domingo, 18 de dezembro de 2016

“A farda não abafa o cidadão no peito do soldado” – Marechal Osório


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Paulo Chagas

Caros amigos: Uma intervenção militar na política é como um remédio contra a febre, ataca os sintomas, mas  não resolve os problemas. Não atinge as suas causas. Pode, no máximo,  criar condições para que a sociedade organizada os resolva e imunize a nação contra os males que a afligem. 

Em 64 foi assim e,  mesmo tendo os militares ficado no poder por 21 anos, o povo negligenciou das suas responsabilidades e preferiu tomar caminho diferente do indicado por eles. Deu no que deu. 

Não é inteligente persistir no erro, pelo contrário, o povo precisa, portanto, aprender a resolver os seus problemas e a escolher o caminho que lhe convém. 

Existem várias maneiras para fazê-lo, uma delas é errando, caindo, ralando e sofrendo as consequências dos próprios erros. 

Um bom número de brasileiros já está convencido de que a solução está em uma mudança das suas próprias atitudes e se empenha para conquistar, em definitivo, o futuro que, há tanto tempo é o horizonte almejado pelo Brasil. 

Este contingente de patriotas, descontaminado das ilusões demagógicas da utopia socialista, já demonstrou que tem capacidade e vontade para construir as bases dessa conquista. 

Os militares, cidadãos e eleitores como os demais brasileiros,  estão incorporados à esse efetivo e reconhecem o seu poder para mudar os rumos do País. 

O fato de integrar instituições armadas, com responsabilidades constitucionais bem definidas, não os afasta do exercício de direitos civis, o que lhes confere o acréscimo da sensibilidade cidadã ao dever profissional de avaliar as perspectivas de sucesso da via política para a realização do bem comum. 

A tutela tende a formar acomodados e irresponsáveis e é por isso que as FFAA, adestradas para aprender com os próprios erros, não pretendem deixar seu "disposto de expectativa" para utilizar outra via antes da vigésima quinta hora. 

Infelizmente já há quem tenha entregado os pontos e, rendidos às circunstâncias negativas, precipitadamente, pedem a aplicação dos paliativos! 

As palavras e o exemplo do maior líder militar da história brasileira e patrono da nossa Cavalaria deveriam tranquiliza-los: "Quero a ordem e a liberdade, mas quando esta perigar, minha espada estará pronta para defendê-la. As dificuldades não me quebrantam o ânimo”. 


Paulo Chagas é General de Brigada, na reserva.

11 comentários:

Sérgio Alves de Oliveira disse...

Ilustre General Paulo Chagas: Suas ponderações seriam válidas se o povo brasileiro tivesse um mínimo de politização ou perspectivas para tanto. Mas lá se vão mais de 100 anos e sempre deu tudo em "merda". A tendência sempre foi pelas escolha do pior,característica não da democracia verdadeira,porém da sua corrupção,a OCLOCRACIA. Fazendo uma analogia com a interdição civil da pessoa,que era prevista no Código Civil antes da reforma demagógica que fizeram em 2015,onde uma das causas era a "deficiência mental",ou os "loucos de todo o gênero",no CC anterior de 1917,sem dúvida os resultados apurados nas urnas deveriam equiparar o povo eleitor aos deficientes mentais,cuja consequência seria o cancelamento dos seus títulos eleitorais,numa espécie de tutela do bem comum,o que mais beneficiária exatamente esse povo despolitizado que só serve aos políticos patifes. Muitas gerações de brasileiras estarão condenadas à desgraça, caso adotada a alternativa preconizada por Vossa Excelência,ou seja,esperar pela "conscientização do povo".

Marilda Oliveira disse...

Respeito demais o General Paulo Chagas mas, não posso aceitar quando dizem: mesmo tendo os militares ficado no poder por 21 anos, o povo negligenciou das suas responsabilidades e preferiu tomar caminho diferente do indicado por eles. Deu no que deu. Não foi o povo General, é que os militares não perceberam na época com todo o aparato militar, que os grupos comunistas organizados com pele de cordeiro, tramavam contra o Estado de Direito, contra o Brasil. A verdade é que os Militares dormiram de touca e hoje fica mais fácil se desculparem inclusive porque não denunciaram veemente, o Foro de São Paulo que iniciou antes mesmo do fim do Regime Militar em 1978, quando a igreja católica protocolou em Genebra falsas acusações do regime, dando início à comissão da (in)verdade. Por que culpar o povo, meu querido General Paulo Chagas?

Sergio Soares disse...

Caramba, o dia em que eu concordar com uma linha do que diz esse general Paulo Chagas ficarei extremamente preocupado,algo estará muito errado.Ele é o CAMPEÃO do quesito "MILITAR ACOMODADO".A realidade deste senhor é totalmente turva.Perda de tempo.Se fosse uma pessoa com boas intenções deveria rever seus conceitos sobre o grande golpe no país que foi em 1889 e não em 1964.

Martim Berto Fuchs disse...

1.Quem não sabe ler nem escrever não pode ser eleitor. Este é obrigado a se decidir apenas pelo que ouve, e aí o demagogo e populista leva nítida vantagem.
2.Quem não sabe ler, escrever e nem interpretar textos, não pode sob hipótese alguma ser eleito. É inadmissível.
3.A escolha dos candidatos à cargos eletivos, não pode ficar à cargo dos donos dessas organizações criminosas cinicamente auto-denominadas partidos políticos.
Se queremos viver sob o regime democrático - poder do povo com LIBERDADE -, isto é o mínimo para um recomeço. Ou então aceitamos viver sob essa farsa que nos subjuga.

“Não vejo outro caminho que não seja, salvo que algum milagre aconteça pelas bandas do PMDB, que passar a defender a Intervenção Constitucional desde já:
1.Militares da reserva, que possuem homens cultos, patriotas e conhecedores dos nossos problemas, apoiados pelas FFAA, assumem o Poder Executivo, escolhendo entre si um líder, sem interferência de civis.
2.Extinguem todos partidos políticos formados e os em tramitação.
3.Cassam os direitos de todos políticos com mandato, em todo país, ficando as Casas Legislativas fechadas até que a Justiça Eleitoral organize a Assembléia Nacional Instituinte Exclusiva. Trabalho com prazo determinado.
3.1.Nomeiam os Ministros de Estado do Poder Executivo, não mais de 14.
3.2.Nomeiam os governadores e seus Secretários, não mais de 14.
3.3.Nomeiam os Prefeitos e seus Secretários, não mais de 14.
Único. Todos atuarão exercendo ativamente suas funções, não obstante transitórias.
4.Os políticos cassados e com ficha suja passam à ser julgados imediatamente pelos órgãos competentes, estritamente dentro das Leis vigentes. Caso os julgadores façam corpo mole como até agora, serão aposentados incontinenti e nomeados outros. Os aposentados estarão proibidos de voltar ao serviço público, seja via eleição ou concurso.
5.Revisão imediata da função e necessidade de permanecer no serviço público, em todas esferas, os concursados que detestam trabalhar e os não concursados sem capacidade e sem trabalho.
6.Para as eleições da A.N.I.E., serão aceitos todos cidadãos com ficha limpa, mesmo os atuais políticos cassados, apenas que todos como candidatos independentes e aprovados na Prova de Qualificação aplicada pela Justiça Eleitoral. Partidos políticos: extintos e proibida a formação de novos.
Único. Os que participarem da A.N.I.E. não poderão se candidatar para as eleições que se darão logo após o término da Assembléia, as quais concederão mandato de 5 anos para os novos eleitos.
7.Uma vez apuradas e confirmadas as apurações da eleição, os governos de transição à nível federal, estadual e municipal, transmitirão para os novos eleitos seus cargos.”
http://capitalismo-social.blogspot.com.br/2016/02/61-passos-para-implantacao-do-ante.html

Veronica Ruzzi disse...

As características de um povo esta diretamente relacionado com a EDUCAÇÃO a ela fornecida por aqueles que receberam o voto direto ou indireto do regime existente, e sobretudo das leis elaboradas pelas elites governantes sem a consulta ou o apoio popular. Dito isto, deve lembrar ao General que não à nenhuma semelhança da sociedade existente em 1964, com a de hoje. O que falta nas FORÇAS ARMADAS BRASILEIRAS é pura e simplesmente a humildade de reconhecer o erro cometido por permitir a volta dos EXILADOS para este país, pois era do conhecimento público que reuniões feitas principalmente em Paris na França onde a maioria dos lideres, alguns já mortos, e outros bem vivos e atuantes tiveram passe livre para retornar, quando esta decisão cabia somente ao governo daquela época, independente do clamor de alguns para o seu retorno. Enquanto as FORÇAS ARMADAS BRASILEIRAS que não querem, e não tem coragem de reconhecer com humildade o erro cometido, e enterrar para todo o sempre este episódio, vamos pelo resto dos tempos sempre ouvir a mesma ladainha de desculpas da falta de ação por parte daqueles que CONSTITUCIONALMENTE deveriam proteger o seu povo e seu país.

Anônimo disse...

Cleonice I Ferreira disse:
Excelentíssimo General Paulo Chagas, é muito fácil colocar a culpa toda em cima do povo. Mais de 90% (noventa por cento) do povo está refém do crime desorganizado, todos os brasileiros têm consciência disso. Sabem muito bem qual o Banco que faz toda a lavagem do dinheiro, pois foi alardeado em noticiário do mundo todo.
Caríssimo General, não foi o povo que teve um informante com nome de "BOI e BARBA".
Não foi o povo quem legalizou o "Partido dos Trabalhadores". Não foi o povo quem deu anistia ampla e irrestrita aos terroristas.
Por que os Tribunais Eleitorais aprovam candidatos que não servem para o bem do nosso país?
Como são possíveis tantos desvios de Bilhões dos cofres públicos? Onde estão as Instituições responsáveis em fiscalizarem o uso do dinheiro público (TRIBUNAIS DE CONTAS, PROCURADORIAS, MINISTÉRIOS PÚBLICOS E OUTROS...)?
Se o povo é capaz de governar a si próprio faz-se urgente extinguir todas as Instituições.
Segundo o conceituado Jornal Financial Times publicou em dois editoriais em poucos meses atrás que "O BRASIL VIVE NA ECONOMIA E NA POLÍTICA UM FILME DE TERROR SEM FIM" e "BRASIL É UM PACIENTE EM FASE TERMINAL". Tudo vem piorando muito, Brasil rolando ladeira abaixo.
Quando o Senhor afirma que o povo negligenciou das suas responsabilidades está incluindo todos. É meia verdade. Existe uma parcela da população que trabalhou e trabalha duro pelo Brasil.
Excelentíssimo General Paulo Chagas, existe dois tipos de cidadãos brasileiros: 1- Aqueles que pagam por tudo que precisam com seu trabalho e não tem direito a nada. 2- E aqueles que não trabalham e ganham tudo de graça. Quem são os responsáveis por perpetuar estes que não têm deveres para nada e são cheios de direitos?
Minha avó afirmava o provérbio: “águas passadas não movem moinho”. Acusações e discussões intermináveis não servem à nação brasileira. Fazem-se urgentes ações positivas para extinguir qualquer traço de corrupção em nosso país, eliminando o apartheid de dois cidadãos, para existir apenas o cidadão com seus deveres cumpridos e direitos reconhecidos.
O que escuto no meio do povo é uma descrença generalizada em todas as Instituições. Quando chegamos a este ponto podemos afirmar que está tudo perdido e podemos esperar por tempos cheios de incertezas e anarquia generalizada.
O povo tem plena consciência do que acontece em nosso país.

Anônimo disse...

VAMOS INTERVIR NAS FFAA, MANDE ESTE LADRÃO MAFIOSO PUBLICAR O QUANTO E POR QUANTAS GERAÇÕES VEM ROUBANDO UM POVO COM SEUS MILIONARIOS SALARIOS E PREVILÉGIOS... E O PIOR QUE É PROTEGIDO POR POLITICOS, MAÇONARIA E JUDICIARIO... A UNICA INTERVENÇÃO QUE INTERESSA AO POVO É QUE PAREM DE ENFIAER NOSSAS RIQUEZAS NO CÚ DESSES FDP...

Anônimo disse...

O tempo não para!
General já estamos na trigésima hora...
Pra se chegar a General estuda-se tanto que não vejo como generais não consigam perceber que a hora está atrasada mais de 10 anos.
Precisa o povo inculto mas não burro, mostrar aos generais cultos mas burros?


sanconiaton

Marcos Braga disse...

Claro, General, Claro. Foi o povo brasileiro, que acabou com o ensino clássico, naquela reforma da educação, nos anos 1969/1970, empurrando as futuras gerações à ignorância.
Claro, General, claro. Foi o povo brasileiro, que entregou as universidades públicas aos intelectuais orgânicos, frustrando a boa formação das futuras gerações de professores, encarregados do ensino das crianças e adolescentes das gerações futuras.
Claro, General, claro. Foi o povo brasileiro, que obrigou os empresários brasileiros a associarem-se ao capital estrangeiro, se quisessem participar do projeto de construção da indústria de base do PND1.
Claro, General, claro. Foi o povo brasileiro, que construiu os escândalos da CAPEMI e da Caderneta Delfim.
Claro, General, claro. Foi o povo brasileiro, que estimulou a criação do cartel das montadoras de automóveis, culminando na Autolatina e na impossibilidade de, hoje, o Brasil ter um mercado automobilístico interno competitivo.
Claro, General, claro. Foi o povo brasileiro, que entregou o governo do país com um índice de inflação de 365% ao ano. Enquanto o Chile ...
Claro, General, claro. Foi o povo brasileiro, que garantiu e legitimou o golpe de gabinete de 1984, através do qual garantiu-se a posse, ilegal e ilegitimamente, na Presidência da República, do criminoso José Sarney.
Claro, General, claro. (Coloque aqui a sua observação, leitor.)

Agradeço vossa atenção.
Com os meus cumprimentos.
Marcos Braga

Anônimo disse...

O tempo não para!
General já estamos na trigésima hora...
Pra se chegar a General estuda-se tanto que não vejo como generais não consigam perceber que a hora está atrasada mais de 10 anos.
Precisa o povo inculto mas não burro, mostrar aos generais cultos mas burros?


sancomiaton

Anônimo disse...

Um Editorial Híbrido para uma Política Híbrida
DefesaNet 19 Dezembro 2016


Os leitores de DefesaNet já conhecem o termo Guerra Híbrida. O confronto dos homens, a que chamamos Guerra, como é feita ao longo dos Séculos, só que com todos os truques e artimanhas aprendidos pelos homens ao longos dos tempos.

O momento político brasileiro está próximo ao de uma “Política Híbrida”, pois temos tudo que caracteriza o termo: guerra informacional, atos de terrorismo, emprego da criminalidade e o uso de forças convencionais.

Alguns dos atores desta Política Híbrida, não são mais que criminosos comuns, agindo com fins não só políticos, mas criminais como tentativas de ataques ao Real. Estes conduzidos por blogs controlados por agentes financeiros.

Passando a identificação dos itens que caracterizam a Política Híbrida, temos:

- A entrevista, não concedida, pelo Comandante do Exército Brasileiro GenEx Eduardo Villas Bôas, publicada em OESP, por uma jornalista “jobinete”, em uma pauta com claro intuito de criar uma cisão entre a Força e grandes grupos incluindo a reserva e os “intervencionistas”;(Link: http://www.defesanet.com.br/crise/noticia/24306/Gen-Villas-Boas---%E2%80%98Malucos%E2%80%99-apoiam-intervencao/ )


- Fato este tornado possível pela incompetente assessoria do GenEx Villas Boas, imposta por um familiar;

- Por falar no próprio Jobim, hoje está voltado às atividades espirituais psicografando as instruções de Márcio Thomas Bastos, para salvar as empreiteiras e o Partido dos Trabalhadores;

- A Guerrilha Urbana, que aconteceu, em Brasília DF (13DEZ2016), mostrou uma preparação e agressividade inaudita. Muitas ordens soavam em espanhol;(Link: https://twitter.com/DefesaNet/status/808810046536695809 )

- O Gabinete de Segurança Institucional (GSI) atuou como “anjo”, dos novos Guerrilheiros Urbanos, enviando papel higiênico, para limpar as remelas e as bundinhas dos jovens guerrilheiros. Impediu que 62 guerrilheiros fossem atuados pelo artigo 20 ( LEI Nº 7.170). Define os crimes contra a segurança nacional, a ordem política e social, estabelece seu processo e julgamento e dá outras providências. Pena 3 a 10 anos de prisão. Obrigaram os delegados a adotar o artigo 163, do Código Penal. (Destruir patrimônio alheio 1 a 6 meses de prisão ou multa;

- Ficamos devendo uma explicação à Força Policial Militar, homens e mulheres, atingidos pela violência planejada e organizada; (Link: https://twitter.com/DefesaNet/status/808820023770935296 )

- O juiz Sérgio Moro que permitiu a viagem dos Senhor Luiz Inácio e Sra Dilma Rousseff à La Habana, sob o pretexto dos funerais de Fidel Castro. Uma clara preparação para ações insurrecionais futuras no Brasil, como a ocorrida dia 13DEZ2016;

- Também uma reunião onde se tece a fina corda onde será enforcada a Lava-Jato e os seus participantes (Juíz Moro e procuradores);

- E meios de imprensa que agem incitando a desordem e confronto, não falamos de blogs, mas Rede Globo, GloboNews, Folha de São Paulo, etc. Abdicaram da responsabilidade pelo ativismo. Alguns pelo jornalismo de resultados ($$$) outros pelo ativismo político irresponsável (Folha de São Paulo);(Linkc: http://www.defesanet.com.br/defesa/noticia/24367/Militares---Aposentadoria-e-mais-generosa-no-Brasil/ )

- Imprensa, Procuradoria Geral da República e Supremo Tribuna Federal saíram em corrida contra um plano de ação contra a Maconha pelo Ministro da Justiça. A Maconha está prestes a tornar-se um monopólio da gangue criminosa PCC, que está invadindo e eliminando os opositores no Paraguai. (Link: http://www.defesanet.com.br/pcc/noticia/24362/Maconha---Ministro-Justica-quer-erradicar-comercio-e-uso-no-Brasil/ e Link: http://www.defesanet.com.br/pcc/noticia/24331/FARC-EP---Rebeliao-Comandantes-preferem-o-Narcotrafico/ )

Como os leitores podem notar, nestes poucos exemplos, temos todos os ingredientes para uma Guerra (ops) Política Híbrida no Brasil.