segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

KGB – O trabalho sigiloso dos Agentes Soviéticos


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos I. S. Azambuja

O texto abaixo transcrito é a Introdução do livro acima mencionado. O livro foi escrito por John Barron e a Introdução é de autoria de Robert Conquest
George Robert Ackworth Conquest, historiador britânico, falecido em agosto de 2015, foi um especialista em história da União Soviética, celebrizado em 1968 com a publicação do livro “O Grande Terror”, sobre as purgas realizadas por Stalin na década de 1930.

Tendo aderido ao Partido Comunista Britânico em 1937, em Oxford, viria gradualmente a distanciar-se dele. A sua desilusão definitiva com o comunismo deu-se na segunda metade da década de 40, quando assistiu ao estabelecimento do regime comunista de tipo soviético na Bulgária.
Na Inglaterra, trabalhou até meados da década de 50 para o Information Research. Datam desse tempo os seus primeiros textos sobre a União Soviética.

O ensaísta Christopher Hitchens chamou Robert Conquest "Anti-Sovietchik número 1” Conquest foi um admirador e colaborador de Ronald ReaganMargaret Thatcher (sua amiga pessoal, para quem chegou a preparar discursos) e, mais recentemente, de Condoleeza Rice. Foi agraciado por George W. Bush com a "Medalha Presidencial da Liberdade" em novembro de 2005.
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O autor – John Barron – escreveu um livro notável sobre uma organização notável. A maior parte do livro consiste de diversas histórias, cuidadosamente pesquisadas e expressivamente narradas, sobre ações específicas do KGB no exterior. Algumas constituíram-se em fracassos desastrosos, graças à atuação brilhante dos Serviços de Informações ocidentais. Outras alcançaram sucessos extraordinários, os quais constituem lições arrepiantes para todos os cidadãos do mundo democrático.
    
É evidente que os agentes externos do KGB podem ser divididos em duas classes distintas. Uma, relativamente pouco numerosa, é a dos profissionais muito competentes e muito bem instruídos. Além dessa elite, existe uma massa imensa de diplomatas, agentes de comércio exterior, correspondentes das agências soviéticas de notícias e outros, a maioria das quais tem o trabalho para o KGB como seu emprego principal e mais importante. Na maioria das vezes, esses elementos são despreparados e ineptos, além de pouco treinados. A maior parte deve a posição que ocupa a ligações de família ou outras. Vez por outra, são apanhados em flagrante e expulsos do país onde estão atuando. Apesar de tudo, não se deve pensar que o esforço que desenvolvem seja totalmente improdutivo.

Em primeiro lugar, o fato de serem tão numerosos pode contribuir para assoberbar o esforço limitado da Contra-Informação ocidental. Depois, expandem a área de operações do KGB sobre um número muito mais amplo de indivíduos no país-alvo. Eles até podem er sorte. Mas, em geral, talvez devam ser considerados como um corpo de exploradores, que pode atrair a atenção de agentes profissionais para as fontes em potencial que eles descobrirem. De qualquer maneira, o primeiro ensinamento é que não devemos ficar muito satisfeitos com os fracassos que lhes possam ser imputados e a conseqüente expulsão que venham a sofrer. Isso não significa que outras operações em curso venham a ser bem sucedidas.

O segundo ensinamento é que os países anfitriões deveria, pelo menos, insistir – o que poucos fazem – em limitar a representação soviética ao efetivo necessário às suas reais atividades, e nçao aceitar nas embaixadas soviéticas os “diplomatas” que já tenham sido expostos em outros lugares. Um indício absurdo da frouxidão de alguns países ocidentais consiste no fato de que estes dois ensinamentos nem sempre são observados.
    
Mesmo sabendo de tudo isto, ainda enfrentaríamos um conjunto, reduzido, mas altamente competente, de inimigos de nossa sociedade. São homens que não deve ser subestimados nem menosprezados. Dentro de seus respectivos padrões devem merecer de nós um certo grau de admiração. Ainda que se admita que a ingenuidade e a coragem sejam qualidades postas a serviço de uma causa ruim. O capítulo X, que relata como o KGB teve acesso aos segredos fundamentais do desdobramento das armas norte-americanas na Europa, deixa-nos chocados e horrorizados, por vários motivos. Entretanto, encarado sob o prisma de um golpe da espionagem, só pode ser classificado como um feito brilhante do KGB, que tirou a maior vantagem possível de um instrumento fraco e duvidoso que esteve ao seu alcance.
    
Todavia, golpes como os de Orly jamais conseguiriam  ter êxito, ainda que organizados com extrema perícia, sem contar com as falhas da vigilância norte-americana e seu fracasso em cumprir rigorosamente, e em todas ocasiões, em particular em instalação tão secreta, as normas de segurança estabelecidas. Para os que protegem os segredos do Ocidente, não é permitido o menor vacilo. Para o cidadão comum, não engajado pessoalmente no assunto, é essencial que ele entenda, pelo menos, a necessidade das precauções que devem ser tomadas e se oponha a qualquer campanha em prol da abolição de tais medidas. Não estamos em situação de concordar com aqueles argumentos superficiais que negam ao Estado o direito de proteger sua segurança e, muito menos ainda, em condições de abrandar os dispositivos legais que punem os traidores.
    
O livro nos revela não só as atividades terroristas e de espionagem nos países não-comunistas, como também sua função interna de órgão de repressão de massa. A batalha que se desenvolve sem interrupção em nosso próprio território, cheia de surpresas e de revelações dramáticas, pode nos atingir muito mais intensamente, em particular, com os casos incomuns e interessantes que o autor obteve através de homens que estiveram envolvidos diretamente nelas.

Na realidade, há um recobrimento entre operações internas e externas, na medida em que o KGB trabalha, dentro da União Soviética, para comprometer estrangeiros, conforme revela o Capítulo VI, seja utilizando a chantagem para forçá-los a trabalhar em espionagem, seja com o  objetivo de usá-los, muitos anos depois – deixando-os “adormecidos” -, infiltrados nos círculos políticos, ou outros, em seus países de origem.
    
Entretanto, vale a pena lembrar que a maior parcela do esforço do KGB, bem como o maior número de pessoas que emprega, é utilizado num trabalho maciço constante contra a própria população soviética. Não obstante, esses dois aspectos não são fundamentalmente independentes. No Ocidente, somos afetados cada vez que um dissidente soviético é mandado para um campo de trabalhos forçados. Afetados não apenas em nossos princípios, mas também em nossos interesses.

Cada golpe contra o fluxo livre de idéias no interior ou para o interior da URSS constitui, de fato, um golpe contra o nosso modo de pensar. Mas, antes de mais nada, representa um golpe contra os princípios dapaz duradoura. Porque, acima e além de todos os diversos motivos conjunturais de atrito internacional, o motivo básico da perigosa e deplorável divisão do mundo reside no fato da União Soviética considerar-se em Estado de cerco ideológico. Não poderá haver paz duradoura enquanto uma porção considerável do mundo for governada segundo o princípio de que a simples apresentação de idéias heréticas ou estrangeiras constitui um perigo, contra o qual deve ser lançada a imensa e sofisticada organização do KGB, a fim de esmagá-lo a qualquer preço.
    
As operações externas do KGB destinam-se a reforçar e, a longo prazo, a expandir a limites máximos um sistema cuja característica principal é achar-se engajado em uma luta permanente, não só contra o resto do mundo, mas também contra seu próprio povo. De fato é um Estado Policial, não pelo fato de que o KGB domine a máquina política, mas no sentido de que a própria máquina política é a supressão de tudo, exceto aspirações e pontos de vista mais ortodoxos, entre os próprios russos e entre os países satélites. Em mais de meio século de duração, a doutrinação intensa ainda não se revelou suficientemente eficaz para que o regime admita a competição de idéias. Assim, a coerção e a repressão constituem o principal sustentáculo do Estado.
    
De certa forma, as operações externas do KGB só estão fazendo aquilo que os serviços secretos dos outros países procuram realizar, embora o KGB faça uma quantidade muito maior de subversão real, treinamento de guerrilhas, etc. Os agentes externos, da mesma forma que seus colegas, das enormes seções internas do KGB, trabalham para um sistema que deseja manter um país sempre pequeno e atrasado, onde o fracasso da produção de bens de consumo seja ofuscado pela superprodução de armas ofensivas, onde inexista a forma mais rudimentar de liberdade, mas que se apresente como modelo a ser copiado pelo resto do mundo.

Ao nos oferecer a História do KGB, o autor está apresentando as atividades das tropas de choque de u sistema cujo objetivo, a longo prazo, é aniquilar o nosso próprio sistema. Temos a força, e muitos de nós temos o desejo de não sucumbir diante desse ataque. Na realidade, são óbvias as debilidades do  sistema comunista. Políticas adequadas, no Ocidente, podem produzir, a longo prazo, a erosão pacífica de suas características ofensivas. Todavia, há necessidade de que os cidadãos se mantenham vigilantes e bem informados, seja para a nossa defesa imediata, seja visando a uma evolução eventual para um relacionamento mais livre e mais pacífico.


Carlos I. S. Azambuja é Historiador.

4 comentários:

Anônimo disse...














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acp

Ao lado de apresentar ao povo as barbaridades dos terroristas é necessário permitir e incentivar qiue o povo se arme e se defenda.

Os terroristas precisam enfrentar um povo em armas.

acp

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Anônimo disse...






















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acp

O EB tem, ou teve, a estratégia de resistência.

Em caso de invasão de parte do pátrio território por força não-deslocável por convencionais tropas haveria utilização de reservistas e regulares para atividades de erodição de posições.

O CIGS chegou a testar armas para tal atuação. Escolheu a carabina Puma .38

acp

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Anônimo disse...


















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acp

Falso! Inexiste tal decálogo!

Nunca houve catalogação de donos de armas. Os comunas distribuíram armas às mancheias ao povo nas revoluções. Depois, tiveram de pedir que as devolvessem, pois não sabiam quem as tinha!

Ao tempo dos bolcheviques inexistiam meios de comunicação de massa, nada de rádio ou tv.

lenin era um conservador em termos sexuais.

Nunca trataram de democracia.

Nunca desmereceram a Rússia

Greves realizaram.

Eram subversivos, não podiam evitar que os czaristas contivessem a subversão, as greves, as bagunças.

Não se puseram contra a moral. Não derrubaram a honestidade. Inexistia votação de interesse dos comunas.

acp

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Anônimo disse...
















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acp

Escreva um seu artigo seu a desmentir o falso decalogo de lenin que desde que a internet existe engana tolos. Aquele, sobre greves, libertinagem, armas... Nem lenin nem nenhum comuna o escreveu.

Ou pesquise e publique artigo de outrem.

acp

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Falso! Inexiste tal decálogo!

Nunca houve catalogação de donos de armas. Os comunas distribuíram armas às mancheias ao povo nas revoluções. Depois, tiveram de pedir que as devolvessem, pois não sabiam quem as tinha!

Ao tempo dos bolcheviques inexistiam meios de comunicação de massa, nada de rádio ou tv.

lenin era um conservador em termos sexuais.

Nunca trataram de democracia.

Nunca desmereceram a Rússia

Greves realizaram.

Eram subversivos, não podiam evitar que os czaristas contivessem a subversão, as greves, as bagunças.

Não se puseram contra a moral. Não derrubaram a honestidade. Inexistia votação de interesse dos comunas.

acp

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Escreva um seu artigo seu a desmentir o falso decalogo de lenin que desde que a internet existe engana tolos. Aquele, sobre greves, libertinagem, armas... Nem lenin nem nenhum comuna o escreveu.

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