terça-feira, 27 de dezembro de 2016

Assassinatos Americanos


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos I. S. Azambuja

O texto abaixo foi transcrito da segunda edição do livro ”Democracia e Secretismo”, impresso em Lisboa, em 2002, pela Editora Publicações Europa-América - de autoria de Oswald Le Winter. Ele nasceu em Viena, Áustria, e foi para os EUA em 1939, como parte de um esforço para resgatar crianças judaicas das condições perigosas de Viena após a anexação da Áustria pela Alemanha nazista.

O dr OSWALD LE WINTER faleceu em 2013. Na Introdução, ele escreveu: “Este livro contém uma quantidade enorme de informações provocadoras. Se está dependente da visão do mundo que tem atualmente, não continue a ler. Se sente que não pode suportar emocionalmente o que está a acontecer na realidade deste mundo, não continue a ler. Porém, se decidir continuar, tenha a certeza de que não há nada a temer. A liberdade depende do conhecimento. O secretismo é inimigo do conhecimento e, portanto, é inimigo da liberdade”.

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​O Século XX chegou ao fim e não se ouviu falar daqueles que causaram assassinatos políticos. Existem dois lados da História? Se é assim, até onde podemos entrar no Século XXI para ouvirmos AS SUAS versões? E as pessoas comuns aceitarão as explicações?
     
Eis alguns itens que têm de ser debatidos:

     
SE houvesse ma população bem educada com quem falar, bem fundamentada em Finanças e História, e SE essas pessoas escutassem atentamente, poderiam aqueles que se dedicaram ao homicídio político apresentar um caso ponderado e persuasivo? Através da sua imprensa monopolista, o PODER POLÍTICO faz-nos uma lavagem cerebral diária, com os seus pontos de vista, em todos os tipos de assuntos. Por que é que não poderiam passar sem   apresentarem as suas justificativas para se salvaguardarem através de assassinatos políticos? Será porque seríamos estúpidos demais para compreender? Ou será porque poderia por em perigo a elite dos Poderes?
    
E porque é que têm que estar sempre a nos dizer que foi “um doido, um assassino solitário”, que fez o trabalho?
    
- O Assassinato do Presidente John Kennedy, 963:
        
Ele estava interferindo no Cartel do Petróleo. Queria acabar com o truque o IRS, que os favorecia na ajuda do esgotamento do petróleo. Ele queria DINHEIRO A SÉRIO, não papel higiênico da Reserva Federal, uma instituição monetária privada, disfarçada de Banco Central do Governo dos EUA. Um punhado de famílias que dominantes da  Reserva Federal lucram com a entrega de “dinheiro” em notas da Reserva Federal, disfarçado de “dólar norte-americano”, Contrariando a Constituição dos EUA, a Reserva Federal cobra juros pela emissão de papel-moeda, beneficiando essas famílias dominantes.
     
Kennedy foi o primeiro presidente católico dos EUA. Embora se afirmasse apenas nominalmente católico, percebeu-se que estava debaixo da alçada do Vaticano. Porém, violou a Lei do Cânone da Igreja ao concretizar o ataque a outro país católico, nomeadamente, Cuba. Mais tarde, algumas pessoas explicaram que JFK foi enganado na invasão abortada na Baía dos Porcos. Esse pecado justificou um crime da Igreja?
     
Os Oficiais das FF AA achavam que ele era suave com os soviéticos, como um simpatizante comunista. Aqueles que cometem traição, logicamente como JFK, devem ser abatidos, certo? Outros afirmam, agora, que JFK estava interferindo com o futuro do Estado de Israel, como justificativa para os que o tivessem apagado. O livro Final Judgement, de Michel Collins Piper, apresentou um suposto caso circunstancial, segundo o qual Israel esteve implicado no assassinato de JFK.

Porém, o livro rejeita imediatamente o que outros declaram, que criminosos de guerra nazis estiveram envolvidos - como documentado pela falecida investigadora de homicídios, Mae Brussel -. E o livro não explica como é que os Serviços Secretos dos EUA, o FBI e a CIA, todos parte da Estrutura Protestante/Católica, poderiam ou teriam camuflado tudo isso em benefício do Estado Judaico. No entanto, o livro não apresenta provas. Limita-se a acusar.
      
JFK também queria acabar com a guerra do Sudeste Asiático, permitindo, assim, alegadamente, a expansão soviética para as Filipinas, e até para a Austrália, antiga colônia britânica.
       
Mas convenientemente ignorado na maioria das teorizações, JFK soltou nos EUA o mito igualitário de que tinha chegado a era do homem comum, uma psicologia perigosa que confrontava diretamente as famílias dominantes. E a elite governante tem o direito, ou não tem, de reclamar a sua posição, livrando-se de JFK? O que é justo, é justo, como eles dizem.
    
Assim, o problema era como lidar com JFK? E a solução que se apresentou foi tão simples como surpreendente: transformá-lo num exemplo. Diante de inúmeras testemunhas deram-lhe um tiro na cabeça, num carro conversível. Os Órgãos de Informação, com ordens específicas, proclamaram que um assassino solitário havia cometido o crime, e depois, esse assassino solitário foi assassinado. Depois disso, a América continuou a prosperar com a ajuda do monopólio do petróleo. Afinal, aqueles que desenvolvem o petróleo não têm o direito de enriquecer? O velho Rockefeller, fundador da infame Standart Oil Trust,m pôde assassinar concorrentes sem medo de condenação. Porque não seus herdeiros e epígonos?
    
Porque e como foi necessário, para o bem público matar JFK? Para que os EUA pudessem continuar a ser uma sociedade estável – alguns pormenores sobre o assassinato de JFK podem ser encontrados no livro Farewell America, de James Hepburn. Um bestseller na Europa; até recentemente a sua venda não havia sido autorizada, pela censura, nas livrarias dos EUA.   
  
- O Homicídio de MALCOLMN X, em 1965
           
Os fazedores e agitadores da América começaram a perceber que ele era um Messias negro inconveniente, liderando 11,5% da América contra o resto. Ele tinha uma maneira de apontar o dedo que assustava alguns fulanos. Apesar de permanentemente vigiado pela CIA, viajou para a África e para o mundo muçulmano apelando para a unidade das pessoas de cor, ali e nos EUA. Malcolm tinha uma maneira frontal de confrontar a estrutura americana, com as formas pelas quais eles enriqueciam explorando as pessoas de cor. Um número crescente de afro-americanos escutava-o com interesse. Enquanto se preparava para dar início a um discurso em Iorque, Malcolm foi assassinado. O homem de cor que se inclinou para examiná-lo fazia parte de uma unidade especial da Polícia Secreta de NY. Doidos solitários foram presos.

A Polícia Secreta dos EUA tem as suas formas de calar quem fala demais. Polícias locais, treinadas pelo FBI, pelo IRS e pela CIA, aprenderam as formas de se livrar de dissidentes perigosos. Se uma hoste de truques sujos, quase violentos, não funcionar, então a violência é justificada, especialmente pra preservar da sociedade e das finanças, e para continuar o conto de fadas essencial de direitos constitucionais para todos. Os Presidentes Anglo-Saxônicos Brancos são a maioria, não são? E, do ponto de vista DELES, não têm o direito de levar a melhor sobre todos os provocadores perigosos?
    
- O Homicídio do dr Martin Luther King
    
Os chefes da polícia política secreta da América, o FBI e a CIA, consideraram que o dr King era outro Messias negro, perigoso para uma sociedade estável e decidido a fazer exigências impossíveis à maioria protestante Anglo-Saxônica branca.
    
Do seu ponto de vista, o dr King estava interferindo com a política externa dos EUA. Em 1967, um ano antes de ser apagado, o dr King pronunciou um discurso anunciando que pretendia ir ao Vietnam dizer aos soldados negros que não deviam estar ali, assassinando pessoas de pele amarela, numa guerra civil de outras pessoas. Em outras palavras. Em outras palavras: estava incitando um otim dos soldados negros.
    
Nessa altura, embora sendo apenas 11,5% da população dos EUA, os negros constituíam 26% do Exercito americano no Sudeste Asiático e uma percentagem elevada das baixas. A idéia das autoridades constituintes era controlar as expectativas crescentes dos negros americanos. “Mandem os pretos morrer nas selvas asiáticas, para eles não voltarem”. Assim eliminavam a necessidade de “direitos iguais”, as matrículas para pretos nas Universidades e coisas desse tipo. Além disso, o chefe da Gestapo da América, o FBI, J. Edgar Hoover, mandou repetidas notícias aos Órgãos de Informação, com falsas alegações que o dr King era comunista, justificando, assim que fosse eliminado como subversivo.
    
O reverendo Jesse Jackson, um conhecido delator do FBI, e durante toda a sua vida adulta foi alegadamente escolhido pelo FBI para substituir o dr King, antes do FBI assassinar o dr King. Essa escolha foi feita, de acordo com os registros suprimidos da Subcomissão Interna de Assassinatos, em1975-1976. Quanto à equipe militar secreta e também aos assassinos que visavam o dr King, naquele dia fatal de 1968, ver o livro Orders to Kill, de Joseph F. Pepper. O livro tornou-se a base do veredicto do júri em Memphis, em 1999, segundo o qual houve uma conspiração para assassinar o dr King. Mas a questão permanece: aqueles que eram a favor do homicídio podiam criar um caso persuasivo de que isso era necessário para a estabilidade dos EUA e para preservar a política externa do país e impedir um possível motim dos soldados negros. Até hoje nunca o fizeram.
    
- O Assassinato de Robert F. Kennedy, em 1968
    
Ele conseguiu encantar os oprimidos da América, pondo em risco a elite dominadora. Em 1967 criou um escândalo ao identificar as famílias dominantes que ajudavam os truques sujos da CIA, através de Fundações que funcionavam como fachada – ver New York Times índex para 1967, que resume a confusão de Fundações da CIA -. Algumas publicações alternativas, como o Ramparts, fizeram uma investigação que revelou que essas Fundações funcionavam como provocadoras para tentar desacreditar oMovimento de Paz para o Vietnam. Em 1990, Hillary Clinton tornou-se presidente do conselho de administração de uma dessas Fundações, a New World Foudation.
      
Embora se tivesse mantido em silêncio sobre o homicídio do irmão John – 1963 -, e sobre a tentativa de homicídio do irmão Teddy através da queda de um avião sabotado – 1964 -, no fundo do coração, Bobby desejava, obviamente, vingança, um sentimento natural. Se fosse eleito presidente Bobby iria atrás daqueles que tinham derramado o sangue de sua família. Alguns momentos depois de vencer as cruciais Primárias Presidenciais da Califórnia, em junho de 1968, Bobby foi morto a tiros.

A imprensa, como se estivesse a reagir a um sinal, proclamou que “foi obra de um louco”,Shirhan Shirhan. No entanto, mais tarde o médico legista local testemunhou que as balas fatais foram disparadas a alguns centímetros da cabeça de Bobby e Shirhan nunca esteve a menos de dois metros e meio. O documentário The Second Gun, de Theodore Charach, uma testemunha, foi suprimido e escondido durante muitos anos.
       
Entre os policiais corruptos treinados pela CIA, que camuflaram o homicídio RFK, estavam alguns dos mesmos que incriminaram O. J. Simpson por duplo homicídio.
       
Os organizadores de uma Convenção de Investigadores de Homicídios, em Chicago, fizeram uma coisa que me intrigou profundamente. Os organizadores disseram que iam convidar os Órgãos de Informações para uma Conferência de Imprensa. Eu disse que iria à Conferência para confrontar os jornalistas com as suas mentiras sobreassassinos solitários. “Se fizer isso, vou chamar a Polícia e mandá-lo prender”, ameaçou um perito de marketing que desencantou a quantia avultadíssima para organizar a tal Conferência e supervisioná-la. Eu queria assistir ao resto da reunião, por isso cedi.

Perguntei repetidamente a mim mesmo: “Quem serão as pessoas com bolsos fundos que estão organizando essas Convenções de investigação criminal, e porque? Estarão fazendo um teste para ver se as pessoas estão interessadas em tudo isso?”Quase me meti em problemas quando me aliei a outro participante, e comecei a investigar quem tinha organizado a Convenção de Investigação Criminal, em Chicago. Como tinha esperado, o caminho levou às cabalas bizantinas, clandestinas, dentro da minha antiga Agência.
    
Assim, aqueles que causaram os assassinatos vão apresentar um caso persuasivo algures, no Século XXI, de que os SEUS atos sangrentos foram essenciais para a sobrevivência dos Estados Unidos como uma sociedade estável? E as pessoas comuns sofrerão uma lavagem cerebral para aceitar essas justificações moralmente repugnantes?
     
Baseado em experiências passadas, a única forma como posso responder honestamente à minha pergunta é com um TALVEZ.    

Carlos I. S. Azambuja é Historiador.

2 comentários:

Anônimo disse...

O livro Desinformação de Mihai Pacepa esclarece muito bem a respeito do assassinato do presidente norte americano J F Kennedy bem como sobre outros eventos importantes acontecidos antes, durante e no pós guerra-fria.

Índio/SP

Afonso Mota disse...

A onde há grupos e dentro desses grupos CONSENSO, eis aí a essência do PODER. Ao lutar SÓ dentro de determinados FINS e sem apreciar os MEIOS a sua volta, o PODER será sempre CASUAL, INTEMPESTIVO, ÚNICO e MOMENTANEO, sem chance de se estabelecer.
Afinal, existe PODER considerando as modernas tecnologias de ponta e seu saber disseminado? #Simples_Assim. Saudações e sucesso.