segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

Defesa de Lula submeterá STF e STJ à prova de fogo


Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net

O Supremo Tribunal Federal e o Superior Tribunal de Justiça - topos do judiciário brasileiro - serão submetidos a uma prova de fogo institucional com as futuras ações promovidas pelos advogados de defesa do poderoso Luiz Inácio Lula da Silva. Os ministros terão de demonstrar, com atitudes firmes e éticas, que o STF e o STJ não foram totalmente aparelhados pelos esquemas que pretendiam perpetuar o PT no poder federal.

Não vai ser fácil. Nos bastidores do judiciário, ministros confidenciam a amigos próximos que nunca foi tão alta a pressão politicamente espúria a que alguns deles vem sendo submetidos, desde que quando a cúpula do PT e Lula começaram a sofrer os efeitos diretos das ações da Força Tarefa da Lava Jato e das decisões do juiz Sérgio Moro. A pressão é quase idêntica à sofrida pelo ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, que tem a cabeça pedida por Lula e aliados, sob a "acusação" de "não ter controle sobre as ações da Polícia Federal".

A aposta é que o depoimento de Lula, sua esposa Marisa e seu filho Luiz Cláudio, marcado para a próxima quinta-feira, 3 de março, será um divisor de águas na mais intensa batalha de uma parte ainda não hegemônica do judiciário contra uma bem estruturada organização criminosa - que usa a atividade política e o aparelhamento da máquina estatal como meio de enriquecimento, ocupação e ampliação de poder. Existe até o risco de que as previsíveis manifestações de violência se tornem mais acentuadas e saiam do controle, ainda mais se a cúpula do judiciário não der provas objetivas de que segue a linha de combate à impunidade e à corrupção cobrada pela maioria do povo brasileiro, que volta às ruas no dia 13 de março.

O prefeito de Salvador, Antônio Carlos Magalhães Neto, definiu muito bem a situação de Lula, em entrevista ao Correio Braziliense: "Diziam que o Lula era feito de teflon, porque nada que se falasse dele, pegava. O Lula hoje, na visão de quase todos os brasileiros, entrou na vala comum. Pior. Entrou no rol de políticos que são malvistos ou que precisam se explicar. Se o Lula não conseguir dar uma explicação muito consistente — que não deu até hoje — de tudo que pesa contra ele, isso vai abalar fortemente a continuidade de um projeto político que ele possa ter. Como também arranha a história, o legado e o que ele fez como presidente da República".

Em resumo: o fim está próximo, mesmo que o candidato alegue ter tesão para disputar a sucessão presidencial de 2018. É grande a aposta de que vai fracassar o plano de Lula em priorizar sua defesa pessoal e a reconstrução da imagem do PT, deixando de fazer a defesa do governo Dilma Rousseff. Lula tem grandes chances de acabar com a imagem consolidada de "traidor".

Releia o artigo de domingo: O tesão de Lula vai violentar a Dilma?

Chega de impostura


De saco cheio


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A transcrição ou copia dos textos publicados neste blog é livre. Em nome da ética democrática, solicitamos que a origem e a data original da publicação sejam identificadas. Nada custa um aviso sobre a livre publicação, para nosso simples conhecimento.

© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 29 de Fevereiro de 2016.

Judasciário


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos Maurício Mantiqueira

Desde os tempos coloniais o pseudo poder judiciário está acima dos pobres mortais.

Seus membros preguiçosos, arrogantes e covardes podem (e podiam) fazer qualquer coisa, menos julgar contra el Rey ou o erário público.

Vendem a Pátria todos os dias por trinta ou mais dinheiros.

Felizmente são idiotas e se consideram inatacáveis.

Basta a ira de um homem de bem contra o algoz de sua honra para acabar a invulnerabilidade.

Estilo de vida incompatível com seus rendimentos: amantes, holdings e contas bancárias no exterior serão descobertas cedo ou tarde. Então a barba arde.

Até hoje, os pegos com a boca na botija são forçados a uma dourada aposentadoria precoce.

Chegará o dia do relho e ou da intoxicação por chumbo.

Então, de nada valerão pedidos de clemência e fingimentos de demência.

Quem com fel feriu vai pra PQP.


Carlos Maurício Mantiqueira é um livre pensador.

Guerra ao Mosquito


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Rômulo Bini Pereira

Informações oriundas do Ministério da Defesa e publicadas em órgãos de imprensa asseguram que 200.000 militares brasileiros estão sendo empregados no mutirão de combate ao mosquito "aedes aegypti", uma verdadeira guerra segundo o próprio titular da Pasta. Para os que possuem um conhecimento do número de militares das Forças Armadas, esse efetivo anunciado é surpreendente.

Nesse emprego, válido em seu mérito, a quantidade de militares empenhados causa uma real preocupação. É sinal que nossas fronteiras e organizações militares estão desguarnecidas, nossos navios estão atracados ou à deriva e os nossos aviões sem tripulação para a condução de nossas autoridades para ouvirem suas bases.

As Forças Armadas, no período da Nova República, têm sido empregadas constantemente em "ações complementares", com o objetivo de dar apoio à população, não só em calamidades de toda ordem, mas também em ações de caráter social, a substituírem órgãos que não possuem a capacidade ou competência para conduzir com eficácia tais operações. O Exército, inclusive, adota o lema "Braço Forte - Mão Amiga", esta representando o apoio à população brasileira.

Nos governos petistas este emprego é de um crescimento constante, parecendo não medirem consequências. "Chamem o Exército" é um mote a ecoar nos corredores de Brasília e até mesmo no Palácio do Planalto. Talvez ele represente fielmente o que já foi dito por um de seus líderes: "É uma mão-de-obra barata, nada questiona e nem entra em greve". Sem dúvida uma visão de sindicalistas.

Essa "guerra ao mosquito" representa também uma tentativa do governo central de atingir um grau mínimo de credibilidade. Efetivos expressivos das Forças Armadas  — instituição de maior credibilidade no país —, o noticiário intenso da mídia televisiva e a presença de autoridades do primeiro escalão governamental nas grandes capitais são fatos que assinalam uma jogada de marketing na busca da sonhada credibilidade.

Para renomados infectologistas e pesquisadores do vírus não será o empenho dos militares que irá atenuar a gravidade da epidemia. Asseguram não só que a "guerra ao mosquito" poderá desmoralizar as Forças Armadas, bem como que os elevados recursos empenhados seriam melhor aplicados em pesquisas ou no aparelhamento de hospitais e postos médicos.

É preciso deixar claro que essa ação deve ser temporária, sob pena de as Forças se tornarem uma "ZICABRÁS", uma estatal com garantia de ineficiência, como as demais. É uma ação meritória, porém não poderá ser de longa duração, pois ela e outras "ações complementares" já influenciam as missões constitucionais das Forças Armadas.

Essa influência, claramente negativa, apresenta dois efeitos. O  primeiro se faz sentir em especial na Força Terrestre, por sinal, a que sempre emprega maiores efetivos, em sua grande maioria, oriundos do Serviço Militar Obrigatório, com duração de nove a doze meses. O segundo dificulta nesse período anual, juntamente com as "ações complementares", a realização de adestramentos coletivos, estes sim a principal componente da formação militar e que realmente proporciona à tropa o grau de operacionalidade desejado. Atualmente se observa uma ênfase em instruções individuais especializadas.

Esta operacionalidade não visa somente o campo externo  — Defesa da Pátria —  mas também o campo interno que, gradativamente, vai se tornando um campo prioritário, como prescreve o artigo 142 da Constituição, como garantidora dos poderes constitucionais da lei e da ordem. É sempre um questionamento se as Forças Armadas estão preparadas para tais missões.

Nestes tempos de crises políticas, econômicas e sociais, bem como de desgovernos e escuridões, este questionamento ganha vulto no campo interno.

Movimentos sociais, sindicatos, organizações estudantis e não governamentais, militância e até partidos políticos, com destaque para setores radicais do Partido Comunista do Brasil, que tem como uma das proeminências o atual Ministro da Defesa,  pregam abertamente a tomada do poder pela força, caso necessária. Nas badernas que conduzem invadem propriedades, quebram, destroem, bloqueiam vias e estradas, agridem e matam. Não se nota qualquer medida de maior expressão para coibir estes vandalismos. Seus líderes tem livre trânsito nas altas esferas governamentais.

E esses vandalismos poderão se agravar caso o ex-presidente Lula sofra qualquer pena judicial, em razão de denúncias que o apontam como tendo recebido benefícios de empreiteiras, conforme processos que já correm no Judiciário. Segundo seus seguidores, os processos são um golpe político-eleitoral e se pretenderem prender o ex-presidente, "haverá reação e vão tocar fogo no país". O seu próprio filho repetiu essas ameaças, alertando que "não se tem ideia da reação que será desencadeada". E, o pior, eles realmente podem iniciar conflitos e manifestações que poderão incendiar o país. Já fizeram no passado e recentemente nas manifestações que antecederam a Copa do Mundo. Estão preparados e estruturados para tal fim, como consta de seus blogs: "Precisarão pôr tanques na rua (de novo) para concretizar esse golpe eleitoral, mas serão fragorosamente derrotados".

Uma afirmativa inconsequente que, se concretizada, poderá agravar o estado de pré-caos em que vive a nação e que levará o povo brasileiro a um conflito interno indesejável e de proporções muito maiores dos que já foram vividos no passado. Uma grave instabilidade institucional que obrigará o emprego das Forças Armadas de acordo com a Constituição. Para isto elas deverão estar prontas, devidamente adestradas em alerta para esses momentos críticos. É tempo de relembrar com ênfase Publius Vegetius:"Si vis pacem, parabellum!".


Rômulo Bini Pereira é General de Exército na reserva. Ex-Chefe/Estado-Maior da Defesa.

Oscar 2016 - versão Milton Pires


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Milton Pires

Oscar 2016: (indicados)

Direção de Organização Criminosa - Lula

Efeitos Especiais nos Inquéritos - Rodrigo Janot

Dublê de Juiz - Roberto Barroso

Melhor Atriz Presa - Mônica Santana.

Maquiagem de Ficção Cientifica - Nestor Cerveró

Fotografia de Propaganda - equipe que cobriu a festa de 36 anos do PT

Roteiro de Fuga - Delcídio Amaral

Atriz "Coadjuvante" - Dilma Rousseff

Edição de agenda eletrônica - Marcelo Odebrecht


Milton Simon Pires é Médico.

Boicote aos Judeus


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos I. S. Azambuja

Pouco tempo atrás, o Irã e o líder supremo, aiatolá Ruhollah Khomeini, pediram ao mundo muçulmano para boicotar tudo e qualquer coisa que tenha origem judaica; em resposta, Meyer M. Treinkman, um farmacêutico, se ofereceu para ajudá-los em seu boicote da seguinte forma:

Qualquer muçulmano que tenha sífilis não deve ser curado pelo teste de Wasserman que foi descoberto por um judeu, o Dr. Ehrlich. 

Muçulmanos que tenham gonorréia, não deveriam procurar o diagnóstico, porque estariam usando o método de um judeu chamado Neissner.

Um muçulmano que tenha uma doença cardíaca não deve usar Digitalis, descoberta por um judeu, Ludwig Traube.

Se ele sofrer com uma dor de dente, não deve usar novocaína, uma descoberta dos judeus, Widal e Weil.

Se um muçulmano tiver diabetes, não deve usar insulina, o resultado da pesquisa feita por Minkowsky, um judeu.

Se alguém tem uma dor de cabeça, deve evitar Pyramidon e Antypyrin, uma descoberta dos judeus Spiro e Ellege.

Muçulmanos com convulsões devem ficar assim, pois foi um judeu, Oscar Leibreich, que propôs o uso de hidrato de cloral.

Árabes devem fazer o mesmo com seus males psíquicos, porque Freud, pai da psicanálise, era um judeu.

Se uma criança muçulmana pegar Difteria, ela deve abster-se de usar o "Schick", que foi inventado pelo judeu Bella Schick.

Os muçulmanos devem estar prontos para morrer em grande número e não devem permitir o tratamento da orelha e danos cerebrais, trabalho do judeu ganhador do Prêmio Nobel, Robert Baram.

Eles devem continuar a morrer ou ficar aleijados por Paralisia Infantil, porque o descobridor da vacina anti-pólio é judeu, Jonas Salk.

Os muçulmanos devem se recusar a usar estreptomicina e continuar a morrer de tuberculose, porque um judeu, Zalman Waxman, foi o inventor dessa droga milagrosa contra essa doença mortal.

Médicos muçulmanos devem descartar todas as descobertas e melhorias feitas pelo dermatologista Judas Sehn Bento, ou o especialista em pulmão, Frawnkel, e de muitas outras de renome mundial cientistas judeus e especialistas médicos de renome mundial.

Muçulmanos devem permanecer aflitos com sífilis, gonorréia, doença de coração, dores de cabeça, tifo, diabetes, transtornos mentais, convulsões, poliomielite e tuberculose, e terem orgulho em obedecer ao boicote islâmico.

Ah, e por falar nisso, não chame um médico em seu telefone celular porque o telefone celular foi inventado em Israel por um engenheiro judeu.

Enquanto isso eu pergunto, que contribuições médicas para o mundo os muçulmanos fizeram? 

A população Islâmica é de aproximadamente um bilhão e duzentos milhões, ou 20% da população do mundo.

Eles receberam 7 Prêmios Nobel:

A população global judia é de aproximadamente 14 milhões, cerca de 0,02% da população do mundo.

Eles receberam 129 Prêmios Nobel!

Os judeus não estão promovendo lavagem cerebral em crianças em campos de treino militar, ensinando-os a fazerem-se explodir e causar mortes de judeus e outros não-muçulmanos.

Os judeus não seqüestram aviões, nem matam atletas nos Jogos Olímpicos, ou fazem explodirem-se em restaurantes alemães.

Não há um único judeu que tenha destruído uma igreja.

Não há um único judeu que proteste matando pessoas. Os judeus não fazem tráfico de escravos, nem têm líderes que peçam Jihad e morte a todos os infiéis.

Talvez os muçulmanos do mundo devam considerar investir mais em educação e deixar de culpar os judeus por todos os seus problemas.

Os muçulmanos devem perguntar o que podem fazer para a humanidade, antes de exigir que a humanidade os respeite.

Independentemente dos seus sentimentos sobre a crise entre Israel e os palestinos e seus vizinhos árabes, mesmo que você acredite que há mais culpa por parte de Israel, as duas frases seguintes realmente dizem tudo:

- Se os árabes depuserem as armas hoje, não haveria violência nunca mais.
- Se os judeus depuserem as armas hoje, não haveria mais Israel. 

Benjamin Netanyahu disse: o General Eisenhower advertiu-nos. 

É uma questão de história que, quando o Comandante Supremo das Forças Aliadas, General Dwight Eisenhower, encontrou as vítimas dos campos de extermínio ordenou todas as fotografias possíveis de serem tomadas, e que os alemães das cidades vizinhas fossem guiados através dos campos de concentração, e ainda os fez enterrar os mortos.

Ele fez isso e disse: "Tenham tudo documentado - obtenham os filmes - obtenham as testemunhas -, porque em algum lugar, no caminho da História, algum bastardo se erguerá e dirá que isto nunca aconteceu “

Recentemente, no Reino Unido, ocorreram debates para remover o Holocausto dos currículos escolares porque'ofende' a população muçulmana, que afirma que ele nunca ocorreu.

Ele não foi removido. Ainda. No entanto, este é um presságio assustador sobre o medo que está atingindo o mundo, e o quão facilmente cada país está dando para ele.

É agora, mais de 65 anos após a Segunda Guerra Mundial na Europa ter terminado. Agora, mais do que nunca, com o Irã, entre outros, sustentando que o Holocausto é um mito, é imperativo assegurar que o mundo nunca esqueça o Holocausto.

Quantos anos irão passar para que se pense que o ataque ao World Trade Center 'nunca aconteceu' , porque ofende alguns muçulmanos nos Estados Unidos?

Carlos I. S. Azambuja é Historiador.

domingo, 28 de fevereiro de 2016

O tesão de Lula vai violentar a Dilma?


Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net

Até quando teremos de aguentar Dilma Rousseff no poder, desgovernando e acabando com o Brasil? Os analistas mais realistas avaliam que nada acontece com ela imediatamente. A Presidenta teria uma sobrevida até abril ou maio de 2017, em processo de impeachment ou de cassação de chapa reeleitoral.

O cinismo e o fanatismo impedem Dilma de renunciar, mesmo que perca o apoio político. Nos embalos do suicídio, empresários reclamam muito, mas pouco fazem de concreto para derrubá-la. Os banqueiros, mesmo pressionados por alguns rentistas insatisfeitos, não têm interesse em afastar Dilma, sem a certeza de que tudo fique como sempre esteve.

Já que a realidade anda dura demais, vamos dar uma pausa para a ficção, ou melhor, para a facção da novela das nove, "A Regra do Jogo", nos capítulos finais. A coluna da Patrícia Kogut, no site de O Globo, reproduz um diálogo entre a bandida Athena e o tal "Pai" (o empresário Gibson Stuart, o chefão da organização criminosa da trama, ironicamente, interpretado por um petista fanático, o excelente ator José de Abreu. A fala da Athena é uma ironia com o Brasil desgovernado pelo crime organizado:

"Você não sabe o quanto eu admiro o senhor, eu nunca pude te dizer isso pessoalmente, mas o senhor tem um projeto, um projeto que eu admiro demais! Cara, esse país todo esculhambado, corrupto, não tem nada que funciona direito. Aí o senhor monta a facção, nível primeiro mundo, o objetivo, a operação, top, top, top, é um exemplo para o país! Eu posso somar muito com o senhor! Eu posso ser sua sócia aqui e na facção, ao mesmo tempo. Eu posso me dedicar o tempo todo, 24 por 7! Eu sei que o Romero e o Orlando (Eduardo Moscovis) doavam 60% do faturamento deles para a facção. Eu topo dar 90!"
"Eu estou ligada que você está sozinhão, Gibson. Antes tinha o Orlando, o Zé Maria (Tony Ramos), o Romero. Agora, você está aí no alto, sozinho, sem ninguém na linha sucessória! Ninguém para continuar tua obra. Para ouvir teus problemas. Para te dar conselho. Quem sabe eu não sou essa pessoa que está te fazendo falta, hein? Quem sabe um dia, lá na frente, o novo Pai não vai ser uma Mãe?"
Mais tragicômico que este diálogo de novela (?) é assistir ao teatrinho encenado por Lula, Dilma, seus aliados-inimigos e a "oposição" de mentirinha. O líder $talinácio, claro, ganha fácil de todos, merecendo um Oscar simbólico, de melhor ator insuperável ou de melhor efeito especial em tudo que faz e fala. Na festança dos 36 anos do Partido dos Trabalhadores, aproveitando a ausência obsequiosa e oportunista de Dilma, Lula se lançou à sucessão presidencial de 2018: "Se for necessário, se vocês entenderem que a manutenção do projeto corre risco, estarei com 72 anos e tesão de 30 para ser presidente da República".

Realmente cheio de tesão, Lula aproveitou para meter o pau em todo mundo: "Ando de saco cheio com comportamento dos nossos inimigos e da imprensa. Brigamos para ter Ministério Público forte. Não imaginava ter uma parte do Ministério Público subordinada à imprensa brasileira, fazendo o jogo da Veja, do Globo. As pessoas que se subordinam desta forma não merecem o cargo. Digo que não tenho apartamento. Um cidadão, obedecendo ao Globo e a TV Globo, diz que o tríplex é meu. É uma situação sui generis. Quando terminar o processo, podem me dar o apartamento e a chácara. Não se pode criminalizar qualquer pessoa pelas manchetes da imprensa. Os juízes tem medo de votar temendo as manchetes dos jornais. Nenhum pais será serio se um ministro da Suprema Corte, do TCU ou funcionário público tiverem de agir por conta de pressão da opinião pública".

$talinácio deve ter ficado muito pt da vida com uma pesquisa Datafolha feita entre os dias 24 e 25 de fevereiro, em 171 cidades brasileiras, ouvindo 2.768 pessoas. Pelo menos 58% dos entrevistados acreditam que o ex-presidente foi beneficiado por construtoras na reforma do apartamento do Guarujá e no sítio em Atibaia. Percentual que sobe a 79% entre os que se consideram bem ou mais ou menos informados sobre o assunto.

Lula deve ter ficado feliz com a Dilma - a mesma que ele detona a cada instante. No Chile, providencialmente longe dos festejos da petelândia, a Presidenta "escreveu" uma linda cartinha, contendo um trecho de especial carinho ao Presidentro: “O presidente Lula é um patrimônio político do nosso país e do mundo, que vem sendo duramente atacado, de forma injusta. Sou e serei solidária ao meu amigo e companheiro Lula em todas as ocasiões, e continuarei a seu lado em todas as batalhas que certamente ainda travaremos”.

Dilma também dedicou outro trecho da amável mensagem para defender o PT - partido que adoraria se ver livre dela, sendo a recíproca mais verdadeira ainda. Dilma "escreveu": “A esses que fazem a luta política com base em factóides, mentiras, insinuações, fofocas e insinuações, responderemos com o melhor antídoto possível: a relação direta de confiança que construímos, nestes 36 anos, com os movimentos sociais, os trabalhadores, as mulheres, os jovens, todos aqueles que transformamos em protagonistas do desenvolvimento de nosso país”.

Já que o papel e o vento aceitam quaisquer palavras, aproveitando a viagem ao Chile, Dilma dei uma declaração bem destoante da cartinha, para resumir sua relação com o PT: "Nós vivemos numa democracia. O governo é uma coisa, os partidos são outra. Em que pesem eles serem a base, muitas vezes eles divergem. Isso é normal e tem que ser encarado com normalidade. Eu sempre pedirei apoio e conto com o apoio deles. Um partido é um partido, um governo é um governo. Eu não governo só para o PT. Eu governo para os 204 milhões de brasileiros. Eu não governo só para o PT, só para o PSD, só para o PDT, ou só para o PTB, ou só para o para o PMDB. Eu tenho de governar olhando todos os interesses. E como o nome diz, o partido é sempre uma parteNão é pessoal isso. Tem concordâncias, discordâncias, tem propostas diferentes e tem amadurecimento do governo, que não é dono da verdade, nem dos partidos, que são donos de sua verdade. Cada um tem a sua verdade e acha que ela tem que ser externada".

Acuada politicamente, Dilma teve também de falar do assunto que mais a incomoda: o fracasso econômico brasileiro sob a má gestão dela. A "economista" Dilma, novamente, apelou para a demagogia, dando um show de cinismo pragmático: "O que é necessário para o Brasil recuperar o grau de investimento? Temos que estabilizar a situação fiscal. É fundamental que as pessoas percebam que não existe o fim em si de equilibrar o orçamento do Estado brasileiro. Você faz isso porque é essencial para que se crie um ambiente favorável ao investimento, que esteja com inflação controlada e que permita que haja um horizonte de expectativas positivas. Além disso, o Brasil precisa se unir. O Brasil não pode sistematicamente se mostrar desunido, todas as pessoas pessimistas. Todas as pessoas eu não digo, porque eu acho que o povo brasileiro é um otimista, mas grupos muito pessimistas que só olham a parte mais vazia do copo e isso nós não podemos permitir".

A novela da Dilma vai longe. A da Rede Globo acaba logo... Se a linda bandida Athena será a "Mãe da Facção", os capítulos finais vão revelar... A ficção, tudo acerta no final. A realidade, no entanto, costuma ser cruel. Luiz Inácio Lula da Silva, personagem de si mesmo, se prepara para se submeter a maior vergonha de sua vida, sendo obrigado a depor ao Ministério Público Federal, na próxima quinta-feira, 3 de março, às 11 horas da manhã.

A esposa Marisa Letícia depõe às 9 horas. O filho do casal, Luiz Cláudio, falará às 13 horas. A previsão é de manifestações conflituosas entre a turma contra e a favor do $talinácio, diante da Justiça Federal em São Paulo.

Cheio de tesão, Lula não poderá correr do pau. Corre até o risco de ser conduzido de forma coercitiva pela Polícia Federal. Se terminar levado a depor pelo famoso "Japonês da Federal", Lula será submetido ao máximo vexame, para delírio dos que o odeiam e para indignação dos fanáticos que o amam com tesão infindável.

Voltando à indagação primária: O tesão de Lula tem poder para violentar a Dilma? Claro que tem... Mas a Dilma pode lhe aplicar uma chave de perna política, embora isso seja sexualmente improvável. A Presidenta é uma refém de Lula, do PT e das facções criminosas. Se ela trair, acabam com ela mais depressa.

O Alerta Total já escreveu e repete: Dilma só teria uma mínima chance de salvação se rompesse, abertamente, com o PT que fará de tudo para destruí-la, na tentativa de salvar Lula. O tempo se esgotou para Dilma tomar tal decisão. O triste e lamentável é que a agonia dela no poder agrava, ainda mais, a situação de caos no Brasil. E se o tesão de Lula aumentar, a Nação brasileira será ainda mais estuprada. Lula fará o diabo porque não quer saber de hospedagem forçada em Curitiba... A beligerância dele pode alimentar a guerra de todos contra todos - a chamada guerra do fim dos imundos...

De repente, quem sabe, o aprofundamento do caos não seja a pré-condição histórica necessária para a maioria tomar vergonha na cara e promover a inédita Intervenção Cívica Constitucional?

Presentinhos


Que transtorno


Efeito Acarajé pós-Pixuleco


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Cabaré furreca


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos Maurício Mantiqueira

O clima no planalto é de fim de noite em cabaré furreca.

A cafetina, exausta, não comanda mais as “meninas”.

A orquestra, sempre desafinada, não consegue tocar mais nada.

A bebida é fajuta; a comida asquerosa. Tudo é de mentira, do bruta bestia a pomba gira.

O lixo gerado pelo bando mixo, não se consegue mais esconder debaixo do tapete.

A nós só resta esperar a atitude de dona Onça.

Se ela se omitir é porque o país entrou em irremediável decadonça.

Se agir, rezemos que não dê solução de meia-sola.

Tabula rasa. Novas leis, novos atores, novas esperanças.

Que se enterrem os velhos vícios e os estrupícios.


Carlos Maurício Mantiqueira é um livre pensador.

Fendas abertas na Constituição do Brasil


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Laércio Laurelli

Será o que Brasil é um país desorganizado por culpa do povo ou dos políticos? Vejamos: diversos tipos de impostos você paga por mês. Quando os políticos assumem o poder seja lá qual for a estratégia utilizada, passam a usufruir de grande soma de dinheiro. Pode-se então, qualificá-los de “facção”.

O dinheiro que sobra do primeiro desconto do seu salário, você vai adquirir para sua sobrevivência, produtos e serviços. Esse é o momento do “descarte”, já que nesses produtos e serviços estão embutidos cerca de 50% de impostos. Daí, você se dá conta que grande parte do que lhe pertence, fruto de seu trabalho, sobrou muito pouco, ou seja, tomaram de você.

Suponhamos que você concorde com isso, então, você teria que ter um retorno no tocante à saúde, ensino, segurança, aposentadoria gratuita,etc.
Aí, você se dá conta que para obter aquilo que é obrigação do Estado, você tem que pagar tudo de novo: escola, plano de saúde, seguro contra roubo do seu carro, pedágio, previdência e por aí vai.

A indignação vai consumir sua tolerância quando chega a você a informação que em outros países sérios, você teria todos estes serviços de graça, ou seja, você ficaria com a maior parte do que produziu honestamente e o governo com a menor.

Dessa maneira, significa que você e outros milhões de pessoas entregam ao Estado a maior parte do dinheiro que conseguiram conquistar com seu trabalho. E, como você tem acesso à comunicação, toma conhecimento que a maior parte do dinheiro arrecadado pelo Estado passa pelo esgoto da corrupção, do desperdício, dos privilégios, dos cartões corporativos.

E, além de tudo isso, eles ainda têm a coragem de impingir ao povo mais arrecadação de impostos, tal como a excrescência da cpmf. E o que mais insulta é ver que o governo comunista-terrorista implantado no poder, investe na produção de bandidos que assaltam, matam e o estado sonega as informações verdadeiras sobre a violência.

Finalmente, você passa a entender que a tal “facção” criminosa é aquela que governa o País.

Sou brasileiro como você e tenho o privilégio de ter alcançado na minha vida profissional o destaque e o respeito do poder judiciário. Por este motivo ouso afirmar que a confiabilidade na quarta instância do Poder Judiciário, atualmente, deixa muito a desejar.

A aparência, faz crer, face a predominância dos “infiltrados” manejarem o estímulo  de abrir uma fenda na carta magna deste país, com a evidência indiscutível de prover julgamentos nefastos, a manter assim, ereta a permanência  da “dama do planalto”, sobrepondo-se às verdades sublimes, os demais direitos e garantias sociais e, aos honrados ministros integrantes da corte suprema, seus pares,  mais antigos, que sustentam em suas mãos a árdua tarefa de manter a  consciência do Estado de Direito democrático do Brasil.  


Laercio Laurelli – Desembargador aposentado do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo – Professor de Direito Penal e Processo Penal – Jurista – articulista – Idealizador, diretor e apresentador do programa de T.V. “Direito e Justiça em Foco”.

Os políticos são os primeiros a abandonar o navio


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Alcelmo Gois

Divórcio entre a cria e o criador é, na política, mais comum do que andar pra frente. O Rio mesmo foi governado por uma geração de políticos — Marcello Alencar, Saturnino Braga, Garotinho e Cesar Maia — nascidos no brizolismo e que depois romperam com o caudilho.

O Lula, cuja capacidade de sobrevivência na selva é admirável, já se vacinou, mesmo no período de vacas gordas, para caso houvesse rompimento. Ele sempre deixou espalhar suas discordâncias na condução da economia e da política, além de ter oferecido ombro amigo àqueles que, dentro do partido, trombavam com Dilma.

Mas a questão não é essa. O problema é que hoje o governo Dilma é um rotundo — a primeira vez que eu ouvi esta palavra, sinônimo de grande, foi na boca de Brizola — fracasso. Ela tropeçou até na questão energética, tema de sua especialidade.

E os políticos — e não os ratos — são os primeiros a abandonar o navio que está naufragando.

Isso sempre foi assim, e com o PT pode não ser diferente. Político não quer ser sócio do fracasso. Fazem isto em nome do espírito de sobrevivência, mesmo que para tanto tenham que mandar às favas os escrúpulos de consciência.

Aliás, pular do barco é o que mais vem ocorrendo no Congresso, a começar pelo impávido Eduardo Cunha, que serviu ao governo petista — e ao próprio bolso — até 2014.

Só assim se explica por que Dilma — cuja base governista elegeu 340 deputados, num total de 513, em outubro de 2014 — luta dia sim, outro também para aprovar um simples projeto no plenário da Câmara.

Para o PT, aparentemente, ainda é vantajoso aderir ao grupo que bate em retirada do governo Dilma. A presidente ameaça, com os péssimos indicadores sociais do seu governo, conspurcar, na média, as estatísticas no campo social que o presidiário João Santana costuma badalar.

O partido já perdeu o monopólio da honestidade e de anjo da guarda da Petrobras. Perder a patente de protetor dos pobres seria o fim.

Ancelmo Gois é Jornalista. Originalmente publicado em O Globo em 27 de fevereiro de 2016.

Os verdadeiros patriotas fazem perguntas


“Não é função de nosso governo impedir que o cidadão caia em erro; é função do cidadão impedir que o governo caia em erro”. (Robert Jackson, juiz da Suprema Corte dos EUA, 1950).

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por João Ivo Girardi

É um fato da vida em nosso pequeno planeta sitiado que a tortura disseminada, a fome e a irresponsabilidade criminosa das autoridades sejam mais prováveis nos governos tirânicos do que nos democráticos. Por quê? Porque é muito menos provável que os governantes dos primeiros sejam depostos pelos seus malefícios do que os governantes dos últimos.

Esse é o mecanismo de correção de erros na política. Os métodos da ciência - com todas as suas imperfeições - podem ser usados para aperfeiçoar os sistemas sociais, políticos e econômicos, e isso vale, na minha opinião, para qualquer critério de aperfeiçoamento que se adotar.

Mas como é possível, se a ciência se baseia em experimentos? Os humanos não são elétrons, nem ratos de laboratório. Mas toda lei do Congresso, toda decisão da Suprema Corte, toda diretriz presidencial de segurança nacional, toda mudança na taxa de juro preferencial é um experimento.

Toda mudança na política econômica, todo aumento ou decréscimo no financiamento do programa educacional, todo endurecimento das sentenças criminais é um experimento. Usar agulhas descartáveis, distribuir preservativos grátis ou descriminar a maconha são experimentos. O comunismo na Europa oriental, na União Soviética e na China foi um experimento. Privatizar o sistema de saúde mental ou as prisões é um experimento. O fato de o Japão e a Alemanha Ocidental terem investido muito em ciência e tecnologia e quase nada em defesa - e terem descoberto que suas economias floresceram - foi um experimento.

Em quase todos esses casos, não se fazem experimentos de controle adequados, nem as variáveis são suficientemente isoladas. Ainda assim, até certo grau, com frequência útil, as idéias políticas podem ser testadas. O grande desperdício seria ignorar os resultados dos experimentos sociais por parecerem ideologicamente intragáveis.

Não existe atualmente nenhuma nação na Terra em condições ótimas para a metade do século XXI. Enfrentamos uma abundância de problemas sutis e complexos. Portanto, precisamos de soluções sutis e complexas. Como não existe teoria dedutiva da organização social, o nosso único recurso é o experimento científico - tentando às vezes em pequenas escalas (por exemplo, em nível da comunidade, cidade e estado) uma ampla gama de alternativas.

Quando alguém se tornava primeiro-ministro na China no século V a.C., uma das prerrogativas do poder era que ele começava a construir um estado-modelo em seu distrito ou província natal. O grande fracasso de sua vida, lamentava Confúcio, foi nunca ter chegado a desfrutar dessa experiência.

Até um exame casual da história revela que nós, humanos, temos uma tendência triste de cometer os mesmos erros mais de uma vez. Temos medo de estranhos ou de qualquer pessoa que seja um pouco diferente de nós. Quando ficamos com medo, começamos a maltratar as pessoas. Temos botões de fácil acesso que liberam emoções poderosas ao serem apertados. Manipulados por políticos inteligentes, podemos chegar até o mais alto grau de irracionalidade.

Dêem-nos o tipo certo de líder e, como os pacientes mais sugestionáveis dos hipnoterapeutas, faremos alegremente quase tudo o que ele quiser, mesmo coisas que sabemos estarem erradas. Os idealizadores da Constituição eram estudiosos de história. Por reconhecer a condição humana, procuraram inventar um meio de nos manter livres a despeito de nós mesmos.

As descobertas e as atitudes científicas eram comuns naqueles que inventaram os Estados Unidos. A autoridade suprema, superior a qualquer opinião pessoal, a qualquer livro, a qualquer revelação, eram - como diz a Declaração da Independência - as leis da natureza e do DEUS da natureza.

Benjamin Franklin era respeitado na Europa e na América como o fundador da nova área da física elétrica. Na Assembléia Constituinte de 1789, John Adams recorreu repetidamente à analogia do equilíbrio mecânico nas máquinas; outros, à descoberta de William Harvey da circulação do sangue. No final da vida, Adams escreveu: Todos os homens são químicos desde o berço até o túmulo... O Universo Material é uma experiência química.

James Madison usou metáforas químicas e biológicas em The federalist papers. Os revolucionários norte-americanos eram criaturas do Iluminismo europeu, o que nos dá um pano de fundo essencial para compreender as origens e o objetivo dos Estados Unidos. A ciência e seus corolários filosóficos, escreveu o historiador norte-americano Clinton Rossiter, foram talvez a força intelectual mais importante que moldou o destino dos Estados Unidos no século XVIII [...].

Franklin era apenas um dentre vários colonos de visão avançada que reconheciam o parentesco do método científico e do procedimento democrático. O livre exame, a livre troca de informações, o otimismo e a autocrítica, o pragmatismo, a objetividade - todos esses ingredientes da futura república já estavam ativos na república científica que floresceu no século XVIII.

Thomas Jefferson era cientista. Jefferson foi um de meus primeiros heróis, não por causa de seus interesses científicos (embora eles tenham ajudado a moldar a sua filosofia política) mas porque, talvez mais do que qualquer outra pessoa, foi responsável pela propagação da democracia em todo o mundo. A idéia - emocionante, radical e revolucionária na época (em muitos lugares do mundo continua a ser) - é que as nações não devem ser governadas pelos reis, nem pelos padres, nem pelos chefões das grandes cidades, nem pelos ditadores, nem por um conluio militar, nem por uma conspiração de facto dos ricos, mas pelas pessoas comuns, trabalhando juntas. Jefferson não era apenas um teórico influente dessa causa; também estava envolvido na prática, ajudando a criar a grande experiência política norte-americana, que desde então tem sido admirada e imitada em todo o mundo.

Numa carta redigida alguns dias antes de sua morte, ele anotou que a luz da ciência é que tinha demonstrado que a maioria da humanidade não nascera com selas nas costas, nem uns poucos privilegiados de botas e esporas. Na Declaração da Independência, escrevera que nós todos devemos ter as mesmas oportunidades, os mesmos direitos inalienáveis. E, se a definição de todos estava vergonhosamente incompleta em 1776, o espírito da declaração era bastante liberal para que hoje esse todos seja muito mais inclusivo. Jefferson ensinou que todo governo degenera, quando fica entregue apenas aos governantes, porque estes - pelo próprio ato de governar - abusam da confiança pública.

Quando consideramos os fundadores de nossa nação - Jefferson, Washington, Samuel e John Adams, Madison e Monroe, Benjamin Franklin, Tom Paine e muitos outros -, temos diante de nós uma lista de pelo menos dez e talvez até dezenas de grandes líderes políticos. Eles tinham uma boa educação. Produtos do Iluminismo europeu, eram estudiosos da história.

Conheciam a falibilidade, a fraqueza e a corruptibilidade humanas. Eram fluentes na língua inglesa. Escreviam seus próprios discursos. Eram realistas e práticos, e ao mesmo tempo motivados por princípios elevados. Não verificavam as pesquisas de opinião para saber o que pensar naquela semana. Sabiam o que pensar. Tinham familiaridade com o pensamento de longo prazo, planejando um futuro bem mais distante do que a próxima eleição. Eram auto-suficientes, não precisando das carreiras do político e lobista para ganhar a vida. Eram capazes de revelar o melhor entre nós.

Interessavam-se pela ciência, e pelo menos dois deles eram versados nela. Tentaram determinar um rumo para os Estados Unidos a longo prazo - muito menos pelo estabelecimento de leis do que pela imposição de limites aos tipos de lei que podiam ser aprovados.

Uma das razões para a Constituição ser um documento ousado e corajoso é que ela permite mudança contínua, até da própria forma de governo, se assim desejar o povo. Como ninguém é bastante sábio para prever as idéias que vão suprir necessidades sociais urgentes - mesmo que elas sejam contrárias à intuição e tenham sido perturbadoras no passado -, esse documento tenta garantir a expressão mais plena e livre de todas as opiniões.

Há certamente um preço. A maioria de nós é a favor da liberdade de expressão quando há o perigo de nossas opiniões serem reprimidas. Mas não ficamos assim tão contrariados quando opiniões que desprezamos enfrentam um pouco de censura aqui e ali. No entanto, dentro de certos limites rigorosamente circunscritos.

Ainda que façam troça dos valores judaicos, cristãos e islâmicos, ainda que ridicularizem tudo o que é caro para a maioria de nós, os adoradores do Diabo (se é que existem) têm o direito de praticar a sua religião, desde que não violem nenhuma lei constitucionalmente válida.

Os indivíduos ou grupos têm a liberdade de afirmar que uma conspiração judaica ou maçônica está tomando conta do mundo, ou que o governo federal fez um pacto com o Diabo. Os indivíduos têm a liberdade, se assim quiserem, de elogiar a vida e a política de indiscutíveis assassinos de massa como Adolf Hitler, Josef Stalin e Mao Zedong. Até as opiniões detestáveis têm o direito de ser ouvidas.

Tom Clark, procurador geral da República e, portanto, o principal responsável pelo cumprimento das leis nos Estados Unidos, ofereceu em 1948 a seguinte sugestão: Aqueles que não acreditam na ideologia dos Estados Unidos não devem ter permissão de permanecer nos Estados Unidos. Mas, se há uma ideologia primordial e característica dos Estados Unidos é que não há ideologias obrigatórias ou proibidas.

Em seu famoso livrinho On liberty, o filósofo inglês John Stuart Mill afirmava que silenciar uma opinião é um mal peculiar. Se a opinião é correta, somos roubados da oportunidade de trocar o erro pela verdade; e, se está errada, somos privados de uma compreensão mais profunda da verdade em sua colisão com o erro. Se conhecemos apenas o nosso lado da argumentação, mal sabemos sequer esse pouco; ele se torna desgastado, logo aprendido de cor, não testado, uma verdade pálida e sem vida.

Em questões de direito penal, a Declaração de Direitos reconhece a tentação em que podem cair a polícia, os promotores e o Judiciário, no sentido de intimidar as testemunhas e apressar a punição. O sistema de justiça criminal é falível: pessoas inocentes podem ser punidas por crimes que não cometeram; os governos são perfeitamente capazes de forjar acusações falsas contra aqueles que, por razões que nada têm a ver com o suposto crime, não lhes agradam.

As novas idéias, a invenção e a criatividade em geral sempre estão na vanguarda da promoção de um tipo de liberdade - um desvencilhar-se das restrições claudicantes. A liberdade é um pré-requisito para continuar a delicada experiência da ciência - tendo sido uma das razões pelas quais a União Soviética não pôde continuar sendo um Estado totalitário e tecnologicamente competitivo. Ao mesmo tempo, a ciência - ou melhor, a sua delicada mistura de abertura e ceticismo, e o seu estímulo à diversidade e ao debate - é um pré-requisito para continuar a delicada experiência da liberdade numa sociedade industrial e altamente tecnológica.

Uma vez questionada a insistência religiosa na visão predominante de que a Terra estava no centro do Universo, por que se deveriam aceitar as afirmativas repetidas e conflitantes dos líderes religiosos no sentido de que Deus enviou reis para nos governar? No século XVII, era fácil enfurecer o júri a respeito desta impiedade ou daquela heresia. Eles estavam dispostos a torturar as pessoas até a morte em nome de suas crenças. No final do século XVIII, já não tinham tanta certeza.

A Declaração de Direitos desatrelou a religião do Estado, em parte porque muitas religiões estavam impregnadas de um espírito absolutista - cada uma convencida de que só ela tinha o monopólio da verdade e, assim, ansiosa para que o Estado impusesse essa verdade aos outros. Muitas vezes, os líderes e os praticantes das religiões absolutistas eram incapazes de perceber qualquer meio-termo ou de reconhecer que a verdade poderia se apoiar em doutrinas aparentemente contraditórias e abraçá-las.

Os idealizadores da Declaração de Direitos tinham diante dos olhos o exemplo da Inglaterra, onde o crime eclesiástico da heresia e o crime secular da traição haviam se tornado quase indistinguíveis. Muitos dos primeiros colonos vieram para os Estados Unidos fugindo da perseguição religiosa, embora alguns deles ficassem bastante contentes em perseguir outras pessoas por causa de suas crenças.

Os fundadores de nossa nação reconheceram que uma relação estreita entre o governo e qualquer uma das religiões conflitantes seria fatal para a liberdade - e prejudicial à religião. O juiz Black em 1962 descreveu a cláusula da Igreja oficial na primeira emenda da seguinte maneira: O seu objetivo primeiro e mais imediato se baseava na crença de que a união do governo e da religião tende a destruir o governo e a degradar a religião.

Além do mais, a separação dos poderes também funciona nesse ponto. Cada seita e culto, como observou certa vez Walter Savage Landor, é um controle moral exercido sobre os outros: A competição é tão saudável na religião como no comércio. Mas o preço é elevado; essa competição é um obstáculo a que grupos religiosos, agindo em harmonia, tratem do bem comum.

Ora, não adianta ter esses direitos, se não os usamos - o direito à liberdade de expressão quando ninguém contradiz o governo, à liberdade da imprensa quando ninguém está disposto a fazer as perguntas difíceis, o direito de reunião quando não há protestos, o sufrágio universal quando menos da metade do eleitorado vota, a separação da Igreja e do Estado quando o muro entre eles não passa por uma manutenção regular. Pelo desuso, eles podem se tornar nada mais que objetos votivos, palavreado patriótico. Direitos e liberdades: use-os ou perca-os.

Devido à previsão dos idealizadores da Declaração de Direitos - e ainda mais a todos aqueles que, com risco pessoal considerável, insistiram em exercer esses direitos -, é difícil agora prender a liberdade de expressão numa garrafa. Os comitês das bibliotecas escolares, o serviço de imigração, a polícia, o FBI - ou o político ambicioso à cata de votos - podem tentar reprimi-la de tempos em tempos, porém mais cedo ou mais tarde a rolha explode.

A Constituição é afinal a lei da nação, os funcionários públicos juraram preservá-la, e os ativistas e os tribunais de vez em quando impedem o fogo... Entretanto, devido a padrões educacionais mais baixos, competência intelectual em declínio, gosto diminuído pelo debate substantivo e sanções sociais contra o ceticismo, as nossas liberdades podem sofrer um processo lento de erosão e os nossos direitos podem ser subvertidos.

Os fundadores compreenderam tudo isso muito bem: O momento de estabelecer legalmente todos os direitos essenciais é quando os nossos governantes são honestos e nós mesmos estamos unidos, disse Thomas Jefferson. Conhecer o valor da liberdade de expressão e das outras liberdades garantidas pela Declaração de Direitos, saber o que acontece quando não temos esses direitos e aprender a exercê-los e protegê-los deveria ser um pré-requisito essencial para ser cidadão norte-americano ou, na verdade, cidadão de qualquer nação, ainda mais se esses direitos continuam desprotegidos.

Se não podemos pensar por nós mesmos, se não estamos dispostos a questionar a autoridade, somos apenas massa de manobra nas mãos daqueles que detêm o poder. Mas, se os cidadãos são educados e formam as suas próprias opiniões, aqueles que detêm o poder trabalham para nós.

Em todo país, deveríamos ensinar às nossas crianças o método científico e as razões para uma Declaração de Direitos. No mundo assombrado por demônios que habitamos em virtude de seres humanos, talvez seja apenas isso o que se interpõe entre nós e a escuridão circundante.

Finalizando: O texto acima foi condensado do livro O Mundo Assombrado pelos Demônios, 1995, de Carl Sagan. Este último capítulo foi escrito pela sua esposa Ann Druyan.

Nunca pus os pés nos Estados Unidos, mas admiro esta nação pela democracia, pela sua pujança tecnológica, pela meritocracia e principalmente porque, seus valores estão enraizados nos conceitos maçônicos de seus fundadores.

E o nosso Brasil? Qual o grau de valores ideológicos, intelectuais e morais dos dois últimos presidentes? Qual o seu passado? Pobre Brasil, pátria educadora. Não me procurem no dia 13 de março pois não estarei em casa.


João Ivo Girardi é Maçom Originalmente publicado no diário virtual JB News 1975, editado por Jerônimo Borges.