terça-feira, 15 de novembro de 2016

O Imperativo democrático


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos I. S. Azambuja

O texto abaixo é de autoria de Jorge G. Castañeda, extraído do seu livro UTOPIA DESARMADA, traduzido por Eric Nepomuceno e editado em 1993 pela Companhia de Letras. Castañeda, quando escreveu o livro, era, desde 1978, professor da Faculdade de Ciências Políticas e Sociais da Universidade Nacional Autônoma de México. É colunista de um semanário mexicano, do jornal Los Angeles Times e da revista Newsweek. É, tambérm, autor de outros livros.  Nesse livro ele aborda as intrigas, dilemas e promessas da esquerda latino-americana dos anos 60 e 70.
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Para a esquerda latino-americana a democracia nunca foi uma questão simples. Ela sofreu mais do que todos os outros setores do espectro político com a inexistência de governos democráticos, e ainda assim, só há pouco passou a dar ao assunto prioridade em sua agenda. Insistiu com freqüência em um compromisso com a democracia representativa, com o respeito aos direitos humanos e com a exclusividade da via eleitoral para se chegar ao Poder, mas ao mesmo tempo violou intermitentemente, mas de maneira flagrante, todas essas máximas no interior das próprias fileiras.

Acreditou (corretamente, embora por razões equivocadas) que, na América Latina, a democracia representativa quase sempre esteve desprovida de conteúdo. Ainda assim, concordou inúmeras vezes com transições democráticas baseadas em acordos puramente formais e burocráticos. Há pouco tempo a esquerda (re) descobriu os movimentos sociais e a sociedade civil, elevando-os até as nuvens, ao mesmo tempo que tentou obstinadamente dominá-los em todas as situações.

Qualquer análise da atitude da esquerda perante a democracia deve levar em conta todas essas contradições e oscilações. Além disso, qualquer tentativa de elaborar um programa democrático de esquerda – e para democratizá-la – deve começar pela revisão do relacionamento que manteve com a democracia ao longo da história. No passado, a esquerda esteve comprometida – de forma verdadeira, duradoura e sincera - com a democracia? Se não foi assim, ou se foi somente em parte, por que?  Qual conceito a esquerda fazia da democracia e, como na prática e na teoria, evoluiu a respeito? Qual deve ser seu programa democrático hoje? 

Para estes propósitos, os requisitos básicos da democracia são os seguintes: a disputa eleitoral pelo Poder, caracterizada por opções livres, uma certa imparcialidade, e um terreno de jogo pelo menos moderadamente equilibrado. Além disso, a democracia representativa implica o predomínio do estado de direito e a relativa independência dos poderes Judiciário e Legislativo; o respeito aos direitos humanos, pelo menos de acordo com critérios latino-americanos (ou seja, que os governos não torturem impunemente e nem permitam que outros o façam) e a defesa das liberdades básicas de imprensa, associação, manifestação e organização, inclusive a livre sindicalização, a contratação coletiva e o direito de greve.

Essa lista é suficiente: uma grande maioria dessas características básicas e simples – cada uma, é claro, envolvendo várias contradições, paradoxos perversos e conseqüência indesejadas - brilha por sua ausência em muitos países latino-americanos. Por isso é que, com poucas exceções, o problema classificatório da democracia se desvaneceu: perduram as discussões sobre os adjetivos, não sobre a definição do substantivo. 

Durante muitos anos, grande parte da esquerda desprezou olimpicamente – e equivocadamente – a democracia, considerando-a uma impostura: um mecanismo corrupto e equivocado inventado pelas elites locais e pelos agentes estrangeiros, a fim de enganar as massas e fazer com que tolerem formas de governo e de dominação contrárias aos seus interesses. Essa perspectiva era simplista, essencialmente autoritária e, numa palavra, falsa.

Por outra parte, uma boa dose do comportamento e das crenças da esquerda não foi especialmente democrática. Um setor defendia a luta armada como única via ao Poder; outro reivindicava uma ditadura do proletariado e defendia a União Soviética; outra facção argumentava que a democracia era uma meta secundária, subordinada ao desenvolvimento, à justiça econômica e social e, sobretudo, à soberania nacional.

Em nome desses postulados grandes setores da esquerda ignoraram o crescente anseio democrático. Somente quando o autoritarismo em qualquer uma das suas odiosas variantes difundiu-se ao longo do continente e afetou diretamente a esquerda, muitos de seus membros começaram a convencer-se das virtudes intrínsecas da democracia.

Carlos I. S. Azambuja é Historiador.

4 comentários:

Anônimo disse...





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acp

Ao lado de apresentar ao povo as barbaridades dos terroristas é necessário permitir e incentivar qiue o povo se arme e se defenda.

Os terroristas precisam enfrentar um povo em armas.

acp

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Anônimo disse...













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acp

O EB tem, ou teve, a estratégia de resistência.

Em caso de invasão de parte do pátrio território por força não-deslocável por convencionais tropas haveria utilização de reservistas e regulares para atividades de erodição de posições.

O CIGS chegou a testar armas para tal atuação. Escolheu a carabina Puma .38

acp

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Anônimo disse...









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acp

Falso! Inexiste tal decálogo!

Nunca houve catalogação de donos de armas. Os comunas distribuíram armas às mancheias ao povo nas revoluções. Depois, tiveram de pedir que as devolvessem, pois não sabiam quem as tinha!

Ao tempo dos bolcheviques inexistiam meios de comunicação de massa, nada de rádio ou tv.

lenin era um conservador em termos sexuais.

Nunca trataram de democracia.

Nunca desmereceram a Rússia

Greves realizaram.

Eram subversivos, não podiam evitar que os czaristas contivessem a subversão, as greves, as bagunças.

Não se puseram contra a moral. Não derrubaram a honestidade. Inexistia votação de interesse dos comunas.

acp

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Anônimo disse...







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acp

Escreva um seu artigo seu a desmentir o falso decalogo de lenin que desde que a internet existe engana tolos. Aquele, sobre greves, libertinagem, armas... Nem lenin nem nenhum comuna o

escreveu.

Ou pesquise e publique artigo de outrem.

acp

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Falso! Inexiste tal decálogo!

Nunca houve catalogação de donos de armas. Os comunas distribuíram armas às mancheias ao povo nas revoluções. Depois, tiveram de pedir que as devolvessem, pois não sabiam quem as tinha!

Ao tempo dos bolcheviques inexistiam meios de comunicação de massa, nada de rádio ou tv.

lenin era um conservador em termos sexuais.

Nunca trataram de democracia.

Nunca desmereceram a Rússia

Greves realizaram.

Eram subversivos, não podiam evitar que os czaristas contivessem a subversão, as greves, as bagunças.

Não se puseram contra a moral. Não derrubaram a honestidade. Inexistia votação de interesse dos comunas.

acp

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Escreva um seu artigo seu a desmentir o falso decalogo de lenin que desde que a internet existe engana tolos. Aquele, sobre greves, libertinagem, armas... Nem lenin nem nenhum comuna o

escreveu.

Ou pesquise e publique artigo de outrem.

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