terça-feira, 15 de novembro de 2016

A República do Vermelho e Preto

Edição Extra do Alerta Totalwww.alertatotal.net

Por Marcelo Baglione

Não estou aqui pra contar a história do Flamengo. Não! Nada disso. Até porque o Mengão faz história – enquanto que os outros apenas participam dela.

Como é de domínio público, sou rubro-negro desde à Suméria, quando Alexander Graham Bell sequer pensava em ser o inventador do telégrafo – ou será da máquina de escrever. De lá pra cá, assisti vitórias impossíveis, derrotas bizarras e humilhantes, mas, acima de tudo, os fundamentos de uma paixão – que não à toa, nos titula como “O Mais Querido do Brasil” e maior torcida do Brasil, também.

Todos os times, aos quais tenho o maior respeito, inclusive o Vasco da Gama – desde que ele continue na Segunda Divisão – tem uma camisa e suas cores. O Flamengo, não! Nós, de jeito algum! Nossa camisa se chama “Manto Sagrado”. É tão especial, portanto, que somente um flamenguista pode ostentá-la – mais ninguém.

No curso de um ano solar, logo, de 12 meses, vários e vários times brasileiros fazem aniversário, mas somente o time da mulambada retumba, por todos os cantos do Brasil, a sua tão importante celebração natalícia: a fundação, o nascimento do fla.

Além de inúmeros e raros títulos conquistados nos gramados do Brasil e de toda à Terra, o Flamengo é chamado pela Nação — e também pelus alemão — como Urubu. Que saber? Amamos ser chamados de urubus, pois, por trás disso, há uma história e toda uma carga afetiva, portanto, toda uma gênese que nos abençoou com este símbolo – que faço questão de escrever em forma maiúscula, já que pequeno e minúsculo são os que zombam, ao não possuírem uma grandeza que nos é única — por conseguinte, intransferível.

Músicas em honra ao Mengão? Nossa. É goleada, é chinelada que atravessa décadas e décadas, sabe por quê? O Flamengo e suas cores – em especial o vermelho e preto — fazem parte do nosso imaginário, de nossa cultura mais sútil e religiosa, pois nossas cores, o preto e o vermelho, também são as cores do sagrado orixá Exu.

O “Rolo Compressor”, quando nada joga, seja em que fase for, sabe quem joga em seu lugar? A camisa e o seu 13º jogador: sua monumental e ciclópica torcida que – sem sofismas —, vira e ganha jogos, sim. Sabe o que significa isso? Uma única palavra: raça.

A raça rubro-negra, também é um marco histórico, um paradigma no Flamengo, desde Almir Pernambuquinho até Rondinelli “o deus da raça”. Por isso que muitas vezes, quando vemos o time sem determinação, gritamos que nem uns ensandecidos das arquibancadas... “queremos raça”.
A grandiosidade do Flamengo é eterna, isso é ponto pacífico. No entanto, no dia em que a raça for extinta, com ela se extinguirá, também, o mengão.

Pra concluir, os rubro-negros são uns privilegiados porque fazem aniversário três vezes no ano: 1) o seu aniversário em si; 2) no aniversário do Zico e 3) Hoje.

Feliz aniversário, flamenguistas de todo o Brasil e de todo o mundo.

Saudações Rubro-Negras!!!


Marcelo Baglione é torcedor do Clube de Regatas do Flamengo - 121 anos de vitórias.

2 comentários:

Marcelo Baglione disse...

Poderoso Serrão, boa tarde,

Uma honra ter meu tributo ao Flamengo, em seu tão famoso e prestigiadíssimo Alerta Total.

Este artigo foi um "prepara" pro 13 de dezembro, sacou? O Dia do Mundial de Interclubes que o nosso Flamengo conquistou naquele ciclo de ouro.
Muito obrigado e fique com Deus e meu T.'.
Saudações Rubro-Negras!!!

Marcelo Baglione

Paulo disse...

Esse é um dos maiores responsáveis por este país ser a merda que é: A extrema ¨preocupação¨ dos patetas dos brasileiros por seleção/times de futebol, ¨mantos sagrados¨ e outras asneiras inúteis. Fala a verdade: de que adianta o Flamengo, por exemplo, ter 1000 títulos de futebol? Escolher algum time em algum momento da vida e começar a se preocupar extremamente com ele é algum objetivo de vida? A Banânia ser pentacampeão serve para quê além de desviar do assunto que o país é um fracasso total como nação?