terça-feira, 15 de novembro de 2016

Estado Minimalista x Globalização Animalista

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Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos Henrique Abrão e Laércio Laurelli

Explica-se o fim de linha da classe política e seu enfraquecimento plural e gradual na medida em que a globalização tornou o Estado fraco e sem expressão na órbita da sua própria vontade. Os Estados foram,pouco a pouco,solapados pela força das corporações, num total cem delas domina todo o cenário mundial.

E aonde entra a figura da economia e torna a questão política secundária? Bem simples o estado foi pela má administração perdendo visibilidade frente à cidadania e a concentração de riqueza favoreceu aos empresários que ingressam na política.

Há exemplos no Brasil e recentemente nos EUA,com uma diferença aqui o candidato forte economicamente leva vários para ficar no mesmo guarda chuva e ampará-los nos seus respectivos mandatos. Dessa maneira, portanto, o estado minimalista tornou-se fragorosamente gigantesco e com isso fragilizado uma vez que o econômico ganhou terreno e mandou a classe política para a posição acessória.

Não seria nem tanto o horror econômico convivendo com o horror político, mas um meio termo, já que a população mundial assustada e tomada pela incerteza para a viver das promessas desses candidatos que se julgam capazes de criar emprego e manter a chama do desenvolvimento e crescimento acesa.

No caso norte americano os republicados substituem os democratas depois de oito anos de intensos trabalhos do presidente Obama, o qual não foi suficiente bem assistido para solucionar a primavera árabe, o caso grave dos refugiados e o estado islâmico. Doutro ângulo no Brasil se manifesta uma maneira do esgarçamento da maquina pública, uma vez que as benesses para empresários e classes econômicas mas desfavorecidas aniquilou a realidade com déficit público na casa de 3 trilhões de reais.

Simplesmente para fazer um consumo artificial o estado brasileiro se amparou em crédito público e ao mesmo tempo deu bolsas pelo BNDES ou isenções ainda anistias para determinadas cadeias setoriais. O resultado que hoje assistimos é o pior possível, consumidor sem renda, empresas quebradas e estado falido, foi a receita mágica que puseram em funcionamento.

Nesse estágio e com a gravidade que se vê iminente para 2017 o Banco Central, já passou do tempo, deveria retirar um pouco dos 350 bilhões das reservas cambiais para tentar resgastar a economia em estado terminal. A quebradeira geral cortou 12 milhões de empregos e já se cogita que em 2017 serão mais 2 milhões sem carteira de trabalho assinada. Imagina com uma legislação trabalhista retrógrada e que favorece sempre ao reclamante não há meio termo ou a reformamos ou então teremos poucas empresas contratando a maioria no modelo da terceirização.

E nesse período de incógnita criado e gerado pela eleição norte americana temos que o estado minimalista se fosse a diretriz da nossa economia não seria aprisionado literalmente pelas mãos selvagens e abutres do capitalismo globalizado e financista.

Há gente de peso defendendo o fim da globalização, uma espécie de desgoblalização um tipo de Brexit ampliado até suas últimas formas mas ninguém sabe prever o resultado prático dessa ruptura. A globalização venceu o Estado e o tomou como presa fácil e sem identidade, já que os problemas sociais se avolumam e os empresários chamados de sucesso que se candidato e vencem tem uma agenda sem compromissos, melhorar a vida e a dignidade de cada cidadão, sem preocupação com os pacotes internacionais ou a economia de tratados.

E nesse mergulho profundo da classe política que já se avizinha de uma Europa pós radicalização,o mais essencial é o protecionismo e evitar que refugiados entrem desesperadamente no propósito de ganhar abrigo e alcançar aos serviços sociais prestados.

O Brasil em reconstrução precisa de muita coragem, determinação e sobretudo espírito público alavanca única de esperança e redução dos contrastes sociais. E já poderia começar criando uma bolsa de precatórios com a negociação de títulos da dívida pública e ao mesmo tempo da dívida ativa, uma espécie de troca cruzada de informações para que o estado, de modo geral, e as empresas invistam e reduzam reciprocamente suas dívidas.

Seria  um investimento de altíssimo performance. Isso porque permitiria que o estado ineficiente na cobrança se torna-se viável e as dívidas que se acumulam de precatórios fossem paulatinamente pagas. De boas idéias e de ousadias dos nossos governantes precisamos incessantemente. Eis a fórmula para sairmos do marasmo e ingressarmos na gestão responsável do setor público.


Carlos Henrique Abrão (ativa) e Laércio Laurelli (aposentado) são Desembargadores do Tribunal de Justiça de São Paulo.

Um comentário:

Luciferiano x disse...

A nova ordem mundial está aqui!