quinta-feira, 17 de novembro de 2016

Um pouco de história não faz mal a ninguém


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos I. S. Azambuja

Nos anos 80, com a luta armada no Brasil já em seus estertores, o autor desta matéria, como integrante de um Órgão de Inteligência nacional,  baseado no livro “A Luta de Classes na União Soviética” – de autoria de Charles Bettelhein e editado pela Paz e Terra - e em alguns documentos históricos, organizou o seguinte roteiro para, com os seus companheiros, buscar entender em que momento os jovens que então se dispuseram a lutar, com armas na mão,  em favor das idéias comunistas, todos , ou quase todos, com origem no Partido Comunista Brasileiro, buscaram a radicalização contra o Estado e o governo.
São citados os números das páginas que foram pesquisadas.
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37 – O Estado

49/50 – A nova classe dirigente.

52 – A igualdade “URSS x Socialismo” funciona como contra-propaganda.

55 – O papel do Partido.

85 - O Poder é uma relação entre as classes e não um objeto que se toma.

106- O Setor Militar do Partido Bolchevique, desde 1905, quando foi criado, seu papel consistia em coordenar o trabalho de propaganda bolchevique no seio do exército czarista. Entre fevereiro e outubro de 1917 criou organismos bolchevistas dentro das FF AA. A Guarda Vermelha - integrada por operários de Petrogrado – foi formada em outubro de 1917. Em março de 1918 foi formado o Exército Vermelho, por Trotski.

115 – Até o IV Congresso do POSDR- Partido Operário Social Democrata Russo – fundado em Londres, em 1907, o direito de fração era reconhecido e exercitado pelos bolcheviques, que, inclusive, tinham seu próprio jornal. Nesse IV Congresso, quando os bolcheviques se tornaram maioria, foi adotado o princípio do centralismo democrático – que implica na submissão da minoria às decisões da maioria -. Em janeiro de 1912, em Praga, uma conferência nacional expulsa os mencheviques e cria o POSDR (b) com direito a fração.

124 – “A luta de classes não desaparece sob a ditadura do proletariado. Ela simplesmente se reveste de outras formas” – Lenin.
Durante o período de transição do capitalismo ao comunismo continua a luta entre o primeiro, “vencido mas não aniquilado “ – e o segundo – “já nascido mas ainda fraco “.

129/129 – A transformação das relações entre a burguesia e o proletariado, sob a ditadura do proletariado.

141/143 – Março de 1918: nas empresas nacionalizadas, as decisões dos Comitês e Fábricas devem ser submetidas à aprovação de um Conselho Econômico Administrativo, no qual os operários não podem ser maioria. Posteriormente, o IX Congresso determinou que, daí em diante, os Comitês de Fábricas devem se dedicar, essencialmente, às questões de disciplina no trabalho, de propaganda e de educação dos trabalhadores.

144 – O princípio da eleição pela base, pelos próprios operários das fábricas, dos administradores, foi substituído pelo princípio da competência e pelo da seleção cuidadosa. Essa decisão foi justificada por Lenin (“O Infantilismo da Esquerda’ – maio de 1918): “O Poder Soviético confia a direção aos capitalistas. Não enquanto capitalistas, mas enquanto especialistas, técnicos ou organizadores, mediante salários elevados (...) Os operários sabem perfeitamente que 99% dos organizadores das grandes e gigantescas empresas, trusts ou outros estabelecimentos, pertencem à classe capitalista, e também os melhores técnicos, mas são precisamente eles que nós,do partido proletário, devemos empregar enquanto dirigentes do processo de trabalho er de organização da produção, pois não há mais ninguém que conheça a questão, na prática, por experiência (...)”  .

Daí o surgimento de uma burguesia estatal (149) que passa a apropriar-se de uma parte da mais-valia produzida pela indústria (150). Um decreto de 21 de fevereiro de 1919 fixa o salário-mínimo em 600 rublos e o ordenado máximo para o pessoal “altamente qualificado”, em 5 mil rublos, “pois abriga toda uma camada social no regime do cacete não é possível” (Relatório de Lenin ao VIII Congresso do POSDR (b), março de 1919. Em abril de 1919 as medidas adotadas no tocante aos salários dos “especialistas burgueses” foram estendidas a outros “trabalhadores responsáveis”. Decreto nesse sentido foi assinado em abril de 1919 e decide que os comissários do povo, os membros do VTsIK (Comitê Central Executivo de toda a Rússia) e alguns atos funcionários, receberão um salário de 2 mil rublos por mês, o que significa o abandono da regra segundo a qual os membros do partido não podem receber um salário superior ao de um operário (151).

Em 1920 foram instituídos os “prêmios em espécie”, constituídos de produtos alimentícios ou parte da produção das fábricas. Posteriormente a NEP (Nova Política Econômica) já sob Stalin, consolidaria essas relações de distribuição e instituiria outros “prêmios” em dinheiro, aos diretores, engenheiros, chefes, etc. Dessa firma constituiu-se concretamente uma burguesia estatal, integrada principalmente por membros da antiga burguesia (153).

167 – No IX Congresso do Partido Bolchevique – março de 1920 - foi adotada uma Resolução, segundo a qual, em regime de ditadura do proletariado, os Sindicatos não têm como tarefa principal ser um órgão de luta dos trabalhadores, mas contribuem para a “organização econômica e a educação”, e que os sindicatos deverão desempenhar suas funções não de maneira independente e “isoladamente organizados, porém como um dos aparelhos essenciais do Estado soviético, dirigido pelo PC”. A Resolução salienta que os sindicatos deverão desempenhar suas funções de administração subordinados ao conjunto do aparelho do Estado e não devem intervir diretamente na gestão das empresas.

As principais funções do sindicato são assim enumeradas: “melhoria da disciplina do trabalho por TODOS  os meios, inclusive através de tribunais disciplinares”. Os dirigentes sindicais que se recusarem a engajar-se na via traçada pela resolução dos sindicatos serão demitidos e substituídos por uma “direção política” nomeada pelo partido. O IX Congresso, na Resolução intitulada “As tarefas atuais da edificação econômica”,sistematiza e desenvolve numerosas medidas: a constituição dos “exércitos do trabalho” e a instituição do delito de “deserção do trabalho”. O ítem 18 dessa Resolução assinala: “Considerando que um grande número de operários  em busca de melhores condições de abastecimento e  muitas vezes desejosos de se entregarem à especulação, deixam por sua própria conta as empresas e se deslocam pelo país (...) o Congresso julga que uma das tarefas urgentes do Poder dos Sovietes e das organizações sindicais, lutar de maneira sistemática, organizada, obstinada e rigorosa contra a deserção do trabalho, especialmente através da publicação de listas negras de desertores punidos e, finalmente, da internação dos desertores nos campos de concentração. Constituiu-se, assim, a ditadura SOBRE o proletariado...

247 – O desenvolvimento do Exército Vermelho: a Revolução de Outubro não conduziu à organização de um exército de caráter nitidamente proletário, marcado por relações ideológicas e políticas novas, que pudesse ser um instrumento na luta pela transformação socialista das relações sociais e contra uma ascensão posterior das forças burguesas. OS Guardas Vermelhos e outros destacamentos revolucionários constituem apenas uma minoria dentro do Exército Soviético. As regras da disciplina e das relações hierárquicas do antigo Exército Czarista são mantidas. Numerosos oficiais do Exército do Czar foram incluídos no Exército vermelho. O controle político de oficiais e soldados é atribuído a Comissários do Povo.

255 – A criação e o desenvolvimento da CHEKA.

269 – A transformação das relações internas do Partido Bolchevique.

279 – Os efeitos das transformações do Partido Bolchevique sobre suas próprias condições de funcionamento,

351 – Folheto de Trotski para o IX Congresso – 29 de março/5 de abril de 1920 -.

Carlos I. S. Azambuja é Historiador.

4 comentários:

Anônimo disse...






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acp

Ao lado de apresentar ao povo as barbaridades dos terroristas é necessário permitir e incentivar qiue o povo se arme e se defenda.

Os terroristas precisam enfrentar um povo em armas.

acp

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Anônimo disse...














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acp

O EB tem, ou teve, a estratégia de resistência.

Em caso de invasão de parte do pátrio território por força não-deslocável por convencionais tropas haveria utilização de reservistas e regulares para atividades de erodição de posições.

O CIGS chegou a testar armas para tal atuação. Escolheu a carabina Puma .38

acp

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Anônimo disse...










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acp

Falso! Inexiste tal decálogo!

Nunca houve catalogação de donos de armas. Os comunas distribuíram armas às mancheias ao povo nas revoluções. Depois, tiveram de pedir que as devolvessem, pois não sabiam quem as tinha!

Ao tempo dos bolcheviques inexistiam meios de comunicação de massa, nada de rádio ou tv.

lenin era um conservador em termos sexuais.

Nunca trataram de democracia.

Nunca desmereceram a Rússia

Greves realizaram.

Eram subversivos, não podiam evitar que os czaristas contivessem a subversão, as greves, as bagunças.

Não se puseram contra a moral. Não derrubaram a honestidade. Inexistia votação de interesse dos comunas.

acp

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Anônimo disse...







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acp

Escreva um seu artigo seu a desmentir o falso decalogo de lenin que desde que a internet existe engana tolos. Aquele, sobre greves, libertinagem, armas... Nem lenin nem nenhum comuna o

escreveu.

Ou pesquise e publique artigo de outrem.

acp

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Falso! Inexiste tal decálogo!

Nunca houve catalogação de donos de armas. Os comunas distribuíram armas às mancheias ao povo nas revoluções. Depois, tiveram de pedir que as devolvessem, pois não sabiam quem as tinha!

Ao tempo dos bolcheviques inexistiam meios de comunicação de massa, nada de rádio ou tv.

lenin era um conservador em termos sexuais.

Nunca trataram de democracia.

Nunca desmereceram a Rússia

Greves realizaram.

Eram subversivos, não podiam evitar que os czaristas contivessem a subversão, as greves, as bagunças.

Não se puseram contra a moral. Não derrubaram a honestidade. Inexistia votação de interesse dos comunas.

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Escreva um seu artigo seu a desmentir o falso decalogo de lenin que desde que a internet existe engana tolos. Aquele, sobre greves, libertinagem, armas... Nem lenin nem nenhum comuna o

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