sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

Batendo Continência


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Ênio Mainardi

Vamos falar claro: as Forças Armadas não querem um novo 64. Isso eles já afirmaram de todos os jeitos. Mas apesar dessas declarações dos militares, cada dia mais cresce o número de pessoas que invocam uma intervenção militar. Eu discordo.

Não aceito isso de mudar o regime civil em favor dos fardados.  Se tal acontecesse, seria um Golpe, a liquidação de nossa democracia, pura e simplesmente. Independentemente de quantos civis batam na porta dos quartéis, o golpe militar seria um tremendo retrocesso em nossa ainda titubeante democracia.

Para suavizar a ideia dessa rendição aos militares, aqueles que querem os fardados no poder dizem que só eles poderiam dar uma “brecada de arrumação” no ônibus Brasil - e logo depois devolvendo o veículo limpinho, os corruptos devidamente afastados e um novo regime parlamentar, talvez, devidamente organizado. A corrupção seria a principal razão da liquidação do poder civil. Pergunta simples: se depois de tanta discurseira dos políticos nós ainda erramos o voto, o que nos daria certeza que com um chefe militar seria diferente?

Quem garante que não teríamos um general tipo lula de farda? Um petista? Um Maduro? Não conhecemos o que realmente pensam os chefes militares para que joguemos irresponsavelmente essa roleta russa depositando cegamente nossas vidas em mãos desconhecidas. A filósofa Doris Day já cantava “ o futuro não é nosso para conhecer, que será... será!”.

Os militares poderiam querer mandar aqui por 20, 30 anos, declarando nossa incompetência para dirigir nosso próprio destino. Vejam os precedentes históricos: alguém empolga o poder e depois não o larga mais, transformando o povo numa tropa de burros obedientes. No regime civil pelo menos podemos declarar nosso repúdio a um determinado governante e sacá-lo fora, depois de 4 anos. Não somos menores de idade, inimputáveis, em busca de um pai que pensa por nós, em nosso lugar. Nosso país anda brincando com idéias perigosas que podem nos levar até para Venezuelas, no fundo do poço.

Estamos desesperados ? Sim. Odiamos o STF? Siiiim. Gostaríamos de jogar pedras no Congresso? Na câmara dos Deputados? Nos filhosdaputa que depois de roubarem tanto ainda fazem parte do Governo? Perfeitamente. Na justiça (relevem-se o Moro e mais alguns juízes) que é burocrática, lenta e oportunista? Sim. Nos aparelhados, grudados ainda, em cachos, na estrutura podre do poder? Claro. E assim vai, chegando até o Temer - que aliás precisa ficar mandando no Planalto, sob nossos apupos, ou não, se for o caso, até 2018. E depois, eleições, preferencialmente sem os políticos de esquerda e de direita alinhados com a corrupção. Precisamos já de uma dose cavalar de patriotismo, de vergonha na cara, de coragem cívica.

Tudo bem: mas respeitando a Constituição do país. Já melhoramos muito impixando a Medonha e expulsando o...nem quero lembrar o nome do velho criminoso. Vamos em frente, hoje podemos até pendurar na porta do país uma placa “Em Reforma”.


Énio Mainardi é Publicitário. Originalmente publicado no Facebook do autor em 22 de Dezembro de 2016. 

12 comentários:

ducamillo disse...

Discordo do amigo. Acho que uma Intervenção Cívica Militar seria muito bem vinda neste momento. Acreditar que pelo voto podemos mudar a atual situação do País é o mesmo que acreditar em papai noel.Temos que oxigenar a politica Brasileira e isto só será possível com a total retirada dos nossos atuais parlamentares e dos caras de togas pretas do STF. Para tanto é necessária da intervenção Militar e que todos sejam julgados por crimes de lesa Pátria (no mínimo) pelo Tribunal de Justiça Militar, conforme rege nossa Carta Magna.

Robertho Camillo

Sérgio Alves de Oliveira disse...

Duas observações,Jornalista Mainardi:(1) Uma eventual intervenção (CF art.142) do único Poder (o Militar) que teria força para estancar a sangria política,moral,social, e econômica que se passa no Brasil,valeria não como a forma "ideal" para eliminá-la,porém por ser ela a "unica" maneira. Equivaleria ao princípio da LEGÍTIMA DEFESA,que não segue nenhum manual,que não tem regras prefixadas,e é usada com emprego de QUALQUER recurso que esteja à mão daquele que está usando o seu legítimo direito de defesa. Nem adianta o povo querer essa mudança,porque ele não tem meios por ele próprio para fazê-la ; (2) A alternativa "democrática" (ou oclocrática ?) também não pode ser cogitada pela simples razão de que colocar um título de eleitor num povo que por sua maioria é ignorante e politicamente analfabeto,e que se deixa manipular facilmente pelos políticos canalhas,sempre é tanto ou mais perigoso do que colocar nas mãos de uma criancinha uma arma de fogo.Portanto,Mestre Mainardi,V.Excia não está fazendo jus ao nome que fez.

Martim Berto Fuchs disse...

Mais um que acredita em contos de Papai Noel. Primeiro que os políticos ladrões não serão todos afastados. Se forem, deixarão os descendente, da família ou não. Segundo, quem manda na política e impõem os candidatos, são os donos dos partidos. Pode-se afastar os corruptos atuais, porém mantendo o sistema eleitoral, pouco adianta. Em breve voltam com novos esquemas, sangrando outras estatais, que afinal, servem para isso mesmo: dar emprego para a grande família dos políticos e seus financiadores e serem de tempos em tempos assaltadas pelos mesmos. Terceiro, só um regime de força pode acabar com os sindicatos pelegos. E, não apenas com os laborais, também com os patronais.
http://capitalismo-social.blogspot.com.br/2016/02/61-passos-para-implantacao-do-ante.html

Anônimo disse...

Sei lá, sera que seria tão ruim assim do jeito que esta não pode ficar e o povo mostrou mais uma vez que não sabe escolher.

Anônimo disse...

Até concordo em não querer os militares novamente, nos moldes da ditadura, mas acredito que as pessoas que estão pedindo uma intervenção militar querem apenas que expulsem essa gangue de mafiosos do poder, para que as coisas e o país voltem a funcionar direito.O descrédito generalizado nos governantes aumenta a cada dia e, a cada prisão e delação, ficamos estarrecidos com os fatos citados e as autoridades envolvidas. Claro, se os militares derrubassem esse governo, mesmo por pouco tempo, haveriam muitos distúrbios nas ruas e desviariam o foco da ação, agravando a situação. Estamos nos segurando apenas no juiz Moro, que apesar da autoridade é parte frágil sem apoio dos demais e do STF. Futuro incerto.

Fabio Amaral disse...

Perfeito. Também acho que nós, o povo, devemos extirpar este câncer que está matando o Brasil.
Sugiro aos blogs e sites independentes iniciarem, já no ano que vem, uma estrondosa campanha para que nenhum destes corruptos seja reeleito.
Um ato de "legítima limpeza" na política brasileira. Fora todos os canalhas!!!

Pedro disse...

Olha quem fala!!!!!!! Tb não quero a sua imprensa de merda!!!!

Anônimo disse...

SENHORAS E SENHORES, JA ESTAMOS NUMA DITADURA DE ESQUERDA, SO TEMOS TREIS CAMINHOS A SEGUIR, DITADURA DO SUPREMO NOS JA ESTAMOS NELA, E A PIOR DE TODAS, OU CAMINHAREMOS PARA UM COMUNISMO E VIRAMOS UMA VENEZUELA, OU UMA INTERVENÇÃO COM AS FORÇAS ARMADAS, LIMPAM E FUZILAM OS ATUAIS POLITICOS, LESA PATRIA OU VAMOS PARTIR PARA UMA GUERRA CIVIL.

Anônimo disse...

200 anos de maçonaria articulando e comandando tudo o que não presta e o autor vem lembrar dos seus bandidos mais fieis, isso mesmo os militares seguiram a risca as ordens da bodaiada e só fizeram mérda... Lula e o PT é cria maldita da mesma máfia e agora estão querendo fabricar outro boneco para manipularem, o judiciário se for a bola da vez estamos fudidos pois já comandam tudo e igual na ditadura estamos proibidos de denuncia los...

Anônimo disse...

Em fevereiro de 2014, quem foi quem pediu a VOLTA DOS MILITARES, como em 1964?

Anônimo disse...

Belo texto.
Mas, e que tal se pudéssemos eleger, de forma direta e sem urnas eletrônicas, a cada quatro anos, o general-ditador, os ministros do stf, o procurador-geral, e o chefe de polícia?
Poderia ser a tal "ditabranda", né?

Sergio Soares disse...

Esse Mainardi é um infeliz.O que precisamos é de apoio militar a pessoas íntegras,estilo Sergio Moro.Para quem escondeu Pimenta Neves,réu confesso, nada de novo.