sábado, 31 de dezembro de 2016

O projeto Totalitário do PT


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos I. S. Azambuja

Desconheço a autoria deste texto:

A resolução divulgada pelo PT no dia 17 de maio  de 2016 passado finalmente expôs por inteiro o projeto totalitário do partido. Ficou claro, pelo texto, que os petistas pretendem submeter o conjunto da sociedade brasileira, inclusive suas instituições basilares, a seus tenebrosos propósitos, tornando-as prisioneiras de um simulacro de democracia que, a pretexto de satisfazer os interesses do “povo”, serviria apenas para permitir que um sindicato de mafiosos se apossasse definitivamente do poder.
   
Não se trata de nada revolucionário, tampouco inédito. Pelo que se depreende da Resolução, o modelo almejado – além de ter salientes aspectos do gangsterismo sindical – é o do populismo militar, cujo exemplo sonhado pelos lulopetistas é o do caudilho venezuelano Hugo Chávez. De acordo com esse pensamento, as Forças Armadas não existem como instituição do Estado, cuja função é zelar pela integridade territorial e pela garantia dos Poderes constitucionais, mas sim como um braço do Executivo em sua tarefa de sufocar os demais Poderes e, no limite, ser a vanguarda da militarização de toda a sociedade, deixando-a sempre de prontidão para obedecer às ordens do líder, seja ele quem for. Enquanto isso, a vanguarda partidária e associados podem assaltar o Estado à vontade.

Movidos por esse espírito, os petistas chegaram ao atrevimento de sugerir, em sua Resolução, que os militares deveriam ter interferido no processo de impeachment em defesa da presidente afastada Dilma Rousseff – e só não o fizeram, conforme se deduz do texto, porque falta às Forças Armadas um oficialato com vocação democrática e nacionalista -. Ou seja, para o PT, o Exército deveria igualmente afrontar as demais instituições e submeter-se de corpo e alma ao projeto do Partido, já que este, segundo a convicção dos ideólogos petistas, é o único porta-voz e intérprete do povo, o que inclui os militares.

Na Resolução, o PT colocou a questão militar entre os “descuidos” que o Partido cometeu ao longo dos mais de 13 anos em que esteve no poder. Depois de declarar que o Partido deveria ter se preocupado não apenas em realizar “administrações bem-sucedidas”, mas principalmente em concentrar “todos os fatores na construção de uma força política, social e cultural capaz de dirigir e transformar o País” – ou seja, aparelhar todo o Estado –, o PT disse ter falhado ao não “modificar os currículos das academias militares” e a não “promover oficiais com compromisso democrático e nacionalista”.

Ou seja, os petistas acreditam que as Forças Armadas carecem de líderes alinhados aos interesses do “povo” que o PT julga representar, razão pela qual os militares não entenderam o impeachment de Dilma como um movimento “golpista” essencialmente oligárquico e estimulado pelo imperialismo americano, como se lê na Resolução do partido.

 “O que eles queriam? Que os militares tivessem ido às ruas defender o governo?”, questionou o general Gilberto Pimentel, presidente do Clube Militar, ao ESP. “As Forças Armadas são uma instituição de Estado. O erro deles, entre outros, foi ter tentado nivelar o Brasil por governos populistas como Bolívia e Venezuela”, completou Pimentel, expressando a indignação que a Resolução petista causou entre os militares.

Na mesma linha foi o general Rômulo Bini Pereira, ex-chefe do Estado Maior da Defesa, para quem os petistas “queriam que os militares abaixassem a cabeça para eles, como se tivéssemos Forças Armadas bolivarianas, como na Venezuela”.

O comportamento sereno das Forças Armadas em meio a toda a tensão causada pelo processo de impeachment é exemplo cabal da consciência dos militares a respeito de seu papel na democracia. Somente aqueles desprovidos de vocação democrática, como o PT, são capazes de enxergar nesse distanciamento dos militares um sinal de descompromisso com o País e com o povo. Felizmente a ousadia populista e autoritária do PT, que confessou agora sua intenção de aparelhar também o Exército, foi devidamente denunciada.

Completou-se o círculo. Vê-se pela Resolução do PT, além de qualquer dúvida, que o objetivo do Partido era – e é – moldar todas as instituições nacionais para que sirvam a uma ideologia e a um bando que de democráticos nem o nome têm.

Carlos I. S. Azambuja é Historiador.

4 comentários:

Anônimo disse...

Isso é o escárnio com o povo brasileiro. Gente desqualificada, como ele, só quer saber de ficar no poder para se achar mais poderoso e desviar mais dinheiro. Só desconfio que, pela certeza de impunidade que ele tem, deve ter os seus protetores no judiciário.

Anônimo disse...

Vade retro Satanas...

João Guilherme Maia disse...

Eu já falei e volto a falar e falarei quantas vezes forem necessárias. Quem pensa que o partido corruPTo comunista do PT desistiu do seu sonho de transformar o Brasil num país comunista está totalmente enganado. Para o país se livrar dessa ameça, a única solução seria as Forças Armadas assumir o comando da Nação, prender todos esses comunistas, e não será difícil porque todo mundo os conhece, até porque eles se orgulham de serem comunistas. Se as Forças Armadas tomar esta atitude, com certeza terá todo apoio do povo de bem do país, que para a felicidade do país, ainda é a maioria dos brasileiros.

Anônimo disse...

Sr. Azambuja:
procurando na internet, achei a autoria do texto. Trata-se de Editorial do Estadão, datado de 22 de maio de 2.016. Segue o link abaixo:

http://opiniao.estadao.com.br/noticias/geral,o-projeto-totalitario-do-pt,10000052684

Por outro lado, continue com teus ótimos textos neste 2.017.