terça-feira, 6 de dezembro de 2016

O princípio leninista de coexistência pacífica


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos I. S. Azambuja

A coexistência pacífica entre Estados de regimes sociais diferentes é considerada, pelos comunistas, uma necessidade objetiva do desenvolvimento da humanidade.

A coexistência pacífica pressupõe: a não aceitação da guerra como forma de solução d questões entre Estados; a igualdade de direitos; a compreensão mútua e a confiança entre Estados anão ingerência em questões internas de outros Estados; o reconhecimento dos direitos dos povos resolverem, por si mesmos, as questões de seus países; o respeito estrito à soberania e à integridade territorial de todos os países.

O socialismo é a criação do novo, e não é possível criar sem lutar pela paz, contra os imperialistas provocadores das guerras. É por isso que a paz e o socialismo são inseparáveis. Os êxitos do socialismo, por sua vez, consolidam a paz e a coexistência pacífica entre os povos.

Ao realizar conseqüentemente a política de coexistência pacífica entre Estados com regimes sociais diferentes, os partidos comunistas partem do princípio de que foram formadas e crescem sem cessar poderosas forças capazes de lutar com êxito pela paz e contra o imperialismo.

Quais seriam essas forças?
    
- o sistema socialista mundial e o crescimento constante do seu poderio econômico e militar;
    
- a classe operária internacional, que luta contra o imperialismo, pelo socialismo e o progresso social;
    
- o grupo de países não socialistas, amantes da paz, compostos em sua grande maioria por Estados libertados do jugo colonial;
    
- o movimento antiimperialista das amplas massas populares, que participam, de forma cada vez mais ativa na solução da questão acerca da guerra e da paz;
    
- somente uma sociedade socialista garante uma paz eterna na terra.
O princípio da coexistência pacífica, no entanto, não significa uma recusa à LUTA ARMADA no caso das forças imperialistas violarem a paz, pois defender sua independência e lutar contra a agressão com armas na mão é um direito de todos os povos.

A coexistência pacífica não significa, todavia, a negação da luta de classes. Os marxistas-leninistas são partidários conseqüentes da luta de classes do proletariado e de todos os trabalhadores frente à burguesia, tendo plena consciência de que somente a revolução socialista é o meio de destruição do capitalismo.

A coexistência pacífica entre Estados com diferentes ordens sociais cria possibilidades favoráveis para o desenvolvimento das lutas de libertação nacional.

Nas condições de paz, foram libertados da dependência colonialista dezenas de Estados da Ásia e África, bem como triunfou a revolução socialista em Cuba.

Conclusão: a coexistência pacífica não se propaga à esfera da ideologia, pois a luta ideológica é incompatível com esse princípio. Não é possível fazer cessar a luta ideológica, pois não há e nem pode haver paz entre as idéias comunistas e as burguesas, cujos interesses antagônicos refletem essas idéias.

Todos os intentos de obstaculizar a luta ideológica e, com isso, obter sua paralisação, não têm sentido, pois as idéias têm suas particularidades de influência sobre as pessoas.

Carlos I. S. Azambuja é Historiador.

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