fase, é o emprego da violência – na verdade, violência em geral e não violência em qualquer forma específica, e em particular, nenhuma forma de violência militar. O combate subterrâneo não é, fundamentalmente, um conflito militar. Os atos cometidos em seu curso não podem geralmente ser interpretados como atos de combate.

A feição externa das ações violentas é largamente determinada no combate subterrâneo pela situação real. O seu conteúdo típico, por outro lado, é sempre o mesmo durante toda essa fase de guerra irregular. É o combate “saído das sombras” ou o ‘combate das sombras”.

Quase sempre, um ou outro lado tentará ocultar o fato de que alguma luta esteja ocorrendo. A existência de combate desse tipo – ou em qualquer situação, muitas de suas conseqüências – será sempre negada por pelo menos um dos oponentes, “encoberto”. Às vezes, isso serve de finalidade para encobrir uma agressão que surge por trás da guerra irregular. Numa outra situação, pode colocar um governo mal equipado constantemente ou em termos de poder político na defensiva.

Pode-se imaginar que tal governo, por bem pensadas razões, deva negar a ocorrência do combate subterrâneo contra si, ainda que os porteiros do  palácio do governo já estejam amarrados e amordaçados. É mais ainda concebível que esse governo deva, ao mesmo tempo, manter relações diplomáticas em tons muito polidos com aquele mesmo governo em cujo interesse, ou até por sua iniciativa, esses atos ocorram.

O combate subterrâneo é também um combate real. É, como um memorando do Fuhrungsakademie der Deutschen Bundeswehr, de 1967, observa: “provavelmente a mais antiga de todas as formas de combate e tipos de guerra. Em todo combate subterrâneo a violência é empregada, e, inicialmente, nos seus mais baixos níveis” . As observações de Heinz Kühnrich com relação ao que ele chama de “guerra guerrilheira” também se aplica ao combate subterrâneo. “Consiste, como regra geral. No estágio inicial da rebelião armada e tem a tendência de escalar para a guerra regular”.

Com o combate subterrâneo, os guerrilheiros buscam uma dupla finalidade. Ele objetiva, primeiro, desgastar o adversário de tal modo, que ele não seja mais capaz de empreender com êxito o combate aberto subseqüente com os guerrilheiros. As atividades dos guerrilheiros já na fase preparatória podem enfraquecer moralmente o inimigo. O combate subterrâneo pretende fraturá-lo, além disso, materialmente, forçá-lo a fragmentar suas forças se agarrar durante muito tempo a muitos locais e a isolá-lo de suas bases através de ameaças permanentes e interrupções de curto prazo, continuamente repetidas, de suas rotas de transporte. Fragmentando e mobilizando suas forças, por um lado, inutilizando as conexões com as bases, por outro. Significam isolamento. Isolamento, não importa de que tipo, é a palavra mágica da guerra irregular.

A segunda missão igualmente importante do combate subterrâneo é separar o adversário, na área de operações, psicologicamente, da população interna. Através da luta subterrânea, os guerrilheiros querem voltar a maioria da população, na área de operações contra o inimigo e conquistá-la para a sua causa. A palavra mágica “isolamento” aparece aqui, outra vez.

O isolamento material e psicológico do adversário muda o jogo em favor dos guerrilheiros.  Se antes do começo do combate subterrâneo os guerrilheiros são ainda comparados com a caça, ao final dessa fase, eles serão capazes de jogar, ao mesmo tempo, como caça e caçadores.

O adversário do guerrilheiro, por outro lado, se tiver reconhecido a natureza e o significado da guerra irregular moderna, tentará, especialmente na fase de combate subterrâneo, levar os guerrilheiros ao isolamento, psicologicamente, de início, e depois, como conseqüência, também psicologicamente, para separá-los da massa da população interna, e para interromper-lhes as ligações com uma “terceira força interessada”, e assim, esmagá-los material e psicologicamente. “Quem isola quem, material e psicologicamente?”

É o que está em jogo na guerra subterrânea.

_________________________________________--___

O texto acima é um dos capítulos do livro “A Guerra Irregular Moderna”, de autoria de Friedrich August Von Der Heydte, editado em 1990 pela BIBLIEX.

A Guerra Irregular, segundo o autor, vem substituindo, gradativamente, a guerra convencional, porquanto não se prende às leis e às normas internacionais já estabelecidas. Em sua advertência, o autor cita as diferentes formas de atuação desse tipo de guerra, que já se fez presente, inclusive na América Latina.

Carlos I. S. Azambuja é Historiador.

4 comentários:

Anônimo disse...




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acp

Ao lado de apresentar ao povo as barbaridades dos terroristas é necessário permitir e incentivar qiue o povo se arme e se defenda.

Os terroristas precisam enfrentar um povo em armas.

acp

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Anônimo disse...











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acp

O EB tem, ou teve, a estratégia de resistência.

Em caso de invasão de parte do pátrio território por força não-deslocável por convencionais tropas haveria utilização de reservistas e regulares para atividades de erodição de posições.

O CIGS chegou a testar armas para tal atuação. Escolheu a carabina Puma .38

acp

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Anônimo disse...








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acp

Falso! Inexiste tal decálogo!

Nunca houve catalogação de donos de armas. Os comunas distribuíram armas às mancheias ao povo nas revoluções. Depois, tiveram de pedir que as devolvessem, pois não sabiam quem as tinha!

Ao tempo dos bolcheviques inexistiam meios de comunicação de massa, nada de rádio ou tv.

lenin era um conservador em termos sexuais.

Nunca trataram de democracia.

Nunca desmereceram a Rússia

Greves realizaram.

Eram subversivos, não podiam evitar que os czaristas contivessem a subversão, as greves, as bagunças.

Não se puseram contra a moral. Não derrubaram a honestidade. Inexistia votação de interesse dos comunas.

acp

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Anônimo disse...






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acp

Escreva um seu artigo seu a desmentir o falso decalogo de lenin que desde que a internet existe engana tolos. Aquele, sobre greves, libertinagem, armas... Nem lenin nem nenhum comuna o

escreveu.

Ou pesquise e publique artigo de outrem.

acp

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Falso! Inexiste tal decálogo!

Nunca houve catalogação de donos de armas. Os comunas distribuíram armas às mancheias ao povo nas revoluções. Depois, tiveram de pedir que as devolvessem, pois não sabiam quem as tinha!

Ao tempo dos bolcheviques inexistiam meios de comunicação de massa, nada de rádio ou tv.

lenin era um conservador em termos sexuais.

Nunca trataram de democracia.

Nunca desmereceram a Rússia

Greves realizaram.

Eram subversivos, não podiam evitar que os czaristas contivessem a subversão, as greves, as bagunças.

Não se puseram contra a moral. Não derrubaram a honestidade. Inexistia votação de interesse dos comunas.

acp

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