terça-feira, 13 de dezembro de 2016

ADSUMUS (Aqui Estamos)


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Aileda de Mattos Oliveira

Quando se fala em Fuzileiros Navais, não há quem não pense, de imediato, na tradicional Banda Marcial, nos seus integrantes de jaquetão vermelho, gorro de fita, e no belo espetáculo de técnica e evoluções em que são senhores absolutos. Mas, há, ainda, a Banda Sinfônica, que conquista as plateias pela excepcional competência de seus componentes, e patenteia os fuzileiros como vocacionados instrumentalistas. 

Vamos mais além. Falemos dos combatentes das operações anfíbias que integram os Batalhões Riachuelo, Humaitá e Paissandu, instalados na Ilha do Governador, a outrora e colonial Paranapuã, juntamente com o Batalhão Tonelero, de Operações Especiais, bases nas quais é formada a elite de profissionais da Marinha destinada a defender a soberania da nação em terra e no mar.

Recuando no tempo, chegamos à D. Maria I, que a História nos conta que longe estava de ser uma rainha serena e justa. No entanto, em momentos de visão em relação à defesa da Coroa e dos membros da realeza, criou, por Alvará, de 28 de março de 1797, a Brigada Real da Marinha, sobre a qual recaía a responsabilidade da proteção militar de suas naus.

Defesa executada por um Corpo de Artilheiros-Marinheiros e de Fuzileiros-Marinheiros, quis D. Maria I transformar essa organização híbrida numa unidade de forças, que estivesse apta a executar, com eficiência, a tarefa anfíbia (termo atual), que sabia ser de maior importância na travessia do oceano e na de sua chegada em terras coloniais.

Aqui desembarcando, em 1808, tendo sob a sua guarda a Família Real que transmigrava para o Brasil, a Brigada logo se pôs em atuação vitoriosa nos vários conflitos que marcaram a formação do país. Um ano após, ocupava a Fortaleza de São José da Ilha das Cobras tornando-a sua sede e que continua a abrigar, nos dias atuais, o Comando-Geral do Corpo de Fuzileiros Navais.

D. Maria I sequer imaginava que deixaria plantada na Colônia, a semente de uma Corporação que viria a se tornar uma das mais completas, congregando a nata de combatentes em termos de adestramento, arrojo e competência.

No dia 13 de dezembro, data do nascimento de Joaquim Marques Lisboa, Almirante e Marquês de Tamandaré, Patrono da Marinha do Brasil, comemora-se o Dia do Marinheiro, não como graduação subalterna da hierarquia naval, mas como símbolo de iniciação, de devotamento e identidade profissional.

Cumprimentamos esses combatentes de altíssimo padrão técnico, preparados para manter soberana a nação brasileira e aos componentes da Armada, independente de posto, pois devemos a todos a proteção da Amazônia Azul, a vigilância da Amazônia Verde e o trabalho de atendimento humanitário às populações ribeirinhas nessa mesma Região e em outros locais necessitados de assistência pública.

A todos os militares da Marinha do Brasil que, revivificando os aspectos históricos do passado, tornaram-nos lastros para o contínuo desenvolvimento naval brasileiro, os agradecimentos dos patriotas brasileiros.

Adsumus.


Aileda de Mattos Oliveira é Dr.ª em Língua Portuguesa. Acadêmica Fundadora da ABD. Membro do CEBRES.

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