domingo, 25 de dezembro de 2016

Limpa com jornal...


“País Canalha é o que não paga precatórios”.

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos Maurício Mantiqueira

“JINGLE BELL, JINGLE BELL, ACABOU O PAPEL,
NÃO FAZ MAL, NÃO FAZ MAL, LIMPA COM JORNAL..!”

Nunca merdandantes na história deste país, viu-se cagada igual. Federal; de gato.

A musiquinha acima foi profética. Ilustrou bem a classe política morfética.

A quase totalidade jornais, no Brasil e no mundo, hoje só servem para limpar a parte mais profunda da retaguarda rotunda.

A desinformação nossa mente inunda e a mentira abunda.

Papai Noel, está de saco cheio (como nós).

De nervos uma pilha, ao chegar em Brasília, encontrará novos veadinhos e renantas, que fazem amor como porco-espinhos, com muito cuidado.

Os tempos estão bicudos para ratos graúdos ou miúdos.

A maioria, faltos de estudos, procuram uma “tauba” de salvaCão.

Tenham presente que a falta do próprio, este ano ninguém sente.

Desde os tempos de Cabral, nunca alguém se dera tão mal.
Cavaleiro abatido com lança e elmo, em plena batalha, agora convive com nóias por causa de meras jóias.

Nicolau, Santa Claus ou Père Noël, trocaram “drops” de alcaçuz por fel.

Pobres dos órfãos nascidos em bordel.

Nas próximas eleições votaremos nas mães. Os filhos foram um fiasco de nos dar asco.

Mais destrutivos que o terror basco.

ETA povinho chinfrim. Pesadelo que parece sem fim.

Clamemos por dona Onça!

Se ela não vier, reajamos, nós!

Carlos Maurício Mantiqueira é um livre pensador.

5 comentários:

Loumari disse...

A Nossa Maior Crueldade é o Tempo
A nossa maior crueldade é o tempo. Como um fabricante de armadilhas desajeitado que acaba sempre prisioneiro das engrenagens que produz, também nós inventamos o tempo e nunca temos tempo. Os nossos relógios nunca dormem. Quantas vezes o tempo é a nossa desculpa para desinvestir da vida, para perpetuar o desencontro que mantemos com ela? Como não temos diante de nós os séculos, renunciamos à audácia de viver plenamente o breve instante. A imagem de crono, devorando aquilo que gera, obsidia-nos. O tempo consome-nos sem nos encaminhar verdadeiramente para a consumação da promessa. Nesse sentido, o consumo desenfreado não é outra coisa que uma bolsa de compensações. As coisas que se adquirem são naquele momento, obviamente, mais do que coisas: são promessas que nos acenam, são protestos impotentes por uma existência que não nos satisfaz, são ficções do nosso teatro interno, são uma corrida contra o tempo. A verdade é que precisamos reconciliar-nos com o tempo. Não nos basta um conceito de tempo linear, ininterrupto, mecanizado, puramente histórico. O continuum homogéneo do tempo que a teoria do progresso desenha não conhece a rutura trazida pela novidade surpreendente. E a redenção é essa novidade. Precisamos identificar uma dupla significação no instante presente. O presente pode ser uma passagem horizontal, quantitativa, na perspetiva de uma realização entre este instante e o que lhe sucede. Mas o presente tem também um sentido vertical que requalifica o tempo, abrindo-o à eternidade. É o tempo qualitativo, epifânico.

"José Tolentino Mendonça, in 'A Mística do Instante"
Portugal
n. 15 Dez 1965
Padre/Teólogo/Poeta

Loumari disse...

Viver em Estado de Amor
Respirar, viver não é apenas agarrar e libertar o ar, mecanicamente: é existir com, é viver em estado de amor. E, do mesmo modo, aderir ao mistério é entrar no singular, no afetivo. Deus é cúmplice da afetividade: omnipotente e frágil; impassível e passível; transcendente e amoroso; sobrenatural e sensível. A mais louca pretensão cristã não está do lado das afirmações metafísicas: ela é simplesmente a fé na ressurreição do corpo.

O amor é o verdadeiro despertador dos sentidos. As diversas patologias dos sentidos que anteriormente revisitámos mostram como, quando o amor está ausente, a nossa vitalidade hiberna. Uma das crises mais graves da nossa época é a separação entre conhecimento e amor. A mística dos sentidos, porém, busca aquela ciência que só se obtém amando. Amar significa abrir-se, romper o círculo do isolamento, habitar esse milagre que é conseguirmos estar plenamente connosco e com o outro. O amor é o degelo. Constrói-se como forma de hospitalidade (o poeta brasileiro Mário Quintana escreve que «o amor é quando a gente mora um no outro»), mas pede aos que o seguem uma desarmada exposição. Os que amam são, de certa maneira, mais vulneráveis. Não podem fazer de conta. Se apetece cantar na rua, cantam. Se lhes der para correr e rir debaixo de uma chuvada, fazem-no. Se tiverem subitamente de dançar em plena rua, iniciam um lento rodopio, sem qualquer embaraço, escutando uma música aos outros inaudí vel. E o amor expõe-nos também com maior intensidade aos sofrimentos. Na renovação do interesse e da entrega à vida que o amor em nós gera tocamos mais frequentemente a sua enigmática dialética: a sua estupenda vitalidade e a sua letalidade terrível. Mas, como dizia o romancista António Lobo Antunes, «há só uma maneira de não sofrer: é não amar». Mas não é o sofrimento inevitável a todo o amor que impede a vida. O obstáculo é, antes, o seu contrário: a apatia, a distração, o egoísmo, o cinismo.

"José Tolentino Mendonça, in 'A Mística do Instante"
Portugal
n. 15 Dez 1965
Padre/Teólogo/Poeta

cjano disse...

Parabéns ao Carlos Maurício Mantiqueira e ao Jorge Serrão por terem desencavado esse hilário vídeo de 2009 sobre a conhecida paródia: "Jingle bell - acabou papel".
O senso de humor não conflita com a confraternização natalina - pelo contrário.

cjano disse...

Parabéns ao Carlos Maurício Mantiqueira e ao Jorge Serrão por terem desencavado (e postado no Alerta Total em 25/12/16) esse hilário vídeo de 2009 sobre a conhecida paródia: "Jingle bells - acabou papel".
O senso de humor não conflita com a confraternização natalina - pelo contrário.

Itamar Fernandes de Oliveira disse...

Enquanto o povo brasileiro continuar sendo o idiota útil que trabalha cinco meses do ano para manter esse sistema político que, além de corrupto, é totalmente ineficaz, o nosso país não vai sair dessa merda porque sem exigência não há qualidade. IMBRÓGLIO - SOCIEDADE BRASILEIRA - www.encontroconsigomesmo.wordpress.com