domingo, 27 de novembro de 2016

Teoria das Elites - Uma síntese da visão dos precursores


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos I. S. Azambuja

O texto abaixo foi escrito por Anrtonio Durval Campelo Barauna, graduado em Direito pela Universidade Católica do Salvador (1991), em Administração e Filosofia pela Universidade Federal da Bahia (1985 e 2010 respectivamente). Mestre em Ciências Sociais pela Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas da Universidade Federal da Bahia. Possui Especialização em Direito Administrativo.
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No contexto político do início do Século XX, ápice do questionamento da desigualdade é que se erguem as vozes dos que asseguram ser ela “natural” e “eterna”, noção que talvez possa ser apresentada como a mais simples definição do elitismo. No sentido mais comum, o elitismo pode ser descrito como a idéia de que a igualdade social plena é impossível, e que sempre haverá um grupo mais apto a deter o Poder, uma minoria que governará uma maioria.

A idéia não é nova. Platão em “A República”concebe uma sociedade ideal a ser governada por especialistas, filósofos de rigorosa formação, conforme idealiza. Estes, tendo aprendido a verdade, seriam dali por diante guiados exclusivamente por ela, e a chegada à condição de “filósofo rei”, o governante escolhido não deixa de ser uma forma de seleção de elites.

O elitismo encara, de modo geral, a desigualdade, como fato natural. Isso pode ser demonstrado pelo tratamento dispensado pelo pensamento elitista àqueles que compõem a elite dirigente.

Do Século XIX aos dias de hoje, entretanto, a teoria das elites experimentou diversas mudanças, tendo sido alvo de sucessivas reinterpretações e apropriada de maneiras distintas.

De um conjunto de teses antigualitárias e antidemocráticas, ao menos aparentemente, ao menos aparentemente, quando observadas a partir dos padrões atuais, passou a ser tomada como uma análise realista do sistema democrático. Na formulação de seus autores e comentários mais recentes, o que o elitismo visa a demonstrar é que, com efeito, qualquer sistema político, mesmo o democrático, é dirigido por minorias.

A democracia, contudo, se distingue por ter no Poder não uma elite fechada, cristalizada em um só grupo, que se reproduz internamente, e sim aberta, renovada por um processo de livre concorrência, pelos votos do eleitorado, como deixa claro Schumpeter, por exemplo, que na década de 40 do Século XX, ao buscar definir democracia, assegura que esta constitui apenas um método para se chegar a decisões políticas através da escolha da elite governante.

Portanto, em qualquer sistema, mesmo os mais igualitários, em qualquer forma de governo, mesmo as ditas democráticas, poderia ser constituída uma classe espoliadora, pouco interferindo o modo como fosse escolhida ou alcançasse a dominância. Assim, mais importante do que impor esta ou aquela forma de eleição, muito mais importante do que escolher em nome de quem se faria a espoliação, era evitar a própria espoliação.

É certo, porém, ressalvava Pareto, “que quando a classe dominante é recrutada por hereditariedade ou por cooptação, o seu jugo é mais odioso do que quando ela é recrutada por eleição, daí não se segue, contudo, que ele seja também mais pesado. Ainda não foi devidamente demonstrado que um governo oligárquico tenha sido mais desonesto do que o da municipalidade de Nova York, eleito pelo sufrágio universal. O povo da Toscano era mais feliz e menos espoliado sob o governo absoluto de Leopoldo do que no governo constitucional atual”.

A Teoria das Elites, embora conhecida entre o final do Século XIX e início do Século XX, a partir do pensamento de Gaetano Mosca, com sua doutrina da “classe política”, Vilfredo Pareto, com a teoria da “circulação das elites” e Robert Michels com a idéia da “lei de bronze das oligarquias”, mostra-se, dessa forma, bastante atual.


Carlos I. S. Azambuja é Historiador.

5 comentários:

Anônimo disse...










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acp

Ao lado de apresentar ao povo as barbaridades dos terroristas é necessário permitir e incentivar qiue o povo se arme e se defenda.

Os terroristas precisam enfrentar um povo em armas.

acp

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Anônimo disse...


















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acp

O EB tem, ou teve, a estratégia de resistência.

Em caso de invasão de parte do pátrio território por força não-deslocável por convencionais tropas haveria utilização de reservistas e regulares para atividades de erodição de posições.

O CIGS chegou a testar armas para tal atuação. Escolheu a carabina Puma .38

acp

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Anônimo disse...














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acp

Falso! Inexiste tal decálogo!

Nunca houve catalogação de donos de armas. Os comunas distribuíram armas às mancheias ao povo nas revoluções. Depois, tiveram de pedir que as devolvessem, pois não sabiam quem as tinha!

Ao tempo dos bolcheviques inexistiam meios de comunicação de massa, nada de rádio ou tv.

lenin era um conservador em termos sexuais.

Nunca trataram de democracia.

Nunca desmereceram a Rússia

Greves realizaram.

Eram subversivos, não podiam evitar que os czaristas contivessem a subversão, as greves, as bagunças.

Não se puseram contra a moral. Não derrubaram a honestidade. Inexistia votação de interesse dos comunas.

acp

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Anônimo disse...












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acp

Escreva um seu artigo seu a desmentir o falso decalogo de lenin que desde que a internet existe engana tolos. Aquele, sobre greves, libertinagem, armas... Nem lenin nem nenhum comuna o escreveu.

Ou pesquise e publique artigo de outrem.

acp

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Falso! Inexiste tal decálogo!

Nunca houve catalogação de donos de armas. Os comunas distribuíram armas às mancheias ao povo nas revoluções. Depois, tiveram de pedir que as devolvessem, pois não sabiam quem as tinha!

Ao tempo dos bolcheviques inexistiam meios de comunicação de massa, nada de rádio ou tv.

lenin era um conservador em termos sexuais.

Nunca trataram de democracia.

Nunca desmereceram a Rússia

Greves realizaram.

Eram subversivos, não podiam evitar que os czaristas contivessem a subversão, as greves, as bagunças.

Não se puseram contra a moral. Não derrubaram a honestidade. Inexistia votação de interesse dos comunas.

acp

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Escreva um seu artigo seu a desmentir o falso decalogo de lenin que desde que a internet existe engana tolos. Aquele, sobre greves, libertinagem, armas... Nem lenin nem nenhum comuna o escreveu.

Ou pesquise e publique artigo de outrem.

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Anônimo disse...

Um médico naturalista explicou em palestra que as eras sucedem em degraus, e a estreiteza da mente humana percebe e compreende apenas o degrau em que está e os imediatamente próximos acima e abaixo, valendo o mesmo quando muda a era em que está. Se a era de Peixes (da qual estamos saindo) trouxe uma visão de fraternidade religiosa universal, com a entrada na era de Aquário se enfatiza a igualdade e o coletivo em detrimento do individual com o primado dos aspectos poílticos da existência sobre os religiosos, enquanto vai surgindo a percepção dos valores da era de Capricórnio, e se perde completamente a consciência de honra, nobreza, heroísmo e excelência da era de Áries (anterior à de Peixes). Por essa deficiência de percepção, todos os valores da era inapreenssível são analisados com malícia e desdém.