quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

Carta de Repúdio dos maçons aos parlamentares da Impunidade


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Avança Brasil Maçons Br

Diante de todos os desmandos ocorridos nos últimos dias, escrevemos a carta de repúdio abaixo para os parlamentares da impunidade. É necessário que aprendam que não estamos mais no século 19.
Hoje todos sabem de tudo e não é mais possível esconder a sem-vergonhice. Por isso esse documento histórico precisa ser escrito, para cravar na pedra a insatisfação com a autocracia que querem promover os políticos de Brasília.

Continuaremos trabalhando para que as ideias dessas pessoas não se repitam na política. É necessário mais água limpa nesse balde de água suja que se tornou a classe política brasileira. É preciso o fim do foro privilegiado para destruir antigos tronos e cetros dos déspotas que ainda acreditam que têm o povo sob os seus pés.

É preciso que a justiça atue no compasso certo, na direção da retidão.

Que assim seja!

Senhoras e senhores parlamentares, legisladores da impunidade,

A madrugada do dia 30 de novembro foi a mais vergonhosa pela qual os brasileiros já passaram. Os deputados se aproveitaram do luto e da comoção nacional pela tragédia do dia anterior para legislar em nome da impunidade e do corporativismo da oligarquia política.

A dor do brasileiro não está sarando. Dói ainda mais quando os políticos agem como verdadeiros sociopatas. Aproveitaram-se da morte que entristeceu o mundo para, na calada da noite, agravar a crise institucional e destruir a independência entre poderes.

Alegando combater um suposto corporativismo do Ministério Público, fizeram isso, em causa própria. Tal gesto ficará na memória como a hipocrisia do século 21.

É inconcebível que tenhamos tal nível de comediantes como legisladores. A farsa montada na Câmara não passou despercebida. O povo despertou para o escárnio, a perfídia, a mediocridade e a falsidade que promoveu a sua classe política, tão desconectada da realidade do resto do país.

A reação do povo, que quer acabar com a impunidade, será nas ruas e nas urnas.

No dia 4/12/2016, uma vez mais, os brasileiros voltarão às ruas para relembrá-los de onde vem os votos com que os senhores se elegem. De onde emana o verdadeiro poder.

Sabemos que as excelências devem rir do povo uma vez mais, tal é o descaso com a vontade da população que gera a riqueza desse país.
Riqueza essa, usurpada pela volúpia de corruptos e corruptores, personagens que as senhorias e excelências encarnam ou protegem.
Todos nós conhecemos o ditado que diz “Ri melhor quem ri por último”.  O seu gesto de reduzir o projeto das Dez Medidas a não mais que duas medidas, bem retrata, na expressão individual de cada um dos seus votos, a confissão de crimes e o conluio com o ilícito.

Vocês já não temem enfrentar a opinião pública diante do terror face ao inevitável enfrentamento da justiça que chegará, mais cedo ou mais tarde.
Sois, cada um dos deputados e deputadas, a encarnação da falsidade que, por detrás do manto das prerrogativas da classe política, envergonham a população que deveriam representar.

Sim, é certo que se utilizaram de prerrogativa legais e quiseram fazer parecer que o voto nominal e massivo revestiria de dignidade a vossa maldade.

Ao contrário. O que, em sua narrativa, daria legitimidade ao ato, na sabedoria popular, não passou de confissão inconteste de que, de fato, existe uma conspiração para a autoproteção e escamoteamento de crimes.

Aquela que deveria ser a casa do povo, já não passa da casa do interesse próprio, de uma banca de jogatina e promiscuidade. O que vocês chamam de política, atualmente, não passa de conluio em torno de negociatas. Vocês não legislam para o povo, legislam apesar do povo.

Mas isso está mudando de forma tão vertiginosa, que a arrogância e o descaso não terão mais espaço. Os parlamentares brasileiros viverão o inferno que estão criando para si mesmos, imaginando-se inalcançáveis pelas mãos da justiça e do julgamento popular.

O povo agora possui memória. A justiça retomará o rumo das medidas estruturais que vocês destruíram na madrugada da vergonha.
A delação da Odebrecht, que está apenas começando, promete colocar o Ministério Público no encalço de uma lista cada vez maior de políticos.

É uma pena que a política nacional seja feita com tanta sujeira. Mas como bem disse nosso irmão maçom e músico Zé Rodrix, é preciso colocar mais água limpa no balde de água suja que é a política atual.

A água limpa virá em 2018. E irá arrastar grande parte da sujeira para longe. A sujeira ainda existirá, é claro, mas continuaremos a jogar mais e mais água limpa até que tenhamos eliminado a dor do povo brasileiro.
Essa é a dor da desigualdade perante a lei, que torna os políticos seres superiores e impunes quanto aos seus crimes.

Enquanto 2018 não chega, preparem-se, pois haverá choro e ranger de dentes.

Continuaremos lutando, cada vez mais, para que a justiça seja aplicada para todos, sem exceções e com igualdade. Políticos não mais poderão continuar destruindo não apenas o dinheiro dos pagadores de impostos, como também a nossa própria noção de ética e moral.

Os senhores proporcionaram a todos nós, esta semana, uma sucessão de maus exemplos. Mas não só: apelaram até mesmo para crimes, demonstrando a que vieram na política. Jamais irão nos servir. O que querem é que nós os sirvamos.

A classe política não mais se servirá do povo. A classe política servi-lo-á.

IGNE NATURA RENOVATUR INTEGRA

ALEA JACTA EST


Movimento Avança Brasil Maçons

Nenhum comentário: