sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

Mulher nas alturas (1)


De leve, Michel Temer tira uma casquinha autopromocional do feito de Carla - que já tinha sido a primeira brasileira a fazer vôo solo em um caça

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Renato Sant’Ana

Quando foi que, por primeira vez, uma mulher pilotou o avião presidencial? Poderia ter sido antes, mas só ocorreu há pouco, em 22/12/2016. A capitã da Força Aérea Brasileira Carla Borges comandou o Airbus A-319, decolando da Base Aérea de Brasília com destino ao aeroporto de Congonhas, em São Paulo, conduzindo o Presidente Michel Temer e se tornando a primeira mulher na História a pilotar um avião presidencial.

Não, não foi no governo de Dilma Rousseff e seu feminismo esdrúxulo! Mas isso quererá dizer que "la presidenta" desconsiderava a competência de uma mulher para pilotar uma aeronave? Não! Por si só, o fato nada quer dizer: nem que o "governo de homens brancos de olhos azuis" valoriza especialmente o feminino, nem que a mulher era subestimada no governo bolivariano de Rousseff.

Contudo, o acontecimento enseja uma observação. E o objeto a ser evocado é o populismo oportunista dos governos revolucionários (categoria na qual se enquadram todos os governos petistas), em se tratando de alardear qualquer coisa útil à imagem do regime. A sistemática propaganda ideológica, imposta e repetida à exaustão, é um padrão desses governos. Assim, é de todo cabível a cogitação: se Carla Borges houvesse pilotado o avião da Presidência enquanto Dilma ditava as coisas no Planalto, todos os "blogs sujos" (que o governo petista financiava com dinheiro do contribuinte) e os rapazes que dominam as redações dos jornais (cabeças feitas por professores revolucionários em universidades "aparelhadas") teriam ficado tentados a fazer o maior alarde e a colar o ineditismo do feito a uma suposta e jamais confirmada virtude especial do PT, dizendo, ainda que por entrelinhas "Oh, neste governo as mulheres conquistaram o merecido reconhecimento!". O tipo de crença que propagavam então. Pura demagogia! Mentirinha útil ao Projeto de venezuelização do Brasil que, urdido pelo nefasto Foro de São Paulo, se interrompeu com o impeachment de Dilma Rousseff.

Felizmente, o protagonismo da capitã Carla Borges não foi seqüestrado por nenhuma ideologia. Ficamos livres para vibrar com ela. Sem superdimensionar o feito. Por ser brasileira (alguém de nós), a capitã nos ajuda a fortalecer o sentimento pátrio com a excelência do que fez.


Renato Sant'Ana é Psicólogo e Bacharel em Direito.

2 comentários:

Anônimo disse...

Oxalá o presidente valorize a competência feminina e compare o salário dessa comandante do avião presidencial(piloto militar das Forças Armadas)comparando com pilotos civis pagos também pela União.

Anônimo disse...


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acp

INexiste capitã, assim como INexiste caba, sargenta, majora ou tenente-brigadeira.

É CapitÃO Carla!

acp

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