quarta-feira, 16 de novembro de 2016

Ecocracia Indigesta


Não devemos aquiescer os ativistas, pois tem nas suas reivindicações interesses maiores que as causas que defendem.

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Claudio Belodi

Os futurólogos ambientalistas comemoram 2015 o ano de clima mais quente desde 1880.

Enumeram-se os culpados pela natureza: El Niño, emissão de gases do efeito estufa, desmatamento e urbanização. Em comento, o El Niño não é novidade a nenhum terráqueo moderno, com suas forças mais ou menos intensas, de tempos em tempos. Há também fenômenos parecidos em outras áreas oceânicas que contribuem para as nuanças climáticas.

Os gases do efeito estufa podem ter aumentado o CO2 na atmosfera, mas por outro lado vem impulsionando a conversão desse carbono em maior rapidez de crescimento da vegetação, quer seja ela natural ou cultivares para a alimentação. A maior presença de CO2 disponível não é um mal em si. O grande mal é os gases provenientes de combustíveis incombustos nas atmosferas urbanas, onde atualmente se concentra grande parte da população do planeta, com grande presença de particulados nocivos.

A urbanização é um grande mal, comparativamente aos séculos passados, dada a concentração do uso da água, de dejetos, de resíduos de toda ordem e hábitos consumistas desenfreados. Mas o maior mal é a reflectividade em razão da impermeabilização dos terrenos e da reflexão da luz solar pelas coberturas verticais e horizontais das edificações. A dissipação de calor pelo uso de energia elétrica é um dos fatores pouco discutidos, mas de efeitos relevantes. Portanto, os automotores elétricos são uma solução local, porém de efeitos deletérios em escala global.

O desmatamento, na prática melhora as condições de emissão de gases metanogênicos de poder muito mais agressivo que o dióxido de carbono. Não queremos com isso defender o desmatamento, tampouco a degradação da natureza, até porque nos biomas há outras vidas a serem preservadas, mas no balanço final, o carbono hoje lançado na atmosfera não destoa muito diferente se a superfície estivesse originalmente recoberta por florestas. O carbono artificial substituiu aquele gerado pela decomposição natural dos seres vivos – fauna e flora.

Voltando ao tema central, se em 1880, sem as grandes interferências humanas, com boa parte da população ruralizada, sem a concentração urbana, sem o consumo de combustíveis, quase sem industrialização e as florestas ainda intocadas, tivemos calor tão intenso quanto em 2015, quais as causas significativas que levaram ao registro de tamanho calor, que hoje os ambientalistas sufragam como princípio de cataclisma?

Por que em 1880 registrou-se calor tão intenso quanto em 2015? Por que em 2016 Nova Iorque registrou a segunda maior nevasca desde 1869?

A resposta é de que contra fatores da natureza a interferência humana ainda não tem significância. Tão verdade que no final de 2015 e início de 2016 ocorreram chuvas intensas e torrenciais e nevascas, mesmo atrasadas, de modo a recuperar mananciais que, na visão ambientalista, haveria que se esperar uma década para voltar à normalidade.

As anomalias climáticas não dependem e nunca dependeram de manter a naturalidade do planeta, pois o comportamento do clima é unicamente dependente de dois fatores: um intrínseco; o volume e a superfície do mar e, outro extrínseco; a intensidade solar. Portanto, tem pouca importância as mutações nos ambientes locais.

Esse tema será delineado em outro comentário, intitulado “Ambientalismo Improbus”, já no prelo. Toda a celeuma que se causa em torno das mudanças climáticas tem a ver, na verdade, com interesses de “ONGueiros” que faturam alto dos governos, instituições e contribuições dos simpatizantes mal informados.


Claudio Belodi é Empresário no setor de Tecnologia e Arquitetura Ambiental. 

Um comentário:

Anônimo disse...

Ouvi comentário que, com o desmatamento da Amazônia, há maior evaporação que provoca aumento da densidade do mar, e os ventos agora sopram de um hemisfério para outro, fazendo o clima da primavera no Brasil se assemelhar ao do outono nos Estados Unidos.