quarta-feira, 16 de novembro de 2016

Epílogo do livro "Contra Todos os Inimigos", de Richard A. Clarke


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos I. S. Azambuja

Este livro é, como eu já disse no prefácio, minha história, de acordo com minha memória.

Foi ela que me ajudou a contá-la. Eu precisava contar a vocês que nós tentamos, tentamos arduamente deter o grande ataque da al Qaeda, que os profissionais que se sentavam à mesa do Grupo de Segurança Contra-Terrorismo se importavam, e teríamos dado nossa própria vida se isso pudesse ter evitado os ataques.

Tenho de admitir que, estridente como eu era em relação à ameaça da al Qaeda, não foi em protesto que pedi demissão quando minhas recomendações para bombardear a infra-estrutura da al Qaeda foram deferidas pela administração Clinton ou meus apelos por “ações urgentes” foram ignorados pela administração Bush.

Talvez eu devesse ter feito isso. Eu precisava contar a vocês por que acho que falhei, e por que acho que a América anda está falhando na abordagem à ameaça imposta por terroristas que distorcem o Islã.

Essa ameaça não é algo que possamos derrotar apenas com prisões e detenções. Nós precisamos trabalhar com nossos amigos muçulmanos para criar uma alternativa ativa para a perversão terrorista popular do Islã. Não é algo que possamos fazer no prazo de um ano ou de uma década. Não podemos sossegar, achando que estamos sendo bem sucedidos porque temos lidado com “a maioria dos líderes conhecidos da al Qaeda” ou porque nenhum ataque grande ocorreu nos últimos tempos. al Qaeda continua recrutando, auxiliada  por nossa invasão e ocupação do Iraque. Enquanto o tempo corre, novos seguidores da al Qaeda vão ganhando força em muitos países.

O tempo está passando e, no entanto, perduram as vulnerabilidades e ataques em nosso território.

O terrorismo, que em momento algum foi abordado pelos candidatos presidenciais em 2000, será um tema importante na campanha de 2004.

Desde já, enquanto escrevo, antes dos candidatos serem definidos, o presidente Bush está dizendo ao pessoal que angaria fundos, ilogicamente, que merece dinheiro para a sua reeleição, porque “está combatendo os terroristas no Iraque, para que não tenhamos de combatê-los nas ruas da América”.

Ele nunca salienta que nossa presença no Iraque nada faz para impedir terroristas de virem para a América, mas desvia fundos que deveriam ser empregados em nossas vulnerabilidades domésticas e só facilita o recrutamento terrorista. Não obstante, os apostadores de Las Vegas e sabichões de Washington acham que Bush será facilmente reeleito.

Dá medo imaginar quantos erros mais ele fará nos próximos quatro anos para fortalecer os seguidores da al Qaeda:atacar a Síria ou o Irã, solapar o regime saudita sem um plano para um sistema de governo que o suceda?
Uma semana antes do 11 de setembro escrevi que a presidência tinha que se decidir se a al Qaeda e sua rede eram apenas um incômodo para a grande superpotência ou se ela representava uma ameaça existencial; no caso da segunda alternativa, então teríamos que agir com a devida coerência.

Apesar do 11 de setembro e dos muitos ataques da rede da al Qaeda ao redor do mundo desde então, a maioria dos norte-americanos e daqueles que estão no governo norte-americano ainda acham que a grande superpotência não pode ser derrotada por uma gangue de fanáticos religiosos que querem uma teocracia global, um califado do Século 14.

Nunca subestimem o inimigo. Nosso atual inimigo está numa empreitada a longo prazo. Eles são espertos e pacientes. Derrotá-los demandará criatividade e imaginação, assim como energia. Essa será luta dos amigos da liberdade e das liberdades civis em todo mundo.

O que aconteceu àquela equipe que tentou fazer a Casa Branca de Bush prestar atenção na al Qaeda antes de 11 de setembro e depois ficou na Situation Room naquele dia, administrando o caos, embora achasse que a Casa Branca estava prestes a ser atingida por um avião seqüestrado. Onde estão Lisa Gordon-Hagerty, Roger Cressey e Paul Kurtz?

Todos eles deixaram o governo, frustrados. Eles nunca receberam um agradecimento formal do presidente, nunca foram reconhecidos elo que fizeram antes ou em 11 de setembro. Lisa está trabalhando com materiais nucleares nos EUA. Paul anda ocupado promovendo a segurança do espaço virtual. Roger e eu prestamos consultoria a empresas privadas  preocupadas com segurança física e de informações; nós aparecemos regularmente na televisão, ainda tentando alertar sobre a al Qaeda.

E os outros? Mike Sheehan abriu mão de um emprego confortável para trabalhar no Departamento de Polícia de New York, como comissário-adjunto para antiterrorismo, para tentar proteger pessoalmente a cidade que ama. Ele pode ser visto em Wall Street ou na ponte do Brooklyn ou no túnel Lincoln checando as defesas. Randy Beers tornou-se Coordenador de Segurança Nacional da campanha de John Kerry.

Cressey, Beers e eu, estamos lecionando para alunos de pós-graduação, esperando que possamos ajudar a próxima geração de administradores de Segurança Nacional a entender o perigo de abordagens e unilaterais ao antiterrorismo. Alguns desses alunos podem, um dia, ter de tomar decisões difíceis para o nosso país na luta contra o terrorismo, pois essa batalha vai durar uma geração.

Como norte-americanos, cabe a todos nós sermos bem informados e conscienciosos, para ajudar nosso país a tomar decisões certas nesta época de duras provas. 

Todos nós precisamos nos empenhar por aquela antiga promessa de “preservar, proteger e defender a Constituição dos Estados Unidos  da América contra todos os inimigos”.

Carlos I. S. Azambuja é Historiador.

4 comentários:

Anônimo disse...






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acp

Ao lado de apresentar ao povo as barbaridades dos terroristas é necessário permitir e incentivar qiue o povo se arme e se defenda.

Os terroristas precisam enfrentar um povo em armas.

acp

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Anônimo disse...














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O EB tem, ou teve, a estratégia de resistência.

Em caso de invasão de parte do pátrio território por força não-deslocável por convencionais tropas haveria utilização de reservistas e regulares para atividades de erodição de posições.

O CIGS chegou a testar armas para tal atuação. Escolheu a carabina Puma .38

acp

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Anônimo disse...










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acp

Falso! Inexiste tal decálogo!

Nunca houve catalogação de donos de armas. Os comunas distribuíram armas às mancheias ao povo nas revoluções. Depois, tiveram de pedir que as devolvessem, pois não sabiam quem as tinha!

Ao tempo dos bolcheviques inexistiam meios de comunicação de massa, nada de rádio ou tv.

lenin era um conservador em termos sexuais.

Nunca trataram de democracia.

Nunca desmereceram a Rússia

Greves realizaram.

Eram subversivos, não podiam evitar que os czaristas contivessem a subversão, as greves, as bagunças.

Não se puseram contra a moral. Não derrubaram a honestidade. Inexistia votação de interesse dos comunas.

acp

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Anônimo disse...







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acp

Escreva um seu artigo seu a desmentir o falso decalogo de lenin que desde que a internet existe engana tolos. Aquele, sobre greves, libertinagem, armas... Nem lenin nem nenhum comuna o

escreveu.

Ou pesquise e publique artigo de outrem.

acp

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Falso! Inexiste tal decálogo!

Nunca houve catalogação de donos de armas. Os comunas distribuíram armas às mancheias ao povo nas revoluções. Depois, tiveram de pedir que as devolvessem, pois não sabiam quem as tinha!

Ao tempo dos bolcheviques inexistiam meios de comunicação de massa, nada de rádio ou tv.

lenin era um conservador em termos sexuais.

Nunca trataram de democracia.

Nunca desmereceram a Rússia

Greves realizaram.

Eram subversivos, não podiam evitar que os czaristas contivessem a subversão, as greves, as bagunças.

Não se puseram contra a moral. Não derrubaram a honestidade. Inexistia votação de interesse dos comunas.

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Escreva um seu artigo seu a desmentir o falso decalogo de lenin que desde que a internet existe engana tolos. Aquele, sobre greves, libertinagem, armas... Nem lenin nem nenhum comuna o

escreveu.

Ou pesquise e publique artigo de outrem.

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