segunda-feira, 7 de novembro de 2016

O combate psicológico na fase preparatória da Guerra Irregular


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos I. S. Azambuja

Se, por um lado, a propaganda deve comunicar a realidade da idéia ao guerrilheiro e à terceira pessoa indecisa (que deve ser conquistada), pela idéia pela qual o guerrilheiro está pronto para lutar) ela também serve para criar no campo adversário, antes que qualquer violência ocorra – eu cito Carlos Marighela – “uma atmosfera de nervosismo, desconfiança, insegurança, incerteza e preocupação” de medo e insatisfação.

Poder-se-á chamar a propaganda que serve à primeira finalidade de construtiva, e a que serve à última, de subversiva.

A propaganda subversiva pretende basicamente aterrorizar e dissuadir. Para esse fim existem os mais diversificados instrumentos. O mais efetivo consiste em destacar a falta de êxito da política adversária. Sucesso e fracasso desempenham um papel decisivo na propaganda. “Quando não há sucesso que possa ser difundido, a propaganda passa a ser u instrumento fraco”.

A grande arte da propaganda está em transformar os êxitos dos adversários em fracassos e os próprios fracassos em êxitos. Há, aí, então, apenas u pequeno passo separando tais distorções na avaliação de fatos objetivos de relatos falsos e mentiras, os quais Marighela avalia  como o topo da lista dos instrumentos de propaganda subversiva, e que, acredita ele, constituem algo “de que qualquer um pode participar”.

Como exemplos de mentira a serviço da propaganda subversiva, Marighela aponta, entre outros: 1) falsos relatos de autoridades, através do telefone dos Correios, “inclusive informações sobre bombas colocadas, atos terroristas em escritórios públicos e outros lugares, sobre seqüestros planejados, assassinatos, etc”, entregando planos falsos à Polícia para desviar sua atenção. 2) proliferação de boatos destruidores  comprometendo personalidades de cúpula, explorando erros e fracassos do lado adversário. 3) relatos de violações da lei e atos de violência do inimigo, “contra embaixadas estrangeiras, Nações Unidas, Nunciatura papal, comissões de legislação internacional que defendem os direitos humanos e a liberdade de imprensa”.

Se a guerra irregular vai ser conduzida por razões nacionais, um dos instrumentos da guerra psicológica da fase preparatória é a propaganda subversiva orientada para as tropas inimigas, mas se os objetivos forem de natureza social-revolucionária, a propaganda busca a promoção planejada de um crescimento da criminalidade sem características políticas identificáveis.

As demonstrações públicas já foram mencionadas em outra passagem. São meios eficazes de enfraquecer o poder e a vontade de resistir do adversário. O mesmo se aplica à incitação a greves salariais, greves legais ou ilegais em núcleos de trabalho, escolas, universidades para – volto a citar Carlos Marighela – “infligir danos ao inimigo através de interrupções de trabalho e boicotes estudantis”. O que Marighela diz a respeito de greves se aplica a todos esses instrumentos: as preparações devem ser feitas “de tal modo que nenhum traço de identificação permaneça para reconhecer a ação.

Uma greve tem êxito quando é preparada e organizada secretamente por um pequeno grupo, em que também os métodos permanecem secretos”. Essa guerra psicológica acabará escalando em uma guerra de nervos, a qual – de acordo com Marighela – explora os meios de comunicação de massa e informação oralmente transmitida para desmoralizar os governos – o que, para Marighela, corresponde ao inimigo.

Resistência exige sacrifícios. O objetivo de enfraquecer a capacidade e a vontade do inimigo de resistir terá sido atingido quando sua presteza em se sacrificar tiver definhado. Isso, de qualquer maneira, é um dos objetivos da guerra psicológica na fase preparatória da guerra irregular. O sacrifício necessário a defender contra um ataque guerrilheiro tem que parecer desnecessário e inútil e também que esse sacrifício beneficia somente um grupo privilegiado de pessoas que não estão dispostas a sacrifícios iguais ou semelhantes àqueles exigidos aos não-privilegiados.

Sacrifício significa desistir de alguma coisa. Desse modo, a renúncia forçada ou voluntária do inimigo a alguma coisa será denunciada como tola e artificial, e os guerrilheiros pregarão aos jovens do campo adversário que uma vida integral – viva e deixe viver – mediante a auto-entrega aos instintos e desejos do momento, é a palavra atual da sabedoria.

O objetivo da guerra psicológica na fase preparatória da guerra irregular é enfraquecer a força de vontade nas fileiras do inimigo em todas as áreas e reduzir a sua capacidade intelectual e física. Um dos meios para esse fim – e assim consiste em um instrumento da guerra psicológica – pode se promover sistematicamente o consumo de drogas de todos os tipos, junto ao inimigo; do álcool à heroína. “O tráfico de drogas”, - diz um manual de instruções de combate de guerrilha urbana, sem qualquer classificação de ano ou local de publicação – tem, para nós, um duplo propósito. Trata-se de um método simples de obter os volumes de dinheiro necessários à condução da luta e, ao mesmo tempo, servem para desmoralizar por completo o inimigo, que é o nosso objetivo”.

Essa frase, de uma publicação relativamente recente, lembra duas teses do filósofo chinês Sun Tzu, que apresentou 13 regras de guerra psicológica ha 2.500 anos. A décima e a décima primeira dessas regras estabelecem: “inutilizar a vontade dos combatentes inimigos através de canções sensuais e enviar-lhes prostitutas para completar o trabalho de deterioração”.

Carlos I. S. Azambuja é Historiador.

4 comentários:

Anônimo disse...




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acp

Ao lado de apresentar ao povo as barbaridades dos terroristas é necessário permitir e incentivar qiue o povo se arme e se defenda.

Os terroristas precisam enfrentar um povo em armas.

acp

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Anônimo disse...











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acp

O EB tem, ou teve, a estratégia de resistência.

Em caso de invasão de parte do pátrio território por força não-deslocável por convencionais tropas haveria utilização de reservistas e regulares para atividades de erodição de posições.

O CIGS chegou a testar armas para tal atuação. Escolheu a carabina Puma .38

acp

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Anônimo disse...








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acp

Falso! Inexiste tal decálogo!

Nunca houve catalogação de donos de armas. Os comunas distribuíram armas às mancheias ao povo nas revoluções. Depois, tiveram de pedir que as devolvessem, pois não sabiam quem as tinha!

Ao tempo dos bolcheviques inexistiam meios de comunicação de massa, nada de rádio ou tv.

lenin era um conservador em termos sexuais.

Nunca trataram de democracia.

Nunca desmereceram a Rússia

Greves realizaram.

Eram subversivos, não podiam evitar que os czaristas contivessem a subversão, as greves, as bagunças.

Não se puseram contra a moral. Não derrubaram a honestidade. Inexistia votação de interesse dos comunas.

acp

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Anônimo disse...






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acp

Escreva um seu artigo seu a desmentir o falso decalogo de lenin que desde que a internet existe engana tolos. Aquele, sobre greves, libertinagem, armas... Nem lenin nem nenhum comuna o

escreveu.

Ou pesquise e publique artigo de outrem.

acp

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acp

Falso! Inexiste tal decálogo!

Nunca houve catalogação de donos de armas. Os comunas distribuíram armas às mancheias ao povo nas revoluções. Depois, tiveram de pedir que as devolvessem, pois não sabiam quem as tinha!

Ao tempo dos bolcheviques inexistiam meios de comunicação de massa, nada de rádio ou tv.

lenin era um conservador em termos sexuais.

Nunca trataram de democracia.

Nunca desmereceram a Rússia

Greves realizaram.

Eram subversivos, não podiam evitar que os czaristas contivessem a subversão, as greves, as bagunças.

Não se puseram contra a moral. Não derrubaram a honestidade. Inexistia votação de interesse dos comunas.

acp

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Escreva um seu artigo seu a desmentir o falso decalogo de lenin que desde que a internet existe engana tolos. Aquele, sobre greves, libertinagem, armas... Nem lenin nem nenhum comuna o

escreveu.

Ou pesquise e publique artigo de outrem.

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