sexta-feira, 18 de novembro de 2016

Estado Esfrangalhado


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos Henrique Abrão e Laércio Laurelli

Na terra brasilis assistimos a luta entre bandidos e mocinhos daqueles que desejam fazer prevalecer o princípio da presunção de inocência para os culpados e de culpados para os inocentes,nesse jogo de terrorismo coadjuvado pelas notícias mediáticas,nunca se viu algo no desenvolvimento corroído das instituições nacionais. O definhamento do estado e seu esfrangalhamento demonstram a inabilidade do parlamento responder à altura da sociedade civil.

Ao invés de tomarem medidas contra a corrupção preferem liberar o caixa 2 e seguir na toada da impunidade e lutar contra o abuso do poder e não com a desabrida impunidade.Dias tristes da história de um quadro recessivo e cercado de incertezas e incógnitas, cada dia um escândalo e novas prisões e agora quem são os verdadeiros responsáveis na ótica dos nossos dirigentes, a polícia, os promotores e juízes.

O tresloucado raciocínio é motivo de pouca ambição no avançar da legislação e punição severa e rigorosa para os que cometeram, ao longo dos anos, sérias irresponsabilidades inclusive de ordem fiscal. Enquanto isso rondam boatos e milhares de acontecimentos nos bastidores um frenético avanço para empurrar goela abaixo as investigações e punir os que devem investigar e inocentar os culpados pelo estado atual de falência do País.

O descrédito e desolador ambiente fruto da nossa imagem no exterior repercute fortemente na oscilação do cambio e na modificação dos investimentos. Na dicção dessa vicissitude bandidos treinados combatem mocinhos preparados uns armados de pistolas poderosas outros armados de tamanha indignação pelo futuro do Brasil.

O desentendimento é fruto de um braço de ferro nascido após as descobertas investigatórias a respeito de desvios de recursos públicos e internação no exterior. Nunca se atacou tanto e de forma contundente o poder econômico e igualmente o político, em revide querem uma legislação que puna aos encarregados pela constituição federal de exercer suas funções e apurar as responsabilidades dos nossos contumazes políticos,sorvidos na delinquência habitual e na costumeira falta de responsabilidade em termos de governabilidade e respeito à cidadania.

Entrementes para superar as trevas precisamos de luz no fundo do túnel que se abastece da resilência e da luta em comum de todos que pretendem um amanhã mais digno e menos infestado de uma corrupção de natureza sistêmica. O nosso parlamento precisa se conscientizar que a população de forma bastante expressiva disse não nas últimas eleições quase quarenta por cento de votos brancos, nulos e abstenções significando o exaurir do modelo e a falta de perspectiva para um futuro e sem esperanças para uma juventude que agora se lança de pés e mãos na luta por conquistas estudantis e de emprego.

O desemprego ameaça ultrapassar 13 milhões no próximo ano e não há perspectivas de crescimento com desenvolvimento, apenas recessão e involução do parque industrial e do poder de compra solapado pela inflação e também descontrole do cambio. Querem fazer uma nova rodada de repatriação e anistiar o caixa 2 a fim de que a nobre classe política possa ser, uma vez mais, beneficiada, não bastassem tantas desilusões a luta intestina interna é visível até nos poderes da republica que deveriam ter dignidade e uma conduta impecável para com a sociedade civil.

O que brotará desse quadro triste e sombrio é a certeza de que não
seremos mais os mesmos do passado e nem tão iguais como no presente já descortinando um futuro promissor que acompanhará passo a passo nossos políticos e suas incursões por caminhos tortuosos com o levantamento geral de um desvio de meio trilhão de reais em corrupção, sobrepreço de obras pública,no envoltório de parcerias público privadas.

O esfrangalhar do estado brasileiro coloca como prato principal o desafio pela luta de uma dignidade política mínima e que o coronelismo seja superado, as capitanias hereditárias despoluídas e os verdadeiros próceres responsabilizados pelas desumanas missões de combater mocinhos em tempos de bandidos de colarinho branco,de amantes da corrupção e eternos combatentes da republica brasileira.

O futuro dirá que a batalha pode estar a um fio do seu resultado conclusivo mas a guerra será longa e exigira vigilância permanente, portanto que todos fiquem de olhos abertos para evitarmos surpresas desagradáveis no cotidiano da vida nacional.


Carlos Henrique Abrão (na ativa) e Laércio Laurelli (aposentado) são Desembargadores do Tribunal de Justiça de São Paulo.

2 comentários:

Anônimo disse...

Existe um rabo deixado para trás e é para este rabo que ninguém atenta, o começo de tudo se encontra nos municípios onde promotores, vereadores, prefeitos, juízes e desembargadores comandam verdadeiras células mafiosas onde imperam todos os tipos de crimes bem debaixo dos narizes da população o funcionalismo publico em todas as áreas também executam o seu papel e ninguém quer quebrar esta corrente do mal...

Anônimo disse...

Se fizessem um filme tipo faroeste, da política brasileira só teria prostitutas e bandidos...nenhum mocinho, padre, xerife...