sábado, 26 de novembro de 2016

Ainda a reforma da Previdência


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Gilberto Pimentel

Volto ao tema porque, com toda a certeza, de tudo que temos visto e ouvido, a reforma é condição essencial para a retomada do equilíbrio econômico do País. No entanto, o governo tem minimizado e demonstrado incompreensão a respeito das imensas dificuldades que vai enfrentar para realizá-la.

Mexer no bolso de alguém, mais ainda quando se trata de gente honesta e trabalhadora que conquistou o pouco que tem para si e para sua família com luta e muito suor, é tarefa que exige liderança firme, exemplo, grandeza de espírito e capacidade de convencimento da parte de quem conduz o processo, no caso os dirigentes e políticos. É missão para estadistas de verdade. Ou seja, tudo aquilo que o governo não possui e não é capaz de oferecer.

Quando vemos um ministro como Geddel Vieira, político com antecedentes nada recomendáveis, hoje ocupando a chefia da Secretaria do Governo, afirmar arrogantemente, segundo se noticiou, que não abre mão dos seus astronômicos proventos, bem acima do limite autorizado pela Constituição Federal, porque julga que os conquistou de forma legal, então não dá para acreditar nos propósitos desses homens. E como o ministro, muitos outros zombam e ignoram o que estabelece a Carta Magna. Agem como se estivessem acima da Lei. Não são seres desse nosso mundo.

Então, com que autoridade vão legislar sobre tema tão sensível? Por que deveríamos os reconhecer como nossos representantes? É evidente que se insistirem, a exemplo do que ocorreu na ALERJ, as manifestações vão ser duras e agora generalizadas por todo o país.

Não precisa ser muito inteligente, nem especialista em política ou qualquer outro tema, para perceber que a única chance de que uma reforma de tal magnitude tenha mínima chance de ser efetivada seria a executar em duas etapas: na primeira, políticos e dirigentes se transformariam em pessoas como nós, meros mortais, sem inconcebíveis privilégios para só então, depois, tentar submeter seus representados a sacrifícios que, em última análise, são frutos dos desmandos históricos por eles mesmos cometidos.

Sem isso, nem comecem, pois vai haver confusão. Muita!!!


Gilberto Pimentel, General, é Presidente do Clube Militar.

3 comentários:

Anônimo disse...

Há muitos ex e políticos atuais, que ganham acima do limite determinado pela Constituição, mas para eles é normal e legal. Parece que os políticos exercem o mandato como se fosse um serviço obrigatório e não voluntario, não deveriam ser aposentados e se o fosse teriam uma salário no mínimo proporcional ao tempo em que prestaram o serviço, até por que eles não trabalham como como qualquer trabalhador normal ou seja de 6 a 8 horas por dia, de segunda a sexta feira e ainda conseguem a aposentadoria a partir de oito anos de contribuição com um "pequeníssimo salário" de R$ 33,7 mil (compare com o dos militares).
De quem é a culpa? Só relembrado a quela frase, "Quem quiser que não abra, eu prendo e arrebento", abriram de mais.

Martim Berto Fuchs disse...

Quando um homem ponderado como Gilberto Pimentel fala grosso, é porque a tolerância está terminando. Considerando o que a bandidagem do Congresso Lamaçal está aprontando, tem que se perder a paciência sim, sem contar que o Presidente Temer está se demonstrando um indeciso, para dizer o mínimo, um homem, tanto quanto a Dilma, incapaz para o exercício da Presidência.
Ser apenas mais um deputado, suplente ainda por cima, naquele lodaçal, é uma coisa, mas para ocupar o trono desta nossa Monarquia Republicana, precisa algo mais do que ser um mero articulador.
À guisa de sugestão (10/05/16.):

"1.Militares da reserva, que possuem homens cultos, patriotas e conhecedores dos nossos problemas, apoiados pelas FFAA, assumem o Poder Executivo, escolhendo entre si um líder, sem interferência de civis.
2.Extinguem todos partidos políticos formados e os em tramitação.
3.Cassam os direitos de todos políticos com mandato, em todo país, ficando as Casas Legislativas fechadas até que a Justiça Eleitoral organize a Assembléia Nacional Instituinte Exclusiva. Trabalho com prazo determinado.
3.1.Nomeiam os Ministros de Estado do Poder Executivo, não mais de 14.
3.2.Nomeiam os governadores e seus Secretários, não mais de 14.
3.3.Nomeiam os Prefeitos e seus Secretários, não mais de 14.
Único. Todos atuarão exercendo ativamente suas funções, não obstante transitórias.
4.Os políticos cassados e com ficha suja passam à ser julgados imediatamente pelos órgãos competentes, estritamente dentro das Leis vigentes. Caso os julgadores façam corpo mole como até agora, serão aposentados incontinenti e nomeados outros. Os aposentados estarão proibidos de voltar ao serviço público, seja via eleição ou concurso.
5.Revisão imediata da função e necessidade de permanecer no serviço público, em todas esferas, os concursados que detestam trabalhar e os não concursados sem capacidade e sem trabalho.
6.Para as eleições da A.N.I.E., serão aceitos todos cidadãos com ficha limpa, mesmo os atuais políticos cassados, apenas que todos como candidatos independentes e aprovados na Prova de Qualificação aplicada pela Justiça Eleitoral. Partidos políticos: extintos e proibida a formação de novos.
Único. Os que participarem da A.N.I.E. não poderão se candidatar para as eleições que se darão logo após o término da Assembléia, as quais concederão mandato de 5 anos para os novos eleitos.
7.Uma vez apuradas e confirmadas as apurações da eleição, os governos de transição à nível federal, estadual e municipal, transmitirão para os novos eleitos seus cargos."
http://capitalismo-social.blogspot.com.br/2016/05/ponte-para-o-nada.html


Anônimo disse...

O governo quer jogar toda a culpa pelo desastre econômico para cima da previdência, o que é uma grande mentira. É certo que a má administração e falta de fiscalização contribuíram para o rombo atual. Querer corrigir com aumento de arrecadação e aumento de tempo de serviço é exigir demais do povo brasileiro. Eles devem é cortar todos os gastos supérfluos, salários astronômicos e aposentadorias de parlamentares e fazer uma reforma para melhorar a arrecadação com uma fiscalização séria. Criar mais impostos e contribuições em cima dos trabalhadores, não.