domingo, 31 de janeiro de 2016

"Derrota na Guerra", $talinácio!


Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net

Luiz Inácio Lula da Silva e a petelândia estão experimentando do próprio veneno que sempre usaram contra os inimigos, antes de conquistarem o poder: a máquina de assassinar reputações, a partir de aparelhos estatais ou de esquemas de agitação, propaganda e contrapropaganda. Até agora, Lula, os companheiros de negócios e os seguidores da seita petista não encontraram um jeito de neutralizar o tsunami que lhes desconstrói e destrói a imagem. Perdeu, $talinácio!

Melhor e mais recomendável seria o PT pensar na campanha presidencial de 2022. A de 2018 já era! Se o comissário Rui Falcão estiver realmente falando a verdade (o que sempre se duvida), o fato de não ter plano B para a sucessão de Dilma, sendo Lula "o plano A para o PT em 2018", torna complicadíssima a situação do partido-seita. Por necessidade e falta de alternativa, Lula pode até pode ser candidato novamente. O único probleminha é que a desmoralização, facilmente medida em altos graus de impopularidade e rejeição nunca antes vistos, inviabiliza qualquer chance de "vitória na guerra".

A blindagem atual de Lula parece ter a segurança daquela trágica barragem de Mariana. Nunca esteve tão próxima de ser rompida, e com chances elevadas de expor um mar de lama assustadoramente fedorento. Em parceria direta com o peemedebostismo e indireta com a tucanagem, o petralhismo teve o mérito de arrasar com a "Nova República" - um regime de canalhices implantado pelo golpe militar de 1985, que entronizou José Sarney no lugar que só o Presidente eleito (indiretamente) Tancredo Neves poderia ocupar com legitimidade.

A crise estrutural tende a se aprofundar. O impasse institucional vai caminhando, perigosamente, para a ruptura. Os três poderes batem cabeça, enquanto o quarto poder (o militar) se ocupa da feroz caça à mosquita que (ainda) mata menos que o desgoverno do crime organizado. A falta de credibilidade das instituições é fatal para o regime em vigor. Se a crise econômica sair do controle (com carestia, desemprego, inflação e recessão por longo prazo) e a tensão social também aumentar além do tolerável, o risco de uma explosão de violência se torna real. Quando o pau quebra, tudo pode acontecer. Tudo! Para o bem ou para o mal...

Vale repetir por 13 x 13: A única saída para o Brasil é uma Intervenção Cívica Constitucional que reinvente e redesenhe o modelo de Estado, rompendo com o Capimunismo Rentista Corrupto, a fim de implantar mecanismos diretos e legítimos de controle da máquina pública pela sociedade, restabelecendo as instituições republicanas. O Brasil tem a urgência urgentíssima de outorgar uma ordem institucional que tenha plena legitimidade, após amplo debate entre os cidadãos com honestidade comprovada e bons propósitos democraticamente definidos.

Quanto mais o processo efetivo de mudança for atrasado, mais violenta e descontrolada ficará a situação brasileira. É por isso que a única solução é romper, o quanto antes, com o modelo Capimunista Rentista Corrupto. A boa notícia é que os brasileiros, interligados nas redes sociais, já começam a saber quem é o inimigo real. A notícia nada boa é que, cultural e historicamente, somos muito lentos para tomar as decisões certas, no tempo exato.

A mudança vem... Pode não ser do barraco para o triplex... Mudaremos, nem que seja, infelizmente, na base da porrada... O Brasil está igualzinho ao PT... Não tem plano B... Ou promovemos uma inédita Intervenção Cívica Constitucional, estabelecendo uma ordem institucional republicana, federalista e democrática, ou vamos para mais um jogo no Cassino do Al Capone - onde sabemos que sempre os honestos perdem de véspera, no começo e no fim...

Bote na cabeça: o Capimunismo, o Rentismo e a Corrupção são o "triplex" que devemos desmoronar no Brasil. Debater soluções, implantá-las logo e mudar de verdade são a nossa tríplice necessidade. O resto é puro barraco... E risco de derrota na guerra, não só para a turma do $talinácio, mas para todos os brasileiros...

Releia o artigo: Onde $talinácio vai morar em 2018?


Numerologia do afundamento


Se o triplex falasse


Triplex perdido


Agradecimento Especial


Cozinhando


Pastel de vento


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O Alerta Total tem a missão de praticar um Jornalismo Independente, analítico e provocador de novos valores humanos, pela análise política e estratégica, com conhecimento criativo, informação fidedigna e verdade objetiva. Jorge Serrão é Jornalista, Radialista, Publicitário e Professor. Editor-chefe do blog Alerta Total: www.alertatotal.net. Especialista em Política, Economia, Administração Pública e Assuntos Estratégicos. 

A transcrição ou copia dos textos publicados neste blog é livre. Em nome da ética democrática, solicitamos que a origem e a data original da publicação sejam identificadas. Nada custa um aviso sobre a livre publicação, para nosso simples conhecimento.

© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 31 de Janeiro de 2016.

Respeito


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos Maurício Mantiqueira

Respeito é uma virtude quase em desuso; no Brasil e no mundo.

Um dos homens mais extraordinários que conheci, bem mais velho que eu, disse-me uma vez:

“Procure ser popular sem ser vulgar”.

Agradeci o conselho e não confessei que pretendia (e pretendo) ser útil a famoso.

Antes da invenção da escrita, a memória de um povo era transmitida por tradição oral.

Hoje temos a internet e suas ferramentas de busca. Mas só isso não basta.

Há necessidade de a juventude pedir aos mais velhos “o caminho das pedras”. O que procurar e onde encontrar.

Assim, por respeito aos amáveis leitores, dedicar-me-ei no período Pós-Anta, a transmitir um pouco de minha experiência de vida.

Muitas vezes choverei no molhado; noutras tentarei ensinar o Padre Nosso ao vigário.

Padre Vieira disse que ensinar há de ser como quem semeia, a mancheias, e não como quem ladrilha ou azuleja.


Carlos Maurício Mantiqueira é um livre pensador.

Pé na Areia x Pé na Cadeia


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos Henrique Abrão

A escalada da corrupção se une à incompetência e forma sinergia com a desgovernança que assusta milhões de brasileiros. Um desemprego jamais visto, podendo chegar a 10 milhões, alta inflação e mais grave ainda o governo querendo no seu plano surrealista tomar o dinheiro do trabalhador como fez anteriormente no malsinado programa de capitalização do pré-sal. Bastou colocar o pé na areia para a suspeita do pé na cadeia, tamanha a promiscuidade entre o público e privado que se misturam e formam só um regime de tentar dissimular e confundir a opinião pública.

A prisão efetuada ligada a detentores de off shore  demonstra que a COAF ainda não tem a suficiente infraestrutura e também o Banco Central para coibirem a lavagem de dinheiro e o desvio que se torna uma rotina extremamente danosa aos cofres públicos. Todos sabemos que a contribuição feita à cooperativa nos individualiza uma cota na qualidade de cooperado e se a entidade fora declarada insolvente, quem contribuiu
também deve pagar a conta e não receber vantagens ou créditos.

Nada obstante o denuncismo prevalece e o entrechoque estabelecido pode fustigar ainda mais a fogueira das vaidades entre os poderes da republica. Agora que o Congresso retoma os trabalhos e também o Poder Judiciário, a sorte estará lançada, o impedimento perdeu força e a governabilidade continua sem qualquer credibilidade. Nossos homens públicos irresponsáveis jogaram a grande chance e a única oportunidade de colocar o Brasil entre as grandes potências, mas somente fizeram zika e emprestaram a bandeira do subdesenvolvimento, do atraso.

No entanto, jogam com o futebol patrocinado por banco público, com o carnaval por meio de investimentos a serem investigados, e na sempre toada da cerveja que empanturra a sede de milhões de brasileiros, carentes de remédios, saneamento, de transporte público. Nesse Brasil que é um retrocesso total, a vida é um risco diário, com a violência e seguidos tiroteios. Entre as cidades mais violentas do mundo temos 21 delas no Brasil, e se fala em jogos olímpicos se o governo fluminense alega não ter dinheiro para pagar servidores e quer tomar a grana emprestada para depois devolver, uma piada de muito mal gosto.

E assim caminha a sociedade brasileira entre a tragédia e a epopéia, entre o desgaste diário e o dia de ver nas urnas o desconforto de sua população. Basta vermos nos EUA quando as primárias colocam o candidato submetido à opinião pública, mas no País, de voto obrigatório, lançam nomes dos partidos e a população é obrigada a aceitar sem saber de nada, chegar nas urnas e votar.

Do que adianta mantermos uma urna eletrônica que representa o sistema mais moderno e avançado de se votar se não temos candidatos que possam, minimamente, olhar para a população e prestar contas. A cada ano que se passa faltam creches, escolas, remédios para a população, leitos hospitalares, e os preços administrados sobem acima da inflação e que se dane a população, pois os espertalhões estão sempre de plantão.

Embora não se vendam mais imóveis os preços nas alturas e as construtoras, favorecidos pelo faminto poder público, erguem espigões de tamanhos minúsculos, atrás somente do lucro fácil, sem qualidade e pessimamente localizado, no meio de casas sem arborização e espaço. Continuamos nosso atraso multisecular que se sustenta, o pé na areia de algo fantasmagórico de milhões, enquanto a maioria dos cooperados não viu a cor do dinheiro ou o apto comprado, e outros com receio do pé na cadeia confessam que a operação visava a blindar patrimônio de uma endividada que passou tudo para o nome de amiga.

Contam-se tantas estórias da carochinha que a opinião pública menos
arriscada e desavisada acaba acreditando que há almoço gratuito. Perderemos o trem do desenvolvimento. Aliás nunca ousamos construir ferrovias e os trajetos são tantos que se fossemos fazer teríamos pelo menos dez anos de obras. Mas não nos inquietamos, priorizamos os aeroportos inacabados, preços altos de passagens e aviões praticamente vazios. Somos o País no qual as empresas aéreas desfrutam do maior prejuízo, não apenas pelo preço do combustível querosene, mas da tributação e dos trechos pouco inteligentes cobertos.

O Brasil se destaca e radicaliza nos seus extremos. De um lado o pé na areia em local luxuoso, badalado e de frequencia seleta. Doutro o pé na cadeia daqueles que se travestiram de benfazejos e honestos senhores da constituição, mas lançaram o País na lama da corrupção e no mais grave momento de sua crise. E o governo parece dialogar como surdo mudo, não sabe a gravidade da situação, e tenta empurrar com a barriga e jogar no FGTS e no dinheiro dos bancos públicos a carta mágica.

No segundo semestre, após as Olimpíadas, quando o mosquito mostrar a sua cara, o Brasil precisará acordar desse sono profundo e irresponsável.


Carlos Henrique Abrão, Doutor em Direito pela USP, é Desembargador no Tribunal de Justiça de São Paulo.

A República dos Padrinhos


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Domingos Pellegrini

Os presidentes do Banco do Brasil e da Caixa também têm culpa nas “pedaladas”, pois pegaram o dinheiro dos depositantes, emprestaram indevidamente e não cobraram devidamente. Os conselheiros dos Tribunais de Contas julgam as contas do Executivo que os indicou para seus cargos. No Paraná, há pouco o presidente do TC, que foi secretário e até funcionário do governador, absolveu “pedaladas” do governo estadual. Juízes do Supremo são indicados pela Presidência da República, não sendo, pois, de se estranhar que cinco dos que votaram contra “impichar” a presidente foram indicados por ela. São apenas alguns exemplos do conluio interpoderes em toda a estrutura do Estado brasileiro, uma república de padrinhos.

Depois de sete Constituições e décadas de avanço republicano, chegamos a uma estrutura estatal que tem, na base, exemplos de democracia comunitária, como as eleições para conselheiros tutelares. Mas, no alto dessa estrutura, trocando favores e mutuamente protegendo seus privilégios, temos uma superelite que custa muito caro para serviços sem auditoria de produtividade, com imensas máquinas de servidores a seu serviço, dando exemplo de “desdemocracia”.

No topo, os poderes públicos se imiscuem. O Judiciário é apadrinhado pelo Executivo, de quem recebe os salários sem autonomia orçamentária, como estamos vendo agora, no Paraná, onde o governo quer se apropriar de recursos do Judiciário. Podemos questionar o desuso dos recursos pelo Judiciário, mas não é legal (no sentido de “conforme a lei”) o governo, por estar de tanga, avançar em recursos que não são seus.

O respeito entre os poderes é fundamento da República, mas as indicações ou apadrinhamentos causam erosão constante nesse fundamento, trocando o respeito pelo ajeitamento.

A profusão não fiscalizada de cargos de confiança amplia essa república de padrinhos, somando União, estados e municípios com centenas de milhares de apadrinhados. É comum deputados e vereadores terem assessores ausentes de qualquer serviço, quando não fantasmas mesmo. E os servidores de carreira agem sempre como os três macaquinhos: nada ouvem de errado, nada veem de estranho, nada informam à Promotoria.

Do topo à base, a doença é a mesma: apadrinhamento. Assim se formam camarilhas, grupos dedicados a se perpetuar no poder com proteção mútua e benefícios barganhados. O pessoal do Judiciário está há anos sem aumento, mas os juízes tiveram aumentos, além de auxílios para moradia e comida. Enquanto isso, o Congresso Nacional se esmera em ser a meca centralizadora e a usina central geradora dos apadrinhamentos, de deputados e senadores, nas redes federal e estaduais, além das empresas estatais.

O juiz Moro não tem padrinhos, nem o poder de indicar substituto ou continuadores. É um samurai da república num pântano de padrinhos, com uma Polícia Federal que acaba de ter orçamento cortado quando merecia mais recursos nessa luta vital para um futuro melhor de todos nós.

Um dos eixos a pautar nova Constituição a reformar para valer a República Federativa do Brasil é reduzir radicalmente e limitar operacionalmente o apadrinhamento, doença mista de corrupção e conivência. Quem paga 40% de impostos na renda merece Estado enxuto, funcional, estável e produtivo.

Essa tendência e atração pela dependência e dominação também está no fundo da escolha popular pelo presidencialismo, em dois plebiscitos. Fosse Estado parlamentarista, já estaria resolvida a crise política, e a crise econômica poderia ser encurtada por medidas cautelares do parlamento, como a destituição da (se fosse o caso) primeira-ministra Dilma Rousseff.

Na sua carta ao rei, Caminha já pedia emprego para parente. Passou há muito a hora de se livrar da praga do apadrinhamento.


Domingos Pellegrini é Escritor. Originalmente publicado na Gazeta do Povo (PR) em 30 de janeiro de 2016.

A Rebelião dos Canários - de novo


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos I. S. Azambuja

Texto escrito por Pilar Rahola em 2004 e já transcrito por diversos historiadores. Julguei adequado voltar a transcrevê-lo face as atuais atrocidades que vêm sendo cometidas pelo denominado Estado Islâmico.

QUEM É PILAR RAHOLA?

“Não sou judia, estou vinculada ideologicamente com a esquerda e sou jornalista. Por que não sou anti-israelense, como a maioria de meus colegas? Porque, como não judia, tenho a responsabilidade histórica de lutar contra o ódio aos judeus e, na atualidade, contra o ódio à sua pátria, Israel. A luta contra o anti-semitismo não é coisa de judeus, é obrigação dos não judeus. Como jornalista, sou obrigada a buscar a Verdade, mais além dos preconceitos, das mentiras e das manipulações. E sobre Israel não se diz a Verdade. E como pessoa de esquerda, que ama o progresso, sou obrigada a defender a liberdade, a cultura, a convivência, a educação cívica das crianças, todos os princípios que as Tábuas da Lei tornaram princípios universais. Princípios que o islamismo fundamentalista destrói sistematicamente. Quer dizer, como não judia, jornalista e de esquerda tenho um triplo compromisso moral com Israel. Porque, se Israel fosse derrotado, seriam derrotadas a modernidade, a cultura e a liberdade”.
(Conclusão da Conferência “A Esquerda Lunática”, proferida por PILAR RAHOLA na Convenção da AIPAC, em Washington DC, em junho de 2008)

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Abaixo, o texto “A Rebelião dos Canários”

"Primero nos dijeron, no podéis vivir como judíos entre nosotros. Después nos dijeron, no podéis vivir entre nosotros. Y al final dijeron, no podéis vivir”

Os mineiros tinham, até bem adiantado o século XX, uma técnica infalível para proteger-se nas profundidades da rocha: os canários.  

A pequena ave, mais sensível que o homem à falta de oxigênio e aos gases tóxicos, morreria primeiro que estes se nas minas houvessem gases venenosos ou demasiado monóxido de carbono. Se os mineiros vissem os canários morrerem ou asfixiarem-se, sabiam que deviam abandonar a mina a toda velocidade. O canário era o primeiro que sofria por um mal que acabaria por matar a todos.  

Em Skopje, na ex Iugoslávia, encontrei certa vez um ancião que havia sobrevivido à história eriçada de guerras de seu país. Me contou o segredo de sua sobrevivência: “Quando os judeus são perseguidos ou escapam – disse com sua boca desdentada – é hora de fazer as malas”.  

O ancião iugoslavo tinha razão: na história moderna os judeus foram os “canários” do mundo. Elementos minoritários e vulneráveis da sociedade, os judeus foram sempre o primeiro alvo dos movimentos de destruição e desumanização.  

Na Inglaterra covarde do “apaziguamento”, Winston Churchill denunciava o verdadeiro caráter da Alemanha Nazi. Um regime que começa perseguindo os judeus – dizia Churchill – cedo ou tarde ameaçaria a liberdade e a vida de todos.  

A temperança moral do mundo é posta à prova. Se os judeus podem ser perseguidos ou assassinados impunemente – raciocinam os tiranos – então pode-se passar para o próximo passo. Todas as grandes ditaduras de nossa época – nazismo, stalinismo, esquerda, direita – tiveram os judeus como o alvo predileto e como coelhinhos da índia de sua violência assassina. Todas terminaram por causar milhões de mortos de todas as nações.  

Se o gás mata o canário, cedo ou tarde matará o mineiro. E isto é o que sucede hoje em dia com o fundamentalismo islâmico. O integralismo é o novo totalitarismo que ameaça as sociedades ocidentais. Sobum verniz de conceitos religiosos, o fundamentalismo é uma doutrina política totalitária e fascista. Israel e os judeus foram seu primeiro alvo e, graças à indiferença do mundo, agora o flagelo estende-se por qualquer lugar como uma impiedosa epidemia.  

Quando israelitas morrem despedaçados pelas bombas terroristas, o mundo cala. Vozes de condenação se levantam contra Israel e não contra os assassinos. Os algozes e não as vítimas recebem a solidariedade do mundo. O judeu entre as nações ocupa o mesmo lugar que o judeu entre as gentes: o eterno culpado, o vilificado, o causador de problemas. Israel é acusado de causar o terrorismo islâmico. Na realidade, o estado judeu é sua primeira vítima e é um campo de provas para os assassinos.  

A covardia e a indiferença do mundo em lidar com o terrorismo convenceu os assassinos de que poderiam atacar os Estados Unidos, a Europa e a Ásia.  

Assim, o terrorismo – que poderia ter sido entendido com uma ação combinada e enérgica – converteu-se em um mal em escala mundial.
Houve também outros “canários” na história moderna. Em 1938 o estado pacífico e democrático da Checoslováquia foi a primeira vítima de Hitler. Foi um balão de ensaio do Nazismo. Se Praga caísse, cairiam também Varsóvia, Amsterdam, Paris e Londres. No infame tratado de Munique, as potências democráticas claudicaram ante Hitler que, convencido de sua debilidade, sentiu-se confiante para lançar a Segunda Guerra Mundial.  

A lógica de Munique continua viva, tanto na Europa quanto nos assassinos. Quando a voracidade de Hitler reclamava a Checoslováquia, França e Inglaterra assinalavam o pequeno país centro-europeu como o culpado de uma tensão que levaria à guerra. “Esse país insolente deve ceder – dizia Chamberlain, referindo-se à Checoslováquia – para salvar a paz”.  
Praga foi forçada a ceder, a Checoslováquia desapareceu e assim começou a guerra. Hoje em dia a mesma lógica se aplica a Israel. Frente ao terrorismo, Israel deve ceder, para salvar a paz.  

A falácia desse argumento é óbvia: o fundamentalismo islâmico não busca tal ou qual reivindicação territorial, senão a destruição de Israel e do Ocidente em seu conjunto. Frente a esta realidade, o Ocidente e especialmente a Europa são suicidamente cegos.  

Se, como a Checoslováquia, Israel cair ante o fundamentalismo, qual será o próximo passo? França, que tem em seu seio milhões de muçulmanos e onde os grupos fundamentalistas ganham cada vez mais poder? Inglaterra, onde imãs fundamentalistas queimam bandeiras inglesas?  

O que o Ocidente parece não entender é que Israel é o campo de batalha onde lança seu próprio futuro. Se Israel cai frente ao terrorismo, então todo o Ocidente estará ameaçado. As mesmas redes de tráfico de armas e dinheiro que os terroristas usam para atacar Israel, são utilizadas para atacar os Estados Unidos e outros países ocidentais.  

Im’ad Magnia, o assassino do Hezbolláh que organizou o atentado à AMIA, foi ativo na rede que permitiu a tragédia do 11 de setembro. Ramzee Yussef, o líder do primeiro atentado às torres gêmeas em 1993 fez suas primeiras armas no Hamas. O Irã arma o Hezbolláh e com as mesmas redes comandou o assassinato de dissidentes nas ruas de Berlim.  

Em Istambul, a estratégia dos “judeus primeiro, depois o resto” é ensaiada com sangrenta eficácia: duas sinagogas são atacadas, e só uns poucos dias depois alvos ingleses e turcos também o são.  

Berlim e Jerusalém: Durante a Guerra Fria, o mundo pareceu ter aprendido. O Ocidente se deu conta de que Berlim era o canário que não podiam deixar morrer. Enquanto a ditadura comunista construía o muro de Berlim, John F. Kennedy visitou a cidade sitiada e clamou “Eu sou um berlinense”. Estava enviando uma mensagem clara e forte: Se Berlim é atacada, todo o Ocidente o é. Se deixamos Berlim cair, isolada e fechada em um mar de forças hostis, então nós seremos os próximos.  

Israel – curioso paradoxo – é como Berlim: um oásis democrático e ocidental rodeado de forças hostís e de um mundo árabe em crescente radicalização. Assim como Berlim podia ser deglutida pela “maré” soviética, Israel pode desaparecer sob 20 ditaduras árabes. 

Porém, a lucidez do mundo – em especial da Europa – durou pouco. A cegueira judeofóbica não deixa ver o óbvio e empurra a Europa para uma espiral suicida. Em vez de olhar o problema na cara, os europeus consideram Israel como “um perigo para a paz”. Igualmente ridículo que houvesse sido considerar Berlim – e não aos que a ameaçavam- como um perigo para a paz. A mesma cegueira que fez com que Chamberlain chamasse Benes (o líder checoslovaco) de insolente e não a Hitler.  

Aos franceses, que por moda ou ódio judeofóbico acusam Israel de ser “o país que mais ameaça a paz mundial”, lhes perguntaria: Se o Hamas vence, como deterão os fundamentalistas da França? Na mente dos fundamentalistas, a queda de Israel aplanará o caminho para futuras conquistas, no coração mesmo da Europa.  

Devido à cegueira e à covardia de Munique, a França passou a ser de primeira potência do mundo a um patético país de terceira e a Europa perdeu para sempre seu espaço de proeminência. Agora, graças a seu anti-semitismo e à sua hipocrisia, permitirá ao fundamentalismo islâmico reinar sobre o continente.  

A Europa pensa “se Israel não existisse, o mundo seria um lugar mais seguro” da mesma maneira que pensava “se a Checoslováquia não existisse, a Europa estaria mais segura”.  

É tão ridículo como um mineiro que veja o canário sofrer e se enoje com ele, em vez de pensar que ele e seus companheiros correm perigo.  
A “correção política” e a covardia não deixam atacar o problema na raiz. Experts alemães realizaram, a pedido da União Européia, um estudo sobre os atos de anti-semitismo que assolam a União. A conclusão foi taxativa: elementos radicais muçulmanos estavam por trás da onda de violência anti-judaica e a “nova esquerda” dava legitimação e sustento ideológico aos ataques. A demonização de Israel nas mídias, coadjuvava a violência.  

A reação das autoridades frente a este estudo mostra porquê a Europa vai direto ao desastre: a reportagem foi engavetada por considerar-se demasiado “ofensiva”. Em vez de fazer frente ao problema e tomar medidas enérgicas, a comissão encarregou outra reportagem “mais lanceada”.  

Alguém dirá: “Sim, porém, e os palestinos?” “Eles são os oprimidos e não Israel”.  

A atitude da Europa não tem nada a ver com os justos reclamos dos palestinos. 

Também durante Munique os alemães dos Sudetes (região Oeste da Checoslováquia) eram considerados oprimidos. Eles foram a desculpa de Hitler para reclamar o desmantelamento do pacífico país centro-europeu, apesar de que Praga havia acedido a quase todas as demandas de autonomia dos germanófobos dos Sudetes.  

Israel, tal como os judeus, não é odiado pelo que faz, senão pelo que é.  
Israel é odiado por ser um oásis democrático e ocidental em um mar de ditaduras. Israel é odiado por apoiar-se em valores de humanidade e liberdade cercado de tiranias sangrentas. Israel é odiado porque apresenta um exemplo nefasto para ditadores e tiranos. Não são os defeitos de Israel o que os terroristas odeiam – os quais existem em abundância -, senão suas virtudes.  

A intifada não foi lançada por causa da falta de negociações de paz, senão para fazê-las fracassar. Os atentados suicidas começaram em pleno processo de paz, foram causa e não conseqüência de seu fracasso. Aos olhos da Europa Arafat ganhou popularidade e legitimidade precisamente após rechaçar a paz e lançar uma guerra.  

A falácia de que maiores concessões por parte de Israel deterão o terrorismo é tão óbvia quanto perigosa. Ainda os que cremos, como a autora destas linhas, na justiça do reclamo palestino e na necessidade de um Estado Palestino ao lado de Israel, devemos saber que o terrorismo – e a hostilidade da Europa – têm pouco a ver com essa reivindicação.  

A solidariedade com os palestinos é, talvez, uma das maiores hipocrisias do século. A Europa que colonizou o mundo árabe, que oprime suas próprias minorias muçulmanas e que cala complacente frente às tiranias que assolam o mundo muçulmano, se descobre como campeã dos direitos humanos precisamente no tema palestino.  

A Europa, que - como a França – interveio dezenas de vezes em suas ex-colônias africanas, lava suas culpas nas costelas de Israel. A Europa que inventou o colonialismo, o genocídio e o totalitarismo converte as vítimas em culpados.  

A Europa jamais protestou quando os palestinos eram submetidos pelo Egito, Síria e Jordânia. Tampouco quando o Kuwait expulsou 300.000 palestinos de seu território. Só quando Israel é o suposto “perpetrador”, a solidariedade se faz ver.  

Longe de ser solidária, a Europa trata outra vez de “apaziguar” assassinos. Os que pagam, são outra vez os judeus.  

Se não temos canários – pensaria um mineiro néscio e suicida – então não haverá gás tóxico na mina. Se não existisse Israel – pensam europeus covardes e anti-semitas – então não haveria fundamentalismo islâmico.  
Os europeus são – nas palavras do grande Milan Kundera – “os engenhosos aliados de seus próprios coveiros”.  

Israel é, como disse um jornalista israelense, um país “on probation”. O problema não são os territórios ocupados, nem o conflito palestino. O tema é o direito de Israel existir. A legitimidade mesma da existência de um Estado Judeu. Nenhum outro país do mundo tem sua existência mesma questionada. Inclusive os que cremos na necessidade de entregar territórios em troca da paz, não devemos enganar-nos. A hostilidade da Europa não tem nada a ver com os territórios.  

Em uma notória pesquisa, 19% dos italianos disseram que Israel deveria deixar de existir. Mais revelador que o resultado é propriamente a pergunta: Por que é legítimo para um pesquisador europeu pôr em dúvida o direito de Israel existir e não o da Índia, Síria, França ou Itália? 

Israel tem que pedir permissão e perdão pelo mero fato de existir. Quem acompanha atentamente as emissões televisivas européias verá que já não se debate acerca de tal ou qual plano de paz, nem acerca de regras territoriais. O debate centra-se em deslegitimizar a existência do Estado.  

A “nova esquerda”, que na realidade tem pouco de nova e muito de ranço stalinista totalitário, converteu em legítimo e cool o anti-semitismo e a deslegitimização de Israel. Os anti-semitas modernos já não são velhos nazis ou fascistas repulsivos, senão intelectuais progressistas e da moda.
Como dizem Alain Finkielkraut, “é o tempo dos anti-semitas simpáticos”.  

O filósofo judeu-francês – que, diga-se de passagem, é um antigo militante pela causa palestina – queixa-se amargamente: “os debates nos quais participamos não são discussões, senão tribunais”. Aceita-se a terrível irracionalidade de ser anti-semita como condição necessária para ser liberal e anti-racista. O “direito de solo” que os intelectuais judeus têm que pagar para serem aceitos continua subindo: se antes tinha que ser pró-palestino, agora há que franca e plenamente negar o direito a Israel de existir.  

A sociedade e os meios de comunicação colaboram ativamente. Quando Le Pen – líder da extrema direita francesa – atacava os judeus, era condenado unanimemente; quando Tarik Ramadam – seudo intelectual muçulmano de esquerda – lança uma lista de ‘judeus suspeitos’, é convidado a explicar sua posição em ‘tout le monde en parle” (um programa da atualidades muito em moda na elite artística e intelectual francesa).  

Se houvesse objetividade, se poderia lutar com a mesma força pelos direitos dos palestinos e pelo direito de Israel de existir livre e seguro, como um estado judeu e democrático.  

Paradoxalmente, as posturas israelenses mais extremas se vêem fortalecidas por esta atitude. Se o que se nega é a existência mesma do Estado, inclusive em suas fronteiras de 1967, - pensa a extrema direita – então, de que serve fazer dolorosas concessões?

Se o que se deslegitimiza é Tel Aviv, então para que renunciar a Hebron? O argumento é logicamente irreprochável. Para que ceder territórios que se tenham no coração da consciência histórica judaica, se esse sacrifício não nos assegurará a paz, o reconhecimento e a segurança?  

Frente a isto, a esquerda se vê esvaziada de argumentos e impelida aos extremos, e os que desejam um acordo baseado em concessões mútuas sentem-se como ingênuos que ignoram os verdadeiros motivos de seus adversários.  

Quando o presidente francês Daladier voltou de Munique esperava ser linchado por sua claudicação ante Hitler. Em vez disso, foi recebido por uma multidão que o ovacionava por ter salvado a paz. Ninguém queria “morrer pela Checoslováquia”. Fingindo um sorriso, voltou-se para seu ministro das Relações Exteriores e murmurou: “Quels cons!” “(Que imbecis!)”.  

As similitudes com a época atual são arrepiantes. Líderes que legitimam ditadores e assassinos são tratados como “heróis da paz”, enquanto asseguram um futuro de mais guerra e terrorismo. Me pergunto se enquanto desfrutava de seu orgasmo midiático anti-americano e anti-israelense, Jacques Chirac se havia voltado para Dominique de Villepin para dizer “Quels cons”... 

Canários indóceis. Agora bem, suponhamos que em uma mina, os canários dizem basta! Basta de morrer para alertar os mineiros de perigos iminentes. Basta de sofrer, porque de todos os modos os mineiros não nos prestam atenção e seguem envenenando-se lentamente com os gases tóxicos da mina.  

Basta de morrer gratuitamente, porque a triste verdade é que aos mineiros não importa.  

Basta de asfixiar-nos por nada, porque a única coisa que recebemos é o ódio e não a solidariedade dos mineiros aos quais salvamos. Basta, porque os mineiros jamais aprenderão a lição e jamais entenderão que se nós morrermos, morrerão eles também. Basta, porque nem sequer cuidam de nós, para cuidarem-se a si mesmos.  

Basta! Nos negamos a ser as cobaias da mina; vamos fazer o que fazem todos os demais: defender nossa própria vida antes de tudo.  
Esta é a legítima eleição de Israel hoje.
                                           _____________________


Hoje, 12 anos depois, o Estado de Israel  é encarado da mesma forma. Nada mudou...


Carlos I. S. Azambuja é Historiador.

sábado, 30 de janeiro de 2016

Onde $talinácio vai morar em 2018?


Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net

A única saída para o Brasil é uma Intervenção Cívica Constitucional que reinvente e redesenhe o modelo de Estado, rompendo com o Capimunismo Rentista Corrupto, a fim de implantar mecanismos diretos e legítimos de controle da máquina pública pela sociedade, restabelecendo as instituições republicanas. Não basta tirar remover os lixos do "governo mais arrogante, incompetente e despreparado que já tivemos" - definição que tomo emprestado da jornalista Cora Rónai.

Intervenção Cívica Constitucional é a conclusão óbvia ululante. Tente misturar o noticiário político (cheio de mentiras, cinismos e hipocrisias) com o econômico (repleto de erros conceituais primários, incompetência de gestão comprovada, fracassos concretos e pessimismo real), temperando tudo com as infindáveis revelações sobre escândalos de corrupção. Facilmente, quem raciocina com a mínima lógica constatará que a crise é estrutural. Portanto, o prioritário, urgente e fundamental é mudar a estrutura (e não apenas substituir as pessoas nos desgovernos).

Chega de perder tempo. Cada segundo que jogamos fora sem tomar as decisões acertadas só agravam os problemas brasileiros e aprofundam o nosso subdesenvolvimento. Os prejuízos sociais (derivados dos erros, atos criminosos ou omissões) são crescentes e incalculáveis. A estrutura estatal brasileira é (aliás, sempre foi) uma máquina de moer gente, explorando e roubando recursos humanos e naturais até o limite da exaustão, sem contrapartida social estruturante (coisa bem diferente do populismo que usa e abusa da máquina pública para distribuir meros favores em troca de votos que ajudam a perpetuar as organizações criminosas no poder).

A regra do jogo em vigor assegura a manutenção do desgoverno do crime organizado. Por isso, via Intervenção Cívica Constitucional, o Brasil tem a urgência urgentíssima de outorgar uma ordem institucional que tenha plena legitimidade, após amplo debate entre os cidadãos com honestidade comprovada e bons propósitos democraticamente definidos. Não nos interessa mais a ditadura do crime - ou suas variações pseudodemocráticas, como é o caso do atual regime da tal "Nova República" (que já nasceu velha e esclerosada).

Chega de golpismos baixos. Também não nos serve repetir os erros crassos do regime de 1964 - que pecou por não identificar os maiores inimigos do Brasil: 1) a Oligarquia Financeira Transnacional (que sempre agiu para nos manter artificialmente na miséria) e 2) o pior dos canalhas: nós mesmos, um povo ignorante, violento, omisso, que prefere esperar que o milagre da salvação venha do Estado Interventor, e não da iniciativa do cidadão livre e organizado. O segundo inimigo é o mais perverso, pois segue, até sem saber, o desejo natural do primeiro. Ambos, principalmente o segundo, mantém o Brasil no estágio escatológico de civilização.

Um fato objetivo bem determinante do ser humano revela por que tanta gente está pt da vida com a polêmica sobre o apartamentão triplex, na beira de uma praia bacana no Guarujá, que a família de Luiz Inácio Lula da Silva (não adianta negar, nem mentir) adquiriu no Condomínio Solaris - nome dado ao Residencial Mar Cantábrico, inicialmente erguido pela Bancoop (a cooperativa habitacional dos bancários de São Paulo, investigada e denunciada pelo Ministério Público por desvio de grana para o Partido dos trabalhadores). A triste e lamentável verdade é: muita gente na bronca gostaria de desfrutar do mesmo luxo que a família Lula agora não poderá mais curtir, porque, como se diz na gíria, "o triplex caiu"...

Se a inveja é uma merda, a insistente e inconsistente mentira se torna pior ainda. Os termos de adesão ao empreendimento do Guarujá, que teve as obras concluídas pela empreiteira OAS (detonada na Lava Jato), comprovam que Marisa Letícia (mulher de Lula) sabia, de forma justa, clara e perfeita, que unidade residencial estava comprando. O número de cada apartamento constava dos registros iniciais de comercialização - conforme revelam várias reportagens. A informação derruba a inconsistente tese da defesa de Lula sobre uma mera aquisição de cotas do edifício, sem saber que unidade estava comprando.

Um mistério ainda persiste sem resposta, até agora: por que foi dada à família do ex-presidente a chance de desistir do imóvel cinco anos depois do prazo definido para decisão dos associados? Talvez a resposta possa ser dada por Lula, Marisa e pelo ex-presidente da OAS, Léo Pinheiro, no próximo dia 16 de fevereiro. O Brasil inteiro se alvoroçou ontem com a notícia de que os três foram intimados a depor, na incômoda qualidade de "investigados", no Ministério Público de São Paulo. O promotor Cássio Conserino (contra quem a ira Lula pede punição no Conselho Nacional do Ministério Público) desconfia que houve tentativa de esconder a identidade do verdadeiro dono do triplex, caracterizando crime de lavagem de dinheiro.

A aposta geral é que Lula e Marisa não comparecerão ao MP... Começa mais uma novela... Lula teria uma saída para esta crise. Basta revelar que a cobertura, na verdade, pertence ao Romero Rômulo - o cínico bandido romântico da novela "A Regra do Jogo". Ou, então, alegar, com a sinceridade verdadeira de sempre, que o imóvel fora doado, como caridade, para a bela namorada dele (Romero), a vigarista da Athena - que daria uma excelente Chefe de Gabinete Presidencial de algum político corrupto em filme de ficção.

Lula está muito pt da vida, como nunca antes na história deste País... Não porque, com grande certeza, deva perder a chave do triplex. Mas porque, diante de tanta desmoralização, ficará quase impossível recuperar as chaves dos Palácios do Planalto e da Alvorada. Lula em 2018? Ele já deve estar muito preocupado, até apavorado, sobre onde pode estar morando... Gotham City é um lugar muito gelado... E o Batman anda com aquele louco desejo do Negão da Chatuba... Vitória na Guerra, $talinácio!

AÇO


Lema fortíssimo da campanha de Lula para a sucessão presidencial de 2018:

AÇO - Abitação, Çaúde e onestidade!

Afundando, de vez



Folha de S. Paulo publica nota fiscal de barco comprado com o cartão de crédito da Marisa para o famoso sítio de Atibaia - que também "não pertence" a Lula... 

Melhor ficar calado


Moro, um fracasso retumbante?

Generais do Exército estão perguntando em trocas de e-mail e zap-zaps:

Quanto o Paulo Henrique Amorim recebeu para  abrir a boca e vomitar uma  agressão verbal tão leviana e descabida contra o  juiz Sergio Fernando Moro?



Perguntinha cavalar

Indagação pertinente do veterano apresentador televisivo Marcos Hummel:

"Será que enquanto o cavalo bebe água, o Ministro da Fazenda vai tentar tirar a vaca do brejo?"

Caro Hummel, parece que tentar o fazendeiro vai: o problema é se vai conseguir salvar do atoleiro a Vaca e o Boi...

Pavor permanente


Vitória na Guerra ao mosquito


Engana que eu gamo


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O Alerta Total tem a missão de praticar um Jornalismo Independente, analítico e provocador de novos valores humanos, pela análise política e estratégica, com conhecimento criativo, informação fidedigna e verdade objetiva. Jorge Serrão é Jornalista, Radialista, Publicitário e Professor. Editor-chefe do blog Alerta Total: www.alertatotal.net. Especialista em Política, Economia, Administração Pública e Assuntos Estratégicos. 

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© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 30 de Janeiro de 2016.