terça-feira, 31 de maio de 2016

Tombini admite queda de juros, Bradesco é indiciado, TCU pega Dilma de novo e TSE proporá reforma política


2a Edição atualizada do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net

O décimo nono dia do governo provisório de Michel Temer vem cheio de novidades. Umas boas, outras ruins - dependendo de quem é afetado pelas notícias. A melhor delas é que o ministro Gilmar Mendes, Presidente do Superior Tribunal Eleitoral, anunciou a criação de um conselho para definir uma reforma política. Os magistrados pensam até em fazer uma proposta de mudança no sistema eleitoral para apresentar ao Congresso.

Outra excelente notícia foi dada por quem está de saideira da presidência Banco Central do Brasil. Alexandre Tombini enxerga espaço para os juros de 14,25% caírem em julho. Tombini só não aposta que seu sucessor, Ilan Goldfajn, que vem da chefia econômica do Banco Itaú, faça isso logo na primeira reunião de que participará no Comitê de Política Monetária - o Copom. O mercado já aposta que, sem uma afrouxada monetária, não se consegue reverter a recessão. Até os banqueiros já aceitam ceder anéis para não perderem os dedos, a mão ou até o braço inteiro, com a inadimplência e o descontrole da dívida pública, independentemente do ajuste fiscal que Henrique Meirelles consiga (o milagre político) de produzir.

Outra notícia boa, sob o ponto de vista do combate à corrupção sem medo do poder de fogo dos poderosos, foi o indiciamento do presidente do Bradesco, pela Polícia Federal, na Operação Zelotes (uma prima menos famosa da Lava Jato que começa a crescer em gravidade). O executivo Luiz Carlos Trabuco Cappi já mandou soltar uma nota oficial para negar que o banco tenha contratado empresas que traficavam influência no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) para anular um "debitozinho" de R$ 3 bilhões com a Super Receita Federal.

A PF indiciou o auditor da Receita Federal Eduardo Cerqueira Leite, que teria articulado a reunião entre os integrantes do esquema e o comando do Bradesco. Junto com Trabuco, foram indiciados o vice-presidente do banco, Domingos Abreu, e Luiz Carlos Angelotti, diretor de relações com investidores da instituição. A PF enviou o inquérito ao Ministério Público Federal, que pode ou não oferece denúncia à Justiça Federal. O Bradesco se defende previamente: "O mérito do julgamento se refere à ação que o Bradesco perdeu em todas as instâncias da Justiça, em questionamento à cobrança de adicional de PIS/Cofins. Esta ação foi objeto de recurso pela Procuradoria da Fazenda no âmbito do Carf. O Bradesco irá apresentar seus argumentos juridicamente por meio do seu corpo de advogados. O Bradesco reitera seus elevados padrões de conduta ética e reafirma sua confiança na Justiça".

Outra notícia excelente é muito ruim para a Presidenta afastada Dilma Rousseff. A ciclista foi pega em novas pedaladas pelo Tribunal de Contas da União. A área técnica do TCU apontou uma série de irregularidades que fundamentariam a reprovação das demonstrações referentes ao exercício de 2015. O rolo ainda vai para análise do ministro-relator, José Múcio Monteiro, que pretende levar o processo ao plenário do TCU na segunda semana de junho, possivelmente entre os dias 15 e 17.

Dilma cai novamente da bicicleta porque os técnicos do tribunal indicaram que o governo fez uso de medida provisória para efetuar mudanças na destinação de receitas vinculadas, o que é proibido por lei. A MP 704, publicada em 23 de dezembro do ano passado, autorizou que o superávit financeiro das fontes de recursos decorrentes de vinculação legal existente na conta única do Tesouro Nacional até dezembro de 2014 fosse destinado à cobertura de despesas primárias obrigatórias no exercício de 2015.

Agora, uma notícia que não é novidade, mas apenas um replay do que a petelândia era craque em fazer: jogar a culpa no desgoverno anterior. O presidento Michel Temer orienta sua base aliada para defenderem seu governo provisório, alegando que receberem uma "herança maldita do PT". O ministro da Secretaria de Governo, Geddel Vieira Lima, reproduziu o que Temer deseja que seus defensores repitam, exaustivamente: "Temos que deixar de forma bastante clara que ninguém pode esquecer o que estamos herdando e que essa gente que hoje faz pose de maior oposição do mundo foi a grande responsável por tudo isso que está acontecendo no País".

O último dia de maio teve outra especulação preocupante: ameaçam "mijar para trás" alguns senadores que votaram pela admissibilidade do processo de impedimento da Dilma. Até agora, são contabilizados entre 53 e 55 votos para aprovar o afastamento definitivo de Dilma. São necessários 54 votos para ela ser tirada. Dilminha anda até esperançosa sobre a impossível volta ao trono do Palácio do Planalto. Mas todos sabem que os desdobramentos da Lava Jato é que ditarão o futuro dos acontecimentos políticos e econômicos. Como já previu José Sarney, a delação de Marcelo Odebrecht será a "metralhadora ponto 100"... A OAS vai na mesma onda, mas depende de uma avaliação do MPF sobre o que o executivo Léo Pinheiro tem a revelar de fato. A Força Tarefa da Lava Jato também estuda como pedirá ao Supremo Tribunal Federal o afastamento do presidente do Senado, Renan Calheiros, por tentativas de interferência no caso, em função das conversas gravadas por Sérgio Machado...

Enquanto os políticos brincam e especulam, estão na merda real os 11 milhões e 400 mil desempregados oficiais e os 60 milhões de inadimplentes. A pressão da crise econômica levará de volta às ruas a massa mobilizada nas redes sociais. A Revolução Brasileira prossegue, do jeito que dá e pode... Aguardemos os próximos acontecimentos na Grampolândia do Brasil lavado a jato...


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© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 31 de Maio de 2016.

Crise econômica e corrupção, que já derrubaram Dilma, também vão acabar com Michel Temer?


Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net

Governos não se sustentam quando uma crise política grave se combina com uma crise econômica mais destruidora ainda. A gestão provisória de Michel Temer, com apenas três semanas, se aproxima, perigosamente, do risco de descrença e desmoralização que pode acabar em insolvência. A situação brasileira é mais delicada porque não existe a menor condição política ou moral de Dilma Rousseff retomar a titularidade do Palácio do Planalto. Para piorar ainda mais a conjuntura, as soluções parecem distantes.

Michel Temer corre muito risco de perder o frágil apoio que tem da sociedade, caso não comprove, com atitudes  éticas e corajosas, que realmente apoia as iniciativas efetivas de combate à corrupção, como a Lava Jato. Até agora, Temer a posição supostamente favorável de Temer tem se restringido ao campo da retórica. Temer ficou arranhado com o caso Romero Jucá, e pode acabar ferido gravemente com o episódio das gravações de Sérgio Machado com o ministro da Transparência, Fiscalização e Controle (a antiga CGU). A situação de Fabiano Silveira ficou insustentável. Seguir com ele no time é garantia de fazer gol contra.

Temer está na marca do pênalti, de fato, por causa da crise econômica - e não apenas por conta das idas e vindas da politicagem. O tamanho real da inadimplência é um mistério assustador. Ainda não se tem certeza sobre a exatidão do número de 60 milhões de inadimplentes. Na prática, o mercado de crédito, com forçada restrição, opera no escuro. A Serasa Experian estima que haja R$ 256 bilhões em pagamentos atrasados. De janeiro a março, mais de dois milhões de devedores entraram na lista por falta de pagamento após 60 dias.

O que mais assusta é o efeito cascata na inadimplência. Quem perde a capacidade de pagamento acaba transferindo o problema não só para as instituições financeiras, mas para outras empresas públicas e privadas. Impactadas financeiramente, aquelas que perdem capacidade de fluxo de caixa, também deixam de pagar impostos, fornecedores e prestadores de serviços. As organizações mais frágeis quebram. As pessoas vão junto...

Essa segunda onda de inadimplência alimenta a "falta de dinheiro" no mercado. Reduz o poder de compra, amplia a desconfiança e alimenta a recessão e depressão rumo a uma estagnação econômica. É uma bola de merda... União, Estados e Municípios - tipicamente maus gastadores - são afetados em seu caixa e repassam a inadimplência. O círculo vicioso precisa ser rompido e revertido. Até porque o cidadão brasileiro é demasiadamente "estadodependente". Se os entes federativos "quebram", os cidadãos são afetadas direta e imediatamente.

O Presidento Temer teria a chance de reverter tal processo escatológico na economia? Com o time que escalou para o ministério, que só facilita a instabilidade política, a resposta é não. Além disso, Temer teria de fazer o dever de casa de cortar, de verdade, gastos públicos inúteis, improdutivos, que muitas vezes só atendem ao patrimonialismo e à corrupção. Também teria de reduzir o volume de tributos - e não aumentar e criar novos impostos.

Nessa mesma linha, Temer teria obrigação de dar transparência ao que se faz com o dinheiro público, permitindo à sociedade controlar o que se gasta e ter condições de compreender o quando significa ou não investimento público. Outra medida inadiável é baixar os juros, negociando com os bancos a redução dos spreads para reduzir o absurdo custo do crédito - que no Brasil sempre foi usurário.

Só haverá ambiente para a retomada de algum crescimento se for feito este deverzinho de casa. Temer vai fazer? Tem condições de fazer. Deseja realmente fazer? Estas são as questões básicas a serem respondidas urgentemente. Se Temer adiar a resposta, ajudará a mergulhar o Brasil na barbárie econômica e institucional, gerando um processo de ruptura de consequências imprevisíveis.

O modelo Capimunista em vigor - com o Estado se metendo em tudo, e fingindo que faz bem estar social com populismo ideológico, só vai nos conduzir ao caos. Sem uma profunda mudança estrutural, o Brasil continuará no caminho da perdição moral, política e econômica.

Da mesma forma como tem o dever de agir para melhorar a economia, Temer tem a obrigação moral, como Presidente da República, de apoiar a Operação Lava Jato e todo e qualquer forma de combate à corrupção. Fazer isso é tão básico e essencial para o governo Temer como a contenção da crise econômica.

O tal mercado anda ressabiado. Quem investe em Bolsas de Valores vislumbra problemas e altos riscos, mesmo com as promessas "desestatizantes" da equipe econômica de Michel Temer. Já tem muita gente com a intuição que o esquema de desestatização do Moreira Franco vai transformar minoritário em "maiorotário"...

Time do quando?

Humoristas italianos fizeram uma brincadeira com a Ferrari, no campeonato de Fórmula 1, que serve como uma pérola para definir o desempenho da equipe de Michel Temer, nas três semanas de interinidade presidencial:

"O time do hoje não, amanhã talvez, depois de amanhã com certeza".

Respeitando a ironia da mídia italiana, mas o time de Temer mais parece o Flamengo, que não convence sequer quando vence, e nem sabe ainda qual sua escalação ideal, com um treinador interino...

Aponte para o futuro é esta?

Tem gente apostando alto, nos bastidores do Judiciário, que Michel Temer vai intensificar seu discurso público em favor da Lava Jato, mesmo que isso cause ódio no PMDB e nos demais partidos aliados.

O fenômeno deve acontecer depois da visitinha que Temer receberá, nesta quinta-feira e sexta-feira da nova Secretária de Estado Adjunta para a América Latina, Mari Carmen Aponte.

Até agora, a administração Barack Obama não estabeleceu uma comunicação direta, oficial, com o Presidento Interino do Brasil, mas agora a turma do Departamento de Estado vem falar de olimpíadas, combate à zika, impeachment da Dilma, situação na Venezuela, mas também de Lava Jato e dos processos movidos por investidores norte-americanos contra a Petrobras, nos EUA...

Lição de Direitos Humanos

Releia um artigo deste Alerta Total, de 25 de janeiro de 2014, escrito pelo Desembargador Rogério Medeiros Garcia de Lima, que voltou a ser viralizado nas redes sociais: Lição de Direitos Humanos



Salvem a Rolinha do Planalto


Um grupo de pesquisadores, com o apoio do Observatório de Aves - Instituto Butantan e da Sociedade para a Conservação das Aves do Brasil (SAVE Brasil), anunciou recentemente para a comunidade de especialistas a redescoberta de uma das aves mais raras do mundo.

Conhecida como rolinha-do-planalto, a Columbina cyanopis está criticamente ameaçada de extinção.

Até o momento, os ornitólogos encontraram apenas 12 indivíduos da espécie.

O último registro comprovado da espécie antes da redescoberta aconteceu há 75 anos, em 1941.

O risco

A rolinha-do-planalto, espécie exclusiva do Brasil, está ameaçada principalmente pela destruição do Cerrado brasileiro, seu habitat.
As principais características da ave são olhos azuis claros e manchas azuis escuras nas asas, que se destacam da plumagem predominantemente castanho-avermelhada.

Nos últimos meses, os pesquisadores têm trabalhado simultaneamente no registro científico da redescoberta e em um plano de conservação, com o objetivo de assegurar a sobrevivência da ave no longo prazo.

Quem fez a foto rara da Rolinha-do-Planalto foi ornitólogo Rafael Bessa.

Homenagem eterna ao Benayon


Uma das coisas que mais detesto é ser obrigado a noticiar o falecimento de amigos.
Faço isso com imenso atraso, no caso do falecimento do professor Adriano Benayon do Amaral, autor de um livro de leitura obrigatória: "Globalização versus Desenvolvimento".

O Doutor em Economia, diplomata de carreira e professor universitário sempre colaborou com seus artigos para este Alerta Total.

Tive a honra de conviver com Benayon desde os tempos do saudoso jornal "O Farol", corajosamente publicado pelo também saudoso amigo Coronel Francimá de Luna Máximo.

O livre pensador Benayon, um patriota, morreu no final da tarde do dia 11, em Brasília, aos 81 anos de idade, depois de internado desde o dia 1º de maio em estado grave.

Fala sério...


O que se poderia esperar de um ministro da Transparência indicado por Renan Calheiros e Romero Jucá?

Orientação complicada


Vai abrandar?


Quem vai sobreviver?


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A transcrição ou copia dos textos publicados neste blog é livre. Em nome da ética democrática, solicitamos que a origem e a data original da publicação sejam identificadas. Nada custa um aviso sobre a livre publicação, para nosso simples conhecimento.

© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 31 de Maio de 2016.

O Estupro Coletivo nos Precatórios


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos Maurício Mantiqueira

Nada como um bom escândalo sexual para desviar a atenção do povo.

A cartilha da Nova Ordem Mundial para implantar o controle psicossocial tem como um dos capítulos mais eficazes a interferência na sexualidade humana,

Ninguém é, em sã consciência, favorável à barbárie.

Se a vítima é jovem, há uma comoção.

Que se lixem os milhares de velhos e incapazes que no passado foram prejudicados pelo poder público.

Entraram na pseudo justiça e após muitos anos e angustias, obtiveram sentença definitiva.

“Ganhou mas não leva !” é o cínico ditado popular.

Com a podridão escancarada por todos os lados do desgoverno, chegará o dia do homem-bomba tupiniquim.

“Vamos socializar a merda e os sofrimentos, com os canalhas que se apoderaram dos três poderes”.

Olho por olho, dente por dente; no melhor estilo dos “bonzinhos”.

A ira de Jesus expulsou os vendilhões do templo.

Sigamos o exemplo divino.

Expulsemos a canalha da vida pública.

Não dá para aceitar que, no Brasil, os VIPs sejam violentados pelo crime organizado no poder público.

No "Novo Dicionário Tabajara", VIP significa: Velhos, Impotentes e Pobres...


Carlos Maurício Mantiqueira é um livre pensador. Reza a lenda que não é VIP...

A Beleza da Desinformação (2)


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos I. S. Azambuja

Durante a Guerra Fria mais pessoas do bloco soviético trabalhavam no maquinário de DESINFORMAÇÃO do que no Exército e na indústria de defesa, somados. Só a comunidade de Inteligência do bloco tinha, facilmente, mais de um milhão de agentes e vários milhões de informantes ao redor do mundo. Todos estavam envolvidos no propósito de enganar o Ocidente – e seus próprios povos – ou em apoiar esse propósito.

A estes se deve acrescentar o vasto número de pessoas trabalhando para organizações internacionais de DESINFORMAÇÃO que o KGB criara em segredo. Essas organizações eram sediadas fora da União Soviética, fingindo-se de entidades internacionais independentes, e publicavam os seus próprios jornaus em francês ou inglês. Algumas dessas “Aldeias de Potenkim” internacionais: o Conselho Mundial da Paz (presente em 112 países), a Federação Mundial Sindical (presente em 90 países), a União Internacional de Estudantes (presente em 152 países), e a Federação Mundial da Juventude Democrática (presente em 210 países).

A tática tipicamente russa de não atacar frontalmente, e a DESINFORMAÇAO, se mostraram um meio deliciosamente indireto de confundir os inimigos do Kremlin. A primeira “Aldeia Potenkim” internacional foi fundada em 1949 e recebeu o respeitável nome de “Conselho Mundial da Paz”, de modo a não parecer coisa russa. Sua principal tarefa era reivindicar a autoria do material criado pelos soviéticos, que documentava que os EUA era um pais sionista provocador de guerras, financiado com dinheiro judeu e governado por um voraz “Conselho dos Sábios de Sião”. O objetivo era criar medo de que os EUA iniciassem uma nova guerra para transformar o resto do mundo num feudo judeu.

Existia uma condição principal para que a DESINFORMAÇÃO obtivesse sucesso, e era que a notícia deveria sempre ser construída em torno de um “cerne de verdade” que lhe emprestaria credibilidade. O “cerne de verdade” do Conselho Mundial da Paz estava em ele ser sediado em Paris e ser presidido pelo Prêmio Nobel francês Frédéric Joiiot-Curie, um esquerdista persuadido por Stalin a emprestar o seu nome a essa “Aldeia Potenkim” internacional.

Por precaução, Stalin decidiu fazer com que a DESINFORMAÇÃO parecesse algo historicamente francês. No início da década de 1950, o DIE – Serviço de Inteligência e Espionagem Estrangeira da Romênia – foi instruído pelo seu respectivo chefe russo a lançar o rumor de que a palavra DESINFORMAÇÃO era derivada do francês. Em outras palavras, o DIE foi instruído a apresentar esse estratagema tradicionalmente russo como uma ferramenta capitalista francesa voltada para os pacifistas do bloco. A definição fornecida por Moscou era similar à que pode ser encontrada na edição de 1952 da Great Soviet Encyclopedia:

DEZINFORMATSIYA – Disseminação (na imprensa, no rádio, etc) de informações falsas com o propósito de ludibriar a opinião pública. A imprensa e rádio capitalistas fazem amplo uso da DEZINFORMATSIYA para enganar as pessoas, enredá-las em mentiras e descrever a nova guerra em preparação pelo bloco imperialista anglo-americano como uma arma defensiva e apontar a política pacífica da URSS, dos países da democracia popular e outros países pacifistas como supostamente agressivos. Um papel especial na disseminação desse tipo de notícia provocativa é desempenhado pela imprensa, rádio e várias agências de notícias capitalistas americanas, fornecendo informações falsas à imprensa e outras organizações de propaganda. As esferas governantes dos EUA, Grã-Bretanha, França e de outros governos imperialistas freqüentemente recorrem à dezinformatsiya em matéria de relações internacionais e fazem uso dadezinformatsiya para ocultar a natureza predatória da guerra que desencadeiam.

Hoje, a maioria das pessoas acredita que dezinformatsiya deriva de alguma palavra francesa, mas o dicionário francês oficial, oLarousse, não menciona essa palavra em 1952, e tampouco em sua edição de 1978.

Naqueles primeiros anos do pós-guerra, o governo francês percebeu o estratagema de Moscou. Em 1954 acusou o Conselho Mundial da Paz de ser uma organização de fachada do KGB e o expulsou da França.

Não impressiona que o Conselho Mundial da Paz tenha sido expulso da França. Por trás de sua fachada supostamente francesa, era o mais soviético possível. Suas atividades diárias eram conduzidas por um Diretório de estilo soviético, cujos 21 membros eram agentes de Inteligência disfarçados, oriundos de nove países do bloco soviético – URSS, Polônia, Bulgária, Hungria, Romênia, Checoslováquia, Alemanha Oriental, Albânia e Cuba -. O Conselho Mundial da Paz também tinha 23 vice-presidentes de estilo soviético, que se dividiam da seguinte maneira: quatro representavam países comunistas – Rússia, Polônia, Alemanha Oriental e Romênia -; três representavam governos comunistas leais a Moscou – Cuba, Vietnã do Norte e Angola -; dois representavam a Organização para a Libertação da Palestina e o Congresso Nacional Africano, duas organizações terroristas antiamericanas financiadas por Moscou; quatro representavam partidos comunistas não-governantes – EUA, França, Itália e Argentina -; e dez representavam aliados do Conselho em nível nacional oriundos do bloco soviético e de outros países-fantoches de Moscou.

A maioria dos funcionários permanentes do Conselho Mundial da Paz eram agentes de Inteligência soviéticos disfarçados, especializados em “operações de paz”, cuja tarefa era moldar os novos movimentos pacifistas do Ocidente. O Conselho também tinha filiais, financiadas por Moscou, em 112 países. E também lançou duas publicações em francês – Nouvelles Perspectives e Courier de La Paix – as quais eram feitas por agentes do KGB e do DIE, disfarçados, e controladas pelos serviços soviéticos e romenos de DESINFORMAÇÃO.

Até o dinheiro do Conselho Mundial da Paz provinha de Moscou, entregue por agentes de Inteligência soviéticos, sob a forma de dólares americanos lavados, a fim de esconder sua origem. Em 1989, quando a União Soviética estava à beira do colapso, o Conselho admitiu publicamente que 90% do seu dinheiro vinha do KGB.

Em meados dos anos 1’950, 30 milhões de pessoas na Europa Ocidental – Itália, frança, Portugal e Grécia - estavam votando em comunistas antiamericanos. Um sucesso notável da DESINFORMAÇÃO do bloco soviético, levando-se em conta quer os EUA tinham libertado a Europa da ocupação nazista e reconstruído as suas economias, dizimadas pela guerra.

A Federação Sindical Mundial, a segunda maior “aldeia de Potenkim” do KGB, também sobreviveu ao colapso da União Soviética. Ainda é sediada em Praga e ainda utiliza retórica antiamericana da época da Guerra-Fria.

A Federação Democrática Internacional de Mulheres adotou uma nova constituição durante a Quarta Conferência Mundial sobre Mulheres da Organização das Nações Unidas, em 1995, em Pequim, exigindo, em oratória típica da Guerra-Fria que “as mulheres do mundo” combatessem a globalização das “assim chamadas economias de mercado”, as quais são a “causa fundamental da crescente feminização da pobreza por toda a parte”.

A União Internacional de Estudantes, sediada em Praga, tem hoje 152 uniões nacionais de estudantes em 114 países e continua a propagar o ódio aos EUA. Um apelo internacional lançado durante o “Dia dos Estudantes Internacionais”, em 2001, condenou os “ataques vingativos dos EUA ao Afeganistão, que fizeram retroceder a luta pela estabilidade no Oriente Médio e serviram para fomentar mais racismo e intolerância ao redor do mundo”.

Embora ocultem seus verdadeiros laços com Moscou, esses grupos promovem continuamente idéias e programas que apóiam as causas do Kremlin. São perfeitos canais de contínua DESINFORMAÇÃO.
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O texto acima é o resumo de um dos capítulos do livro “Desinformação”, escrito pelo Tenente-General Ion Mihai Pacepa – foi chefe do Serviço de Espionagem do regime comunista da Romênia. Desertou para os EUA em julho de 1978, onde passou a escrever seus livros, narrando importantes atividades do órgão por ele chefiado, e que influenciaram diretamente alguns momentos históricos do Século XX -, e pelo professor Ronald J. Rychlak - advogado, jurista, professor de Direito Constitucional na Universidade de Mississipi, consultor permanente da Santa Sé na ONU, e autor de diversos livros -. O livro foi editado no Brasil em novembro de 2015 pela editora CEDET. 


Carlos I. S. Azambuja é Historiador.

Republiqueta? O Brasil?


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Gilberto Pimentel

Nesses dias tenebrosos que vivemos, o uso do termo vem se repetindo com frequência no mundo político para definir o nosso país. De início pelos opositores do governo por conta do caos político, econômico e social que se instalou nos treze anos de desmandos do lulopetismo, mas, também, pelas calamitosas alianças estabelecidas com os países ditos bolivarianos, liderados pela Venezuela, e com outras ditaduras, das quais Cuba é o exemplo maior.

Mais recentemente, o termo republiqueta, por ironia, foi apropriado pelos próprios petistas, agora a nova oposição, para justificar o “golpe” que afastou a presidente petista; golpe que, de resto, nem de longe ocorreu, uma vez que o processo de impeachment instalado teve o apoio maciço da sociedade, do Congresso Nacional e a permanente supervisão e acompanhamento do STF, tudo rigorosamente de acordo com a Constituição Federal.

O termo republiqueta tem muitas definições, mas a que julguei mais adequada foi: “Classificação vulgar que se dá a uma república que não tenha participação internacional expressiva. República insignificante. A intenção de quem usa a palavra é diminuir o status do país comentado, expressando sua indignação, insatisfação e até mesmo prepotência por parte de quem o faz.”

Ora, chamar o Brasil de republiqueta, é ofensivo à dignidade da nação e da nossa gente, e muito mais ainda quando o uso do termo é feito justamente por quem menos autoridade teria para fazê-lo, os dirigentes e políticos, os mesmos que por falta dos mais comezinhos princípios de ética, moral e responsabilidade, traem a confiança que os eleitores neles depositaram.

O Brasil jamais será uma republiqueta enquanto contar com instituições que inspirem respeito, que sirvam unicamente ao Estado e não a governos de turno e muito menos aos que praticam ideologias importadas. E uma dessas instituições são as Forças Armadas (FFAA), respeitadas por suas congêneres em todo o mundo, dentre outras razões, por sua postura democrática, organização, disciplina, preparo, profissionalismo e invejável sistema de ensino. Não é por outra razão que frequentemente somos instados a liderar delicadas missões sob a égide da Organização das Nações Unidas (ONU) nos mais conflituosos ambientes.

E sobre isso, essas mesmas FFAA deram recentemente uma histórica lição no governo petista, agora afastado, quando em sua autocrítica seus líderes apontaram como uma das causas da derrocada, o investimento inadequado na cooptação dos militares. Completo desconhecimento de quem somos.

Nossos dirigentes e políticos terão que aprender que não se trata de ser o Brasil uma republiqueta. A republiqueta são eles próprios, o mundo sujo deles. A quem de nós, por exemplo, cidadãos honestos, no contexto em que vivemos, preocupam as penas severas aplicadas pelos juízes de Curitiba? A quem de nós interessa se o delator premiado extrapolou? Se deve delatar solto e não atrás das grades? Ou se o vazamento de uma gravação clandestina tem valor testemunhal ou não? Claro que nenhuma preocupação. Ao menos os que não têm o rabo preso.

No entanto, hoje não temos nenhuma dúvida de que a grande maioria dos políticos, em todos os escalões, no mínimo, praticaram crimes ou graves delitos. É só ouvir o teor das inúmeras gravações clandestinas que se sucedem na mídia.

Nem é o caso de discutir se têm ou não validade criminal. Elas mostram que todos, sem exceção, por razões escusas, têm como objetivo maior: obstar a ação da Justiça, do juiz Sergio Moro em particular, e prejudicar o desenvolvimento da Operação Lava-Jato. Sabem que têm contas a ajustar com a Lei.

O mundo político está apodrecido. O expurgo dessa gente é condição indispensável para que nosso País readquira o respeito da sociedade. Custe o que custar vai valer a pena.


Gilberto Pimentel, General, é Presidente do Clube Militar.

Falsa ideologia, renda e trabalho


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Hélio Duque

Em 1963, o ministro do Planejamento, Celso Furtado, no governo Goulart, ao formular o Plano Trienal, fixando disciplina na política econômica e forte ajuste fiscal, foi combatido e boicotado por setores do próprio governo. O ministro San Thiago Dantas, ante a radicalização com o programa de estabilização, conceituou que no Brasil existiam duas esquerdas: a negativa e a positiva. A primeira herdeira, em tempo de guerra fria, dos fundamentos revolucionários da luta de classes. A segunda alicerçada nos princípios sociais democratas e reformistas buscava saída democrática para a crise que mergulhava a administração pública. O epílogo daquele governo é conhecido.
                  
Hoje, com o advento da globalização, com tecnologias avançadas de comunicação, aliada ao fato histórico da queda do muro de Berlim, o coletivismo burocrático virou pó. Com isso o conceito tradicional de esquerda e direita foi substancialmente alterado. Existe o que se chamaria de uma direita liberal e democrática do lado de uma direita radical, racista, antidemocrática e intolerante. Igualmente no que seria o campo da esquerda não é diferente. Nela, principalmente na Europa, predomina o reformismo democrático no Estado de bem estar social. E amplos setores que acreditam no caminho do enfrentamento, ao chamado Estado burguês e explorador, dividindo a sociedade em polos antagônicos.
                  
Na última década os brasileiros conviveram com essa realidade.  Na retórica demagógica, apenas. A realidade era outra. O paternalismo assistencialista, com claros objetivos eleitorais, garantiu por bom tempo relativo avanço na elevação dos salários e programas sociais. País de realidade social obscena, onde a desigualdade chega a ser desumana, o governo, infelizmente, foi incapaz de mudar a criminosa disparidade entre a renda do capital e a do trabalho.

Ignorou que sem crescimento econômico não existe inclusão social duradoura. A diminuição da desigualdade ocorrida por algum tempo, refletindo a estabilidade econômica, agora está sendo revertida pelo desemprego. Os trabalhadores com família para sustentar se defrontam com a inadimplência batendo à porta de modo angustiante, comprovando que não se cria artificialmente um Estado de bem estar social sem bases sólidas e sustentação no crescimento econômico.
        
O professor Marcelo Medeiros, da Universidade de Brasília e os pesquisadores Pedro Ferreira e Fábio de Castro, do Ipea (Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas), órgão do Ministério de Planejamento, constatam que não houve queda na desigualdade da renda no Brasil. Exemplificam: os 5% mais ricos, em 2006, detinham 40% da renda total do País. Em 2012 acumulavam 44% da renda. E nesse 2016, está por ser aferido. Os encargos e juros da dívida pública pagam, em um ano, o equivalente a 15 anos do “Bolsa Família”.
        
Na outra ponta de apropriação da renda, a “Bolsa Empresário” foi ativa integrante da agenda daqueles governos. E não ficou adstrita ao BNDES, mas se estendeu a subsídios, desonerações e regimes diferenciados para setores privilegiados. O governo transitório de Michel Temer é herdeiro dessa “Bolsa Empresário”. Em 2016, custará R$ 270 bilhões. Precisa ser revista pelo Ministério da Fazenda pelo impacto que tem nas finanças do governo federal. Já que a Previdência está subordinada a Henrique Meireles, observe a constatação do economista Marcos Lisboa, ex-secretário de Política Econômica no governo Lula: “A agricultura não paga Previdência e impostos porque a maioria dos produtores, até os que faturam bilhões, acaba sendo enquadrado como pessoa física e não jurídica.”
        
Quando a esquerda negativa do lulopetismo, de maneira juvenil e estudantil, acusa que as elites estão promovendo ação golpista para mudar o governo, nada mais falso. Foram essas elites as grandes beneficiadas naqueles governos. As vítimas, quando as cortinas da fantasia se fecharam, foram os trabalhadores e os pobres. A recessão responde hoje por 11,5 milhões de desempregados, 60 milhões de inadimplentes acumulando R$ 256 bilhões de dívidas em atraso, representando 41% da população com mais de 18 anos.
        
A fraude populista, com pseuda roupagem ideológica, construiu a realidade que jogou a economia brasileira na maior crise da era republicana. E para sair dela não existe caminho fácil. Exige remédios extremos para curar a enfermidade. O novo governo, se tiver coragem, deve se mirar no exemplo de Winston Churchill, quando Londres era destruída pela aviação nazista: “Resistiremos com sangue, suor, trabalho e lágrimas.”


Helio Duque é doutor em Ciências, área econômica, pela Universidade Estadual Paulista (UNESP). Foi Deputado Federal (1978-1991). É autor de vários livros sobre a economia brasileira.

Ação e Especulação - Descartes e Sartre


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Laercio Laurelli

A consciência reflete o sentido de que o valor do conhecimento é o que está próximo da verdade; e o valor da ação, na maioria das vezes, é a  resolução que não se opõe de modo igual à especulação. Portanto, ação e especulação se tornam visíveis na medida em que fazer da necessidade virtude é entender que existe, pela sintonia de uma estrutura espacial, a compreensão regida pela natureza, de que há manifesta diferença entre sofrer a necessidade e sabe-la necessária.

Por singelo entendimento, o “existencialismo” de Sartre, é o  posicionamento “excêntrico” do homem, percepção de uma temporalidade contínua; ao passo que o “existir” de Descartes é o desenvolvimento mental do pensamento que faz do homem obter conhecimento, de conformidade com o plano sensorial superior. Sua estrutura intelectual nos esclarece que o sentido é a “intenção de significar”.

É óbvio que Jean-Paul Sartre foi e sempre será destacado pelo brilhantismo e eloquência de suas obras filosóficas e teatrais, que o coloca na posição de referência diante de sua concentração criativa, como por exemplo, peças que se podem classificar como literatura moderna: “As moscas; Entre quatro paredes; Mortos sem sepultura; A prostituta respeitosa; As mãos sujas; O Diabo e o bom Deus”. Não posso sonegar a admiração que ostento por toda sua grandeza. Não posso negar que me debruço em seus ensinamentos, como por exemplo, as duas formas de conhecimento: “perceber e imaginar”.

Quanto ao “existir”, regido pela “intenção de significar” de Rene Descartes, comgrau avançado de inteligência, desenvolveu o “discurso do método”, estabelecendo a diferença entre o homem e o animal.  Ademais, sua mais eficiente exploração mental é o principio das “Meditações metafisicas”, onde se inicia o movimento de se conhecer a si mesmo, a descoberta do espírito como sujeito diferente de todo objeto, a identificação da natureza do homem, enfim, o centro de que  “penso, logo existo”.

Estudar e compreender os dois ícones da filosofia, Rene Descartes (1.596-1.650) e Jean-Paul Sartre (1.905-1.980), significa de todas as formas, iluminar as regras da consciência, da moral, da dignidade e, acentuar de forma sólida, a reconstrução de conhecimentos pelo exercício do cérebro, na moradia mental do plano sensorial superior.  


Laercio Laurelli – Desembargador aposentado do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (art. 59 do RITJESP) – Professor de Direito Penal e Processo Penal – Jurista – Articulista – Idealizador, diretor e apresentador do programa de T.V. “Direito e Justiça em Foco”.

Que tal pedir para sair da Petros, Jäger?


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Sérgio Salgado

Ilmo. Sr. Henrique Jäger, Presidente da Fundação Petros:

O Sr. Aldemir Bendine acabou de pedir demissão da nossa patrocinadora, a Petrobrás, em carta ao seu Conselho de Administração, abrindo espaço para a discussão de novos rumos à nossa empresa maior.

Seria de extrema elegância da sua parte que o Sr., que foi indicado e por ele trazido para gerir a Fundação Petros, no que deixou muito a desejar, considerando, sob sua gestão, a triplicação do rombo que vai ser alcançado quando do fechamento de dezembro de 2015 a ser ainda publicado, fizesse o mesmo.

Escreva ainda hoje também sua carta de demissão e a encaminhasse ao nosso Conselho Deliberativo para que possamos trabalhar com outras perspectivas que não seja a defesa que essa diretoria fez de gestões anteriores temerárias que ocorreram na Petros, o que resultou num déficit colossal, déficit esse que está sendo escondido por essa diretoria até agora, bem como a aceitação de acordos espúrios e imorais na questão dos níveis, que resultaram em outro tanto e elevado prejuízo à nossa fundação.

Sérgio Salgado é empregado aposentado da Petrobras. Foi membro do Conselho Fiscal da fundação. Matrícula Petros 0319531

A Incrível trapalhada do Presidente do Itaú

Roberto Setúbal, do Itaú

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Mtnos Calil

Não era melhor o sr.  ficar quieto no seu canto? Para que se expor desta maneira? Para atrair os investidores? O sr.  acha mesmo que eles vão se sensibilizar com seu apoio ao conturbado governo Temer-Meirelles? Se eles enxugarem muito as contas públicas como pretendem, isso vai aumentar mais ainda o número de desempregados, sr. Setubal!

Mas em agosto do ano passado o sr. defendeu a permanência da Dilma no Governo! O sr. está tão atrapalhado quanto o Temer e o Meirelles.  É melhor o sr. se aquietar no banco que realmente foi feito para "você", como inventaram os nossos publicitários criativos... muy criativos...  Veja a seguir o que o sr. disse antes e depois do impeachment.

Antes do impeachment, em entrevista ao jornal Folha de São Paulo no dia 23 de agosto de 2015, o sr. fez uma defesa tão contundente da D.Dilma, que deve ter surpreendido até a ela! ( e ainda tem gente neste mundo que acredita que o Lula e a Dilma são comunistas...) 

Olha só o que o sr. disse na entrevista concedida a DAVID FRIEDLANDER da Folha:

*Nada do que vi ou ouvi até agora me faz achar que há condições para um impeachment. Por corrupção, até aqui, não tem cabimento. Não há nenhum sinal de envolvimento dela com esquemas de corrupção. Pelo contrário, o que a gente vê é que Dilma permitiu uma investigação total sobre o tema [corrupção na Petrobras]. Era difícil imaginar no Brasil uma investigação com tanta independência. A Dilma tem crédito nisso.

*(as pedaladas fiscais) ... não me parece ser motivo para tirar a presidente. Até porque presidentes anteriores a ela passaram por situações semelhantes. Seria um artificialismo querer tirar a presidente neste momento. Criaria uma instabilidade ruim para nossa democracia.

* Não se pode tirar um presidente do cargo porque ele momentaneamente está impopular. É preciso respeitar as regras do jogo, precisa respeitar a Constituição. Eu sou a favor da Constituição.


Agora, segundo informa o Estadão o sr. cancelou toda a sua catilinária pró-Dilma afirmando que o impeachment se processou respeitando a mesma constituição. Num momento o sr. respeita a constituição se manifestando contra o afastamento de Dilma e noutro momento o sr. continua respeitando a constituição defendendo o impeachment que ocorreu de uma forma organizada???

Unbelievable! Se me dissessem que o sr. fez essa trapalhada toda sem mostrar os jornais, eu sinceramente não acreditaria. 

Transcrevemos a matéria completa do Estadão publicada hoje, 30/05/2016:
O presidente do Itaú Unibanco, Roberto Setubal, afirmou em mensagem gravada para investidores do banco que o processo de troca de governo ocorreu "de forma organizada, ordenada, de acordo com o que está previsto na Constituição". O vídeo foi transmitido na manhã desta segunda-feira, 30, em reunião promovida pela Associação dos Analistas e Profissionais de Investimento do Mercado de Capitais (Apimec), no Rio.

"O que o País fez foi seguir a Constituição. É uma consolidação muito forte da nossa democracia", disse Setubal sobre o afastamento, por até 180 dias, da presidente Dilma Rousseff (PT). Com isso, assumiu o até então vice-presidente, Michel Temer (PMDB).

"Nossas esperanças se renovam. O Brasil abre perspectivas positivas, uma relação maior de possibilidades de retomada do crescimento econômico", acrescentou o executivo.

Mtnos Calil, Psicanalista, é Coordenador do Grupo Mãos Limpas Brasil.


PS. Em memória de Adriano Benayon, falecido há alguns dias,   lembro este artigo sobre os bancos predadores: O papel dos bancos predadores