quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

A Hidra Vermelha chamada Marxismo


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos I. S. Azambuja

O texto abaixo foi escrito por Ricardo Gustavo Garcia de Mello

O marxismo ainda medra e abunda no mundo e um dos motivos do seu sucesso se deve não só pela capacidade da intelligentsia esquerdista saber aclimatar o marxismo às diferentes formações sociais, mas a própria elasticidade do termo marxismo.

O marxismo pode ser concebido como: as ideias de Karl Marx (1818-1883), as ideias dos diferentes intérpretes de Marx, as ideologias comunistas, socialistas e nacionalistas embasadas no pensamento marxista as organizações e movimentos subversivos classistas, racistas e sexistas que se utilizam do ideário marxista, etc.

Justamente esta capacidade do marxismo de se adaptar às diferentes situações sociais e circunstâncias espaço-temporais demonstra que suas ideias detém o poder de englobar diferentes idéias e exigências, já que o seu ideal político redentor, “Trabalhadores do mundo, uni-vos, vós não tendes nada a perder a não ser vossos grilhões” que pode ser também traduzido por: Oprimidos do mundo, uni-vos, vós não tendes nada a perder a não ser vossos grilhões, tornando o marxismo uma importante referência teórica para grupos e pessoas revoltadas de todo o mundo, sendo o marxismo um movimento globalista formado por diferentes organizações e ideias que estão unidas pela subversão.

Devido a tal força subversiva Raymond Aron (1905-1983) em seu ensaio O Impacto do Marxismo no Século XX atribuiu ao termo marxismo o mesmo sentido do termo impacto para tratar da forte impressão, colisão ou choque subversivo que o marxismo causa ao entrar em contato com a realidade social. O termo marxismo de acordo com Aron abarca uma imensidão de significados e sentidos, sendo difícil de delimitar os limites do seu terreno de pensamento e ação, o que torna difícil traçar uma definição para o próprio marxismo.

“A expressão “marxismo”, além disso, é quase tão equívoca quanto “impacto”. Na verdade, marxismo pode indicar: 1) as idéias de próprio Marx, reconstituídas pelo historiador que procura compreendê-las em relação com o homem e suas épocas 2) as idéias de Marx, interpretadas pelas várias escolas “marxistas”, em relação com sua própria época, seus problemas, suas metas 3) os movimentos sociais, os partidos de oposição e os partido no poder, que pretendem agir ou governar de acordo com as idéias marxistas.” [ARON,1966, p.17]

O marxismo além de indicar as próprias ideias de Karl Marx, também compreende as diversas linhas de pensamento, intelectuais, movimentos sociais, partidos, governos e ideologias que pretender interpretar, transformar e governar com as idéias de Marx.

O marxismo mesmo se restringindo às ideias e obras de Marx e Engels apresentadas na própria letra dos autores, ainda assim são freqüentes as diferenças que se estabelecem entre os conceitos do “Jovem Marx” e do “Velho Marx”. E os conceitos e as relações entre a infraestrutura (vida material) e a superestrutura (vida política e cultura) que são ainda hoje fonte de controvérsias infindáveis. Se existem diferenças e polêmicas intermináveis nas interpretações dos conceitos e ideias presentes nas próprias obras de Marx e Engels, quem dirá a diferença de interpretações e apropriação das ideias de Marx, por movimentos sociais, partidos, governos e organizações que pretendem orientar a sua práxis pelo ideário marxista.  

Segundo Raymond Aron: “[...] entre as idéias que os porta-vozes dos movimentos marxistas atribuem a Marx e os próprios movimentos, há necessariamente uma relação dialética. Todo movimento cria seu próprio marxismo, ou lê ao seu modo os escritos de Marx, tal como toda seita religiosa tem seu estilo de interpretar os Evangelhos, embora naturalmente os textos influenciem o ser e a consciência do leitor...” [ARON, p.1966, p.17-8]

Todo movimento esquerdista realiza uma apropriação particular das ideias de Marx, as adaptando a determinada situação e interesse, criando ao seu modo a sua ideologia marxista.

O termo marxismo engloba diversas teorias, políticas, ideologias, movimentos sociais e personalidades intelectuais e políticas que estão unidas, apesar das diferenças, não por um partido, mas pela afinidade com as ideias de Marx: a fé cega na revolução e a postura subversiva frente aos valores nucleares (a família, a religião, a propriedade e a ordem).

Como observou Olavo de Carvalho em seu debate com Alaor Caffé Alves em 19 de novembro de 2003 na Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo. “[...] o marxismo não é uma filosofia política, não é uma economia, não é um partido político, não é nenhuma dessas coisas isoladamente, mas é uma cultura, no sentido antropológico do termo. Uma cultura significa um universo inteiro, um complexo inteiro de crenças, símbolos, discursos, reações humanas, sentimentos, lendas, mitos, sentimentos de solidariedade, esquemas de ação e, sobretudo, dispositivos de autopreservação e de autodefesa. Para toda cultura existente, o desafio número um é a sua autopreservação. Isto quer dizer que o marxismo, ao longo de sua história, desenvolveu uma infinidade de meios de autopreservação...”

Sendo o marxismo um organismo contra-cultural em relação aos valores nucleares da civilização ocidental - a família monogâmica, a propriedade privada, a religião judaico-cristã e a Ordem democrática liberal - a melhor definição que podemos dar a este organismo contraditório e múltiplo que necessita se expandir para se preservar é a definição de hidra vermelha.

O termo hidra vermelha cunhado por Carlos Azambuja para expressar e retratar com precisão o movimento subversivo que une as diferentes organizações esquerdistas, se adequa perfeitamente para descrever o que é o marxismo. A Hidra é um monstro com um corpo de dragão e com diversas cabeças de serpente, sendo seu veneno tão poderoso que mata os homens apenas com o seu hálito e caso alguém corte uma das suas cabeças, duas nasceram no lugar. Por isto defino o marxismo como Hidra vermelha.

Hidra vermelha é mais do que uma ilustração ou figura de linguagem é um conceito capaz retratar com precisão o marxismo que é um organismo subversivo policéfalo, ou seja, um organismo que possui uma multiplicidade de órgãos, tendo cada órgão a sua própria cabeça, se diferenciando daqueles que conceituam os movimentos totalitários como polvo, que é composto por uma grande cabeça que estende os seus tentáculos. A Hidra vermelha é uma multiplicidade de organizações, cada qual com o seu quadro de intelectuais e políticos unidos pela subversão que a caracteriza.

Carlos I. S. Azambuja é Historiador.

6 comentários:

Anônimo disse...


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acp

O marxismo ainda medra e abunda no mundo

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Anônimo disse...













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Ao lado de apresentar ao povo as barbaridades dos terroristas é necessário permitir e incentivar qiue o povo se arme e se defenda.

Os terroristas precisam enfrentar um povo em armas.

acp

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Anônimo disse...





















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O EB tem, ou teve, a estratégia de resistência.

Em caso de invasão de parte do pátrio território por força não-deslocável por convencionais tropas haveria utilização de reservistas e regulares para atividades de erodição de posições.

O CIGS chegou a testar armas para tal atuação. Escolheu a carabina Puma .38

acp

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Anônimo disse...

















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acp

Falso! Inexiste tal decálogo!

Nunca houve catalogação de donos de armas. Os comunas distribuíram armas às mancheias ao povo nas revoluções. Depois, tiveram de pedir que as devolvessem, pois não sabiam quem as tinha!

Ao tempo dos bolcheviques inexistiam meios de comunicação de massa, nada de rádio ou tv.

lenin era um conservador em termos sexuais.

Nunca trataram de democracia.

Nunca desmereceram a Rússia

Greves realizaram.

Eram subversivos, não podiam evitar que os czaristas contivessem a subversão, as greves, as bagunças.

Não se puseram contra a moral. Não derrubaram a honestidade. Inexistia votação de interesse dos comunas.

acp

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Anônimo disse...















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Escreva um seu artigo seu a desmentir o falso decalogo de lenin que desde que a internet existe engana tolos. Aquele, sobre greves, libertinagem, armas... Nem lenin nem nenhum comuna o escreveu.

Ou pesquise e publique artigo de outrem.

acp

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Falso! Inexiste tal decálogo!

Nunca houve catalogação de donos de armas. Os comunas distribuíram armas às mancheias ao povo nas revoluções. Depois, tiveram de pedir que as devolvessem, pois não sabiam quem as tinha!

Ao tempo dos bolcheviques inexistiam meios de comunicação de massa, nada de rádio ou tv.

lenin era um conservador em termos sexuais.

Nunca trataram de democracia.

Nunca desmereceram a Rússia

Greves realizaram.

Eram subversivos, não podiam evitar que os czaristas contivessem a subversão, as greves, as bagunças.

Não se puseram contra a moral. Não derrubaram a honestidade. Inexistia votação de interesse dos comunas.

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Escreva um seu artigo seu a desmentir o falso decalogo de lenin que desde que a internet existe engana tolos. Aquele, sobre greves, libertinagem, armas... Nem lenin nem nenhum comuna o escreveu.

Ou pesquise e publique artigo de outrem.

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Anônimo disse...

O marxismo estimula de maneira permanente o que existe de pior na natureza humana, tachando de elitista qualquer esforço para retirar as nuvens que impedem de ver a luz em nossa natureza que partilhamos com a essência divina. Podemos reconhecer a inversão revolucionária como o erro que Nossa Senhora em Fátima disse que a Rússia espalharia pelo mundo, cuja extensão e alcance eram difíceis de avaliar à época da aparição.